Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Por que eu me esforço em me destruir
Perseguindo a escuridão enquanto o sol usa uma coroa
Deixo minha saúde escapar
Deixo ela se deteriorar
Acho que sou minha própria tempestade que me leva embora
Olhos abertos à meia-noite
O relógio é meu ladrão
Contando as horas como folhas caídas
Por que eu me esforço
Por que eu não luto
Trocando meus sonhos por uma noite sem dormir
Acordando cansado
Uma sombra de mim
Por que eu me esforço
Por que não consigo ver
Este corpo é um templo
Mas eu o trato como sujeira
Correndo com o mínimo até começar a doer
Eu construo minha própria gaiola
Tranco a porta
Jogo a chave fora
E depois imploro por mais
Algumas horas
Apenas algumas
Sinto elas escapando
Como areia nas minhas mãos
Como fumaça no ar
Estou aqui, mas mal presente
Por que eu me esforço
Por que eu não luto
Trocando meus sonhos por uma noite sem dormir
Acordando cansado
Uma sombra de mim
Por que eu me esforço
Por que não consigo ver

"Eu só queria alguém a quem dizer olá; e você chegou e perguntou se estava tudo bem."




Obedes Lobadias

"Você chegou como quem diz: eu sou promotora de eventos, permita-me organizar o festival da sua felicidade!"




Obedes Lobadias

Hoje eu escolho focar na minha própria existência.
Por muito tempo vivi tentando ser o que o mundo esperava de mim,
enquanto eles aguardavam que eu fizesse algo,
e eu… eu esperava o quê?


Esperava permissão para ser quem sou?
Esperava coragem, validação, ou o momento perfeito?


A verdade é que ninguém pode viver por mim.
Tornar-me quem sou não é um ponto de chegada,
é uma decisão diária —
e hoje, finalmente, essa escolha é minha.

Não vou te provar quem és,
mas jamais me peça que eu escolha
entre o que sou
e o que você espera que eu seja.
Cada qual vive a sua realidade,
buscando a própria verdade.
Eu fui feita para o mundo,
você, para ser quem almeja se tornar.
Cada um com suas escolhas,
seus motivos,
sem padrões impostos.
Idealizações não são iguais
— e acreditar que todos chegam ao mesmo lugar no fim
é um mito perigoso.
Vamos exatamente
para onde nossas escolhas nos levam.

Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.

“Deus, eu te peço misericórdia pelos meus atos.
Que minhas palavras não sejam armas, mas pontes.
Livra-me da mentira que nasce do ego e do silêncio que foge da verdade.
Que eu fale quando for para curar,
cale quando for para não ferir,
e que a verdade que sair da minha boca venha temperada com amor.


Não permita que eu use a fé para julgar,
nem a razão para machucar.
Endireita meus caminhos, corrige minhas intenções
e faz de mim alguém que reflita a Tua luz
não só no que diz, mas principalmente no que vive. Amém.”

“Ai de mim se não continuar.”


Ai de mim se eu parar no meio do caminho.
Se eu deixar o cansaço falar mais alto que a fé.
Se eu permitir que as feridas me convençam de que não vale a pena.
Continuar nem sempre é força, às vezes é sobrevivência.
É levantar mesmo sem vontade, é dar passos pequenos quando o coração está pesado.
É entender que nem todo dia será vitória, mas todo dia pode ser aprendizado.
Ai de mim se eu não continuar acreditando, mesmo quando tudo parece silêncio.
Porque é no processo que Deus trabalha, é no deserto que o caráter é moldado.
Quem continua, mesmo ferido, não perde — amadurece.
Continuar é um ato de coragem.
E desistir não é opção para quem sabe que a promessa ainda está de pé.

Eu não sou igual a você.
E você não é igual a mim,
porque cada um carrega sua própria história.
Não é a comparação que nos define,
é a singularidade.
Cada qual com sua inteligência,
sua força,
sua forma de ser independente.
Você me ensina pelo que é,
sem precisar explicar.
Eu te ensino pelo que sou,
sem precisar competir.
Aprendemos um com o outro
quando entendemos que igualdade não é cópia,
é respeito.
E diferença não é distância,
é riqueza.

Não estou me vitimizando.
Vitimar-se não me cabe — eu não preciso disso.
Cheguei até aqui sozinha,
e se for preciso, sigo sozinha.
Achismo é achar.
Ver é enxergar.
E eu enxergo.
Graças a Deus, eu tenho um Deus que me protege,
que não permite que ninguém me use por muito tempo,
nem como escada, nem como prazer,
nem como fuga das próprias carências.
Da vida, eu só quero uma coisa:
ser melhor do que fui ontem.
E não permitir que ninguém me coloque
numa prisão emocional
onde eu precise pedir permissão pra ser quem sou.
Meu passado eu devo a mim —
às escolhas que enfrentei,
às dores que superei.
E o meu futuro também depende de mim,
da coragem de continuar,
do amor-próprio que aprendi a construir.
E sobre isso, eu sei:
quem se conhece, se protege.
Quem se respeita, não aceita migalhas.
E quem anda com Deus
não se perde em caminhos que não levam à paz.

