Poemas quando eu me Amei de Verdade
Tudo o Que Eu Quero Ser em Ti
Queria deter o tempo em seu caminho,
fazer dos nossos instantes eterna luz,
não deixar que o momento se desfaça,
mas guardá-lo em nós como um sagrado laço.
Quero ser a calma que acalma teu mundo,
a paz que repousa no fundo da alma,
o mel que suaviza cada palavra tua,
doçura que fica, mesmo quando silencia.
Ser o toque suave que te envolve e veste,
acender o desejo mais vivo e profundo,
aquela lembrança que traz ternura aos olhos,
a história que amas e que nunca se acaba.
Ser o olhar que encontra o teu e te encanta,
o carinho que afaga quando o cansaço vem,
o abraço que acolhe, que segura e conforta,
a voz que te fala e que só a ti conhece.
Ter o sabor do beijo que fica na pele,
o calor do abraço que nunca é bastante,
fazer do meu sonho a tua realidade,
e do nosso amor a verdade mais radiante.
Pois quero ser tudo, em cada detalhe,
tudo o que és em mim, em cada manhã:
o sentido que faz a vida valer a pena,
o amor que, em nós, se tornou eterno.
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Quem quiser me ver, vá na minha casa
A porta vai estar aberta, sem senha, sem tela pra travar
O cheiro do café passando na cozinha te chama
E a gente toma um gole quente, sem tirar fotos pra guardar
Conversar sem precisar de curtida,
Sem notificação cortando o riso pela metade
Só o olho no olho, a cadeira na calçada,
O tempo passando devagar, do jeito que é de verdade
Ah, que saudades das calçadas,
Das reuniões sem celular na mesa a atrapalhar
Das histórias contadas de novo, e mesmo assim gargalhar
Do vizinho que gritava “ô de casa” e já entrava pra prosear
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Eu quero de volta o abraço sem pressa
O “fica mais um pouco” dito na despedida
E a saudade boa de quando presença era a única conexão precisa
Porque tem memória que não cabe em nuvem,
Tem afeto que Wi-Fi não alcança
Tem vida que só acontece
Quando a gente desliga a tela… e liga a esperança.
Eu tive um momento
Eu tive um momento no tempo
que deixou de ser
enquanto se leu
o que tinha para ler.
Logo esqueci.
De pouco vivi
para saber
o quanto tempo passou,
desde que tal consciência ganhei
da eternidade do tempo
que muito tentei eternizar.
No momento que tinha para dar e viver,
acabei apegado
no apêndice que carrego.
Não só eu,
mas todos os que de tempo compartilham,
sem nada viver,
pois vidrados estão
em mostrar
o quão vivendo estão.
Por telas eu vi
tempos perdidos ali,
por tentar registrar
o que passando está.
Na ânsia de mostrar
o passado presentificado
que não existe.
Pois registro é tempo perdido tentando se redimir
do que vivido não foi.
A meu tempo,
tentando provar que vivido foi,
frustrado fico em saber
que se foi o tempo
que nem mesmo vivi,
pois tentei segurar
o mais implacável de todos,
Cronos sabe o que faz.
Pois, se não fosse tão fulgaz,
o ser humano o tentaria roubar,
achando que sucesso teria,
quando, na verdade,
só adiantaria
seu fim contumaz.
Por detrás de um eu
Os vestígios de uma vida que se passa,
carregada de escombros
é vista de todo sempre
como uma vida que falhou,
que o destino não ligou,
e nem precisa lembrar.
Nada mais parece claro,
quantos os relatos nos muros,
feitos por vezes inseguro
de alicerce de sonhos
trancados nos vales
dos desejos não vividos,
que agora jazem
no baú esquecido
da vida que passou.
Não se empenha
com mesmo fulgor em recordar
que uma vida não pode passar,
sem marcas deixar,
de bom ou de ruim
que importa?
O tempo passa galopante,
outros tentam apagar,
talvez senão uma marca deixar,
de tudo que passou,
se pense que ela existiu,
um bem houve.
