Poemas Góticos de Amor

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"Neste silêncio
Entreaberto de nossos lábios
Moram desejos ...
Que atravessam palavras "

Sou grato por você existir:
Você fica quando todo mundo vai embora.
Dividimos o silêncio sem nenhum peso.
Com você, eu posso ser quem sou.

O silencio também é isolamento defensivo..










Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado

Na solidão no silêncio no quarto escuro abri as janelas da minh'alma e vi as estrelas a dançar no céu como se fosse fadas, a cantarolar pra mim.
Comecei a chorar, como eu chorei, de saudade daqueles dias de sol brilhando na estrada, e nas madrugadas, até chegar lá só pra te ver, te abracar e comemorar, as nossas vidas. O churrasco na fazenda, todos quanta alegria, nós cantavamos juntos até o anoitecer..até dormir e então sonhei e vi os anjos a me chamar..dizendo..vamos voar..




Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado

Solene profundo.


O silêncio se faz poesia,
Como uma prosa bem contada,
Mas que sempre tem um fim.
É um desafeiçoamento sereno,
Onde as camadas se abrem
E a poesia se torna ruim.


Entre textos escondidos e segredos profundos,
O caos é meu aliado,
O silêncio, meu sagrado.
Tornando minha mente devastada,
Mas em meus punhos há uma saída
E no peito, uma despedida.

Penso silenciosamente


Penso em silêncio e toco levemente o invisível...
Seguro entre meus dedos a água fugidia da existência...
Sinto-a escorrendo pelos caminhos dos dias,
sua natureza é a de não parar,
segue como tudo aquilo que insiste em passar.
O tempo sussurra suavemente sua passagem.
Move-se com passos silenciosos...
Uma rotina a disfarçar um hábito cotidiano eternamente repetido,
um suave vento que mal se deixa ser ouvido.

"Bilhões de pessoas vivem no silêncio "


Bilhões de pessoas vivem no silêncio.
Caminhar pelo mundo hoje é testemunhar um paradoxo ensurdecedor. Olhamos ao redor e as praças, os cafés e os transportes públicos perderam o seu som mais bonito: o burburinho das conversas espontâneas, as risadas sem roteiro, o simples barulho de gente sendo gente. No lugar disso, impera o silêncio. Um silêncio iluminado pelo reflexo azul de telas de celulares, tablets e notebooks.
Estamos todos juntos, mas terrivelmente sós.
Criou-se uma cultura de egoísmo de não pertencimento. Por medo de nos machucarmos, ninguém mais quer se entregar por completo. Preferimos a segurança controlada de uma curtida à vulnerabilidade de um olhar. A internet prometeu nos aproximar do mundo, mas acabou nos afastando de quem está sentado na nossa frente.
A verdade é que fomos feitos para o encontro, para o abraço, para a partilha. Não fomos programados para a solidão digital. No futuro, a grande missão de psicólogos e psiquiatras não será apenas tratar doenças, mas nos ensinar novamente a viver em comunidade e a resgatar a humanidade que deixamos anestesiada entre as notificações.
Bilhões de pessoas vivem no silêncio. E o papel aceita o meu desabafo, na esperança de que alguém, do outro lado de uma tela, decida que é hora de voltar a conversar.
(Marilene Lira)
Setembro/2026

O viciado grita por socorro em um silêncio que o mundo insiste em não ouvir.

— Douglas Santos - Os Viciados Estão Sozinhos! Pare de se fazer de vítima.

Nem todo silêncio é maturidade. Às vezes, o silêncio é apenas um esconderijo mais elegante.

​— O Segredo Entre Mim, Deus e o Diabo

Agora quero é movimento, ventania,
o rumor das folhas quebrando o silêncio,
a estrada abrindo seus braços de poeira,
o coração desaprendendo o medo.

O silêncio diz, os gestos demonstram, o olhar revela. Mas, quando houver espaço para dizer abertamente o que você sente ou o que está acontecendo, não deixe a oportunidade passar.

Fale.

Não engasgue com aquilo que precisa ser dito. Não obrigue o outro a preencher com suposições o lugar onde poderia existir clareza. Há vazios que não nascem da ausência, mas daquilo que ficou preso na garganta.

Porque o silêncio também comunica, é verdade. Mas existem coisas que não deveriam ser entregues à interpretação de quem está do outro lado. Quando puder dizer, diga. Antes que aquilo que você não conseguiu dizer comece a criar raízes dentro de você, cresça em forma de ressentimento e um dia vire distância onde antes havia amor.

Obra de Cuidado


​Quando o Criador te pensou,
o mundo parou em silêncio.
Ele juntou a luz da manhã
com o sopro de um amor imenso.
​Esculpiu o teu riso com calma,
misturou a poeira das estrelas,
colocou no teu olhar a clareza
que a gente só vê nas manhãs mais belas.
​Pintou os teus passos na terra
com a cor do sol quando se põe,
trouxe a paz para dentro do peito
e o som de antigas canções.
​Não houve pressa no traço,
nem rascunho deixado para trás:
Ele fez de você um poema
que a vida lê e pede mais.

O Templo do Silêncio


​O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
​Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
​Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
​Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.

Em silêncio, as estações da alma se sucedem, cada uma trazendo consigo um novo cenário, um novo reflexo no espelho do tempo. E nós, peregrinos da nossa própria jornada, precisamos aprender a respeitar o ritmo das mudanças.

Os fios brancos na barba são como flocos de neve que caem suavemente, silenciosamente, marcando o tempo que passa, a sabedoria que se acumula. Mas não é apenas a idade que nos traz sabedoria, é a capacidade de acolher cada fase da vida, de respeitar o processo de transformação.

