Poemas Góticos de Amor

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"O silêncio aprendeu o seu nome,
e nas páginas da noite escreveu
aquilo que a voz jamais ousou dizer."

O UNIVERSO NOS TEUS OLHOS.
O universo dormia em silêncio encantado,
guardando segredos de estrela e luar;
mas viu teus olhos, tão claros, dourados,
e aprendeu novamente a sonhar.
Tua respiração, suave melodia,
é sopro de vida no imenso jardim;
alimenta os mundos com doce poesia,
e faz o infinito florescer dentro de mim.
Se uma rosa distante pudesse falar,
diria ao pequeno viajante da imensidão:
“Há corações que nasceram para amar,
pois carregam o céu dentro da mão.”
E quando a noite beijar a amplidão,
e a lua repousar sobre o mar,
o universo guardará tua recordação:
um olhar onde estrelas vieram morar.
- Marcelo Caetano Monteiro.

Há em teu pensamento
um brilho que transforma o silêncio em direção.
Você não é apenas bela:
você é rara, é luminosa,
é dessas mulheres que fazem o mundo florescer.


Há em teu ser a mais perfeita síntese
do momento em que a inteligência
se encontra com a graça,
você é inspiração para todo o meu viver.

De vez em quando eu ainda ouço
No silêncio da madrugada
Um misto de passos na calçada
e um som de sinos distantes
Que soavam nas torres das Igrejas
que existiram na minha infância
Chego a sentir o perfume
daquelas madrugadas
Iluminadas pelos vagalumes
Isso sempre me traz
um sentimento confuso:
Tristeza e alegria entrelaçadas
Eu corro abrir minha janela
Não vejo e não ouço mais nada
Somente as Estrelas no firmamento
dão atestado
de que eu um dia
Realmente tenha estado lá
Naquele tempo e lugar
Que o próprio tempo arrastou
Pra um lugar
Chamado nunca mais
Fecho a janela ciente
de que a minha vida
assim como as madrugadas
Nunca mais serão aquelas
Novamente.

Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

Era somente o silêncio
De um tempo que se foi
Era noite
Todo mundo queria
E um dia eu também quis
Amanhecer distante dali
Porque pensei
Que poderia voltar lá
A qualquer instante
Percebia em meus ouvidos
O ruido mágico e único
Na paz do silêncio
Que de longe vem
Naquele mágico momento
Que o silêncio a tudo diz
E tudo faz sentido
Era o encanto do não saber
Que a brisa a soprar lá fora
Depois de ir embora, não volta
Era um pensar inocente
Que tudo aquilo nos pertencia
Era da gente
O silêncio em silêncio ficou
Pediu ao tempo que dissesse
Que a vida ao redor
Tem vontade própria
E nos convida a viver
Mas o viver da vida
Obedece
À sua própria vontade
E não a nossa.

Edson Ricardo Paiva.

"Quando alguém vai embora em silêncio,
é o fim definitivo de uma conexão!"
Haredita Angel
28.08.23

... salienta a
'filosofia do espírito'que um
eloquente e bem-posto minuto de silêncio suplanta com folgahoras e mais horas
deoratóriasbarulhentas
evazias!

