Poemas Góticos de Amor
A experiência do borbulhar de palavras
chamando o olhar ao barulho do silêncio que da mente brota
fluindo frases que leva
o olhar poema afora
com o barulho das palavras
rolando a história
nessa brincadeira agente olha
a água que molha
a garganta da mente
que tagarela corre com a palavra
certa para a frase inquieta
que sem a palavra: puf
Leonardo Mesquita
Gigante: O amigo que mudou tudo.
_“Onde o silêncio encontra o ritmo, nasce a cura.”_
Sinopse
Maria e Pedro não tinham tempo para rótulos. Exaustos pelo trabalho, viam as crises de seu filho Antônio (5 anos) como problemas de disciplina que o afastavam de um diagnóstico que teimavam em ignorar. A negação, porém, é quebrada com um ultimato da escola que os força a encarar a realidade: Antônio tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), Nível de Suporte 2. O diagnóstico é apenas o começo de uma jornada de descobertas.
Sem saber por onde seguir, a família busca refúgio na fazenda do tio Carlos, onde Antônio encontra um elo improvável: o imponente cavalo Gigante. Longe da confusão e da sobrecarga sensorial do dia a dia, Antônio aprende, através do ritmo e da calma de Gigante, a autorregular suas emoções.
Esta é a emocionante história de pais que trocaram a culpa pela aceitação, e de como a conexão silenciosa com um animal abriu o caminho para que uma família inteira encontrasse seu próprio ritmo de apoio e amor.
Eu já desmoronei em silêncio,
já me levantei cansada e tremendo.
Mas aprendi a ser muralha e flor,
vento e raiz.
Porque dentro de mim mora uma força
que não faz barulho,
mas que me reconstrói todas as vezes.
E sigo — bonita, quebrada, inteira.
Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
No ninho do silêncio nascem frases autorais, ponha a palavra no papel
aqueça-a com olhar criativo até a eclosão do verso próprio...
alimente-o com sua voz
deixe-o voar
no pensar que o aprimora...
Leonardo Mesquita
Pessoas como eu, que escolhem a solidão e o silêncio carregam uma força que poucos conseguem perceber. Elas não são antissociais; pelo contrário, são profundamente leais e autênticas, mais do que aquelas que buscam companhia constante. Essas almas apreciam a própria presença, vivendo em paz e sem interferir na vida alheia, porque sabem que, assim, sua própria vida permanece intacta.
O silêncio delas não é sinal de fraqueza, mas de poder. São seletivas, observam com atenção quem cruza seu caminho e sabem distinguir quem transmite confiança e valor daqueles que só trazem desgaste. Buscam qualidade, não quantidade; profundidade, não superficialidade.
Quando você consegue conquistar seu espaço nesse círculo restrito, descobre pessoas intensamente fiéis e verdadeiras. Por trás de sua tranquilidade, existe um mundo interior vasto, repleto de reflexão, autenticidade e lealdade. Elas preferem a solidão não por desprezo pelos outros, mas por valorizarem demais a própria paz interior, aquele refúgio silencioso onde encontram equilíbrio e sentido.
Você se identifica com esse tipo de pessoa?
Uma face diante do fogo,
outra entregue ao silêncio.
E entre ambas,
uma luz tão antiga
que já não parece luz.
Ali, o tempo se cala.
Entre o fogo e o infinito,
Gliese 48 b permanece,
guardando em seu crepúsculo
um silêncio que não termina.
Aquieta sua mente, para escutar seu coração, pois é no silêncio, que os Anjos, enviados por Deus vem falar com você.
Terapeuta Sensitiva
Natalirdes Botelho
Não é pressa, é imensidão.
Sempre fui o silêncio que repara,
o olhar que filtra e separa
o que é ruído da real canção.
Se antes eu olhava a vida da janela,
hoje eu transbordo e ocupo o salão.
A maturidade me fez seletiva,
me deu a régua, o prumo e a direção:
só entra o que soma, só fica o que é chão.
Dizem que o tempo acalma os passos,
mas em mim ele acelerou o sentir.
Fiquei mais viva, mais inteira, mais densa;
ganhei o mundo ao expandir.
Minha mente é um universo sem fronteira,
onde o conhecimento faz morada e raiz.
Sou o mistério de quem observa na beira,
e a certeza de quem sabe o que diz.
Créditos _ Amanda Tamiris da maia
Escolhi um caminho guiado pelo propósito:
troquei as distrações rasas pelo silêncio dos livros.
Meu foco é o estudo: aprendo, evoluo e compartilho o que sei.
Sei exatamente a imensidão do meu valor,
e que a verdadeira elegância nasce de dentro para fora.
Olho ao meu redor sabendo que o mundo precisa de direção,
e que muitos jovens só precisam de uma oportunidade
e do conhecimento para prosperar
Nas Linhas do Silêncio
No avesso dos dias, onde o mundo faz barulho,
Encontrei um espaço de escuta e refúgio.
Olhar atento, paciência que acolhe,
Que aceita o inverno e espera que a folha brote.
