Poemas Góticos de Amor
(...)Somente a morte tem razão - o resto é fantasia. Ouça a última sinfonia... Beijes os meus lábios gelados com os teus lábios mudos. Olhes Tudo está frio, parado, estranho, calado... - Agora o nada é tudo...E tudo é ilusão!...
Há quem suba a montanha não para ver mais longe, mas para ser visto — e isso é a mais triste forma de cegueira. Porque o que importa, faz-se em silêncio, sem palco, sem luzes, sem aplauso.
De repente, não mais que de repente um enorme e triste silêncio se fez entre a gente. E este mesmo silêncio invadiu todo o nosso lar... E então de repente, não mais que de repente a gente já não conseguiu mais se olhar. E o silêncio se fez tanto entre nós que eu já nem me lembro mais como é a tua voz. De repente, não mais que de repente ...
Há sombras, "há nuvens desenhadas que nada dizem, se calam, e, a jovem garota expressa dor em sua fala.".
A frustração de ser ignorado é como uma sombra persistente que nos acompanha, lembrando-nos constantemente do vazio que sentimos quando as pessoas que amamos escolhem nos deixar em silêncio.
No silêncio dos incomunicáveis, a sombra da criança, me ensina a crescer, apesar da dor e do ostracismo.
Não sou apenas um corpo, não sou apenas sorrisos, mas muitas vezes engolir tristezas e devolve sorrisos.
A árvore cresce, não obstante seu silêncio sobre isso. Assim devemos ser: deixe sua sombra testemunhar sua grandeza!
Talvez toda essa melancolia talhada em meus pensamentos seja como as gotas de chuva que caem livremente sobre o vasto colchão de terra, talvez até as folhas que voam pouco a pouco ao soprar do vento estejam dando os passos que eu imaginei para mim no dia seguinte, será que a canção que o silêncio canta ecoa no brilho dos olhos daquele menino que brinca em baixo da árvore mirado por aquela frecha de luz, porque minhas mãos tremem até mesmo quando sei o que fazer, minhas costas doem de ficar sentado todo esse tempo, minha visão já está embaçada, eu não queria dormir mas vou aproveitar pra sonhar.
Chega um momento que sentar-se a sombra de seu coração e apenas sentir o pulsar de sua vida, começa ter outro sentido pois o barulho do mundo lá fora perde a importância quando você desperta um novo tempo dentro de si e em silêncio observa e cala-se...
Nas sombras, ele encontra seu verdadeiro eu, vivendo e respirando a liberdade que a noite oferece. Cada batida de seu coração noturno é um pulsar de vida que desafia o silêncio da madrugada. Ele não teme a escuridão, mas a abraça, fazendo dela sua confidente e cúmplice.
Destacando-se calmamente na calada da noite, uma bela sonoridade quebra o silêncio num tom melancólico, elegante, afinado com um ritmo emocionante de mistério, avivando este momento noturno, as suas notas se misturando aos poucos com os meus versos, criados enquanto eu a ouço, mergulhando em pensamentos, tendo sentimentos calorosos, viajando em um breve lapso do tempo, seguindo para um mundo proveniente do meu imaginário, um desbravamento lúdico, sonoro, mágico, sob o efeito profundo de um som intenso e a minha sincera poesia fortemente sincronizados.
Sombras, 2010
Um peso, uma tristeza,
Frustações, cansaços.
Sensação do nada,
Desilusões.
Vazios, sombras,
Passadas.
Não mais reconheço
Minha natureza
De outrora.
Fim de jornadas,
Ciclo de vidas,
Vividas,
Em mil lugares;
Perdidas,
Em mil pedaços.
Dores, alegrias,
Sofrimentos.
Vitórias, conquistas,
Derrotas, arrependimentos.
Encruzilhada do ser
E do não-ser.
O pior da morte,
não é a dor de quem fica,
não é a saudade de quem lembra,
nem a tristeza de quem não para de chorar.
O pior da morte,
é o desapontamento,
que sente aquele que não pode continuar.
Poeta, por que choras?
Que triste melancolia.
É que minh’alma ignora
O esplendor da alegria.
Este sorriso que em mim emana,
A minha própria alma engana
Posso amar uma única mulher por toda vida, tanto quanto pode frutificar a velha árvore ainda enraizada no mesmo solo que lhe semeou!
Não espere que a vida lhe presenteie com um grande amor se você não sabe amar sequer seu próprio sangue!
