Poemas Melancólicos
MUNDO INSANO
Mundo insano, contraditório por si mesmo.
O que se jura, esquecessem-se os juramentos.
E a quem nada se promete, compromete-se até a alma. A quem nada se deve, entrega-se tudo...
E a quem tudo se deve nada se faz.
A quem se conhece hoje, oferece-se o melhor,
aos velhos amigos traze-lhes os restos.
Nega-se abraços, beijos e cortejos a quem se jurou amar;
a quem nada merece, entrega-se em paixão.
Abraça-se, beija-se e se corteja a desconhecidos e transeuntes nas ruas.
A quem se deve companhia, afasta-se,
e a quem se deve tudo que é e tem, nada se celebra.
Ao lado de quem se dorme seguro, cria-se um pesadelo,
Acordado é de quem diz se ter medo.
Onde se deveria construir pontes, faz-se muralhas.
A quem se deve beijar, nenhum gesto de carinho,
e se cospe no rosto, nega-se um simples abraço.
A quem merece flores, dar-se coroa de espinhos e morte de cruz.
A quem se deve amar, odeia-se.
Apaixona-se pelo que mata, e ao que lhe ama rejeita-se.
Depois que se perde o relevante é que se chora...
A quem se reconquista, logo se esquece dos motivos, devaneia-se... Minha melancolia tem causa, espanta-me e me tira o sono.
Vivo num mundo de tolos que se acham sábios.
Lúgubres Rogos Febris
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No doce sal de teus rubros lábios acalento meus entorpecidos e pálidos devaneios d'amor; frio n'alma a se esvair, sussurro n'aurora do suspir'último, tímidos rogos - delírios de lúgubre febril paixão.
Independentemente de quem seja
Todo mundo é dependente
Ninguém é autossuficiente.
No fim, em cada um de nós,
Há um vazio imenso
Que nem mesmo Deus preenche.
O que sinto por você
Estar a me sufocar
Só te quero por perto
Respirar o mesmo ar
Química perfeita
Melodia aos meus ouvidos
Toda vez que te vejo
Sem querer aflora todos os meus sentidos
É você só você que faz isso comigo
Esse teu jeitinho de pidão
Que sempre o que quer consegue
Tô apaixonado nesse meninão
E não há quem Negue
não tenho culpa do que sinto
Mas às vezes se torna doloroso pra mim
Não ter a certeza se é recíproco
Não quero atropelar você,
Não quero estragar o que já tenho
Mesmo sem ter
Estou me doando ao máximo
e dando o melhor de mim
pra não te perder🤍
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
“Deixando-o achar que pessoas agem de acordo com o que recebe. Aprendi depois de muitos anos que o máximo que posso exigir de uma pessoa é o respeito. Aprendi a Conviver com minhas ausências, lembranças, menos com a saudade. Essa ainda tenho que aprender a tragar. Uma vez ou outra ela resolve aparecer para deixar as minhas noites mais melancólicas e minhas manhãs melodrámaticas. Também aprendi que a coisa mais valiosa é o Amor que se possa ter e sentir. Ele é algo que pra ser conquistado-valorado. Exirge um esforço, dedicação, paciência e compreensão. E é recompensado e se não for?... não cobre, nem pede, tampouco implore."
—By Coelhinha
Há quem diz, que seu eterno inverno um dia já foi verão. Que suas melancolias, são apenas tristes lembranças de alguém que um dia ousou derreter seu gelo, lembranças de alguém que não ousou ficar. Há quem diz, que seus lamentos não passam de histórias, e que a verdade, nem ela mesmo sabe, ou entende, o que se passa nas suas estações. Há quem diz, que seu mundo é pequeno, resumido em palavras escritas ou pensadas, nunca ditadas. Há quem diz que essa garota pensa. Pensa tanto que esquece de falar, de viver, de se arriscar. Há quem diz que ela já se foi, que nenhuma parte sua lhe resta…Há tanta gente que diz, há tanta gente não diz… Há garotas que são decifráveis… E há garotas como ela. Há garotas como ela. Não mentira. Há garotas, e há ela.
A saudade não mata, mas sabe torturar lentamente até deixarmos melancólicos e desolados, saudade companheira de quem não tem companhia!
como fruta doce, crescia no meu peito a melancolia e é como se fosse, qualquer coisa que nunca soube, ou será que sabia?! não sei se fiz mal ou bem só sei que amei, sem pertencer a ninguém...
“Todas as mudanças, mesmo aquelas pelas quais ansiamos, tem sua melancolia. O que deixamos pra trás é uma parte de nós mesmos. Precisamos morrer em uma vida antes de entrarmos em outra.”
Porque mesmo tendo meus momentos de azedume e melancolia, porque mesmo administrando inúmeros conflitos internos, sou feliz, CRETINAMENTE feliz. Que me perdoem tal mácula no currículo os que forem infelizes e indubitavelmente mais inteligentes.
Quando bate aquela melancolia dominical de final de tarde, surge em sua memória lembrança de épocas mais felizes, onde a vida corria sem essa pressa atual, onde o final de tarde era só um pretexto para a família se reunir na cozinha enquanto a mãe preparava uma panela imensa de sopa. Aquele cheiro, juntamente com o calor e o burburinho das vozes misturadas sempre foi a melhor receita para aquecer a alma, para dar forças para todos ali enfrentarem felizes a semana que se iniciava.
"Impossível somar, catalogar, descrever: cada pranto, cada sentir, cada melancolia, cada desespero... Se a Via Láctea fosse tinta e todo Cosmo papel, as estrelas palavras, não descreveriam a complexidade da humanidade..."
No céu também há uma hora melancólica. Hora difícil, em que a dúvida penetra as almas. Por que fiz o mundo? Deus se pergunta e se responde: Não sei.
Não se sinta melancólico quando a vida lhe jogar no chão, sinta-se feliz e acate como uma segunda chance. Isso não significa que você não é importante para DEUS, mas precioso demais para ele lhe ver regenerado.
Jamais se esqueça de olhar para trás, não com o intuito de contemplar de forma melancólica o passado, mas sim de observar o quanto você já percorreu, enaltecendo suas vitórias, saboreando os frutos de sua evolução.
"Pessoas que insistem me enfiar goela abaixo de aceitar as melancolias como reais, são ou estão totalmente a serviço da quarta dimensão ou escuridão; o egocentrismo soa forte, longe de pensar como tribo ou grupo ou no próximo. Quem insiste nisto, quer a minha morte ou melhor, que eu me torne um ser rastejante."
A brisa gélida da noite me abraça e a melancolia daquele abraço toma conta de mim, noite escura, rua vazia, céu sem estrelas, sinto-me sozinha, a brisa me faz companhia, enche-me de afagos, deito-me em teus braços nessa noite fria.
Todo fim de relacionamento é triste pois o apego faz com que a melancolia chegue com intensidade, mas se valorizar e seguir em frente é necessário. Não se economiza amor, não é assim que se vence.
