Poemas Góticos de Amor

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⁠I. Entre a luz que revela e a sombra que protege
Nem toda luz é revelação. Há claridades tão intensas que cegam. Desnudam o que ainda não está pronto, queimam o que germinava em silêncio. E há sombras que não escondem, apenas resguardam. Guardam o que é semente, não o que é ruína.
Vivemos entre clarões e penumbras, mas o medo nos ensinou a preferir a luz mesmo quando ela fere. Aprendemos a temer a escuridão como se fosse sempre ameaça, mas esquecemos que nela repousa o mistério, e é no mistério que a alma respira. A noite, quando acolhe, não sufoca. Ela sussurra verdades que o dia, apressado, ignora.
A luz exterior muitas vezes ofusca a centelha interior. E a escuridão, por vezes, é o caminho necessário para reencontrá-la. Há silêncios que só se escutam no escuro. Há encontros que só acontecem longe da luz pública, no íntimo do não dito, do não visto, do que permanece em suspensão.
A sabedoria não mora na claridade constante, mas na dança entre os polos. Saber acender a própria luz sem negar a sombra é o princípio da lucidez. Reconciliar-se com o escuro é devolver à alma sua capacidade de habitar o tempo sem medo do invisível.

Inserida por drleonardoazevedo

⁠O luto não é só sobre a morte de alguém, mas sobre a morte de coisas que existiam dentro de nós, pode ser um casamento, um projeto que não deu certo...entre tantas outras perdas que vivemos na vida

Sei que o melhor a se fazer é viver esse momento, não lute contra, sabe aquela fase meeega clichê, mas que diz : "Aceita que dói menos, nunca fez tanta sentido como no luto, pode parecer pesado, mas assim como a morte, e a dura realidade.
Não adie, não engula, não deixe pra depois, chore sempre que achar necessário, é isso que vai te fazer renascer.

Inserida por Brunawotkosky

⁠⁠Não há vida, existe apenas uma sombra da realidade, apenas dores de quem se vai sem mesmo poder ter se conhecido

Há na eternidade o consolo mas quem pode estar lá que pode conhecer quem pode contar como é

Somos um pequeno ponto, uma vírgula de uma história que nunca será contada seu final

A dor sim existe des do nascimento até a sua partida ela te acompanha em vários é longos momentos

Um suspiro e se vai e até a sombra será esquecida não há vida apenas dor e morte

16/08/2020
Paulo Butura

Inserida por paulo_butura

⁠Você fica triste por outra garota que não sou eu me mata, me sufoca.
Eu te amo no escuro...
E só me ama como uma "amiga".

Inserida por SAFIRASOUZA123

Você já viveu

Cresce em mim um sentimento de raiva e tristeza devido aos meus fracassos, como se uma navalha cortasse a minha garganta e a sufocasse para que eu não pudesse expressar como estou. Sinto-me preso numa gaiola abandonada em algum lugar longe, indesejado e deixado a perecer. Eu nunca troquei comida por sementes de pássaros, mas parece que eles pretendiam que sim. Eu não trocaria a minha fala ou a minha liberdade, mas era o que eles queriam fazer.

Nunca conseguirei ser quem sou com eles, nunca poderei abrir as minhas asas ou ser quem sou.
Aparentemente, a experiência vivida no passado não foi suficiente para eles. Eles também desejam viver a minha e posicionar-se semelhantes.
A mentira é a forma de esconder as suas tramas.

Inserida por SAFIRASOUZA123

⁠Quando a gente cresce
o nosso Natal mais parece
com uma triste maldição.

Não se finge alegria
nem se disfarça a saudade
que brota do coração.

E a festa do nascimento
se transforma em tormento
e chamam: confraternização.

Inserida por sildacio_matos_filho

⁠O tempo afasta
Gasta, amofina.
A morte afasta
Nefasta, cretina.
A felicidade afasta
Outrora, menina.

Inserida por sildacio_matos_filho

⁠
Não são minhas tristezas que me matam,
nem minhas angustias ou frustrações.
Não são meus medos que me atormentam,
nem meus pecados ou contradições.
Mas a certeza da saudade que não tarda, inevitável ao coração.
E o observar dores alheias impotente, estático como um cão!

