Poemas Góticos de Amor
"Viver...
é uma deliciosa viagem...
o Leniscata da alma...
do futuro ao presente...do presente ao passado...e
então nascemos outras vezes...entenda...
não estamos indo para o futuro...
estamos voltando para o nosso passado...
por isso enrrugamos".
Continuamos
Vivo nessa solidão,
um sentimento que me consome.
Que me traz aflição
e ás vezes tira minha fome.
Este mundo tão cruel...
Eu não entendo.
Cada um fazendo seu papel
sem nenhum sentimento.
Oh sociedade titubeante
que me traz loucura.
Será que mais adiante
serei uma alma pura?
Nossas vidas,
tão irrelevantes,
parecem causas perdidas
procurando algo significante.
Medo de ser,
de causar.
De morrer,
de cansar.
Oh meu caro amigo,
não fique assim;
Um dia encontramos um motivo
de continuar nesse mundo ruim.
Só lhe peço paciência,
continuaremos sofrendo,
mas tenha persistência,
mesmo que estejamos morrendo.
Desconexo
Oh, lindo mundo, tão profundo.
Andamos desistindo da vida.
Será que no fundo somos particularmente suicidas?
Estou me afogando,
tenho um pouco de sorte.
Não estou implorando,
venha linda morte.
Universos diferentes,
nenhum tão ruim.
Rangendo os dentes,
implorando pelo fim.
Meu sangue brilhou,
eu sei.
Não me salvou,
meu rei.
Não fique triste,
sorria.
Será feliz no dia seguinte,
ou talvez algum dia.
Dor
Matar a dor seria mais correto,
não tenho ressalva.
Mas sinto tão desconexo,
Mais nada mais me salva.
A dor persistente,
irreverente.
A dor recorrente,
prepotente.
A dor me mata,
virou rotina.
Estou fraca,
caminhando em uma linha fina.
A dor,
aquela que suga minha energia.
É amor...
Só queria a magia.
Só queria algo diferente...
Algo que me deixasse contente.
Algo surpreendente,
nem que seja indecente.
Sim, esse é meu pedido de socorro.
Confesso, preciso de ajuda.
Estou fazendo muito esforço,
por favor, não me jogue culpa.
Fútil
Eu já não sei.
O que eu fiz?
Poderia existir uma lei,
que fosse obrigatório ser feliz.
Queria sorrir,
mas não consigo.
Vou sair,
mas preciso de abrigo.
Então vou chorar,
vou sofrer.
Me calar,
e então morrer.
Linda solidão,
grande companheira.
Tomada pela emoção,
escrevo cada letra.
Adeus dor,
adeus medo.
Esse tal Senhor,
guarda tanto segredo.
Sentimentos
Preocupados comigo
ou com o que eu posso oferecer?
Eu só não consigo,
só queria alguém pra conviver.
Não era segredo?
É traição.
Sinto medo,
e talvez solidão.
Sentimento ruim,
me sentindo a pior.
Chegará meu fim,
ou ficarei melhor.
Para todos que sentem,
sinto muito.
Mas se sentem,
peguem um escudo.
Á uma da madrugada a imagem chuviscada e estática do televisor que provinha do pequeno cômodo adentro me sugeria que a hora de dormir havia passado, sentado no gramado eu absorvia reflexões que me eram trazidas através do vento em meus cabelos. Observava o céu, Lucky Strike em minha boca desajustado em quanto lia Journals of Sylvia Plath.
Na bancada de mármore da cozinha ao lado do meu datilógrafo o velho e empoeirado telefone toca, estava sem blusa, andava descalço sentindo a liberdade e a grama macia em meus pés. É verão e o clima árido me causa um leve desconforto.
R&B nos ares, despretensiosamente atendo ao telefone e lá estava você dando um olá casual depois de tanto tempo, o timbre em sua voz era deletério, a situação sardônica.
Me mudei para o Kalabansas na expectativa de deixar tudo para trás, de ver o litoral sem derramar lágrimas e mesmo estando há 1508Km de mim, você ainda encontra formas nada subjetivas de ressurgir. A promessa do amanhã, a troca de afeto por simples gestos, o dedilhar, o afago, e logo as desilusões ambientadas em noites dais quais dançávamos no chão amadeirado num ambiente lânguido. Dançávamos até morrer para ressuscitar depois, éramos selvagens dentro de nossos próprios corações.
Você me transformou no híbrido do intrépido com a solitude, sua voz me traz o pragmatismo, a memória, a intuição de me ferir mas preferi continuar. Eu não morri por não ter a amor a vida, mas porque a dor se tornou idiossincrática, vida sorumbática de altos e baixos, a guisa de inércia.
Meu maior erro foi te engendrar aos meus modos simplistas, conjecturei seu ápice, me moldei a sua forma e extraviei meu ser. Você agora é um fantasma e eu um idiota.
