Poemas Góticos de Amor
Titulo:Cadê Você
O seu silêncio vai dia a dia corroendo e me transformando.
Pensando em você, eu me perco em mil filosofias e calo minha voz.A saudade que me deste é como a estrela brilhando
durante o dia eu a escondo e no anoitecer,brilha á sós
Foram muitos os sonhos pra você,juro que não os construí sobre areia,agora eu os vejo sendo levado pelas ondas .
pois pra mim o mundo emudeceu,e uma lança atingiu minha alma.
Hoje eu sou apenas uma sombra do que passou,arrancas-te de mim as ilusões quase nada existe, porque persisto nesse amor.Em nossa casa,sua lembrança só decepções.O mar já não me aspira emoções.Se olho para o céu,a chuva cai sobre meu rosto,Se para o horizonte, penso ser o caminho de suas razões.Nos volumosos remansos eu tento retratar-te,como tolo.Nas paisagens verdes nos arvoredos eu quisera estar contigo,pensei....Oh!Cadê você,porque me faz sofrer a ausência tua.Nunca foste amada por nenhum outro mais do que eu a amei.
Permita-me 1 minuto apenas para encontrar contigo e revelar-te o que ainda não revelei.Oh!criatura que me deixou chorando,enquanto partia.Cruel destino que fez meus dias e me descontrolei,dando-me somente a chance de apagar um semblante que sorria.Choro em pensamento e em noite adentro sempre pensando,porque?Nos mares, horizontes, na lua ou no infinito,tu ouvirás meu grito,enquanto nos bares da cidade afogo minha dorJá não estou mais suportando o silêncio,
quisera falar contigo,ouvir e sentir por um momento abraçar,pegar tuas mãos,beijar teus pés.ficaram as marcas do amor no lençol,
sinto teu perfume no travesseiro,estou só.Por que não me respondes?Já é madrugada,cinco e meia da manha,
e a cachaça minha companheira,Venha me visitar.Por favor, não se esqueça de mim,desliga tudo que esta tocando,não aguento mais ouvir nossa canção,me tire dessa angústia dolorosa,dessa bebida amargosa.No meu silêncio vem me envolver e encher o vazio que ficou no coração.
O Silêncio dos Vagalumes
Foram-se os vagalumes,
não por medo da noite,
mas porque sua luz já não cabia
em mãos que desaprenderam o assombro.
Foram-se como preces mudas,
sem rastro, sem vestígio,
levando consigo a infância dos olhos
e a última centelha do espanto.
A cidade caminha sobre sombras,
e os passos ressoam na ausência do que era vivo.
Onde antes um lampejo fugaz
rasgava a pele do escuro,
agora há um breu domesticado,
submisso ao clarão sem alma
das lâmpadas que nunca dormem.
Mas quem sabe, em outra noite,
quando os homens cessarem o peso
sobre as coisas miúdas,
eles voltem.
E, sobre as ruas, redesenhem em claridade
o que o silêncio agora esconde:
o simples milagre
de brilhar sem porquê.
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
Segurando o Silêncio
Senti o atraso em cada momento,
Confusão no ar, um turbilhão por dentro.
O coração, doído, em silêncio grita,
Segurando lágrimas, a dor se evita.
Tantas dúvidas a me rodear,
Incomodos que não sei calar.
Perguntei ao amor, buscando clareza,
Chamou-me "mulher farda" por minha franqueza.
Quis consertar, mas deixei passar,
As palavras presas, sem lugar.
A quem amo, quis dar alegria,
Mas escondi brigas e agonia.
Para aliviar, fiz-me mudo,
Carreguei o peso de um silêncio bruto.
E, no fundo, só queria paz,
Para eles, um alívio que não me satisfaz.
Ouvir tudo, guardar silêncio,
Saber o que ninguém sabe,
Mas fingir que não sabe nada.
É a arte da sabedoria discreta.
Griô
E sons dos atabaques penetravam em todos os voos do silêncio
Brotavam cantos do eterno continente
Não cessavam nunca
Inspiravam o velho griô
Aqueciam o Quilombo
Faziam-nos felizes
Barulho
O silêncio do campo
que a escuridão faz mais termo.
Silencio de vento dormido.
De campo e vento.
Campo,campo.
O silêncio das raízes,
sofrido silencio opresso,
silencio de terra e sombra.
Sombra,terra.
Ó silêncio da montanha
que a distância faz mais fundo.
Silencio de ar e nuvem.
Silencio de ave ausente.
Nuvem,ar.
Ó silêncio dos silêncios,
silêncio de negro poço,
secreto silêncio intacto
de peito que o amor secou.
Ó silêncio, silencia,
que este é o caminho mais ermo
que o silêncio devastador.
Silêncio de poço negro,
negro poço que secou.
tricotando palavras
Sentada no banquinho que coloquei na beira do abismo.
gosto do silêncio que ele traz.
Gosto da solidão que nele há.
Gosto de estar.
Na fúnebre sensação de ser somente o vazio incondicional
De ser o eco daquilo que quis ser e não consegui
Do meu medo enraizado
Do sorriso disfarçado
Do meu grito silenciado.
Sentada aqui
Não descobri nada de novo
Abismos não trazem respostas
Somente a proposta indecente
perfeitamente atraente
Para um desesperado...
