Poemas Góticos de Amor
~A tristeza
Como um mar de rosas venho surgir, mas com muitos espinhos ainda por vir
Tome cuidado pois pode se machucar, não é tão fácil como pode se imaginar
Eu venho como quem não quer nada, sempre chego pela madrugada
Depois vou embora te deixando assim tão só, pois sempre quero vê-lo na pior
Eu faço você se sentir como se tudo fosse acabar, mas é sempre sábio o pior se esperar pois eu venho para angustiar o vosso coração e te fazer chorar
Depois vou embora deixando um rastro de solidão, numa vasta escuridão
Saiba me controlar pois posso te machucar, mais do que pode-se imaginar
A queimada no Brasil
Matou planta e animal
Lesionou a Amazônia
Maltratou o Pantanal
A tristeza foi saber
Que o fogo de arder
Foi ação intencional
Depois de um dia de Terapia
Sinto que não posso exagerar nas minhas tristezas
Mas jamais negar que elas existem.
A cada dia tento dosar meus sentimentos,
Como se saísse numa busca desesperada de encontrar lugar e sentido para cada sentimento.
Adianta se adiantar?
É melhor acreditar que o o fim vai chegar ou lidar com o que tem?
Saber apreciar minha individualidade
É sinônimo de me amar,
Por mais que ela não seja só minha
E que seja uma construção de outras e mais outras histórias que me atravessam,
Ainda assim, continuo sendo minha.
Minha avó ... minha mãe -
Quando eu era pequenino
e me sentia triste e só
agradecia ao destino
ter-me dado aquela Avó!
Nas varzeas do caminho
adormecia nos seus braços
e os medos de menino
desfaziam- se em abraços!
Sinto o toque da sua mão
de quando era pequenino,
oiço o bater do coração,
ao colo - na pele - o carinho!
Hoje a vida é diferente:
já não sou tão pequenino
a Avó partiu p'ra sempre
quem me dera ser menino!
Meu poema, minha mágoa,
minha estrela, também,
a saudade fica, trago-a,
minha Avó ... minha Mãe!
Em memória da minha querida Avó Clarisse.
Sombras
são somas
das belezas
de outros
pontos de vistas
pincelando
com seus corpos
desenhos tortos
que a luz não é
capaz de pintar
Sombras
são somas de
universos ignotos
luzindo
às avessas
tesouros bem
guardados com
excrementos
de pó estelar
Sombras
são somas
de todos os sonhos
que o dia sonha
quando fecha
seus olhos quentes
e os descansam
para dar sentido
a existência da
escuridão
ao acordar
Sombras
são somas
de tentativas
incansáveis
da penumbra
em dar sempre
o melhor de si
para que
em qualquer
hora do dia
também
possam brilhar.
Sentimentos e emoções;
Alegrias e decepções;
Tristeza e felicidade;
Depressão e ansiedade;
Sorrisos e piadas;
Desejos e gargalhadas;
Medo e lágrimas;
Silêncio barulhento;
Perdido em pensamentos;
Otimismo e pessimismo;
Agonia e delírio;
Como eu me sinto hoje? Não consigo descrever;
Talvez seja algo bom, ou ruim pra valer;
Em cada "eu" que eu encontro, me decepciono ou me encanto;
Cada parte triste ou cada momento feliz, sempre existirá um "eu" que permaneceu ali;
Seja um "eu" alegre ou deprimido;
Seja com medo do futuro, ou que corre perigo;
Cada "eu" é uma parte de mim, que pelo caminho fui deixando ali;
Agora em partes eu tento entender, quem sou eu de verdade? E quem é você?
Cada pedaço deixado pra trás, várias lembranças que foram esquecidas;
Cada "eu" deixado, cada "eu" abandonado;
Agora pergunto a mim mesma, o que eu fiz com o meu "eu";
Fui deixando ele em partes, destruí o que era meu;
Será que agora a culpa é minha? Ou é de quem me fez ser assim?
Eis a questão, buscando respostas sem fim.
Como me amarei se nem conheço a mim mesma;
Todos os sonhos e desejos, foram deixados por mim mesma;
Já não sei quem era antes, muito menos o "eu" de agora;
Vou buscando de canto em canto, o meu "eu" que deixei lá fora.
A.R.M.Y INFP
×-×
A morte
A morte pode ser a salvação, pois nem sempre a morte significa o fim, mas também não se trata de dogma, religião, espiritualidade, crença ou o que seja. A morte se trata de qualquer final e recomeço. Muitas vezes é a salvação de si mesmo, da fadiga, da mesmice, do cotidiano monótono, enfadonho, ou até mesmo a desgraça contínua.
A tristeza veio me visitar. Deixei que entrasse. Sim deixei. Deixei porque a Princesa está doente; não fala, não anda, não se alimenta, nem sequer abre os olhos. Devo não chorar? Choro sim e me entristeço. Nem posso vê-la, nem posso nada fazer.
