Poemas Góticos de Amor
SONETO A MINHA MÃE
Estar sozinho é como estar no deserto
Sem água, sem sombra.
Estar com a mãe é como estar em pasto
Hidratado e cheia a pança.
Mãe acalenta pela presença
Palavras de amor sem pressa
Com paciência aconselha
Demonstrando amor à beça.
Estar com a mãe no deserto
O calor não maltrata
O frio não machuca
O fastio dura um período
Embora sinta um vazio
A mãe abraça com afeto.
Havia na minha poesia
Havia na minha poesia, um entrave
Aquela sensação velada de tristeza
Verso com aflição em um tom grave
Imergido duma perfídia e sua vileza
Havia na minha poesia, tal lealdade
A um sentimento cheio de aspereza
Um queimor, um ato de banalidade
Que fere a emoção, sem delicadeza
Havia! E não mais imerso nos versos
Um não sei quê de agrados diversos
Me fez poetar a leveza duma pureza:
De outro encanto, outro e outro tanto
Enamorado, só Deus sabe por quanto
Deixando o cântico com casta certeza.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/11/2023, 20"55" – Araguari, MG
Com a voz embargada, entre a tristeza e a alegria, eu digo sim, quero continuar, com todos os riscos, quero ver mais um dia abrir de novo e meu coração também.
Porque, se a vida se transforma o tempo todo, talvez o único jeito de manter-se minimamente saudável seja também continuar em movimento:
todo amor que posso experimentar é contingente.
Metade
Entre o riso e a melancolia,
Caminhamos na vida, eu e você,
Como duas metades em sintonia,
Numa dança eterna de amar e sofrer.
Metade de mim, metade de ti,
Somos dois mundos que se encontram aqui,
Num abraço de estrelas, num céu sem fim,
Na busca incessante do que nos faz tão assim.
Metade da minha alma, metade do teu ser,
A doce essência, que nos faz crescer,
Nos sonhos, encontramos o lugar,
Onde nossas metades possam se completar
Metade do tempo, metade da emoção,
Nossas histórias se misturam em uma canção,
E na força das palavras, no sussurro do olhar,
Desvendamos segredos que só queremos desvendar.
Metade do amor, metade da dor,
Somos feitos de metades, mas somos um só fervor,
No eterno compasso, a vida a bailar
Dançamos juntos, metade a completar.
Assim seguimos, metade de nós,
Numa trilha de luz, entre sombras e sóis,
Na busca incessante do que nos faz um,
Metade e inteiro, neste amor comum.
Quando a tristeza
Quando a tristeza lhe abraçar
Lembrasse que tem um abraço forte para te curar dessa tristeza
Quando o desespero bater.
Lembrasse que estarei aqui para você.
Quando achar que está perdendo a batalha da vida
Lembra a sua vida e a minha vida.
E juntos lutaremos para sermos felizes.
O amor é assim sem noção
O amor é incondicional
O amor é irracional
Mas enfim é o amor
Dedicado ao amor da minha vida para sempre.
Tom Nogueira
Num dos meus dias mais triste me peguei pensando em como nossas almas se reencontraram, te conheci por acaso e eu já estava a muito tempo com um bloqueio emocional, sem poder me aproximar de ninguém, achava que o problema era eu, a minha vida era uma tragédia, pois só acontecia coisas ruins comigo e segundo o universo era pra eu ter morrido em um acidente fatal, que eu não estava presente por falta de vontade.
Depois disso senti que eu não poderia estar viva, me martilizei durante anos sem poder me entregar por inteira, mas no dia que te conheci senti uma coisa inexplicável, como se já tivéssemos ficado, como se fossemos amores de vidas passadas, mas nós não ficaríamos juntos nem nesta nem em outra vida.
Eu nunca acreditei em almas gêmeas, entre um e um milhão jamais achei que eu sentiria uma energia inexplicável, sendo que eu nem acredito em reencarnação, e nós nos encontrávamos em vários lugares, parecia até que eu estava sendo seguida, nós morávamos tão perto esse tempo todo e quando eu pensava nele, ele me mandava mensagem no mesmo dia, acontecia coisas bizarras quando se tratava dele.
Hoje minha alma chora pois tive que te deixar ir, nosso destino nunca foi ficar juntos, não era algo mútuo, era um sentimento complicado de idas e vindas, tive que por um fim, pois iria me machucar, senti que esse amor seria a minha ruína e no fim das contas não sei se essa energia tão estranha que senti foi o bloqueio emocional se rompendo em mim.
Tenho medo do abandono,
da sombra fria que se avizinha,
do vazio que preenche as lacunas
onde antes habitava o afeto.
Tenho medo do silêncio que ecoa,
nas paredes do peito, tão só,
onde outrora as vozes dançavam,
agora apenas o eco de um nó.
Tenho medo de ser esquecido,
como um livro fechado na estante,
as páginas amarelas de histórias,
que ninguém mais se lembra ou sente.
Mas também tenho a esperança,
de que no fundo desse temor,
encontro forças para aceitar,
que o abandono não apaga o amor.
E assim, entre o medo e a coragem,
vou costurando as feridas do ser,
pois mesmo que o medo me assombre,
aprendo a viver, a crescer.
