Poemas Melancólicos
Sou poesia que canta tristeza, que grita saudade
Sou poesia que cala os medos, que fala de dores,
Sou poesia que chora os amores sentidos, não vividos
Sou poesia que sorri do tempo, que dança com o vento
Sou poesia que atravessa mares, que corre nos ares
Sou poesia que pensa distante, sonha perto.
Sou poesia esperança, criança...
Sou poesia que te abraça, te desperta
Sou poesia que te afaga , te cheira
Sou poesia menina, moça, moleca,
Sou poesia de um poeta menino
Sou poesia de um homem silêncio
Sou poesia de um garoto que sonha
Sou poesia de música que toca
Sou poesia de tudo que quero.
Sou poesia e você poema !
A Despedida
Diante dos meus olhos vi
A tristeza chegar.
Em silencio minha alegria esvanecer.
Senti os olhos flamejar de dor
A alma esvair sem cor
Sem ânimo, sem força,
Mas tu foste.
Culpa ninguém tinha
Foi o passado predestinado que roubou o que eu mais queria.
Por instantes relutei, chorei, sofri, orei.
Busquei perdão daquele que tem a vida.
E me perdoou.
Então senti a sua doce consolação
Não me desamparou,
Porque me amou
Firmou-me no fundamento do perdão.
Impossibilidades (Retrato da tristeza)
Viveres retalhados,
Vidas despedaçadas,
Contrastes de cenários,
Vultos espalhados.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas...
Amores impossíveis,
Sonhos incapazes,
Vidas vazias,
Tristezas visíveis.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas...
Almas feridas pela extrema solidão,
Vidas desesperançadas,
Vítimas dos pesadelos,
Dos abismos da ilusão.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas...
E nesse tempo
Só aquele abraço
Que me aquece
Tirando a tristeza
E o estresse
Sem motivos
E sem horário
Seu corpo
Junto ao meu
Me servindo
De agasalho...
SÚPLICA
Liberta-me tristeza, quebra as algemas
Que durante fere os meus desejos
Não faças do meu sonho um vil cortejo
E nem da minha dor, eterna, extrema!
Não apagues a minha única lampada
Que na escuridão vagueia sem rumo
Não faças dessa mágoa meu resumo
Que levará inerte a fria campa!!
Abnegação, não sejas vinculada
As sombras dessas asas voadoras
Trazes-me a mansão ancoradoura
Donde a luz a alegria são untadas!...
Lânguido compasso, cântico lento.
Do teu cantar emanam dissabores
E ao teu cantar emanam dissabores
E ao teu som, vão chorando os oradores
Do "De profundis", tétrico lamento!
Enigmas, abre-me esta tua porta
Deixa-me sondar o teu labirinto
Deixa-me captar o que quero e sinto
Pra reavivar essa alegria morta!...
sinto no mais profundo da minha alma a tristeza
q toma conta dela poi é lá q guardo meus segredos
meu motivo de felicidade deixei q fosse embora
e mergulhei na incerteza nas dúvidas
q pairavam no ar agora é só um vazio mais não perco
a esperança de tudo melhorar e minha alma ferida
voltar a ter motivo pra existir
Cicatriz
Lágrimas de tristeza caem feito chuva no meu coração de papel
O que será de mim agora?
Sou pobre sonhador,
Boneco repleto de solidão, paixão e melancolia,
A procura de alguém que me renda uma boa poesia.
Não sabemos explicar o porquê....
Mas... tem dias que a tristeza
Nos corrói a alma
Como traça em pano velho.
A alegria de saber que você existe me deixa super contente
Faz-me forte para suportar a tristeza de sua ausência.
Conhecer-te é a melhor coisa que me aconteceu
Eu amo você!
Sua tristeza era tamanha
que as flores solidárias
vieram colorir seu jardim
e alegrar seu coração...