Decifrar o que sinto não é linha reta,
Mas sua presença é bússola certa.
Entre a mente que voa e o peito que sente,
Você me ensina a olhar para a frente.
Minha gratidão não cabe em receita ou papel,
É o laço bonito entre a terra e o céu.
Obrigada por não desistir de entender,
E por ser, nesse mundo, um porto para o meu ser..
.. pensei 🩷 listei ..
A Melodia do Agora
Há uma beleza sagrada no silêncio de um fim de tarde, quando o barulho do mundo do lado de fora finalmente se cala.
É o cheiro do café fresco que abraça a cozinha, a luz suave que entra pela janela e a certeza de que não preciso provar nada para ninguém.
Viver de verdade é encontrar o equilíbrio na simplicidade dos dias, sem pressa, sem personagens, apenas respirando fundo e sabendo que o coração encontrou o seu porto seguro. A vida se acomoda quando a alma aquieta.
O Bom Dia Durante a Noite
O relógio insiste no escuro,
o silêncio ocupa o corredor,
e o mundo, sob o manto duro,
adormece o medo e o fervor.
Mas quando a tua voz me toca,
ou o brilho desse olhar me invade,
a luz que nasce na tua boca
desmente toda a brevidade.
Não importa o breu da hora,
nem o sol que ainda não vem;
quem traz a aurora do lado de fora
não sabe o sol que o peito tem.
É um despertar no meio do nada,
um café quente em plena solidão:
o bom dia é a mão dada,
enquanto a noite é só uma estação.
O Encontro dos Contrastes.
Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."
NOITES E VIDA
Há um silêncio cortante na noite sombria,
súplicas de almas clamam pela luz do dia.
Corações dilacerados, em meio à escuridão,
clamam por socorro, por alívio e salvação.
Até que, de mansinho, o sono chega aos olhos,
levando pouco a pouco os temores e os abrolhos.
E então adormecem, entregues ao descansar,
esperando que a aurora venha tudo renovar.
A certeza que temos, em meio às densas trevas,
é que Deus prepara o amanhecer que nos espera.
Por mais longa que seja a noite em seu pesar,
sempre haverá promessas quando o dia despontar.
Sempre haverá um Deus que vela por seus filhos,
que permanece presente em todos os caminhos.
O socorro vem chegando ao romper da aurora;
Deus enxuga nossas lágrimas e a nossa dor consola.
Que importam as dores que enfrentamos agora?
Se Deus continua sendo Deus, noite afora?
Ele ainda é o mesmo, fiel em Seu favor;
a Ele entrego a vida, minhas lágrimas e minha dor.
Nas noites desta vida, quando tudo parecer findar,
há um Deus que permanece e não deixa de cuidar.
E quando a noite passa e nasce um novo dia,
renasce a esperança, floresce a alegria.
Cícero Marcos
As falas do silêncio
O silêncio também fala,
E fala muito mais alto.
Se grita e não se cala
Não pára! Dá um salto.
O silêncio como resposta
Não precisa ser expresso,
É uma forma de proposta
Para algo em excesso.
O silêncio frente ao errado,
Segue livre em seu caminho.
Transita solto no tablado,
Corre muito e não anda sozinho.
Muitos preferem o silêncio
A se envolver com o problema
Pois a força desse incêndio
Consome por trás do esquema.
A tendência é se afastar de conflitos,
Pois são complexos e até destrutivos.
A escolha de não tomar partido
Se deve ao fato de não ser positivo.
Raimundo Nonato Ferreira
Julho/2026
Fiz do meu silêncio um jardim de calma,
pois minha paz é prioridade absoluta,
guardo o equilíbrio que protege a alma,
e sigo firme em minha vida, sem questionar quem já se convenceu de que está certo.
CASA DA ALMA
Às vezes a vida me pergunta em silêncio:
“Você se sente viva?”
E eu respondo com o peito apertado:
“Quero sentir, não só existir.”
Quero pertencer a este mundo
como a raiz pertence à terra,
como o rio sabe que o mar o espera.
Não me bastam palavras soltas no ar.
Quero o amor que se sente na alma,
que aquece sem precisar explicar.
Quero amar profundamente,
mas também ser amada na mesma medida,
como duas marés que se encontram
e não sabem mais onde uma termina
e a outra começa.
Quero alguém que me faça sentir saudade
quando o silêncio ocupar o espaço do seu nome.
Alguém que seja minha casa,
não de tijolos, mas de presença,
onde eu sempre queira voltar.
Quero ter alguém para admirar em silêncio,
alguém que não seja só “meu amor” na boca,
mas “meu abrigo” no peito.
Não sei se existe outro ser humano
que sinta essa mesma necessidade.
Mas sei que, enquanto espero,
continuo inteira em meu desejo,
porque quem sente tão fundo
já carrega, em si,
a prova de que o amor é possível.
Se não for verdadeiro,
nem útil,
nem necessário…
prefiro o silêncio.
O que não nutre,
não precisa permanecer.
Escolho com cuidado
o que atravessa meu campo.