Eu percebi, essa noite você não disse que me amava... Você acabou de me mandar mensagens, acabou de dizer boa noite. Eu quero muito me abrir, mas e se você enjoar? Não é como se eu estivesse surtando pela ausência de uma simples locução - "Eu te amo" - você sabe o significado dessa frase pra gente, nunca me deixa esquecer, mas dessa vez, você quem esqueceu.
-plr
Deserto de Almas
No horizonte da noite
Busco desvendar o mistério do que é viver
Tento encontrar alegrias perdidas,
Sorrisos esquecidos,
E sonhos interrompidos
Neste deserto tão vasto
Milhares de almas navegam
Se negando de terem morrido
Almas como a minha
Que buscam luz para a vida;
Avisto ao longe
Alguém se aproxima
É a morte, minha velha amiga
Me abraçou em um doce abraço
Que fez meu corpo levitar
E sem saber o segredo da vida
Me tornei mais uma das almas perdidas.
Sou pintor para criar esperanças
Sou pintor para apagar as lembranças
Pintei um quadro incrível
Sou escultor
Criei uma escultura linda
Mas como toda beleza
Se desfaz para serem criadas outras
A beleza mais sublime é a morte
Pois é eterna
EXCELENTÍSSIMA ENFERMIDADE
Eu nem te vejo
Eu nem te sinto
Eu nem te toco
Ah, mas você...
Você é esperto rapaz...
Sutilmente se instalou
Dominou
Alastrou
E na beneficência do temor humano
Trancou
Fechou
Separou
Isolou
E como se já não bastasse
Até fez-se expirar a vida de inocentes
E, aos montes
Leva consigo em meses
O que vida toda não foi capaz
Eu nem te vejo
Eu nem te sinto
Eu nem te toco
Ah, mas eu te conheço bem
Não se cansa, né?
Nunca é suficiente, né?
O caos é teu melhor amigo
Agora ele se familiariza
E traz novos companheiros a todos
E como uma boa visita
Trouxe comida
E alimentou os monstros
Antes adormecidos,
Se corromperam em carrapatos da sanidade
O imaculado e vívido sangue
Neste momento, é parte deles
Me contenho com resto
Mas pelo menos me diga
Está feliz?
Está satisfeito?
Conseguiu o que queria?
Serei teu pior inimigo
E assim como sua adoração pelo poder
Sou perdidamente apaixonada pela justiça
Cego em Perdição
Procurando em vão
A inalcançável expiação
Minha salvadora cintilação
A jazer em meu mundo obscurecido
Maculada em sinceridade
Nesses corredores infernais
Minha infeliz sentença
De frieza melancólica respiro
Pois as noites são iguais
Infundadas na miséria repetitiva
Meus olhos profanado
Não enxergam o além
Pupila ruborizada
Em contornos diabólicos
Buscando desesperado a perdida luz
Minha alma pintada
No lúgubre escarlate
Outrora momento, fora branca
Desonrado de fora para dentro
Insanidade costumeira e desenfreada
Rompendo de mim, mas o alvo é você
Tudo virou ao contrário
Caminho em direção oposta
Meu intento natural
Minha familiar segurança
A solitária
Pois eu sou o medo
Gerado e modificado
Transformado aos moldes de eterna brasa
Sugando desejada vitalidade
O tempo não passa
Soando agoniante
Enquanto circular o sangue da indignação
Hei de procurar a fonte da perdição
E fundirmos num corpo só
Abençoando-me na paz
Por não mais estar cego e só.
Muitas vezes desejamos algo que nem sempre podemos alcançar
Apenas desejar não basta
Você faz de tudo para tornar esse desejo em realidade, mas acaba que não se torna
Aí você pensa se é somente o acaso, ou se é apenas um sinal que não dará certo.
Sou livre porque o Cordeiro me amou
Em Tuas mãos está a chave que do cativeiro me livrou
Naquela cruz o barro e o sangue
Se fizeram um só em meu Jesus
Tua graça me livrou da morte
Almas Negras
Corpo cândido, fraqueza natural
Caída sob meus braços, num impulso natural
De meus agudos caninos, meu ser adentra a ti
Morte não significa fim, por mim viverá
Milhões de anos serão noites sem fim
Suas rezas surdas foram ouvidas por mim
Condenada a eterna escuridão, providenciando maldições
Massa cerebral desprovida das falhas humanas
A virtude em preto e branco
Lapidada com o véu da morte
Nossa fusão agora é sepulcral
Perseguidores sanguinários
Provamos do sangue, alimentando o insano
O alvo é você, a indefesa serventia é comida
Meus pecados não significam nada
Os fins justificando os meios, não há Deus sob céu
Em meu caminho desdenhoso te faço seguir
O rasgo maldoso cobriu sua frágil pureza
O seu sangue percorre como combustível
Prisioneiros da penumbra, era das trevas prevalece
Vivencia desafiadora, minhas presas clamam luxurias
Por marés de sangue viajaremos
Ambos perdidos no esquecimento
Alienados totalmente dos ensinamentos
Não recebemos ordens divina
Só obedecemos ao nosso credo
Vencidos pelo desejo carnal
A grande paixão melancólica, provida do sorumbático luar
Nossos desejos mundanos
Reflete o mais sagrados dos desejos
Olhos santificados não enxergam nossa justiça
De olhos julgadores, somos os juízes
Abaixo para todo sempre
A Lua negra é o nosso único lar.
