Poemas Melancólicos
_Juízo parte ||_
O erro furtivo declarado na ação recorrente, a valorização do empirismo que se faz competente;
Tornando a frequência acometida em saber, forçando sua capacidade a um novo amanhecer.
Tem gente que vale mais que a pena, mais que a galinha, mais que um galinheiro inteiro
Pedi para o tempo passar arrastado e ele passou tão rápido quanto um raio
A chuva caindo em nós, o mar soprando a brisa que nos causava um friozinho e nos unia
Um corpo aquecendo o outro, aquele dia foi tão precioso quanto ouro
Eu não sabia se teria como voltar para casa, por conta da chuva e condução
Mas sabia que não queria, ficar contigo era o desejo do meu coração
Só pensava em como queria você e em um truque mágico, todos os problemas conseguia esquecer
Se pudesse eternizava aquele momento, que hoje, infelizmente, só se repete em pensamento.
22/07/2025. Querido inverno, saudades.
“Eu gosto do frio glacial do inverno”
Procuro pelo calor eterno
Um pouco de conforto interno
Para os ossos trêmulos, invisíveis ao externo
Onde a vida encontra o amor materno
E me rói os dentes, que batem expondo o inferno
“Eu gosto do frio glacial do inverno”
Me lembra da incessante dor
Que procuro congelar-me sem pudor
Mesmo que eu corra atrás do ardor
De ter-me-ei em seus braços
O fruto aconchego de seu abraço
Que no ato de querer te amar
Até mesmo o gelo há de me queimar
OS HIBISCOS E O TEMPO
Talvez, só talvez, ainda estejam lá,
os hibiscos vermelhos da minha infância,
em algum lugar.
Talvez, à espera da criança que não mais os visitou,
provou de sua doçura em panelinhas de plástico,
partilhou segredos sem importância,
coisas que ninguém mais queria saber,
segredos entre menina e flores,
sem palavras, apenas sentires.
Talvez, só talvez,
os hibiscos vermelhos ainda estejam lá,
em algum lugar na memória,
bordados em calmaria pelo gracioso fio da história.
Tenho pra mim
que a intensidade e a verdadeira face
que se advém do mor sentimento
É do nascimento e florescimento
que ele pode fazer nascer
do que o próprio sentimento a si.
Pois dentre a entropia e caos
que reinavam imperadores em meu ser
a sua luz colocou a sintropia
de uma forma aterradora e conquistadora
dentre meu viver
sobre o mais abrangente estrelado céu
da noite vasta densa e escura
era a única estrela, que minha mente contemplava
a única fantasia que admirava, e o sonho vivo
que meu mais profundo sentimento acordado sonhava
mas de um começo tenro, o que deveria nascer
nem a luz do dia pode contemplar, não chegou a ser
por um momento errado, uma confusão de momentos
onde desencontramos ao nos encontrar
eu queria me render
ela livre voar e se encontrar
Percebi nesse momento minha sina, minha maldição
dai nasceu o eclipse total em meu coração
Entretanto, em minha saga
ela nunca chegou a ser uma Nêmese
mas o que ela veio a sempre ser, Gênese
que em minha alma
despertou a mais pura e bela forma de sentimento
transformada em arte no mais belo momento
e seu nome?
na lembrança ficará
seu beijo? no mais intenso momento do meu coração residirá
seu toque ? em minha pele, o calor sempre irá esquentar
de um verde nefrita que é a verdade, a esperança nunca morrerá
Ainda Há Sombra
(O Bipolar Contra o Mundo)
Há uma sombra nefasta em torno de mim,
que habita o que ignoro,
permeia o que finjo não sentir.
Carrego uma certeza que me apavora:
não há nada, nem ninguém,
capaz de me entender.
Sigo na redoma, preso,
rodando em ciclos intermináveis,
como quem gira no próprio abismo.
Mesmo quando encontro a sombra,
a resposta é clara,
e pesa —
pesa como a taça de um vinho caro,
como a fumaça lenta do charuto de luxo —
luxos inúteis.
E, ainda assim, não me contento.
Por horas vago, me perco, me desfaço,
e nas horas mais lúcidas, paradoxalmente,
é quando mais me encontro —
como uma perdiz fugindo do tiro,
assustada, perdida, viva,
mas só até o próximodisparo.
Descompasso
Meu tempo passa,
e meu relógio permanece parado
diante de tua congruência,
relembro-me do meu passado.
Vivo ao lado da incerteza,
de braços abertos à inconclusão.
Sinto-me a me desgastar
perante tua exatidão.
Palavra que me prende,
sentimento que me molda,
sensação que me vicia —
é o amor que me desola.
Ó lua,
será que diante
da plena madrugada,
meu tempo descontinua?
Um Pequeno Sorriso
Há dúvidas que se instalam como neblina na mente densas, persistentes, inalcançáveis por qualquer lógica. E há tristezas que não choramos, porque se tornaram parte da respiração cotidiana.
Seguimos por instinto, como quem anda sobre um fio invisível, disfarçando o peso com gestos comuns, ocultando o abismo sob passos calculados.
É uma sobrevivência sutil: esconder as ruínas enquanto oferecemos fachadas inteiras.
Talvez seja isso o que chamam de força
não a ausência da dor, mas a habilidade de seguir mesmo quando tudo desaba por dentro… e ninguém percebe.
"A efemeridade se justifica através do viver. Quando me estresso, o faço pelo que já ocorreu, quando anseio, por algo que talvez nem aconteça como espero, bem ou mal.
Ambas reações por fatos que não pertencem ao momento presente.
