Poemas Góticos de Amor

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⁠Ninguém está pronto para falar que a morte é triste, mas a pior de todas é a morte cerebral. O coração bate, ele respira através dos aparelhos, mas está morto. Como pode? O coração pulsa, não morreu, tá vivo, me recuso, o doutor está errado, refaça os exames, ele talvez esteja em coma, eu espero meses, anos, a eternidade. É pior, vamos nos casar, seremos uma família um dia.
Gritava de desespero, meu amor, minha vida, não me deixe, não me deixe, não abandone sua mãe, não me abandona, eu te amo, te amo.
Amor, serei eternamente sua até o meu último suspiro, meu coração não irá mais amar, pois nem força para respirar eu tenho.
Eternamente sua...

Inserida por pereiradossantosanav

Quando a noite desceu lentamente, trazendo para o coração da terra o manto triste de sombras, veio a saudade me falar de você . Veio de muito longe, trazida lá do fundo, do passado, como se fosse um milagre de ressurreição e amor, veio como se fosse o luar, esmaecendo suas cores suaves.
Essa doce saudade me veio falar de você, veio me dizer novamente de vezes, mas foram sempre renovadas através de um sentimento que jamais se desgastou. Compreendi, meu amor, que a ausência de um ser amado acende dentro da alma a maravilha de um sonho, quando não temos ao alcance das mãos aquilo que nossa alma deseja ardentemente, nosso espírito volta se introspectivamente para construir na solidão e no silêncio um universo imenso de ternura e afeto.
Assim estou agora: Longe de você, longe do contato das suas mãos, do som da sua voz, do calor do seu corpo, longe de você, mas meus pensamentos, parte célebre através da distância e do tempo, em busca dos seus, dentro de minha solidão, de minha saudade. você está sempre presente.

Inserida por mrredspencer

Fragmentos de mim

Rose Mori


Há em tudo
uma tristeza inexplicável,
uma melancolia sem razão de ser...
Brinca em meus lábios
um sorriso zombeteiro
enquanto o coração está aos prantos...
Mas o olhar, por mais que tente,
não consegue esconder o tumulto
que lhe vai no espírito.
Razão e coração
brincam de se esconder,
disputam seu espaço,
enquanto fragmentos do passado
invadem a mente sem licença,
incitando os pensamentos
a buscarem mais recordações.
Lembranças que escapam
à vigilância do esquecimento;
Mas velhas memórias
são como um borrão na mente.
Ouço o silêncio...
há tanta coisa que o silêncio me diz...
Bendito silêncio que me acalma
e finalmente traz o sono,
único refúgio seguro
para a alma cansada.
Como seria bom permanecer
nesse estado de languidez...
para sempre...

Inserida por rosemori

A mesma esquisitice de sempre:
Alegre, porém melancólica,
Triste, mas feliz.

Mistério exacerbado de sentimentos,
Sentidos turvos,
Uma tempestade de paradoxos.

Sou o patinho feio do mundo,
O mais bonito do qual já se ouviu falar,
Audaciosa,modesta.

Escrevo isto sem rir!
Conto piadas que não me afetam,
Mas fazem surtar quem as escuta.

Talvez psicopata,
Amante da luz boa —
A que cala o mal,
Abraça o bem
E retém a escuridão para si.

Fumada, bebida e comida —
Eu sou tudo e nada!
Só estouro com moderação
E pondero com demasias.

Gosto dos ruídos produzidos pelos flagelos do coração.

Inserida por mairany

⁠Viver em sombras

Lamentável!
É viver em sombras.
A única coisa
Que vem a cabeça
É a morte!

⁠A menina estava sozinha de novo. E foi quando a sombra da morte voltou e sussurrou:
"Ninguém jamais ficará ao seu lado, porque você é um monstro. Nunca se esqueça disso, entendeu?"
-Sim, mãe.

Inserida por Dudah_sd

⁠VISITA

A triste Morte, no final do dia,
veio tentar tirar-me deste mundo...
Pedi a ela só mais um segundo
para encerrar a última poesia.