As metamorfoses são como a alquimia do fogo, que transforma a matéria-prima da nossa existência. É um processo lento, doloroso, necessário, para que possamos emergir como seres novos, com uma nova perspectiva, uma nova compreensão.

No entanto, quando nos tornamos carrascos de nós mesmos, quando nos cobramos demais, quando nos julgamos sem piedade, nós nos perdemos no labirinto dos nossos próprios pensamentos, e nos esquecemos de que somos seres humanos, frágeis e imperfeitos.

A pausa é um tempo de gestação, um tempo de elaboração, um tempo de amadurecimento. É um tempo de silêncio, um tempo de escuta, um tempo de compreensão e de respeito por nós mesmos.

E quando finalmente nos respeitamos, quando finalmente nos acolhemos e nos amamos, nós nos sentimos como uma obra de arte que se completa, um ser humano que se torna mais autêntico, mais verdadeiro.

Nesse momento, nós nos tornamos capazes de enfrentar os desafios da vida com coragem e determinação. Nós nos tornamos capazes de nos reinventar, de encontrar um novo sentido para a nossa existência. E é assim que nós nos encontramos, no final do caminho, com a alma renovada, com a compreensão de que somos seres em constante transformação, e que cada fase da vida é um presente precioso.

A Janela e o Silêncio


​A vida entre nós tinha muros, limites e chão,
Um respeito guardado no fundo do meu coração.
Fomos o que foi possível, com o peso que a vida nos deu,
Entre conversas difíceis e o que o tempo acolheu.
​A notícia chegou num sopro, num dia qualquer,
Sem aviso, sem hora, sem o tempo que a gente quer.
E eu fiquei ali, no silêncio daquele salão,
Sem saída, sem pranto, presa na minha própria mão.
​Ao teu lado o tempo todo, como quem guarda um altar,
Na anestesia do peito que ainda não sabe chorar.
Parecia um sonho distante, um filme sem cor,
Onde a dor não tinha nome, não era nem raiva nem amor.
​Mas na hora da despedida, olhando além da janela,
Entre flores e pedras, na paisagem fria e singela,
Um choro prendeu na garganta, abafado e profundo,
Um choro pra dentro, teu gesto, despedida do mundo.
​Olhei para o fim sem sentir que era o fim de verdade,
Pois o que se viveu não se apaga na eternidade.
Fica a paz do respeito, a história que a vida escreveu...
A tua alma partiu, e a minha, em silêncio, entendeu.

Entre o Desejo e o Silêncio


Quero descobrir teus mistérios
como quem aprecia, sem pressa,
o vinho mais raro da vida.


Quando a lembrança dos teus lábios
atravessa meus pensamentos,
me perco imaginando
como seria estar ainda mais perto de ti.


Será que desejar um instante,
um breve toque,
um segundo a mais da tua presença,
é pedir tanto assim?


A maior loucura
não é o desejo que nasce,
mas todas as histórias
que a imaginação insiste em escrever.


Penso na tua pele
encontrando a minha,
na distância deixando de existir,
nos teus cabelos caindo
como cascatas ao vento,
enquanto teu olhar
encontra o meu
e o tempo esquece de passar.


Então o coração acelera,
o mundo parece menor,
e até o ar se aquece.


Talvez seja apenas saudade.
Talvez seja encanto.
Ou talvez seja esse desejo silencioso
de um dia descobrir
como é morar,
nem que seja por um instante,
no abraço que a minha alma
há tanto tempo imagina.


E, enquanto esse dia não chega,
guardo teu nome entre os meus pensamentos,
como quem protege um segredo bonito.
Há encontros que primeiro acontecem na alma,
antes mesmo que a vida permita
o encontro das mãos.
Talvez seja por isso
que você habita tantos dos meus versos:
porque algumas pessoas
se tornam eternas
muito antes de se tornarem presença.

Quero movimento


Agora quero é movimento, ventania,
o rumor das folhas quebrando o silêncio,
a estrada abrindo seus braços de poeira,
o coração desaprendendo o medo.


Chega de monotonia,
de dias dobrados na mesma gaveta,
de sonhos esperando a hora perfeita
para nascerem — e nunca nascendo.


Quero o sal de mares desconhecidos,
a vertigem das pontes,
o riso solto contra o rosto,
a chuva lavando antigas promessas.


Que venham os ventos,
mesmo que desarrumem meus cabelos,
mesmo que levem retratos, certezas,
nomes que já não cabem em mim.


Quero passos, faíscas, horizontes,
a vida pulsando sem pedir licença,
o instante aceso como estrela cadente,
a coragem de seguir seu clarão.


Se o mundo é vasto,
não serei pequena por medo da distância.
Abrirei as janelas,
deixarei entrar o impossível,
e caminharei —
não para fugir de quem fui,
mas para encontrar quem ainda posso ser.

EIS A FRIA.

Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.

As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.

Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?

Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.

E será ela, agora, o deslumbre do universo?

Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.

Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.

" Nas linhas do vento suave,
a noite repousa em silêncio,
cada estrela é um verso breve,
que ilumina o coração em início. "

A PIEDADE.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
No silêncio da alma floresce a bondade,
Como suave luz de amor consolador,
Que derrama no mundo eterno fulgor,
E transforma a dor em serena claridade.
Nas mãos do perdão repousa a caridade,
Que vence o orgulho, o pranto e o dissabor;
Semeia esperança, perfume e calor,
Guardando no peito divina humildade.
Quando a lágrima cai, piedosa e sentida,
A compaixão ergue a alma ferida,
Com asas de paz em sublime ascensão;
E o coração que acolhe a dor alheia,
Encontra no amor a fonte que incendeia
A chama imortal da pura redenção.
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