Eu não sabia
Um dia, pelo caminho,
entre idas e vindas,
surgiu um amigo.
Eu não sabia
mas ele já me conhecia.
Tão bom, tão amável,
que nem percebi
que no mundo havia
alguém que me via.
Perdido, acreditava:
longe de casa,
ninguém me notava.
Eu não sabia
mas quem diria,
ele já me conhecia.
Eu sou como música....
Se você me tratar como samba, eu te trato no mesmo ritmo, só no sapatinho, eu também vou te pisotear e tripudiar em cima de você.
Se você me tratar como rock, vou gritar com você até você se sentir pequeno, ou seja, até você se sentir um nada entre as pessoas.
Se você me tratar como funk, com certeza vai rolar barraco, palavrão ,ou seja,vai rolar tudo o que você merece ouvir de si mesmo (a).
Se você me tratar como forró, vou te levar só no papo, na conversa fiada e vou te levando com a barriga até não poder mais.
Se você me tratar como pop rock, vou fingir que estou na sua, vou fingir que estou no seu embalando só para ganhar sua confiança.
Mas se você me tratar como Valsa, com toda certeza, você terá meu respeito, meu carinho e minha atenção.
Por tanto lembre-se, eu vou agir com você de acordo com a música que você tocar...
_Olívia Profeta_
''Para o fraco ,eu desejo-lhe, resiliência;
para o humilde, eu desejo-lhe ,exaltação;
para o arrogante, eu desejo-lhe,mais empatia; para o pessimista cheio de negatividade, eu desejo-lhe, minha palavra positiva; para o otimista ,eu desejo-lhe, muita esperança e confiança,para nunca desistir de seu ideal e para você que é invejoso(a) e despeitado(a),eu dedico-lhe, o meu sucesso."
----Olívia Profeta---
O evangelho
Eu não acho bem debates, sobre o evangelho. O evangelho afirma-se verdadeiro por si próprio. No tempo de Jesus de Jesus Cristo e dos Apóstolos, não havia debates! O evangelho era a verdade, mostrava -se como tal, sem debates! "O evangelho é o poder de Deus, que transforma, quem nele crê!
Se eu fosse livre, livre seria para amar-te. Ah, o quão livre eu seria...
Eu voaria na imensidão dos teus olhos, me jogaria nas ondas do teu cabelo.
Me afogaria no teu suor e no teu cheiro, me alimentaria somente das palavras da tua boca.
Eu correria pelas curvas do teu corpo sob a chuva, me contentaria com apenas o toque das tuas mãos.
Me envolveria nas nuvens do teu abraço, me permitiria cair no teu enlace.
Eu viajaria para qualquer estrangeiro, desde que lá estivessem você e o teu cheiro.
Me afogaria no mar do teu peito e saciaria a minha sede com a água doce que escorre da tua língua.
Ah, minha amada, se eu fosse livre, livre seria para fazer-te feliz aos montes.
Entretanto, cortaram-me as asas. As ondas são demasiadamente selvagens.
O ato de se afogar não basta para uma pequena morte e, há tempos, já não me alimenta.
Tiraram- me as pernas, o céu não chora mais, e o teu toque tem sido distante; já até te afastaste de mim.
O céu permanece limpo por tempo demais, e isso me aflige. Nossa união já não passa de sonhos meus.
Viajo aos montes, mas em lugar algum encontro o teu amor. Sinto o teu cheiro onde quer que eu vá, mas você não está lá.
Teu mar é calmo e extasiante; no entanto, não possuo barcos para seguir adiante.
A todo momento sinto sede, mas não encontro o oásis da tua boca. Por isso lhe digo, minha amada, minha doce e impaciente amada:
Que, mesmo acorrentada de corpo e alma, mesmo não tendo liberdade para nada,
eu amo-te com tal liberdade que os pássaros me invejam aos montes.
Pois sou livre para amar cada pedacinho teu; e é com essa exuberante liberdade que lhe entrego meu coração, para que seja somente seu.