Inserida por sildacio_matos_filho

Por que estou triste?
Eu não sou importante
Sou apenas um ser
Um ser arrogante⁠

Inserida por Missbelle

Devagar
Eu vou morrendo e morrendo sem parar
Não sei quando a morte vai chegar
Mas sei que um dia a vida vai acabar

Estou rodeada de pessoas que eu odeio
E mesmo assim eu as norteio
Parece até um sorteio
Preparando os males da vingança
Que me trazem uma lembrança
Do que é viver⁠

Inserida por Missbelle

A morte não vem quando estamos a espera...

Não tentes ver a morte antes chegar....

Inserida por antonovpetrovich

TEMOR DA MORTE.
" ⁠O homem, seja qual for o grau da escala social a que pertença, a partir do estado de selvageria, tem o sentimento inato do futuro. Diz-lhe a intuição que a morte não é a última palavra da existência e que aqueles que lamentamos não estão perdidos para sempre. "
Allan Kardec.

Inserida por Marcelo_C_Monteiro

O que é uma decepção?
Tal sentimento pode causar tristeza, amargura, desalento e desilusão. As coisas/pessoas perdem o brilho ou o encanto.
(Nos amadurece e nos faz seguir outros caminhos.)

Inserida por ProfessorMarcos

⁠É fase, de fato o que passo, quem nunca?
A tristeza se aloja em meus embaraços
Quanto mais eu entendo, mais ela me afunda
Quanto mais eu fujo, só me aumentam os passos

Inserida por JonathanRodrigues90

⁠A Canção Silenciosa da Solidão

Na vastidão da noite, onde as sombras dançam,
A solidão se aninha, um abraço frio e denso.
Um eco silencioso, uma melodia triste,
Que ressoa na alma, um lamento persistente.
No vazio do quarto, as paredes sussurram,
Histórias não contadas, segredos que se acumulam.
O coração anseia por um toque, um olhar,
Mas encontra apenas o reflexo de um vazio sem fim.
As lágrimas caem, como pérolas noturnas,
Iluminando o caminho da dor e da angústia.
A alma se curva, sob o peso da ausência,
E a solidão se torna a única companhia.
Na escuridão da noite, a esperança se esvai,
E a solidão reina, um manto de melancolia.
Mas, no silêncio profundo, uma voz sussurra,
Que a solidão é apenas um capítulo, não o fim da história.
Pois, mesmo na escuridão mais densa,
A luz da esperança ainda pode brilhar.
E, no tempo certo, a solidão se dissipará,
Como a névoa da manhã, revelando um novo amanhecer.

Inserida por gabriel_luiz_maroli

⁠ignorância

Num mundo onde a luz da razão se esconde,
A ignorância tece véus de sombra e medo.
Onde a verdade se curva e se rende,
Aos gritos da mentira e do enredo.
Cegos de alma, vagamos sem destino,
Presos em grilhões de ilusão e vaidade.
Acreditamos em mitos, em desatino,
E a sabedoria se torna raridade.
Erguemos muros de preconceito e ódio,
Onde a empatia e o amor não têm lugar.
Julgamos e condenamos sem remorso ou tédio,
E a compaixão se torna um verbo a olvidar.
Acreditamos em gurus e falsos profetas,
Que nos guiam por caminhos de escuridão.
Vendemos a alma por promessas vãs e secretas,
E a liberdade se torna mera ilusão.
Mas há uma chama que ainda arde em nós,
Uma centelha de esperança a cintilar.
Que nos impele a buscar a verdade, a sós,
E a romper as correntes que nos prendem a penar.
Que a luz da razão ilumine nossos passos,
E que a sabedoria seja nossa bússola a guiar.
Que a ignorância se dissipe, como fumaça em abraços,
E que a humanidade encontre um novo lar.

Inserida por gabriel_luiz_maroli

⁠Minhas lamentações:

Em meu peito, a tristeza faz morada,
Um lamento profundo, alma magoada.
O universo, em conspiração sombria,
Contra minhas forças, noite fria.
A alegria, outrora tão vibrante,
Sucumbe ao peso, instante a instante.
Lágrimas vertem, rios de dor,
Em meu pranto, um clamor de amor.

