Poemas Nordestinos
Para quem se alegra e se alumbra à luz do outro, um toco de vela aceso no fundo do sertão é capaz de alumiar o mundo inteiro em silente mistério.
Viva o meu sertão, que jamais precisará lamber as botas de fascistas disfarçados de bom moço e desumano, viva o meu sertão.
Vejo o amor como chuva no sertão, como uma benção merecida, que renova a esperança em nós e faz brotar de novo a vida.
No centro do sertão, o que é doideira às vezes pode ser a razão mais certa e de mais juízo!
Sertão é isto: o senhor empurra para trás, mas de repente ele volta a rodear o senhor dos lados. Sertão é quando menos se espera.
Olhar vazio que se alastra pela plantação, praga, seca do sertão, primazia do destino, franqueza no hino, turbulência meteórica, retórica diagramica, sexasional do vértice, me oriento com a palavra, o exemplo modifica o mundo, teste interno, desejo eterno, só faço o que acho correto, sonhei no deserto, voei com o vento, superei a dor e lamento, coração pulsante no peito grita, sufoco na vida, pigmentos na pele, mais melanina inerte, antes que a alma congele e o corpo dissolva, furo a bolha, faço escolhas, capacidade, simplicidade, só quero a verdade, me misturo na cidade, monstruosidade.
O amor é o sertão com terras férteis, com presença dum aguaceiro refrescante que vitaliza… O cheiro duma floresta de pinheiros; o aroma do azeite de oliva, a farinha com café que comporta o atarantado.
Os canibais fazem a gente sentir vergonha do sertão, pois os canibais dizem que lá só tem seca e mizéria, desvie o pensamento dos canibais e você será um sabio
Você é o sol dos meus dias nublados , a lua nas minha noites escuras a chuva no meu sertão...e é por isso que eu te dou meu coração.
Água no sertão é como o sol que brilha no horizonte na beira de uma praia, encanta os olhos e massageia o coração dos amantes apaixonados.
Quem a chuva cai a vida floresce nas bandas do sertão, é a vida na lavoura alimentando o sertanejo do sertão.
Lua passageira clareia a noite do sertão fica um pouco mais Lua de prata a tua luz acalanta a minha paz.
O sertão da cidade de São Paulo está no frio/calor do concreto triste, suas vidas miseráveis que com as sobras vivem. A miséria, em qualquer canto, é o diagnóstico de uma sociedade que possui patologia moral.
No sertão da vida, o cacto ergue-se como um guardião resistente, ensinando que, mesmo sob o sol escaldante, é possível florescer e encontrar beleza na aridez da jornada.