Eu quero ouvir, mas quero ouvir quem me escute.
Me calei por tantos anos.
Talvez por isso eu ame tanto escrever.
Passei a vida inteira ouvindo, acolhendo, engolindo silêncios que não eram meus.
E hoje eu também quero ser escutada.
Querem meu respeito, mas não me respeitam.
Querem a minha atenção, mas me deixam de lado.
O silêncio que tive foi sobrevivência.
A voz que tenho hoje é escolha.
E não é egoísmo querer reciprocidade,
é maturidade não aceitar menos do que isso.

Se eu pudesse explicar, o que eu sinto, talvez eu não sentiria tanto.


Camila Rescaroli

“Quem me diminui em público revela mais sobre si do que sobre mim.
Eu não preciso gritar pra ter valor, nem atacar pra existir.
Porque quem tem caráter não disputa palco — mantém postura.”




- Camila Rescaroli

Reflexão:
Por muito tempo eu tive medo de me expor…
medo de mostrar a obra que Deus fez dentro do meu coração.
Eu quase não conseguia enxergar algo bom em mim.
E, pra ser sincera, às vezes ainda não consigo.
Meus defeitos sempre foram mais altos,
porque nunca faltou quem apontasse cada um deles.
Mas o tempo me ensinou uma coisa:
quando tem dedo demais apontado pra você,
não é só crítica… é incômodo.
Incomoda porque tem algo em você que eles não têm,
algo que eles não entendem,
ou algo que eles gostariam de ser.
Hoje eu entendo:
não é sobre o que falam de mim…
é sobre o que eu carrego dentro de mim.
E isso ninguém apaga.
É sopro de Deus.

Reflexão:
Eu não escrevo pra encher baldes…
escrevo justamente pra esvaziá-los.
Não escrevo pra dizer que tenho um livro,
eu escrevo porque dentro de mim já existem histórias.
Não aprendi a escrever pra ferir ninguém.
Alguém me ensinou a escrever…
pra que um dia eu pudesse alcançar alguém.
Porque no fim,
eu não sou melhor do que ninguém.
Posso até ser diferente…
mas não tenho o direito de me medir pela vida do outro.
Cada pessoa carrega sua própria luta,
sua própria essência,
seu próprio diferencial.
E talvez escrever seja isso:
não provar que sou mais…
mas lembrar que todo mundo é alguma coisa.


- Camila Rescaroli

Já não sou quem eu era,
e o que fui não me define.
Sou o eco das escolhas feitas,
e também das que deixei partir.
Carrego no presente
as marcas do passado,
não como peso,
mas como aprendizado.
Quem me tornei nasceu
das quedas que enfrentei,
das dores que entendi
que não precisavam ficar.
Mudanças não chegam como fim,
elas vestem a alma de coragem.
São portas que se abrem
quando o coração decide recomeçar.
E assim sigo,
não negando quem fui,
mas honrando cada passo
que me trouxe até aqui.

Depois que eu decidi viver o que eu quero viver, percebi o quanto se tornaram leves as minhas escolhas.
Não preciso parar o navio para pensar, preciso pensar enquanto ele estiver em movimento.
Preciso fazer acontecer e não deixar de ser quem sou.
Porque como o mundo saberá quem sou eu, se eu viver me camuflando e esperando?

Tantas Coisas


Mais uma noite,
e eu querendo dormir,
querendo acordar,
querendo fugir,
querendo dançar.


São tantos desejos
morando no mesmo peito,
tantas vontades
brigando pelo mesmo desejo.


E, ao mesmo tempo,
é o tempo...
que nunca parece suficiente
para tanta coisa
que insiste em viver dentro de mim.

*MEU EVEREST DE SEGUNDA*

Acordei e pensei: hoje eu vou vencer
Lavar a louça, arrumar, responder
Abrir a janela
E escalar o Everest da minha panela 🍳⛰️

A mente fervilhando igual 220
O corpo no sofá pedindo "só mais 5 min"
O celular na mão: "só vou ver 1 vídeo"
3 horas depois... tô vendo receita de bolo que nem vou fazer 🤡

Tomei café, tomei coragem
Marquei 10 coisas na agenda
Fiz 1: abrir a agenda
As outras 9? Deixei pra "versão 2.0 de mim"

Aguenta coração ❤️
Aguenta lista de tarefa
Aguenta eu prometendo
"Segunda que vem eu começo de verdade"

E no fim do dia eu penso assim:
Se sobrevivi ao meu Everest de segunda
Sem oxigênio, sem guia e com preguiça
Já posso me dar os parabéns
E um pedaço de bolo 🎂

_Poesia matinal, vivenciando emoções... e procrastinação_

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*Autoria: Márcia Reis Nazar*
*© Todos os direitos reservados*

Eu canto de alegria pelo instante que me completa, não sou feliz também triste eu não sou.
Sou um poeta em tormento com meu coração devido ao ato dos meus sentimentos.
Atravesso um caminho de obstáculos e desmorono-me em lagrimas pensando em você.