Inserida por gabriel_luiz_maroli

Lembranças

⁠Em Timbó, onde o sol beija a colina,
Há sombras longas, de estranha sina.
Certos homens, fantasmas na memória,
Seus feitos ecoam, sem ter mais história.
Nunca morreram, em lendas suspensas,
Seus nomes sussurram, em bocas tensas.
Heróis de outrora, em bronze eternizados,
Mas seus corações, jamais foram amados.
Viveram de glória, de feitos marcantes,
Em livros de história, figuras gigantes.
Porém, a doçura de um toque suave,
O calor de um lar, a alegria que move,
Jamais sentiram, presos à missão,
Às frias armaduras da ambição.
Seus olhos não viram a flor que desabrocha,
Nem a simples beleza que a vida nos troca.
Assim, pairam sempre, em nosso pensar,
Modelos distantes, sem poder tocar.
Certos homens nunca morrem, é verdade,
Mas em sua eterna fama, falta a humanidade.
E há outros, vagando em meio à multidão,
Com almas silentes, sem ter direção.
Nunca viveram, pois medo os consome,
A ousadia dorme, o instante não some.
Passam os dias, sem deixar um traço,
Seus sonhos murcham, num lento fracasso.
A voz embargada, o passo incerto,
A vida se esvai, num deserto aberto.
Não provam o vinho, nem sentem o abraço,
Seu mundo é pequeno, um eterno compasso
De rotinas vazias, de olhares fugazes,
Prisioneiros de si, em tristes miragens.
Então, a balança da vida nos mostra,
Que a imortalidade, às vezes, é a nossa
Maior solidão, um fardo pesado,
Se o viver de verdade, nos foi negado.
Pois de que vale a lembrança perpétua,
Se a jornada terrena foi sempre incompleta?
Melhor a vida breve, sentida e vivida,
Que a eterna existência, fria e esquecida.

Inserida por gabriel_luiz_maroli

⁠. A beleza da morte morte

A Morte sempre soube seu papel,
Chegava para todos, um final cruel.
Mas nunca parou para sentir o ar,
Até que a Vida, radiante, a fez sonhar.
Nos olhos da Vida, um brilho sem igual,
Tão magnífica, um amor sem par.
A Morte tentou, mas não pôde tocar,
Decidiu então, apenas acompanhar.
A cada passo, um novo encanto,
A Morte fascinada, em doce espanto.
Como a Vida era bela, sem disfarce,
Crueldade seria não se entregar a esse enlace.
Foi ali que a Morte se apaixonou,
Pela Vida, um amor que a transformou.
O mais puro que podia existir,
Vindo de algo sombrio, a Morte a sorrir.
Mas o dia chegou, o inevitável,
A Morte relutou, um nó apertado.
A Vida, sábia, compreendeu a dor,
Era o momento de cumprir o amor.
Num abraço final, o destino selado,
Nascemos sabendo o fim, predestinado.
Mesmo que doa, temos que aceitar,
Que aqueles que amamos, precisam partir, e nos deixar.

Inserida por gabriel_luiz_maroli

⁠À Senhora da Última Viagem

Morte, de tantos nomes e em tantos versos,
Escrevo-te hoje, sem medos ou reversos.
Não como um lamento, nem com dor a chorar,
Mas com a curiosidade de quem quer desvendar.
Vens sem aviso, ou com sinais que ignoramos,
Levando de nós os elos que tanto amamos.
Em teu silêncio, resides a grande incerteza,
Do que há depois, da eterna beleza.
Muitos te temem, a ti, o inevitável fim,
A fronteira que corta a vida de mim.
Mas vejo em ti também um grande alívio,
O ponto final para o sofrer e o calvário.
Tu não distingues idade, riqueza ou poder,
Com tua foice justa, vens para colher.
És a igualdade que a vida não oferece,
A paz derradeira que o corpo envelhece.
Ensina-nos, Morte, a valorizar cada instante,
A amar sem reservas, com um amor radiante.
Pois ao sabermos que tua visita virá,
Damos mais valor ao tempo que nos resta.
E quando chegares, com teu véu a planar,
Espero encontrar a calma para te abraçar.
Que em teus braços, a alma possa repousar,
E o que foi vivido, eternamente brilhar.
Com respeito e, sim, um pouco de fascínio,
Um Ser Humano em seu caminho.

Inserida por gabriel_luiz_maroli