Não demorou muito
vieram as borboletas
......numa ciranda sem fim
elas se deram as mãos
e como crianças felizes
dissiparam a solidão...
mel - ((*_*))
DIA DE RESSURREIÇÃO
Hoje o dia amanheceu diferente, a noite foi sempre dia, a tristeza deu lugar a alegria e as loucuras criaram paixões, tudo isso porque Cristo ressuscitou, tudo isso porque agora fazemos parte da mesma esperança, do mesmo sonho e na mesma existência!
Des-entristecer
Joga fora essa tristeza,
Traz de volta essa certeza,
Que ser feliz é bem melhor.
Alegra-me o coração,
Tira-me dessa frustração.
Me envolve com afeto e carinho,
Quero pousar em teu ninho,
Onde o perigo não tem vez,
E em teus braços encontro teu
amor fluidez.
Não é tristeza, mas também não é alegria;
Não é dor, nem euforia.
É só você no mundo, existindo por um motivo desconhecido.
Ando por ai querendo te encontrar .
Em cada esquina paro em cada olhar .
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar ...
Quem canta seus males espanta
Sorrir na cara da tristeza me levanta
O astral desmantelando o mal
Submergindo as dores do vendaval
Em terremoto só a tristezas,
em desastre só tristeza,
para muitos outros senti a felicidade,
não por estar tudo perdido...
e sim por ter mais uma chance de errar.
A TRISTEZA E EU
A tristeza e eu já fizemos amizade...
Pois parece que ela sempre me acompanha
Eu já tentei despistar ela, fugindo e me escondendo
Mas ela sempre me encontra
Já chorei e pedi pra ela ir embora, mas ela não vai.
Então fiz amizade com ela, mas sei que ela não é minha amiga.
Ela me oferece coisa que não quero.
E eu ofereço um bilhete de partida pra ela
Mas ela também não aceita
Então ela vai ficando ao meu lado e eu do lado dela
Mas sei que um dia eu me vou, e deixo-a aqui.
Ela não tem sentimentos, pois é um único sentimento.
Ela sabe ir matando aos poucos
Mas ela não sabe que vou morrendo também, aos poucos.
Ela tem o desejo de matar e eu não tenho medo de morrer
Sigo ao lado dela, mas ela não dá para confiar nela.
Mas prefiro ficar com ela, sabendo que posso controlar ela.
Só sei que não posso dar as costas pra ela.
Se eu fizer isso ela vai me apunhalar, e será meu fim.
Então a tristeza e eu vamos seguindo lado a lado.
Na tristeza, sente-se,
Coloque uma música,
E chore baixinho,
Limpando totalmente,
O fundo da sua alma e coração,
Pois tenha certeza,
Que isso irá passar...
LETRA MORTA
Que tristeza a letra morta.
Como é duro vê-las pisoteadas como formiguinhas em um papel branco. Ali, alinhadas apenas para fazer sentido, não sentindo, só sentido, em uma frase igualmente morta. Letras exangues, pálidas, estéreis... letras figurativas nos cemitérios dos documentos. Ali elas não falam, só calam, e caladas, estáticas, cedem, inertes, suas exuberâncias. Cedem o que poderiam ter sido, cedem seus corpos, feitos para viverem das encarnações de mistérios desconhecidos, cedem sua majestade apenas para fazer sentido. A letra fria, tão amada pela burocracia. A letra que não diz nada, que só aponta, com seu cadáver, aonde vai a fria estrada. Letras que não desabrocham nem voam, sem beleza nem desespero, letras sem gosto, sem tempero! Múmias cravadas no deserto, sem nenhuma ideia por perto. Agrupadas em palavras com esmero arranjadas, palavras que não se defendem e que já não podem nada. Letra, palavra, frase, parágrafo, item, inciso, o raio que o parta! No jazigo do documento a letra sinaliza, mas não fala!
Sua sonoridade não canta!
Sua sinuosidade não encanta!
Dissecadas até o talo, parecem dizer: a partir daqui eu me calo...
Ah, mas não há de ser nada, essa morbidez passa...
Que a metafísica do sentido é eterna.
E a letra que no documento jaz morta a dar coesão aos esquemas, há de renascer vitoriosa, flor de Sol, no jardim dos poemas...