Às vezes, a vida nos leva por direções que não planejamos, e o silêncio acaba virando rotina. Mas existem sentimentos que o tempo não apaga, e o que eu sinto por você é um deles.
​Hoje, entendo que cansei de guardar esse amor apenas como uma lembrança distante. Durante muito tempo, eu não soube dar o passo certo, não soube lutar pelo que eu sonhava e acabei aceitando que seguíssemos caminhos diferentes. Mas a verdade nua e crua é que, mesmo quando eu parecia ausente, você nunca saiu do meu pensamento. Olho para trás e vejo o quanto o tempo passou, mas o meu sentimento permaneceu intacto, como se estivesse esperando por um sinal.
​Eu sei que hoje sua vida tomou outro rumo e que existe outra pessoa ao seu lado. Respeito o seu momento e o seu espaço, de verdade. Mas não consegui mais sufocar essa esperança que ainda pulsa aqui dentro. A gente tenta seguir, tenta esquecer, mas o coração insiste em me questionar: será que aquele amor que você sentiu por mim foi verdadeiro? Ou será que ele nunca existiu da forma que eu guardei aqui? Essa dúvida é o que mais dói, porque, para mim, o que vivemos foi único e insubstituível.
​Peço desculpas se minhas palavras te pegarem de surpresa ou causarem qualquer desconforto, mas eu precisava desabafar. Guardar tudo isso estava me sufocando. Quero apenas que você saiba que eu nunca te esqueci.
​E, mais do que isso, quero que saiba que, se um dia você se sentir cansada, esgotada ou sentir que está carregando o peso do mundo sozinha nas costas, em algum lugar desse horizonte existe alguém pensando em você. Alguém que nunca te tirou da cabeça e que, silenciosamente, sempre te amou e te cuidou em pensamento.
​Sempre estarei aqui, torcendo pela sua felicidade, mesmo que de longe. Mas saiba que meu coração continua pronto e meus braços abertos, caso um dia você decida olhar para trás e redescobrir o que deixamos pelo caminho.

JÁ FEZ A PERGUNTA: QUEM SOU EU?


Em algum momento, talvez no silêncio de uma noite qualquer, você já tenha se perguntado:


Quem sou eu?
Por que estou aqui?
Por que estou vivendo esta experiência?
Qual é o verdadeiro sentido de tudo isso?


Mas talvez você tenha interrompido a pergunta antes de chegar à resposta.


Porque o mundo oferece inúmeras distrações para que você não precise olhar para dentro.


Trabalhar.
Consumir.
Correr.
Acumular.
Comparar.
Buscar aprovação.
Preencher o silêncio com barulho.


E, enquanto você tenta conquistar o mundo exterior, pode estar se afastando de si mesmo.


Talvez a maior prisão não tenha grades.


Talvez ela seja construída diariamente por hábitos, medos, crenças, expectativas e pela necessidade de ser aquilo que esperam que você seja.


Mas existe uma pergunta que nenhuma distração consegue silenciar para sempre:


**E se eu estiver vivendo uma vida que não escolhi conscientemente?**


Buscar a verdade exige coragem.


Porque a verdade nem sempre confirma aquilo que queremos acreditar.
Às vezes, ela desmonta certezas.
Questiona identidades.
Revela padrões.
E nos coloca diante do espelho.


Mas é justamente aí que começa uma transformação verdadeira.


Não quando você encontra todas as respostas.


Mas quando finalmente decide fazer as perguntas certas.


Talvez você não esteja perdido.


Talvez esteja apenas distante de si mesmo.


Então pare por alguns minutos.


Desligue o ruído.


Observe seus pensamentos.


Questione suas certezas.


E pergunte novamente, sem medo:


QUEM SOU EU?
POR QUE ESTOU AQUI?
E O QUE ESTOU FAZENDO COM A EXPERIÊNCIA QUE ME FOI CONCEDIDA?


A busca começa quando a distração termina.


Busquemos a verdade.

" o silêncio é a resposta"


Sinto profundamente,
mas não demonstro.
não há palavras,
em minha boca.


Na escrita,
me encontrei.
consegui ver quem sou,
porque me escondo.




Em um dia qualquer
estive em silêncio,
e nele permaneci.
depois percebi,
o porquê sou assim.




Eu estava na loucura,
pois não achei saída.
naquele momento,
eu quis desaparecer.
porém vivo
ainda calada,
Sem dizer e sentir.