Hesitação.
Mesmo que não haja o novo
A dúvida me corrói
O infinito é tão lindo!
E pertence-lo me parece uma boa opção
A medida que tricoto minha nova personalidade
Percebo que estou aqui só por vaidade.
Entrelaçada como malha... Tricoto minhas falhas...
Pensando em querer-te um pouco mais
Eu falo teu nome no silêncio dos meus pensamentos
Parece que você virou o meu assunto preferido ..
Você tem me feito brilhar como o sol
Tem me feito querer arder como fogo
E no mais inocente sorriso me faz querer-te perto.
Tenho despertado com vontade de te ver
Despertado pra você
queria despertar com você.
Horas quero que me cuides
outras quero te cuidar
Horas sinto o vazio da sua risada e no instante seguinte você me preenche com nossas poucas lembranças.
Sem pensar em futuro a longo prazo
Hoje eu quero você!
Colhendo acerolas todas as tardes
Vindo me surpreender de vez enquanto.
Quero ouvir músicas e rir desesperadamente
Quero o rosado do teu pescoço colado no meu nariz.
Te quero pra mim
Pois querer é nobre e de tudo que sou pobre,
Sou rica dos sentidos e te sinto as vezes meu por mais que ainda não tenha sido!
Quando alguém dizer palavras pra ferir e te difamar não responda.
O silêncio e a resposta de Deus,que destrói toda a inveja e podridão do coração de quem proferiu estas palavras para você.
O silêncio é a melhor resposta.
O simples toque da brisa em sua pele.
E minha saudade tocando te em silencio.
Carla Paslauski Bachmann
Minha meta
Olhares que se cruzam, sorrisos que se encontram, silencio que diz muito.
No meu ideário crio um cenário , buscando construir caminhos para o desejo sair do imaginário.
Afeto e emoção , agora toma conta do coração.
É assistindo TV, no banho, na roda de amigos, ou em qualquer lugar
Fica difícil deixar de pensar , naquela que me encantou pelo seu olhar.
Atingido pelo cúpido de amor estou caído, me percebo imbuído, em um sentimento nunca vivido.
Sabe minha meta, é que a mente arquiteta, busque uma forma concreta, e projete uma historia linda e seleta, ao lado de vc ,que neste quebra cabeça é a peça completa
Seu olhar é sereno, firme, mas esconde tempestades e poesia.
Há força no seu silêncio, e graça em cada gesto do dia.
Pele dourada pelo sol da alma, voz que ecoa mesmo em quietude.
Ela é arte que caminha, beleza em sua plenitude.
E mesmo nas tramas do espelho, há algo mais do que se vê. Ela é flor, é vento, é chama é o que faz o mundo crer.
Aqui no meu quarto, olhando pro teto, ouvindo uma música, querendo afeto.
O silêncio da noite é um barulho intenso (dentro de mim)
Parece o vento que vem soprando,
Poeira sem fim...
Noite escura, barulho e vento,
é tudo imenso. É o meu pensamento.
Sinto a minha alma a clamar por liberdade,
Por algo que me faça sentir especial.
E no silêncio da noite, solitário e perdido,
Encontro um pouco de paz e de solidão.
No meu íntimo há um mundo infinito de sonhos e desejos a me embalar, sinto-me um ser pequeno e limitado diante de tanta imensidão a me cercar.
Sou um fragmento de tudo o que existe, um grão de areia perdido na imensidão, mas ainda assim carrego em mim a chama da paixão que me move em direção a algo que a mim não parece são.
Então, deixe-me mergulhar no abismo, e encontrar a paz no nada, pois não há nada mais libertador do que a aniquilação de si mesmo.
Silente contemplação
Há quem me dera o silêncio,em silente contemplação.
Cujo o mais alto som que eu já quisera ouvir, fosse a minha respiração.
Quatro da manhã no UR Cinco Barro, apenas silêncio,
Carregado de sonhos e cansaços.
Como navios negreiros modernos,
Transportam histórias, vidas e infernos.
Nos assentos, rostos marcados,
Pelo peso da vida e seis dias contados.
Tudo isso pra quê? Moradia e comida?
Libertos, mas vítimas, ilusões de mudança,
Presos em migalhas, sem esperança
No Silêncio da Lembrança
por Janete Galvão
Há presenças que vivem
no canto mais secreto da alma, onde o tempo não alcança, e o esquecimento não ousa tocar.
São como brisas antigas,
que voltam sem avisar,
num cheiro, numa música,
no jeito do vento passar.
Não precisam estar por perto, nem dizer palavra alguma — basta que a memória sussurre seu nome, e o coração se curva em flor.
É um sorriso que nasce por dentro, como quem encontra abrigo
num gesto invisível,
num toque ausente,
num olhar que já foi.
E nesse instante breve,
entre a saudade e o afeto,
o mundo silencia...
e a alma se aquieta.
Porque há amores que não precisam de presença, para serem eternos.
Eles vivem na lembrança, e florescem em silêncio dentro do peito.
"Há presenças que nem o tempo apaga.
Basta uma lembrança suave,
e o coração — em silêncio — sorri, como quem reencontra abrigo no toque invisível da memória."