Ela aceitou, com desprezo profundo,
e ficou lendo os versos que eu fazia,
notei, então, centelhas de alegria
a transformar seu rosto moribundo.

E ela entendeu: como levar-me embora,
se a minha essência estava eternizada
nas tantas rimas e versos que eu fiz?

Então, jurando voltar outra hora,
Pediu-me uns versos para ler na estrada,
deu-me um sorriso e lá se foi, feliz...

Inserida por gersoncesarsouza

⁠REPICAR

E os sinos dobram com melancolia
Na tarde do cerrado, triste sensação
E outras tristezas, aquela contrição
Hórrido vão que o pôr do sol esfia

O aperto na alma, a sombria poesia
Vazia, sem qualquer uma inspiração
Ao canto do entardecer, fria canção
Brandindo solitária emoção gentia

Dobram, e dobram. Saudade e prece
Funéreo sentir que nem mesmo sei
Donde vem, e pra onde então finda

E eles choram a sofrência que tece
As mágoas que na desilusão eu hei
Dando ao repicar mais tritura ainda!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 13, 2021, 20’09” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

.⁠Criatura sombria

Olhos da morte,
frios como a tristeza,
injustos como a vida,
misteriosos como o tempo.

Foice antiga,
cega como a esperança,
rígida como a união,
sanguinária como a guerra.

Manto envelhecido,
leve como pena.
amedrontador como o destino,
atormentador como a eternidade.

Limbo esquecido,
triste como a solidão,
quieto como a morte,
eterno como o espaço.

Purgatório imaginário,
insano como a loucura,
incompreensível como a alma,
destrutível como a dor.

Inserida por HiddenR0D

.Lembrete final

Tanta morte em uma vida,
que coração suportará?
do esplendor a tristeza,
sua sanidade romperá.

Seu sangue esfriará,
se continuar a suprimir,
as emoções ocultas,
que não lhe agrada sentir.

Na beira do abismo,
você irá saber
que seu maior erro,
foi não saber como viver.⁠

Inserida por HiddenR0D

⁠Solidão

A solidão me assombra.
Vejo sua sombra
Na escuridão da minha
Triste existência.

Ela daninha
Persiste sem evidências
A me condenar no degredo
De sua amarga clausura.

Tenho um medo
Que se propaga
Cada vez mais
De não haver cura,

De não poder ver
A outra parte dessa
Figura chamada 'amor'.

Mas, o meu cenho
Com sua arte, engenho
E humor bem disfarça
A dor que me vem e trespassa,
Beirando ao imenso pavor.

Beijando intenso
O calor dos meus lábios
Com sua hábil frieza
Para a tristeza de todo
O meu Ser amante.

Me deixe viver
Por um momento,
Um breve instante,
Nem que de leve
Esse sentimento
Inebriante.

Quero ofegante
Andar de mãos dadas
Sem falar quase nada,
Com a ilusão da paixão.

A solidão me tortura
E a depressão parece
Sem cura, indo e vindo
Quando lhe convém.

Não há prece a Ninguém.
Somente chorando alivia
As angústias de assim viver
Em agonia, por demais desolado.

Mas não mais tenho chorado.
Apenas desenho letras tristes
De se ver, de se ler, elétras,
Cheias de energias dessa feia
Melancolia que em mim existe.

Inserida por LJordao

Eu sou um ser perdido
sou um pobre atraiçoado
Sou um triste que é vencido
pela morte apaixonado.

Inserida por Eliot

⁠Sísifamente hercúlea

Que triste a nossa sina:
conviver com a morte
todos os dias
e lutar pra mantê-la
esquecida.

Inserida por Marilea1947

⁠Mesmo no vale da sombra
Nunca temerei a morte
Pois Ele está comigo
E eu tenho fé, não sorte
Pois minha vida dispus
Quando entreguei a Jesus
Minh'alma de passaporte.

Não quero nunca deporte
Da minha vida feliz
Pois quando em oração
O Senhor sempre me diz
Que é apenas o começo
Que a glória não tem preço
E o verbo não se contradiz.