A contemplação e a crítica deveriam se elevar ao status de arte por serem habilidades escassas e incomuns nestes dias.
De nada adianta olhar e não ver. De que vale estar em frente a algo e nada sentir?
A insignificância ao que nos rodeia é a desistência da vida e a insensibilidade às pequenas coisas é a morte que chegou e ainda não foi assimilada.
Hoje ela leva lírios onde outrora havia sua alegria
A menina acreditava e rugia
Mas viver e seus iguais
Seus iguais e seus sorrisos
Sorrisos gentis, mas que escondiam questões
Arrancaram-lhe a poesia
A poesia tomada aos poucos
Aos poucos com a esperança
E a esperança foi cedendo
Cedendo lugar para consternação
A consternação não durou
Não durou e fez-se realidade
Menina, menina mulher
E hoje, aliviada, ouve o cantar do rouxinol
A menina leva lírios onde outrora
Outrora havia sua alegria
Viva a vida como se fosse o ultimo dia.
Oi, tudo bem? Meu nome é scott, não estranhe se algumas coisas que serão relacionadas te afetara de forma emocional, espero que goste da minha história....
Já esteve em um local, aonde as pessoas não te entende ou você mesmo não se acha capas de evoluir? Então, esse sou eu, e acho que muitos estão nesse mesmo caminho... Não, não é fácil lidar com a sua própria confusão, ainda mais quando as pessoas dizem que te entende e etc..... Foi ai que percebi que tenho que viver a minha vida como se fosse o último dia, infelizmente nada que faço ou penso em fazer dá certo, e não é por falta de apoio e sim por algo tão sobrenatural, e ai vem aquela pergunta [será que Deus está realmente conosco?] é, isso não dá pra te responder, mais uma coisa eu digo, sonhe alto e lute por mais um dia de vida ou um sorriso após seus olhos despertarem. Ame a cada segundo como se fosse o seu último dia e não o desperdice aquele que será seu melhor momento aqui na terra, seja capas de se erguer nas maiores decepções que a vida naquele momento trouce pra você, lute a cada segundo a cada batida do coração e a cada lagrima de desistência, seja forte seja você.
A guerra perdida.
Do que você morreu, perguntou um soldado ao outro.
Morri alvejado pelo inimigo.
Mas quem era seu inimigo?
Não faço ideia. Nem ao menos sei que guerra eu combatia?
Mas como você poderia estar em uma guerra e não saber qual era ela, ou quem era seu inimigo?
Foi assim: Eu não a comecei e nem ao menos percebi ela chegando, também não concordei com ela ou entendi as razões, eu não sabia porque aqueles que antes eu chamava de vizinhos se tornaram inimigos e tão pouco estava preparado para me virar contra eles.
Então, porque morreu nela?
Porque do mundo de onde venho, os fortes ainda decidem quem vive e quem morre ao invés de ampara-los.
Os poderosos ainda brigam pela razão e os líderes ainda agem como ditadores. Desse mundo de onde venho eu simplesmente não tinha nenhuma escolha.
Mas e quanto a você, morreu de que afinal?
Morri da mesma guerra que você, porém, eu padeci da falta de empatia, da falta de amor, da falta de respeito e da falta de carinho que um dia deram início a ela. Padeci dos frutos resultantes justamente das escolhas que fizeram por você.
Lamento muito ouvir isso. E a propósito, eu me chamo Inocência e você?
Eu me chamo Esperança.
Odilon dos Reis
Purificação De Sangue
Excêntrica existência, seu verdadeiro significado
Sem igual, oferta alegria baseada no fogo
Seu espaço glorioso, purifica os céus
Excêntrica existência, ilusória alegria
Das promessas, conforto ou agouro, nada oferece.
Seu composto é único e poderoso
Era a era, manipula com gosto
No prazer da dor, é bondoso.
Do pódio malicioso, é dominador asqueroso
Agarram-se em dificuldade no seu cerne rochoso.
Na dificuldade escalam, ao logro do seu misterioso ouro
Milhares subiam, desesperados e loucos
Atordoados pela adoração ao topo.
Derramando sangue, dementes mortos-vivos
Cegados na promessa de vida, buscam voltar a origem
Os olhos queimam sem precisar ver
Submissa a sua estrutura maléfica
Eu desejo te purificar, te manipular
A base da sua morte, te dominar
O puro carmesim do mundo trancafiado
Jorrando seu escarlate aos mortiços
Condenados a mercê da carência
Já não possui valor, orações patéticas jogadas ao vento
Convulsando violentamente, rotulado jaz
Suas partes apodrecidas é tudo que resta
Sinta o ardor percorrer seu corpo
Sinta a repugnância de sua existência
Enquanto sobe em direção ao céu de sangue
Na salvação pintada de vermelho.
