Poemas Góticos de Amor
O Silêncio do Condenado
Eu vi o que não queria ter visto e sente o que não queria ter sentido. Olhei no espelho e vi olhos vazios, escuros e sozinhos Já não existia mais caminho, já não existia mais vida em um lugar na onde já foi um jardim hoje era um deserto frio. Caminhando pelas ruas frias, debaixo das luzes de neon da cidade, sob uma chuva melancólica. O som do silêncio era ensurdecedor! Gritava e ninguém ouvia chorando de agonia a alma sofria todos os dias.
Mas hoje com o passar do tempo o grito foi abafado por noites em claro, só o som do silêncio existia. Barulho ensurdecedor mesmo sem dizer uma palavra “sê intendeu” que ninguém se importava em destrancar aquela cela, uma cela fria e sem paredes. A pior prisão para se viver dentro de si, como um condenado ao próprio corpo e a própria vida, um condenado a sofrer em silêncio, pois tudo que ele ouvia era seu próprio som do silêncio.
O silêncio do condenado.
Tenho tanto para falar que chega a ser sufocante o silêncio nos meus dedos.
Expressão essas que não decifrei em letras, a mente pensa os sonhos navegam em pensamento.
Estes mesmo que ainda não decifro nas linhas estendidas sobre o papel este mesmo que já traz sã lembrança.
Da floresta a onde os arbustos ao longe vêm uma florada que ainda não sei distinguir.
Que flores e essa entre cores amarelas e laranjada com um pouco de lilas as folhas verdes dando um destaque a mais!
Olhando para o céu que me faz reflexo do mar no horizonte profundo me recordando da minha infância que tão perto, vem me trazendo uma breve lembrança.
Dos meus desejos que não realizei, me pergunto porque, mais como devo agir nestes universos de anseio e desejo que me faz refletir.
Vem o silêncio entre o barulho trazendo o conforto de que um dia, só mais um dia para agir!
Transcendência!
Transcende-te
Rasgando o silêncio dos tempos
e as vicissitudes de aurora e de todos os tempos…
cavalgamos afanosamente
cantando em canto dos encantos
o desencanto em pranto
do nosso encanto sem canto…
a tecnologia, designer e o entretenimento
serão esteios de sustento para a aposta ao desenvolvimento
deste benquisto país insular em crescimento…
por isso, faz acontecer…
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
Poetizando, fulminamos a pungente tempestade
Da vida quotidiana
E rasgamos o silêncio dos tempos e de todos os tempos...
Cultivamos harmoniosamente a paz, a unidade, o amor
E entramos desapaixonadamente no seu coração
Rasgando o silêncio dos tempos e de todos os tempos…
por isso, faz acontecer…
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
Dramatizando, caminhamos juntos
na senda do progresso deste pais arquipelágico
e rasgamos irreversivelmente o silêncio dos tempos e de todos os tempos…
por isso, faz acontecer
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
Hoje,
Agora,
Não amanhã,
Sem demora…
Faz acontecer….
O Galo que Canta, anuncia um novo horizonte…
O Galo que Canta, canta…
Canta bem mais alto que o som da ermida
Canta para anunciar um novo horizonte…
Canta para transcender o silêncio dos tempos e de todos os tempos…
por isso, faz acontecer…
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
O silêncio lhe assusta?
Vazio explosivo que inquieta a mente narcisica.
Afago contínuo de quem dele se inspira.
No silêncio da madrugada o orelhão que ainda restava na rua tocou com seu alarme insistente.
O bizarro não é isso.
É você imaginar...
Quem estava do outro lado da linha?
Ah, se pudéssemos manter o silêncio do final da tarde
Com o sol se espalhando pelas copas das árvores,
Se pudéssemos absorver a doçura, a magia
Quando o céu está chorando e os ventos falam de amor
Fazendo as folhas das árvores dançarem.
À tarde eu libero meus pensamentos no ar
E minha imaginação voa com a noite para me apresentar.
Os pássaros voam,
O vento sopra as folhas e as faz flutuar
Com os raios de sol do fim da tarde brincando
Suavemente na superfície de tudo ao nosso redor
E eu vejo o amor quando abro meus olhos só para te encontrar.
A ordem do silêncio
Talvez seja tarde para ficar pensando
Escrever e, cair em sufrágio o leitor.