" O que sinto por dentro
e aos gritos até pelo silêncio,
passa a atacar o meu íntimo,
que emudeço. "

QUANDO O SILÊNCIO APRENDE A RESPIRAR.
Há um instante oculto entre o que fomos e o que ainda não ousamos ser.
Um intervalo quase imperceptível onde o mundo silencia.
E é ali, precisamente ali, que a alma se revela sem máscaras.
Tu carregas universos não explorados sob a pele.
Catedrais invisíveis erguidas com lágrimas que ninguém viu.
E mesmo assim, caminhas, como se fosses apenas mais um corpo na multidão.
Mas não és.
Há dentro de ti uma centelha que não aceita o esquecimento.
Uma força antiga, anterior ao medo, anterior à própria dor.
Ela sussurra, mesmo quando tudo em volta grita desistência.
Escuta.
Não é o fracasso que te define.
É a insistência silenciosa de continuar mesmo sem aplausos.
É o gesto invisível de reerguer-se quando ninguém está olhando.
Porque a verdadeira grandeza não nasce do êxito.
Nasce do abismo atravessado em silêncio.
E cada noite que te visitou não foi abandono.
Foi lapidação.
Cada perda não foi ausência.
Foi espaço aberto para algo maior que a própria ausência ainda que não compreendas.
Há uma arquitetura divina no caos que te molda.
Uma ordem que teus olhos ainda não decifraram.
Mas que teu espírito já reconhece.
Por isso, não te apresses em fugir da dor.
Há ensinamentos que só florescem no escuro.
E quando finalmente compreenderes,
não serás mais o mesmo que buscava respostas.
Serás a própria resposta.
Ergue-te, mesmo que em fragmentos.
Avança, mesmo que em silêncio.
E confia, ainda que tudo em ti vacile.
Porque existe um momento, inevitável e sagrado,
em que aquilo que te quebrou
será exatamente aquilo que te fez inteiro.
E nesse dia, sem alarde, sem testemunhas,
tu olharás para trás e entenderás:
Nunca foste fraco.
Apenas estavas aprendendo a tornar-te vasto.

A PERENIDADE DA BELEZA E O SILÊNCIO DO SER.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Essências Do Jardim. 1991, dezembro.

A beleza, quando observada pelo espírito atento, não é um ornamento do mundo, mas uma manifestação perene do próprio Ser. Aquilo que chamamos belo não se limita ao contorno sensível que os olhos alcançam; reside antes numa essência que se resguarda das vicissitudes, mantendo-se íntegra mesmo quando as aparências se esvaem. Por isso, afirmar que " a beleza não morre, mas se torna mais bela " , é reconhecer que o fluxo do tempo não a corrói: apenas revela camadas que antes estavam ocultas ao olhar imaturo.

Na intimidade da consciência, percebe-se que a beleza cresce na medida em que o sujeito se aprofunda em si mesmo. A percepção estética não é estática; ela acompanha a maturação da alma, que aprende a decantar o transitório e a contemplar o que permanece. Assim como o pensador de então, compreende o belo como expressão do bem, o indivíduo moderno que se volta para dentro descobre que a beleza verdadeira não é uma conquista exterior, mas uma revelação interior.

O ser humano, ao atravessar os próprios abismos, aprende que as cicatrizes deixam de ser rupturas para tornar-se inscrições. A beleza amadurecida nelas se abriga. Nada do que foi legitimamente belo se extingue: transmuta-se, aprofunda-se, torna-se mais grave e, por isso mesmo, mais luminosa.

" Cada passo na senda do espírito revele não o declínio, mas o desdobrar silencioso da grandeza que jamais se desfaz, conduzindo a alma à sua forma mais alta de permanência. "

