Marcio Jose dos santos
Eu queria ser forte
Eu queria ser forte,
Não forte com o corpo tonificado,
Mas com a mente preparada
Para apanhar um bocado
E, mesmo assim, voltar para o norte.
Eu queria ser forte.
Sentir o impacto do vento
E a fúria da tempestade,
Mas manter a serenidade
No meio do sofrimento.
Aceitar que a dor é oficina
Que molda o caráter do homem,
Pois as dores que nos consomem
São as mesmas que o tempo ensina.
Eu queria ser forte
Para não me perder no cansaço,
Fazer do tropeço um passo
E, da queda, um novo arranque.
Que a alma jamais desbanque
Diante do golpe da sorte,
Pois quem traz no peito o norte
Não teme o peso da morte.
Eu queria ser forte...
E, enquanto o mundo desaba,
Saber que a estrada não acaba
Para quem escolhe seguir.
Que o tombo me faça subir,
Que o erro me traga clareza,
Pois a verdadeira firmeza
É apanhar, e ainda sorrir.
Ninguém conspira contra o irrelevante. Se muitos precisam se unir para tentar destruir apenas um, é porque esse 'um' possui o peso, a retidão e a força que nenhum deles jamais terá individualmente.
Seja o amor da sua vida: afinal, de todas as pessoas do mundo, você é a única que estará com você do início ao fim da jornada.
Há almas que se unem pelo que têm de mais sombrio: o veneno que uma destila é o banquete que a outra deseja. Sozinhas elas desmoronam, por isso a dependência mútua as mantém unidas.
A cultura genuinamente nordestina aos poucos está sendo silenciosamente desfigurada, com os aplausos dos nossos queridos nordestinos.
Expor uma criança a um ambiente de bebedeira e letras de baixo calão não é inseri-la na cultura, é roubar-lhe a inocência para alimentar o egoísmo dos adultos.
Lugar de infância é onde se cultiva a virtude, e não em meio ao brinde dos excessos e à apologia da ignorância.
Levar uma criança para um ambiente de bebedeira e vulgaridade musical é o primeiro passo para transferir o vício dos pais como herança para os filhos.
Ser o escudo de todos só funciona até você perceber que a única pessoa desprotegida no campo de batalha era você.
Quem passa a vida sustentando o teto dos outros acaba esquecendo como é ter o céu sobre a própria cabeça.
Quando dois ou mais se unem para prejudicar apenas um, revelam a própria pequenez e o medo que têm de quem caminha sozinho.
Se o povo brasileiro cobrasse dos governantes com a mesma intensidade com que cobra dos jogadores de futebol, seguramente seríamos um país de primeiro mundo.
Se o cidadão brasileiro exigisse resultados dos governantes com o mesmo rigor, constância e paixão com que cobra os jogadores de futebol, o Brasil certamente já teria alcançado o patamar de uma grande potência.
