Poemas Góticos de Amor
Está dormindo sinto seu corpo flutuar...
Seu quarto está pronto...
Seus sonhos sangram momentos que amamos para sempre...
Seus olhos estão sempre expostos num rio de sangue...
Tentei libertar sua alma das trevas apenas conheci a morte...
Seus lábios estão envenenados...
Embriagado de formas que nunca compreenderia que a vida apenas começou...
Arranquei seu coração morto...
Nas obras do destino sempre fomos testemunhas de uma morte lenta...
E sangue ferve entre suas lágrimas...
Ninguém mais pode te ferir...
Tantos sentimentos num simples motivo...
Sua alma paira sobre um pacto de amor...
Muitas felicidades até que tudo esteja na eternidade.
Nas profundezas clamo seu nome...
Sinto o sabor da sua alma...
Seu coração sangra em lembranças vivas...
Invoco os mortos seres que esperam o sono perpétuo...
Sua alma sabe que nós unimos num ritual pagão...
Seus olhos queimam como os livros dos mortos...
Reis voltam a vida para serem levados ao seus destinos e o poder me pertence...
Canto para que volte a vida e sinta meu coração...
Milhares de anos se passaram para que encontrei...
Os cães do sub mundo clamam por sangue.
Por que não sei mais quem sou?
Já tive tantas certezas
Agora por onde vou está vazio
Só vejo um enorme vazio
A novidade é que não consigo preencher os vazios que invadiram minha vida
A Chuva
Pequeno mundo lacrimejava
O medo engolia todo a esfera viva
Se proclamando, a ele pertencia
Declarando em digníssima melancolia
O seu vislumbre especial
Um profuso breu espectral
Atacava o solo em gotas
Apaticamente me envolvia
Cobertor de rara alegria
No ritmo lento, sua forma distinguia
Íntima se fazia, pois nunca fugia
Mas de nuvens não vieram
Estranhamente, do além pertencia
A incerta escuridão
Parte a parte consumia
Seu choro mudo ouvia-se em sinfonia
Perdão disfarçado em falsa alegria.
Eu, o mártir da nova sintonia
Com seu plano colaboraria
Em prol do fim
Ao contraste do intenso apertar
Destravei a porta que não deveria
Compondo as palavras sem nenhuma harmonia
Do seco ao molhado, inspirando antipatia
Sufocante sentimento que não produz folia
Desvanecendo na tranquila e doce melancolia
A chuva não me abandonaria.
"A gente nunca sabe quem nos receberá em algum lugar que seremos obrigados a entrar..."
Rubenita Simey
Não Desejo Salvação
Põe-me para descansar
Indesejada benignidade
Querer existencial revogado
O culpado em minhas visões, sou eu
Ser sem vida compõe o resto
Meu eu fugiu de mim
Tentativa vã de se salvar
Bateu de frente com sua punição
Desejada punição, desejável dose punitiva
Feita com minhas próprias partes
Consumindo mais de mim para sobreviver
Sobrevivência traçada umbrática sob meu céu
Mente defasada não pensa, coração mórbido não sente
Abatido e mortificado e destroçado e paranoico
E lamina mortal e fria e insano suicida
Lentamente entregue a confortável morte
Acobertado cérebro no desejo mortífero
Não mais responde ao seu chamado
Distinto instinto apoderado a morte
Brisa penumbral virou deleite imutável
Imortal oração de morte, do orador ao seu alvo
Eu sou os dois, assassino e alvo
Chefe e contratado, marcado de morte em vida
Minhas mãos assassinas proveram única piedade
Conhecida e apreciada, vagando esquecido
Pelos mesmos lugares que em vida não importavam
Agora há de importarem, pois sozinho mais uma vez
Hei de estar.
Eu posso ser feliz,
e por não querer,
não devo tirar de você a sua felicidade...
Por que devo julgar tanto o seu olhar!? se é o meu que não reluz as estrelas.
Por que a brasa da minha fogueira cessa todos os dias? Por que a ampulheta do tempo, se tornou a minha praia!?
Por que as minhas nuvens sempre se tornam à precipitar? Por que eu não te deixo ser feliz? Se é o meu mar que não possui ondas.
Saiba que é como andar numa camada fina de gelo sobre um lago quando você dá valor a quem não te dá valor. Estou aprendendo a rejeitar quem me rejeita; falo isso em todos os âmbitos. Todos.
Não há necessidade de dependência de ninguém para sua sobrevivência.
EU
Eu costumava usar muito "eu",
Eu iniciava as frases com o "eu",
Eu lutava por eu,
Eu vencia por eu,
Eu me afundava pensando em eu,
Eu me perdia sendo eu,
E pelo excesso do meu eu,
Agora posso ser somente eu,
Mas viver no meu eu é deprimente,
E a cada dia eu me enterro no meu eu.
Nós somos um cemitério ambulante. Dentro de nós, sepultamos diariamente porcos, galinha, boi, peixe, lembranças, "pessoas" e sentimentos; todos os dias e durante toda a nossa existência.
Claro que também geramos vidas. Mas, predomina o consumo e destruição em cada um de nós. Um ciclo constante de mortes gerando vidas e vidas gerando mortes.
