Poemas Góticos de Amor
Jeffrey
Eu não te conheci
Mal ouvi falar de ti
Meu coração é seu
O mais sujo pensamento
Você anda no vento
O passado te matou
1994 anotei no meu caderno
O desgraçado te mata-ra
Que tal irmos atrás dele
Arrancar tudo que há dentro dele
Seu sorriso é gelado
Você tem seus ácidos
Te chamo todo dia
Quando acordo
Quando durmo
Quando me arrumo
Você é único e especial
Matar pessoas foi seu especial
Sinto seus sentimentos
A força do arrependimento
Que tal voltarmos no tempo ?
Hoje não há poesia que resolva.
Sem Minâncora, Mertiolate ou Mercúrio.
Estamos sem remédios para o tempo e
temos morrido irremediavelmente.
Feito de corações
o monumento se ergue.
Mais uma recordação em luto
outra guerra perdida.
E essa vida segue sem ser vida,
com a gente morrendo sem morrer.
Respirando enquanto pode.
Eu morri.
Não sei exatamente quando nem onde
Mas eu morri
Olho no espelho, não reconheço este rosto fora do padrão, olhos assustados, cheios de lágrimas...
Penso comigo "essa sou eu?"
Engraçado, não me lembrava de ser assim.
Mas torno isso natural até a próxima dor.
Vivo em um corpo morto, cabelos ralos, unhas quebradas, dentes amarelos, um psicológico fraquíssimo, me pergunto: Eu morri?
Sim, eu morri ha muito tempo, mas meu espírito se nega a desistir de sua missão, porem, eu morri.
Você pode ter medo de uma serie de coisas, medo de escuro, medo de cobras, medo de aranhas enfim o medo do que é perigoso. Mas não pode ter medo de encarar seus medos quando este interfere nos seus objetivos. Medo de mudar o rumo, medo de ouvir um não o de dizer sim, o de dar a cara a tapa arrisca-se e vivenciar uma verdade.
Na verdade muitos procuram por felicidades mas temem em arriscar-se
por medo de abrir-se, revelar sentimentos um ao outro com receios de ser machucados, enganados passados para trás distanciando-se cada vez mais da plenitude do envolvimento, da vivência dos sentimentos e das sensações que fazem parte da vida, ou seja, é impossível saber o gosto das coisas ou da intensidades das sensações sem experimentá-las.
Arrisca-se é dar-se a chance de ser feliz, sê não o for conforme o esperado, ao menos tentou, pois mais vale a lagrima de ter tentado do que a lágrima de ter deixado passar a chance de tentar. Na vida, todos teremos os dias de inverno próprio, pois o tempo é implacável, ele não espera por nada que esteja debaixo dos céus. Não tenha medo de viver a vida por conta de medos de certos riscos, pois viver é um grande perigo, pois todo ser vivo, vive em constante perigo de morte.
Eu comecei a me
Punir
Por ser tão ruim
E por insistir
No que me machuca
E ironicamente
Me feria por me ferir
EU, LUTO
Constante e incessante
Luto pra sobreviver,
Luto pra não sentir.
Morri ano passado,
Mas este ano,
Luto. Nem pensar.
Eu quero fugir
Para um lugar sem mim
Um lugar sem fim
Sem nome nem sobrenome
E ficar em paz assim
Sem ter mais que ir
Eu quero encontrar um lugar assim
Suspiro num último ato de misericórdia.
Ouço a decima terceira badalada, no momento
Em que me apercebo que o passado o presente e o futuro
Se convergem numa melodia feroz, obscura, oprimida.
Nessa noite soube que nada mais havia a ser feito.
Deixei de ver a luz, deixei de acreditar e comecei a viver.
-Sabe o que eu sinto? é claro que sim, afinal você é tudo o que eu sou eu me sinto só sabe?
me pergunto porque você não me responde mais quando eu fecho os olhos, porque você não me responde
- Eu me sinto só e sou apenas seu reflexo
sou seus sentidos. e o que você me apresenta nesta sua cadeira? somente o silencio, me acostumei com sua cadeira vazia, me acostumei com essa cor que você me apresentou, esta cor preta...
eu sei que sou o silencio eu quero te dar mais, você se lembra do azul? igual a blusa de minha mãe?
-Sabe, eu já não vejo esta cor. eu reflito seus olhos, e o que eu vejo? É escuro o preto.
-Peço mil me perdoes, te apresentei os prazeres finitos que cabiam a mim, então não me reflita o silencio, isto seria uma ordem talvez, ou um pedido... então por favor seja mais que isto
-Então como eu serei?
eu te dei tudo... desde prazeres á luxuria !
- Eu nunca lhe pedi isto, só queria uma coisa.
e o que seria?
-Felicidade...
DIA CHUVOSO
Dia chuvoso, dilúvio,
a maré cheia, alagada,
gotas de água no ar,
olho as faces molhadas,
céu relampeja, trovão,
a cegueira da visão,
alma fria, congelada.