Eu achava que aquele seria o último poema meu para você, mas ainda há um pedaço seu em mim, talvez um pedaço permanente.
Eu juro que tentei deixar esse sentimento de lado, pena que é a ele que me controla.
Meu coração sempre foi lento mesmo em aceitar despedidas, só que quando soube da sua partida — vi que meu amor por você continuaria viva, até o silêncio pareceu mais pesado e percebi — sua ausência vai me afetar em tanto.
Minha visão vendo você ir embora irá ficar por algum motivo embaçada, pelo menos irei tentar aceitar oque mais dói.
Você não foi feito para ficar.
💬 Reflexões — Jalison Santos teólogo
“Eu ainda estou costurando as minhas cicatrizes.”
“Cada linha é um aprendizado para a vida.”
“A nossa vida é como uma terra seca: quando a tempestade vem, ela nos fortalece.”
“Cuidado para você não se afogar com as próprias lágrimas.”
“Cuidado com as águas que você joga fora da sua vida; não despreze a tempestade, às vezes foi ela quem te limpou.”
Querida, uma das primeiras coisas que eu aprendi ainda nos meus primeiros séculos de vida foi comprovar que regras proibitivas nunca são realmente cumpridas à risca. Por isso eu criei a primeira e única regra desta nave: "É proibido proibir dentro dos limites físicos de Dora".
Lazarus Long
DORA, Salto Temporal
2026, Junho/05
Hoje eu me sinto completamente perdido, de tudo o que vivo e já vivi. Estou completamente desconectado desse mundo e, na verdade, eu não sei se quero me reconectar. Acho que meu melhor lugar é sozinho. Sei que tem pessoas que genuinamente gostam de mim, mas sinto como se eu tivesse perdido o que quer que mantenha essas conexões.
Por muitas vezes eu já vesti máscaras que me permitiam ser apresentável em qualquer lugar, mas agora quero me distanciar de tudo isso. Quero viver no meu mundo, onde me sinto confortável. Quero colocar algumas coisas em lugares diferentes, quero parar de sofrer, quero cumprir minha sentença e me compensar do que minha cela limita.
Acho que inventei que poderia ser feliz, simplesmente assim. Deveria ter ficado onde estava, onde eu me gabava de conhecer cada lugar em que colocava meus pés, mas fui me aventurar por lugares desconhecidos e agora não sei mais onde estou.
Vou achar um caminho de volta, para o lugar úmido, frio, escuro e silencioso, mas que eu conheço tão bem que poderia chamá-lo de lar. Vou voltar para os sorrisos sem sentimento, os olhares perdidos, as conversas ouvidas pela metade e os pensamentos soltos. Vou voltar para dentro de mim.
Intimidade da morte
É engraçado como eu e a morte somos próximos. Ela me avisa que vai tirar alguém de mim, como se isso fosse fazer doer menos, mas ela não me explica por que isso tem que acontecer.
Ela chega sem pedir licença, senta ao meu lado em silêncio e me encara como quem já conhece todas as minhas fraquezas. Às vezes diz quando, às vezes dá um aperto no coração, mas nunca diz como. Apenas deixa a sensação de que algo está prestes a mudar para sempre.
O curioso é que mesmo odiando sua presença, eu aprendi a reconhecer seus passos. Antes de cada despedida, existe um silêncio diferente, um peso no peito que nenhuma palavra consegue aliviar. E eu fico tentando negociar com o inevitável, como se o universo aceitasse barganhas feitas com lágrimas.
A morte sempre leva alguém, mas nunca leva apenas uma pessoa. Ela também arranca pedaços de quem fica. Rouba risadas que ainda não aconteceram, conversas que nunca serão terminadas, abraços que estavam guardados para outro dia qualquer.
E ainda assim, a vida insiste em continuar. O sol nasce como se nada tivesse acontecido, as pessoas seguem seus caminhos, o relógio não atrasa por causa da nossa dor. Talvez seja essa a parte mais cruel... descobrir que o mundo não para quando o nosso desaba.
