Ecos do Acaso Havia um silêncio... Charles J.R.

Ecos do Acaso
Havia um silêncio guardado entre nós
Muito antes da primeira mensagem chegar.
Uma frequência secreta, uma quase voz,
Que já desenhava o que ia passar.
Passos na sombra da mesma calçada,
Rostos guardados na memória do vento.
A sua presença já estava traçada,
Escondida na curva do tempo.
E se o ponteiro não parasse ali?
E se a engrenagem mudasse o sinal?
O mistério sussurra o que eu nunca vi:
O risco de sermos um quase real.
Há algo oculto que a noite conduz,
Nas entrelinhas que ninguém mais lê.
Um jogo de espelhos, de sombra e de luz,
Que me guia, no escuro, até você.
Não há garantias, não há previsão,
Apenas o rastro que o tempo deixou.
Dois mundos que colidem na mesma fração,
No enigma bonito que nos encontrou.