Poemas Góticos de Amor
POEMA TRISTE:
Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.
AÇÃO HUMANA:
Nada do que somos, somos!
Não se há vida, nem sequer morte!
Tudo o que dizemos, nada entendemos!
Nada extraímos ou nada pomos
Galgamos e esquecemos
Assim é a ação humana no plano terreno
O dia que se foi ...
Não deixou a noite mais bela, nem feia
porque o sol nasce pontualmente todos os dias
Para todos.
ALÉM - TÚMULO:
Falar de morte é utopia!
Nós não morremos. Apenas...
Morrer é tão somente uma cedência
Ao JAVÉ!,,,
À uma incumbência
Às vezes,
No prelúdio de nossa aurora.
O que muitas vezes destroça
Entes queridos
Na incompreensão de breve reencontro
Quiçá, na proclamação do Além - Túmulo.
Série: Minicontos
REI MAU
Pela hegemonia, Herodes em movimento genocida confere a morte dos primogênitos. O rei mau confabula o desamor e nega a vida em seu reinado. Pela ciclicidade da história...
SONHO POÉTICO
A poesia possui corpo físico. Sente dor, alegria e tristeza.
Sobretudo é sentimento que freme.
Qualquer um pode escrever um poema porque isso é expressão de sentimento, intrínseco a qualquer ente. Quando adolescente toda mocinha, todo rapaz, guarda em seu diarinho algumas frases de amor, rebeldia e desilusão.
Embora mais tarde quando as encontra-las, quase esquecidas, amasse em bolinha e descarte. Ou talvez alguns guarde-as consigo para a posteridade. Mas a vida contemporânea nos torna produtos comercial. E isso nos desalenta da produção literária, quase que involuntariamente. Pois quando somos rotulados “responsáveis, racionais”, partimos em busca dos bens frívolos na intenção de uma suposta aceitação social.
- A poesia em sua essência, não!
- Essa subverte...
Porque a arte por si só não permite negócio.
Ela possui a magia de oferecer sentimentos e sentido às coisas.
Já dizia o poeta Leminski o ato de escrever
A linguagem da poesia é um ambiente de santidade.
De tal maneira a fazer aplacar ou indignar o sonho poético.
Eu estou muito cansado da vileza de tudo que não é natureza.
Porque a natureza é a representação da arte.
E a arte materialização do Deus imanente.
Nem mesmo a vasão dessa solidão que carrego sobre os ombros me alenta.
A potência e fragilidade da vida, o nada que a gente representa diante disso.
- A humildade diante de nossa condição frágil
- De nosso próprio espirito imperfeito assusta
- E com a prudência do sábio
Me refugiu na santidade da poesia como essência da vida.
Série Minicontos
SUBMISSÃO
Viveu anos a fio sob a sombra da paixão. Acordou, e nunca mais voltou para a escuridão...
SAUDADE
Agora penso à saudade não como aquela coisa triste, dramática.
Prefiro tê-la como uma lembrança boa que conforta.
Como dizia peninha. Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio.
Essa saudade me identifica, e a quero pra vida.
Não quero mais essa saudade dramática que faz sofrer.
Prefiro nutrir a saudade boa
A lembrança dos melhores momentos.
Sendo o melhor jeito de viver melhor o presente.
Quero nessa saudade,
A lembrança das três razões de minha existência
Pulsando na minha solitude.
Liberdade que eu nem sabia lidar.
Às vezes ficamos tristes, chateados com os problemas do dia a dia. Mas nem por isso pensamos em desistir, em desanimar.
Isso acontece porque alegremente podemos afirmar que as alegrias, os momentos bons sempre são, apesar de tudo, mais presentes em nossas vidas.
Podemos quem sabe, chorar no inverno. Porém sempre existirá o outono, a primavera e o verão para nos alegrar.
Far-me-ei presente nas quatros estações da tua vida. Enxugarei o teu rosto suado do calor do verão. Acompanharei o florescer das flores junto a ti na primavera. Apanharei contigo as pétalas das rosas caídas ao chão do outono e te esquentarei do frio gélido do inverno. Não tenho duvidas que não poderei carregar todos os teus problemas, mas se confiares em mim poderemos resolve-los juntos.
“... quero você de janeiro a janeiro...”
Melancolia descrita por uma criança confusa e talvez melancólica.
Melancolia é o nada que sobra depois de comer uma banana, Só os restos dela talvez algo que já foi bom ou ruim mas que agora é só um vazio. Melancolia é o nada mais profundo que tem é olhar pro céu nublado não ver as estrelas. É a sensação de todos os dias serem iguais e de morrer antes de morrer.
É belo e triste.