Talvez um dia eu entenda por que algumas histórias terminem, talvez eu nunca entenda. Mas até lá, vou carregar comigo a saudade de quem partiu e o privilégio de ter vivido momentos que nem a morte foi capaz de apagar. Porque ela pode levar corpos, vozes e presenças, mas nunca conseguirá apagar o amor que ficou.
E sem perceber, a cada despedida ela volta a me visitar... Já não somos mais estranhos.
Entre perdas, silêncios e saudades, eu e a morte vamos nos tornando íntimos, não porque eu a aceite, mas porque ela insiste em fazer parte da minha história.
DEPOIS...
Depois dela, nunca mais fui o mesmo. Nem eu mesmo consegui ser.
Senti-me sem rumo, navegando entre rostos e noites, mas em cada encontro o vazio apenas crescia.
As pessoas passavam como sombras em um vale de mortos; mesmo quando o instante parecia “incrível”, logo depois vinha o peso de uma morte silenciosa dentro de mim.
Procurei-a em tudo: em sorrisos estranhos, em lugares que não eram dela, em músicas que apenas ecoavam sua ausência. Mas cada busca só me lançava mais fundo no abismo.
E assim, perdido em tentar encontrar “outra ela”, encontrei apenas o reflexo daquilo que nunca mais voltaria.
-Francisco Brito
Foi real.
Eu senti cada instante — nossas noites, nossos rolês, nossa intimidade.
Nossa parceria… ah, da nossa parceria eu tenho muita saudades.
Foi tudo real: cada beijo, cada abraço, cada madrugada dividida entre risos e silêncios.
Eu era apaixonado pelo jeito como você me via — via todos os meus lados, o melhor e o não tão bom, e mesmo assim amava cada um deles.
Ninguém nunca me olhou como você olhava.
Eu sinto tanto a tua falta… falta de tudo, até das tuas bobiças.
Sinto falta de nós dois, porque juntos éramos poesia viva e engraçada.
Por isso e por tantas outras coisas, sei: tudo foi real.
-Francisco Brito
Eu acredito em você
Que você, Pai,
Vai acabar com o inverno
Em mais seis semanas
Porque eu já estou ficando
Cansado do inverno
Tivemos de 15 a 20 centímetros de neve
E também está difícil para mim caminhar
Na calçada
Porque ainda não foi limpa
Devo dizer que está uma bagunça total lá fora
Alguns carros estão ficando presos na neve
*Saudade à Espera*
Enquanto fugia de mim, eu olhava o céu sentindo na pele a fria brisa da noite. No coração, a certeza cruel da incerteza de ter você. Na mente, o grito mudo da lembrança, a ausência do teu sorriso, a saudade do teu abraço. Oh lua, oh céus, oh estrelas cadentes, tragam de volta o que nunca foi meu. A ruína da minha existência, as estações inteiras dos meus pensamentos.
Eu queria ser forte
Eu queria ser forte,
Não forte com o corpo tonificado,
Mas com a mente preparada
Para apanhar um bocado
E, mesmo assim, voltar para o norte.
Eu queria ser forte.
Sentir o impacto do vento
E a fúria da tempestade,
Mas manter a serenidade
No meio do sofrimento.
Aceitar que a dor é oficina
Que molda o caráter do homem,
Pois as dores que nos consomem
São as mesmas que o tempo ensina.
Eu queria ser forte
Para não me perder no cansaço,
Fazer do tropeço um passo
E, da queda, um novo arranque.
Que a alma jamais desbanque
Diante do golpe da sorte,
Pois quem traz no peito o norte
Não teme o peso da morte.
Eu queria ser forte...
E, enquanto o mundo desaba,
Saber que a estrada não acaba
Para quem escolhe seguir.
Que o tombo me faça subir,
Que o erro me traga clareza,
Pois a verdadeira firmeza
É apanhar, e ainda sorrir.