Inserida por fabioalves63

⁠Escrevo poesia como alguém que pede a morte
Que espreita se esconde na sombra tornando meus dias de dor imortais
Sete vezes me definho esfolio minha alma a quem por ti destruo
Minha pele como escama cai no vazio sobre o som do relógio
Lanço minha carne e arranco meu membros aprisionado neste ser rejeitado
A dor escorre a seiva que melindra pelas fendas da minha alma
Entre as veias o magma em fel que ressurge com a eterna fênix
E no siclo vicioso morro todos os dias
Meus pensamentos labutam e sobre faces distintas cada um morde por dentro os sentidos na gastura desta luta sem fim
Saudade do seu amor é como uma baba viscosa dentro da cabeça que não se escapa
Um silencio ensurdecedor preso no vaco lanço me no vazio e sobre melodias sou apunhalado
Minhas chagas são abertas pelas lagrimas acido inesgotável.

⁠Sombrio

Plenitude nas sombras
Eu vivo sóbrio e sombrio
Me encho de melancolia
E fico ainda mais vazio

Inserida por aobserva

⁠Campa Vazia -

Numa campa triste e fria
há um corpo sepultado
que já não tem poesia
pela Morte naufragado.

É o corpo de um Poeta
já sem luz no seu olhar
e uma rosa que não seca
está na campa a soluçar.

Tão só, abandonado,
cheio de dor e solidão
naquela cova parado
está um pobre coração.

Até os versos que escreveu
não passaram d'um momento
mil instantes que perdeu
mal morreu o pensamento.

E até o epitáfio
já se foi da lousa branca
e o seu corpo tão frio
sem memória nem lembrança.

Pois viveu no lado errado,
passo a passo, dia a dia ...
Estará o Poeta sepultado
nesta campa triste e fria?!

Diz a voz daquela gente
que tal cova está vazia
porque uma estrela cadente
o levou da campa fria.


A Luiz de Camões.

Inserida por Eliot

⁠Mesmo que um destino cruel esteja escrito,
E a sombra da tristeza me encontre no caminho,
Contanto que, por um breve momento, nesse instante,
Eu possa sentir o vento soprando em meu rosto,
Meu coração me dirá: Isso não é nada!

Inserida por Maikep

⁠A existência é marcada pela inevitabilidade da morte. Ela paira sobre todos nós, uma sombra constante. Mas a verdadeira questão não é quando iremos encará-la, mas como escolhemos viver até lá.
Você pode optar por uma vida passiva, onde o medo e a indecisão ditam seus passos, onde você é apenas um espectador na plateia, observando os outros assumirem riscos, cometerem erros e crescerem.
Ou você pode escolher a ousadia, a coragem de agir, mesmo que isso signifique cometer erros. Não há crescimento sem falhas. Você tem o direito de ser imperfeito, de se expor às críticas, de aprender com suas quedas e recomeçar com mais força.
Errar não é o fim, mas sim o começo de uma jornada de aprendizado. Todos nós cometemos erros, e é através deles que encontramos o caminho para o crescimento e a evolução.
Então, não tema o erro, tema a inércia, o desperdício de uma vida que poderia ser vivida com paixão e ousadia. O pior que pode acontecer não é a morte, mas sim estar vivo e recusar-se a viver plenamente, por medo de cometer erros.
Abrace a vida com todos os seus altos e baixos. Seja corajoso, seja imperfeito, seja vivo.

Inserida por gapinoli

⁠ALVORADA TRISTE

A alvorada rompeu melancolicamente
Carrancudo o dia, disperso no outrora
A alma vazia, a apertura o que sente
Pendente, onde a sensação é demora
O cortejo das horas, tão lerdo, agora,
Canta friamente um canto descontente
E na mente vozejos que dá vida chora
Desroscando a tristura à minha frente!

A manhã vem chegando, tudo um nada
A procura do que é vão, nem ninguém
Pois, tudo faz da situação tão delicada
A prostração onde a emoção é atada
Cutuca, cá no cerrado, não sei quem
Ou o que, vem, compassar está toada!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13 março, 2024, 13’55” – Araguari, MG
À Fernanda Beregeno pelo dia de hoje

Inserida por LucianoSpagnol