Amo-te de todo coração, osso e alma
Amo-te mais que tudo talvez mais do que a vida
Amo-te de morte, quero-te com vida
Amo-te com todo amor do amor de minha alma
A morte começou ainda no ventre,
A celebração no nascimento era a
Confirmação de que um dia se
Consumaria. Não chorem, celebrem
Desejando-me boa chegada a eternidade,
Sobretudo vivam antes de me seguir!
Santa pecadora
A sombra que nasce,
no deserto a água que jorra,
a capulana pela madrugada,
A princesa analfabeta
governa pelos conselhos dos indoutos,
é a capela que todos aconchega,
Fez-se gente, a deusa
que com lagrimas rega
o jardim dos amores proibidos,
erradicou-os do ermo,,,
A morte é um grande mistério
Examinada desde o início dos tempos
E sem sucesso
É o grande adversário
Porque o tempo é que é inimigo
É sem escrúpulos, só leva os bons
Os que estão doutro lado já sabem da verdade
Rancoroso!
E deixam-nos a nossa sorte,
Por aquela gota de sangue
Meu irmão, vão te exigir muito bem
Nem é sobre ser inteligente
Inocente ou não, degolam refém
Coisas da terra
É Tradição é cultura
Se é sensato não discuta
Quer te safar? Sacrifica.
A missa
Na sombra do luto, a missa ecoa,
O eco dos cânticos, a dor que voa.
Nas velas acesas, a luz que chora,
Ecos de lembranças, memórias que afloram.
Os defuntos repousam, em paz ou tormento,
Na terra que os acolhe, no último momento.
Sob o manto da noite, seu descanso é eterno, na memória o terno.
Lágrimas vertidas, em prece e saudade,
Nas almas que se despedem, na última verdade.
Entre suspiros e sussurros, a despedida se faz,
Enquanto no céu estrelas brilham, num eterno compaz.
Na missa dos defuntos, o adeus se entrelaça,
Entre lágrimas e rezas, a esperança abraça.
Que seus espíritos encontrem o caminho,
E que a luz da eternidade os guie, sem destino.
Assim na memória, os defuntos se eternizam,
Em cada verso, em cada prece, eles renascem.
Que suas almas descansem, num sono profundo.
Infinitamente é a capacidade de Jesus
de morrer
de ressuscitar
de vencer a morte
e de retornar um dia para nos buscar
Jesus veio com uma única finalidade
De nos libertar de nós mesmos
Dias tristes
Coração apertado, ando meio de saco cheio do mundo, das pessoas, dos sorrisos plastificados.
Nem a vontade de falar com amigos me surge em mente.
Fiz da solidão nestes últimos dias, minha melhor companhia.
Conversei com minhas insanidades, fiz um resumo das vitórias e derrotas e reconheço quantas falhas cometi.
Hoje duvido até da existência do amor.
Consigo compartilhar um link, uma mensagem, mas não sei mais como e que é compartilhar de verdade os sentimentos, os afetos.
Gosto de pessoas que estão distantes e quero distância de muitas pessoas que estão perto.
A MORTE PREMATURA DA ORQUÍDEA
Poeta Brithowisckys
→A terra estava seca, a grama incinerada do sol do meio dia,
Do vaso pendurado surgem tenros, bulbos tenros
levemente brotam folhas em tons esverdeados
Sinal que há vida, e ela renasce de tubérculos semimortos
Eu olhava maravilhado o espetáculo do renascimento da vida,
→Quando de repente, do bulbo em estalo dos talos
Eis que nasce, o colorido de encher os olhos
A bela flor que desabrochou no talo de estalo
A majestosa, exuberante e formosa orquídea!
→Durante dias sem interferência minha
Ornamentava a minha sala e exalava um perfume
Que preenchia o átrio de minha casa....
O tempo passou, e ela definhando se foi
Perdendo o esplendor no talo de estalo que murchou
→Meu coração ardia triste inconsolável
Com a dor tenra da triste partida,
Meus olhos vertiam copiosas lágrimas
Sem consolo com a morte prematura da orquídea.
→Hoje me resta o dúbio consolo
De ter perpetuado em flerte
A beleza iminente, bem passageira
Da flor que ostentava e desafiava
Na pele camuflada da orquídea!
E digo agora, já não mais na tristeza,
agora sem inspiração
que quando se vive na beleza
inspiração já não se tem no coração
A Flor no campo perde a beleza,
quando coberta de poeira fica.
Sua formosura chora de tristeza,
toda vez que você briga.
O que provoca nervoso no seu próximo,
provoca também tristeza em DEUS,
mas o que evita palavras provocativas,
é abençoado.