Então indago na proposição o silêncio
A não procura da hipótese verdadeira.
Predestinado ao nada fica alguém
Quando o silêncio comanda a minha intuição.
Em conflito eu entraria neste momento,
E provaria do meu rancor.
Essa repugnância logo lhe diria
A montante o seu valor.
Não! Não tenha então esse direito suposto
Que de nada irá adiantar o seu esforço
Sua vaidade não terá razão.
O meu sentimento abortado
Deixou o espaço ao meu lado desbotado
Sem guardião para a minha base.
O que faço agora neste cair da tarde?
Abro a guarda à ocupação.
Metade minha é silêncio, a outra é vento a levar-me as mais profundas intenções da minha alma.
11/21
Queira-me o silencio, não suporto mais gritar a tantas injustiças...
Meu grito ecoa por ouvidos que se fazem de surdos,
Por leis que se fazem de cegas, e
Por pessoas que se aglutinam em volta as barbáries mundanas
Ecoa meu grito, mas o que vale mais é o meu silêncio
Então queira-me silencio, faça se em mim a vontade dos cegos e surdos capacitados....só peço um pouco de paz em volta a ti silêncio,
Mas prossigo não acreditando na justiça dos homens.
É contigo silêncio que posso falar com Deus, e então a ele dirijo o meu lamento...
Nene Policia
**"Entre o Silêncio e a Decisão"**
**(Verso 1)**
Aquela noite começou com um olhar,
Uma palavra errada foi o que bastou pra machucar.
O tom subiu, ninguém quis recuar,
E agora o silêncio é tudo o que sobrou pra eu escutar.
**(Verso 2)**
Eu sei que errei, talvez você também,
Mas esse orgulho só aumenta o que nos faz refém.
Tento ligar, tento pedir perdão,
Mas você não responde, e me deixa na escuridão.
**(Ponte)**
Me diz, vai ser assim?
Ou vai voltar pra mim?
Não me deixe nessa dúvida,
Isso me destrói por dentro assim.
**(Refrão)**
Quem cala consente, mas o silêncio dói,
Parece que o tempo para, mas a vida corre e destrói.
Se é pra ficar, que seja de coração,
Mas se for pra ir, por favor, me dê uma decisão.
Porque quem vive no talvez, morre sem razão.
**(Verso 3)**
Repasso as cenas, cada frase sem pensar,
Tantos planos jogados ao vento no calor de um brigar.
Eu só queria um sinal, só um porquê,
Pra saber se ainda existe chance de eu e você.
**(Ponte)**
Me diz, vai ser assim?
Ou vai voltar pra mim?
Não me deixe nessa dúvida,
Isso me destrói por dentro assim.
**(Refrão)**
Quem cala consente, mas o silêncio dói,
Parece que o tempo para, mas a vida corre e destrói.
Se é pra ficar, que seja de coração,
Mas se for pra ir, por favor, me dê uma decisão.
Porque quem vive no talvez, morre sem razão.
**(Final)**
Eu só quero saber se ainda há esperança,
Ou se é hora de deixar morrer essa lembrança.
Seja sim ou não, só não me deixe assim,
Pois o que mais dói não é o fim, mas o meio sem fim.
Sob o véu da noite acesa,
com estrelas por testemunha,
um homem repousa a alma tensa
no silêncio que o mundo arruma.
Foi de sol a sol sua lida,
com calos, suor e esperança,
construiu com força a própria vida
mas deixou de lado a dança.
Agora, ele sonha sereno,
com um canto à beira do nada,
onde o tempo caminha pequeno
e o peito respira a madrugada.
Quer uma barraca acesa,
um céu vestido de luar,
e ao lado, com leveza,
alguém que só saiba amar.
Uma mulher de fala doce,
de mãos que sabem cuidar,
que o olhe como se fosse
poesia ao caminhar.
Não busca luxo, nem fama,
só um abraço demorado,
um chá quente que o chama,
um coração encantado.
Nesse campo onde o fogo dança,
e a água cai como canção,
ele enfim planta esperança
no jardim da solidão.
Porque o mundo pode ser duro,
mas o amor é sempre abrigo
e hoje o homem do futuro
só quer paz… e alguém consigo.
Falei mil vezes, num tom sereno,
pedi silêncio onde havia grito,
mas ecoou o velho veneno
e a paz virou precipício.