Creio que o paraíso seja um estado de presente continuo, o inferno o passado e a expectativa futura o purgatório da alma-mente-psique".
Ponho-me a espreitar meus sonhos
Disfarçados de luas e de noites
Perambulantes, onde as estrelas
Todas soam incessantes quando
Debaixo delas, sobre teu olhar
Me deito.
Como numa nascente dedilhar
O tronco,
Nas raízes das arvores de debulhar
Calcinas,
E no seu corpo terra caminhar
Lembrando
Que quanto mais me deito
Mais deleitoso anseio
De lançar-me ainda.
Ah morte! Ah vida!
Que como companheiras na alvorada
Caminham,
Não me escolham, vos imploro com pranto,
Quero do meu amor ainda ouvir o
Canto, pelos vastos anos em que meus
Pulmões a mim permita.
Pare de se odiar por quem merece desprezo.
Pare de sentir pena de si mesmo.
Pare de parar no meio do caminho,
Pare de acompanhar quem está a esmo.
Pare de fumar cigarros baratos.
Pare de mergulhar em amores rasos.
Pare de criar expectativas.
Pare de ficar pasmo.
Pare de duvidar das coisas.
Pare de duvidar das pessoas.
Pare pra entender a si próprio
Pare pra tomar um café, porra!!!
Nasci para viver
Vivi sem viver
Vivi sem crer
Vivi sem saber
Qual o sentido de Ser
Vivi para sofrer
Vivi para morrer
V1
"E quando mais nada sobrar
Potencializaria a equação do verbo amar?
No acabar
No após
E durante
Cada pegada escaldante
Mesmo que pareça fora de alcance
A miragem de real nuance"
Wesley Poison - Cor[Ação]
HOMEM PROFUNDO
Um homem profundo não se deixaria levar por emoções rasas.
Leva a vida como um maldito charuto cubano, por mais caro e raro que seja, acaba!
Um homem profundo é atingido através de sentimentos profundos.
Leva a vida como um maravilhoso vinho Francês, por mais antigo e saboroso que seja, nas mãos erradas de nada vale!
Um homem profundo não se apega em buscas materiais.
Leva a vida na construção de obras, por mais forte que seja os efeitos do Tempo, para os próximos homens profundos, Ficam!!
O falso amor dos poetas
Aprendi a me forçar para engolir a dor
Quantas vezes já desejei a morte?
Não vivo a procura do amor
Pois nunca tive muita sorte
Minha mente insiste em me aprisionar
Não acho o mapa do meu corpo
Quando tudo isso vai acabar?
Será a morte o meu conforto?
Eu me perco muito rápido
E demoro pra me achar
Viver é quase que um delapido
Sem chorar, sem reclamar
Não sei se vivo pra morrer
Ou se me mato pra viver
Se digo o que eu queria dizer
Ou se me lembro de esquecer
Sei que não sou a melhor pessoa
Mas a pior também não sou
Minha mente vive muito atoa
Mas em paz sinto que estou
E você até tentou me amar
Vivia dizendo que sou linda
Que é fofo o meu jeito de andar
E que quando sorrio, fico mais linda ainda
Eu não posso te julgar
Na verdade, te compreendo
Não é fácil me amar
Nem eu mesma amar-me tento
E ai se eu pudesse...
Se eu pudesse pegar um machado, abrir minha cabeça e tirar você de dentro
Se eu pudesse estar no mesmo lugar que você e fingir não ter sentimento
Se eu pudesse não me matar, só matar o que está aqui dentro
Se eu pudesse virar pó e ser levada pelo vento
Mas quem sou eu para poder. Ou para tentar?
Quem fala de amor, raramente sabe amar.
Sempre foi por você;
Por seus olhos lindos e tristes como uma poesia de Castro Alves;
Por seu olhar aleatório para qualquer lugar, a fim de disfarçar sua timidez;
Por seu jeito doce de tratar as pessoas.
Por sua fé e sua paz que deixa qualquer lugar mais leve;
Por seu sorriso lindo que se mostra mais lindo quando está ao encontro do meu.
O Inominável
Sua existência absurda jaz no topo
Não pertencente a leis universais
Vive trancafiado, separado da graça que antes o pertencia
Construído abaixo sua montanha de olhos devassos
De pele áspera e sangrenta
Atinge-o na constante agonia
Solvendo-o na familiar melancolia
Abraçando-o nas puras gotículas rubras
Na desesperança de retorno a moradia
Ao seu antigo lar na imensidão
Amaldiçoou novo mundo em obscura selvageria
Servindo de banquete malicioso
Montou seu reino maléfico sob pontudas angustias
Como antes fizera seu antepassado Azmuth
Os obcecados na magnífica rubidez vociferam
“Malithet, Inominável Lorde Rubro
Conceda-nos a graça de seu sangue
E voltai ao teu cosmos pertencente”.
Quando o mundo realmente caiu em minhas costas,
a realidade foi mais difícil que se possa imaginar,
é incrível como é difícil olhar para si mesmo e entender que vc perdeu,
é uma espécie de caricatura e catástrofe,
um menino sem tempo pra retomar o caminho de volta,
"e vê o quanto está longe de casa
e se desesperado só de imaginar "
longe de casa...
Apenas o próprio homem é capaz de entender verdadeiramente a si mesmo
Nem uma máquina nunca vai compreender a Verdadeira e profunda essência humana
Mais talvez precisaremos de uma para nós mostra o que significa tudo isso que somos ,
O que é isso que existe e por si só apenas é !
Nos somos o cálculo de uma equação onde a resposta já temos só não achamos o X
Arthur Rios Tupã Eu memo !