Das piores dores da depressão,
a falta de percepção de quem vive ao seu lado talvez seja a
mais difícil de suportar.
Eu não entendo os sentimentos que atormenta minha alma
Eles são barulhentos, dolorosos e agonizantes
Pelo menos, ainda tenho café...
Tempo ao Tempo.
Carro-forte.
Atenção: o carro-forte pode passar em frente ao cemitério, mas não entra...não há o que fazer lá.
Te recebi como a um belo presente
Ao saber que era minha, alegrei-me
Agora como lembrança, entristeço-me
Pois não mais te tenho em meu presente.
►Anotações de Junho
Sei que vários dias se passaram
Sei que te ignorei tempo de mais
Perdoe-me pela ausência, estava sufocado
Tudo o que desejei foi um minuto de paz
A vida se tornou um fardo tão pesado,
Que acabei me deitando em qualquer lugar, sei lá
Só queria respirar um pouco, sabe? Dormir um bocado
Por isso não te liguei... não liguei para você
Perdoe-me, não fiz por mal, me desculpe, adoro te ter
Tantas foram as noites em drama que vive por semanas
Que nem mesmo minhas lágrimas tiveram permissão para chover
Sei que ainda me amas, então me escute... não me abandonas
Que reencontro ilustre, retornar com tamanha dor em soluços
Senti saudades de você, do seu apoio, de sua simplicidade, de verdade
Fiquei muito tempo no escuro, só agora estou melhor, seguro
Sofri tantos ataques nestes últimos dias, que me senti em um combate
Respiro, aliviado e preocupado com o fim de junho
Aliviado por ter sobrevivido, junto aos meus pais, o que está em toda parte
Preocupado, no entanto, com a saúde daqueles que amo, prezo e cuido.
.
Quando decidi voltar para você, pensei que seria em liras românticas
Mas, acabei apenas desabafando, sem me ater as linhas das folhas brancas
Não sei se ficarei, não sei se ao escuro me abrigarei novamente
Queria voltar a escrever como antigamente, cinco a seis textos por dias
Mas, agora estou cercado, sem refúgio para pensar e criar contos amantes
Por isso, deixarei aqui essas anotações de fim de mês,
Quem sabe eu volte a escrever,
Talvez.
Existencialismo
Às vezes ocorre assim como um vento,
questões do ser na essência,
as antigas e ainda não esclarecidas
questões sobre a existência.
Existimos por sermos matéria e alma?
Somos por sermos evolução animal?
A alma traz consigo conhecimento imortal,
enquanto o ser matéria, desejos e ensejos,
tristezas e alegrias não transcendentais.
E desse jeito, afinal, no final,
refletimos uma imagem estagnada,
olhando para o céu sem entender nada.
Anjos caem do céu
Folhas caem do céu?
Raios caem do céu.
Se a vida é linda por qual motivo usa véu?
Para me proteger do sol usei um velho chapéu.
Sim, Meu sangue é solúvel.
Meu coração é frágil e se rasga igual papel.
Sim, Já vi várias luzes no fim de um túnel.
Meus sentimentos amargam feito mel.
Eu não queria ser um humano tão sujo e cruel.
As vezes meus pensamentos brincam de rapel.
As vezes me pergunto se a mim mesmo fui fiel.
Eu errei e não preciso de um réu, vou direto ao hell.
Criei muros internos mais fortes que os de Israel.
Me fechei tão bem que me tornei até mesmo impermeável.
Mesmo assim sou a ti vulnerável.
Se vida é bela por qual motivo se tornou indesejável?
Se a morte é horrível por qual motivo se tornou tão desejável?
Sim, Eu também já li Maquiavel.
Sim, eu também já li sobre a torre de Babel.
Caim de fato matou Abel?
Aceitável? Inacreditável? Anulável?
Sou contigo incompatível?
Você é comigo compatível?
Minha presença imperceptível?
O destino é infalível?
Meu grito de socorro é inaudível?
Um Anjo? Rafael?
Gabriel?
Miguel?
Castiel?
Micael?
Eliel?
Kushiel?
Ariel?
Uriel?
Azrael? Anjo da morte.
Asariel?
Anael?
Daniel?
Zaniel?
Samuel?
Theliel?
Azazel?
Aniel?
Haniel?
Cassiel?
Zadiel?
Adriel?
Nathaniel?
Sei lá... Eu poderia continuar, mas vou jogar bye bye...
Os pássaros voam alto.
Olho pra trás, vejo toda a dor,
Olho pra frente, estou bem...
Voando cada vez mais alto;
Sabe como me sinto?
Livre, sozinho, feliz e triste!
As folhas caem, o sol brilha de novo.
Olhei pro lado, só sei que estou bem.
Um novo dia, um novo mundo.
Sim! Amanheceu, uma nova missão.
Um novo perigo todo dia!
Voando mais rápido que puder...
Sabe o que é liberdade?
É estar preso à você.
Com minhas asas abertas...
Sabe como me sinto?
Livre, sozinho, feliz e triste!
Um novo dia, sim, preciso estar bem...