Engoli farpas, disfarcei dor,
apaguei brasa antes do incêndio,
me vesti de calma, domador,
mas o caos fez do amor, remendo.
Agora basta, já não insisto,
meu silêncio virou limite,
quem só fere, perde o visto
de morar no peito triste.
Titulo:Cadê Você
O seu silêncio vai dia a dia corroendo e me transformando.
Pensando em você, eu me perco em mil filosofias e calo minha voz.A saudade que me deste é como a estrela brilhando
durante o dia eu a escondo e no anoitecer,brilha á sós
Foram muitos os sonhos pra você,juro que não os construí sobre areia,agora eu os vejo sendo levado pelas ondas .
pois pra mim o mundo emudeceu,e uma lança atingiu minha alma.
Hoje eu sou apenas uma sombra do que passou,arrancas-te de mim as ilusões quase nada existe, porque persisto nesse amor.Em nossa casa,sua lembrança só decepções.O mar já não me aspira emoções.Se olho para o céu,a chuva cai sobre meu rosto,Se para o horizonte, penso ser o caminho de suas razões.Nos volumosos remansos eu tento retratar-te,como tolo.Nas paisagens verdes nos arvoredos eu quisera estar contigo,pensei....Oh!Cadê você,porque me faz sofrer a ausência tua.Nunca foste amada por nenhum outro mais do que eu a amei.
Permita-me 1 minuto apenas para encontrar contigo e revelar-te o que ainda não revelei.Oh!criatura que me deixou chorando,enquanto partia.Cruel destino que fez meus dias e me descontrolei,dando-me somente a chance de apagar um semblante que sorria.Choro em pensamento e em noite adentro sempre pensando,porque?Nos mares, horizontes, na lua ou no infinito,tu ouvirás meu grito,enquanto nos bares da cidade afogo minha dorJá não estou mais suportando o silêncio,
quisera falar contigo,ouvir e sentir por um momento abraçar,pegar tuas mãos,beijar teus pés.ficaram as marcas do amor no lençol,
sinto teu perfume no travesseiro,estou só.Por que não me respondes?Já é madrugada,cinco e meia da manha,
e a cachaça minha companheira,Venha me visitar.Por favor, não se esqueça de mim,desliga tudo que esta tocando,não aguento mais ouvir nossa canção,me tire dessa angústia dolorosa,dessa bebida amargosa.No meu silêncio vem me envolver e encher o vazio que ficou no coração.
O Silêncio dos Vagalumes
Foram-se os vagalumes,
não por medo da noite,
mas porque sua luz já não cabia
em mãos que desaprenderam o assombro.
Foram-se como preces mudas,
sem rastro, sem vestígio,
levando consigo a infância dos olhos
e a última centelha do espanto.
A cidade caminha sobre sombras,
e os passos ressoam na ausência do que era vivo.
Onde antes um lampejo fugaz
rasgava a pele do escuro,
agora há um breu domesticado,
submisso ao clarão sem alma
das lâmpadas que nunca dormem.
Mas quem sabe, em outra noite,
quando os homens cessarem o peso
sobre as coisas miúdas,
eles voltem.
E, sobre as ruas, redesenhem em claridade
o que o silêncio agora esconde:
o simples milagre
de brilhar sem porquê.
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
Segurando o Silêncio
Senti o atraso em cada momento,
Confusão no ar, um turbilhão por dentro.
O coração, doído, em silêncio grita,
Segurando lágrimas, a dor se evita.
Tantas dúvidas a me rodear,
Incomodos que não sei calar.
Perguntei ao amor, buscando clareza,
Chamou-me "mulher farda" por minha franqueza.
Quis consertar, mas deixei passar,
As palavras presas, sem lugar.
A quem amo, quis dar alegria,
Mas escondi brigas e agonia.
Para aliviar, fiz-me mudo,
Carreguei o peso de um silêncio bruto.
E, no fundo, só queria paz,
Para eles, um alívio que não me satisfaz.
Ouvir tudo, guardar silêncio,
Saber o que ninguém sabe,
Mas fingir que não sabe nada.
É a arte da sabedoria discreta.
Griô
E sons dos atabaques penetravam em todos os voos do silêncio
Brotavam cantos do eterno continente
Não cessavam nunca
Inspiravam o velho griô
Aqueciam o Quilombo
Faziam-nos felizes