Poema da manhã
Não te desejo a tristeza do desamparo
Nem o choro desconsolado
Dos entristecidos
Que te toque as mãos, o rosto e tua boca
A suave e perfumada brisa da manhã
Que te umedeça os olhos o frescor do orvalho
E que nunca, jamais precise esperar pelo seu amor
Pois que ele sempre se adianta no caminho
Para onde quer que tu fores
Para quando tu chegares
Te receba e te acolha
Como a flor recebe e acolhe seu colibri.
Antes que a morte nos tome...
Quando a morte chega, fria e implacável,
E leva quem amamos ao reino insondável,
É então que o coração, em pranto se curva,
E entende o valor que a vida dali pra frente será oculta.
Em vida, deixamos passar o brilho no olhar,
O riso que encanta, o dom de amar,
Mas é na ausência, no vazio que se expande,
Que percebemos o quanto o amor nos prende.
Cada palavra não dita, cada gesto esquecido,
Transforma-se em lamento, em pesar contido,
A dor nos invade, o arrependimento persiste,
Por não termos amado com o fervor que insiste.
A morte revela o que a vida, em sua pressa, esconde,
Que o tempo é frágil, e o amor, que responde,
Deve ser vivido com toda a devoção,
Antes que a morte nos tome pela mão.
Ficamos com a lição, melancólica e severa,
Que o valor do amor só se vê quando a dor impera,
Aprendemos, tarde demais, na sombra que consome,
A dar valor à vida, antes que a morte nos tome.
Dedico este poema ao meu pai Waltairo Brumm , ao meu querido primo Marcelo e a tantos outros familiares e amigos que se foram.
Amanheceste triste?
Não fique assim, o fato de apenas você
abrir os olhos, respirar e está
com saúde, já é motivo suficiente para você
ficar de pé e agradecer. Não desanime!
Lutas vem, mais passam.
@expressando.sentimentoss
Que essa chuva, regue e vire enxente...
Vire enxente para levar todas as tristezas e dificuldades que já enfrentamos...
Regue o nosso amor, para que cresça e venha florecer dia após dia...
E que os bons ventos do céu leve o aroma desse amor a todos...
"Um chute no saco
Ou a lei do cangaço?
A morte com sorte
Com um tiro no peito
Religião do mais forte!"
Rogério Pacheco
Poema: Chute no saco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Tristezas do passado"
Nunca deixe que as tristezas do passado e as incertezas do futuro estraguem as alegrias do presente.
FRATERNIDADE LUZ EAMOR
# O ontem
É triste,
Saber que te conquistei
Sem você me realmente querer,
Me disse que sou especial,
Então por que eu não sou a escolha final?
Você seria só uma amizade que sente maldade?
Sua confusão
Deu um gelo
No meu intenso coração,
Ontem senti o abismo da própria solidão
Coitado do meu intenso coração,
Um vagabundo a procura de uma dama,
Mas não uma daquelas de porcelana,
Uma dama da noite,
Que só aparece de madrugada
Enquanto eu te espero nas manhãs mais ensolaradas
Nossa relação dá histórias cheias de poemas e crises
Você seria a fera da minha bela?
seria o príncipe que está a minha espera?
Preso em um castelo dos seus próprios erros e problemas
Meu eterno karma
Dos seus erros você me larga e pega pra si
Quando chega a outra pessoa e tem interesse na minha porcelana
No meu brilho que somente precisa ser polido novamente
Você bem que poderia me deixar ir
Mas não seria o mesmo sem mim
Eu sou o coringa do seu baralho
Não vivo nas tuas noites
Mas sou sempre a sua carta da manga,
A sua trapaça e o teu motivo para continuar o seu vício
Meu nobre navio preso em auto mar,
Destroços da tal correnteza da certeza
Nas tuas veias
E presa nas tuas veias tem o meu vermelho intenso que te cobre sem medo
Mesmo tendo a possibilidade de um desapego
Você corre pra mim sem receio,
Por mais que eu tenha medo
Eu te aceito com o meu intenso coração pintando de vermelho.
Entre mágoas sombrias e lampejos de lembranças tristes
De desenlaces e do ouro fluido como um verso de amargura
Surge a moldura do amor recôndito, dentre frutos de risos, de loucuras de elementos unidos... de moléculas de vida
Do divino lugar, onde a saudade traz a lembrança da ausência, da fragância da transparência
A alma voa, o coração soluça na amplitude da distância...
Na constância da esperança, a saudade seja fluida e de lugar a tua voz macia no ouvido, trazendo a doçura da mudança
Da presença inteira, da paixão colorida, do amor correspondido, e a saudade? Ah apenas na lembrança!
Chuva: Serenata da Melancolia
Chuva, tua melancolia se mistura ao meu pranto,
Gotas suaves, como lágrimas que caem do céu.
Em tua tempestade, encontro meu abrigo,
O som das gotas acalma minha alma, que se debate ao relento.
Trovoes ecoam como pensamentos tumultuados,
O vento sussurra segredos que só eu posso entender.
Teu toque frio é como um abraço, me envolve e acalma,
Na dança das águas, encontro paz no caos que se instala.
Chuva, és minha favorita, minha confidente nas horas de dor,
Teu rugido é a música que embala meu coração aflito.
E quando o sol brilhar novamente, lembrarei de tua canção,
Chuva, és minha companheira, meu consolo na escuridão.
Elaine N Silva
você não sabe
mas te amei em pânico
te amei em ansiedade
te amei nos dias tristes
mesmo desacreditado
te amei
e ainda te amo.