RECIFE FRIO
Quando você foi embora,
meus dias foram sombrios,
na congelada existência,
pálido Recife frio,
e vi subir nível d'água,
e carreguei toda mágoa,
que devastou o meu brio.
Quando a gente cresce tudo muda
Quando criança, queremos crescer logo
Porém acabamos nos arrependendo do pior modo.
Quando a gente cresce tudo muda.
Na infância tudo tem magia
E as risadas dominam o dia
Problema de adulto é lenda
Que pra nós não faz diferença.
Quando a gente cresce tudo muda
O mundo perde seu encanto
E no lugar onde a magia vivia
Agora só resta uma mente triste e sombria.
Dia após dia
A rotina do trabalho te leva a agonia
E quando a noite finalmente chega
Seus monstros é quem vem lhe fazer companhia.
Solidão, ansiedade, depressão, insegurança...
Tudo isso em uma mente que quase não descansa.
Se por apenas um momento, eu fraquejar
Esses monstros rapidamente tentam me dominar.
Mas eu ainda não desisti de lutar
Pois acredito que em algum lugar
Está a pessoa que vai fazer meu mundo voltar a brilhar.
Está frio aqui...está escuro
Meu único companheiro é o medo...eu não sei como vou sair...
Minha alma grita por socorro , as lágrimas de desespero molham meu rosto, eu tento resistir, mas sou levada pelo sofrimento, me tira daqui...eu quero voltar...
"Silêncio você tem que ficar quieta ninguém quer te escutar , não percebe ?
Você sabe que não adianta mais , já pertence a este lugar, sua mente é sua prisão"
Eu ...eu estou em minha mente...eu estou presa nesta sombra de inseguranças ....neste deserto de amargura, meu ser já não reage mais...esses pensamentos me castigam, essa dor insuportável está tomando conta de mim , meu ser não reage mais...
Onde está você para tirar deste lugar...me ilumine com sua luz , por favor minha estrela onde estás ?
A...você se foi
Olhar perdido... quando irão perceber?
Que por traz de risos existem lágrimas, talves ela precise de ajuda
O vazio toma conta de mim ...de forma com que eu nem sinta meu próprio corpo, eu sou apenas um andarilho vagando pelo nada ,tentando encontrar o motivo de minha existência, meus pensamentos me condenam , de forma que eu conclua que não vale mais apena viver...porém eu vou continuar a sorrir
Tem coisas que vão doer e te tirar o chão.
E não tem outro jeito!
O problema não é sofrer e sim querer viver sem dor, não tolerar um vazio, não saber lidar com as frustrações, perdas, incertezas, rejeições e por aí vai.
É não aceitar o inevitável lado avesso da vida e das emoções.
Quando aceitamos a dor, ela atravessa a gente e sabe o que acontece?
Ela PASSA e tudo se ajeita.
"Ser"
infinita a liberdade do ser
seguida do dever
busca-se entender
em termos de igualdade
bem verdade,
somos todos iguais
perante a Deus,
somos vida
perante a vida,
somos espírito, a esperar o céu...
sob o sol,
somos luz
sob a lua,
somos água do mar...
sob a consciência,
nunca seremos ilusão
perante ao amor,
nunca seremos sorte
se escolhemos a luta,
aceitamos a morte
e jamais...
deixaremos de existir...
Por vezes sinto-me uma mera espectadora.
Todos na peça sabem o seu papel, mas eu não.
Todos na peça interpretam as suas emoções, mas eu não.
Todos na peça têm as suas falas, mas eu não.
Nunca tive talento para encenar. Aliás, nunca tive talento para nada.
Todos têm um dom, dizem os outros.
Mas eu não sou como todos e ninguém é como eu.
É exaustivo tentar decorar tantas falas, tantos atos, tantos papéis.
Tudo se torna mais fácil quando me limito a observar.
Comtemplo e penso apenas e assim basta-me ser espectadora.
Sutil
Meu brilho é sutil. Algo que não se pode ver facilmente. Minha força é na escuridão, longe dos olhares, que me são indesejáveis. Meu trabalho e na surdina, na calada. Minha glória é no silêncio, na entropia. Assim como o raio, que só após ter surgido, pode ser notado pôr sua resplandescente luz e seu rugido implacável. Apenas após não estar mais entre nós.
Caímos desamparados e incapazes de nos mover, nossas asas decepadas e altares destruídos, vertendo sangue quente, sendo acolhidos pela imensidão fria. Nos deixamos ser engolidos pelo remorso e culpa, regados pelo desprezo nos olhos daqueles que permaneceram sob as nuvens.
Mentindo para nós mesmos pois não queríamos aceitar a culpa dos pecados que cometemos e cegando nossos corações culpando os outros por coisas que fizemos por conta própria. Divididos entre fazer o que nos foi pedido e o que achamos correto, fomos condenados a afundar no abismo, assim a escuridão me engoliu, e aquele que mais me culpou fui eu.