SOB O SILÊNCIO DAS CONSTELAÇÕES.
Do livro: O Silêncio De Deus.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Amávamos em desmedida desigual.
Como dois céus que jamais se alinham.
Um ardia em oferenda constante.
Outro apenas refletia a luz alheia.
Dividíamos o universo.
Mas não o peso da eternidade íntima.
Havia em ti o repouso sereno.
E em mim a febre de permanecer.
Quando as estrelas ainda nos reconheciam.
Eram cúmplices do que não ousávamos dizer.
Agora, elas se dispersam.
Como se também recusassem testemunhar o fim.
Olho o firmamento e me perco.
Não pela vastidão.
Mas pela ausência que o torna infinito demais.
Teus olhos foram mar.
E no último instante.
Afoguei-me sem resistência.
As lágrimas não descem mais.
Elas doem.
Como se cada uma soubesse.
Que só há um coração a suporta-las em tudo.
O que fui.
Entreguei-te inteiro.
O que restou.
É apenas o eco do que nunca foi recíproco.
E assim.
Enquanto o céu se despede em silêncio.
Eu permaneço ajoelhado no altar da dor, olhando as estrelas embaçadas.
E guardião de um amor que não morreu.
Apenas foi condenado a existir dentro do abandono da solidão.

"O Silêncio dos excluídos..."

Você já parou para ouvir o silêncio dos excluídos?

Já parou para ouvir suas histórias, sua angústias, seus medos e suas decepções?

O silêncio dos excluídos dói, fere, rasga e dilacera a alma, findando a auto-estima.

Às vezes silêncios, às vezes sussurros, com histórias que têm muitas vezes pontos de partidas em comum...

Se você nunca ouviu o silêncio dos excluídos, então pare por um um pouco e doe o que há de mais precioso que há na sua vida, ou seja, o seu tempo, para ouvir o silêncio dos excluídos...

Não lembro onde eu li essa frase, apesar de ser muito dura, retrata muito, a vida de pessoas " invisíveis" aos nossos olhos.

⁠ É para debaixo de pontes e viadutos, que as grandes metrópoles "varrem" a sua pobreza...
"Caio Camara Cesar"

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.


E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.


Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.

O Legado da Poesia


Do silêncio do código antigo,
à promessa que a deusa selou,
o destino encontrou seu abrigo no milagre que o peito guardou.


Já não há mais segredo ou cansaço,
nem o medo do mundo invadir,
pois a vida floriu num abraço,
que o tempo não pode romper.


Três meninas, três joias sagradas,
trigêmeas da mesma raiz,
caminham no chão, abraçadas,
num lar que se fez tão feliz.


Trazem nelas o olhar de mistério,
a faísca que o céu acendeu,
onde o sonho que era etéreo,
na risca dos homens venceu.


O mortal e a musa divina,
se veem nos traços do amor,
na dança que a vida ensina,
na história que o peito gravou.


Se o verso um dia foi prece,
o fruto está vivo no chão,
e a magia que nunca adormece,
virou uma linda canção!

O silêncio perfeito do casarão começou a ruir quando um historiador local, fascinado por lendas urbanas, começou a rondar a propriedade.


Ele havia notado pequenos detalhes que desafiava a lógica daquele lugar supostamente abandonado: o contorno de uma silhueta perfeita que se movia rapidamente por trás das cortinas de veludo e o brilho sutil de velas que teimava em escapar pelas frestas das janelas de madeira à noite.


Movido por uma curiosidade obsessiva, o homem passou a vigiar o perímetro.


Ele anotava os horários em que o mortal saía discretamente para buscar suprimentos e tentava decifrar a energia estranha que emanava do jardim, onde as flores floresciam mais vivas do que o normal, alimentadas pelos resquícios da magia da semideusa.


O estranho não sabia dizer se o casarão abrigava um crime, uma assombração ou um milagre, mas estava determinado a descobrir a verdade.


Lá dentro, o clima de romance deu lugar a uma tensão silenciosa.


O casal conseguia sentir a presença do observador do lado de fora.


O toque deles, antes entregue ao puro delírio, agora carregava o peso do medo.


Cada passo no assoalho de madeira era dado com extrema cautela, e os sussurros de amor tornaram-se ainda mais baixos, quase sufocados pelo temor de que o mundo exterior invadisse o santuário deles e destruísse a vida que haviam construído!