A tristeza me abraça e, por incrível que possa parecer, ela diz que há esperança da princesa voltar a viver de verdade. Mas ela está inerte numa cama, mantida viva por aparelhos criados pela esperança.
As lágrimas correm e a tristeza me abraça. A dor quer me consumir... não sei como não ainda. Mas ainda há esperança que ela volte. Volte pra onde?
A jornada de José da prisão para a posição de governante reflete a jornada de Jesus da morte para a ressurreição. A escuridão da prisão em que José esteve confinado ecoa a escuridão da tumba onde Jesus foi sepultado. Assim como José emergiu da escuridão da prisão para a luz do palácio, Jesus emergiu da escuridão da morte para a luz da ressurreição, trazendo esperança e vida eterna para todos que creem Nele.
Livro: Saindo da Masmorra
Nem toda noite de sexta-feira é de alegria, nem toda tarde de domingo é de melancolia.
Aproveite o dia!
sozinha
Quando estou triste
escuto as batidas do meu coração
uma por uma
minha respiração ofegante
com os olhos cheios de lágrimas
desabo
Sinto um frio e meus pensamentos param,
nesse momento a culpa e a solidão me abraçam
Me sinto incapaz , me sinto sozinha
Quando me calo percebo que ninguém se lembra de mim e novamente me pego sozinha, desabando em um universo confuso que se denomina como eu mesma: minha cabeça.
Dentre os distantes caminhos que andei, guiada pelo meu mostro interior me vi sentada, pensando se compensava mesmo todo o trabalho de minha mãe para me criar, um ser tão ineficaz e abatido. Mas me lembrei das noites em que eu pedi a Deus me punisse e então entendi o sentido de estar sozinha.
Essas palavras bastam para aqueles que desprendem da vida porque a morte doeria menos e se calam para aqueles que acham que sentem e sabem de tudo a todo momento…
NÃO MAIS O VERSO TRISTE...
Aqueles versos que em pranto soavam
Rasgando a alma em poética convulsão
E as toadas e os acordes já imaginavam
Que vinham do mal do partido coração
No carecido verso, desagrados estavam
Pedintes, largados, vãos, ali pelo chão
Os cânticos de outrora, escalpelizavam
O sentimento... Dedilhando a emoção!
Chegou ao fim! Não mais o verso triste
À espera duma inspiração que ensecou
Cada afiada sensação, que, no entanto,
Não mais, no palpitante encanto, existe
Então, a satisfação o versar encontrou
Antes agoniado, agora, glória e canto...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22 fevereiro, 2024, 16’53” – Araguari, MG
Na tristeza eu aprendi a orar.
Na raiva eu aprendi a suspirar fundo, ter paciência e aguardar.
No silêncio eu aprendi que ele também pode falar.
Na dor eu aprendi sentir amor.
No caos e na desistência, eu desenvolvi habilidades e descobri que sou mais útil do que pensava.
No amor, eu aprendi que Deus está mais próximo do que eu esperava.
Na simplicidade eu percebi que: o que há de mais impressionante não se ouve, não se vê, só se sente, pois a alma quando fala,
cala e impressiona toda a gente.
Nas horas eu aprendi que o tempo passa devagar se a gente não estiver contente. E passa rápido se formos pacientes.
Pois a vida é feita de momentos fugazes,
De alegrias e tristezas que se entrelaçam.
E mesmo que a dor bata à minha porta,
Eu a enfrentarei com a força que me conforta.
Me sinto triste, exponho e dou a cara a tapa pro seu julgamento. Cansei de fingir que está tudo bem e ignorar o sofrimento. São dias que vão passando ao qual não estamos vivendo. A cidade
cresce, enquanto a alma diminui. Francamente, me diz no que esse plano nos inclui? Espetáculo armado pra drenar juventude, depois vem o descarte
prático: mundo líquido ilude.
Todos os dias são tristes, desde que você foi embora,
Não há mais a magia do dia, nem os risos de outrora,
Toda a vida é só lembrança do que já não tenho agora...
Nossa lira já não existe, nem os versinhos de balancê,
Nem vou mais àquela rua, pra buscar teu rosto ver,
Tudo agora virou saudade porque eu não tenho mais você...
Duelo da vida e a morte
Na arena da existência, o duelo se travou,
Entre a vida e a morte, o destino se desenhou.
A vida, com sua chama ardente e pulsante,
Enfrenta a morte, imponente e constante.
A vida dança com cores e risos no ar,
Enquanto a morte tece mistérios a desvendar.
Um duelo eterno, onde cada segundo é precioso,
E o mistério da vida se revela tão grandioso.
A morte sussurra em cada sombra da noite,
Enquanto a vida brilha em cada raio de sol que açoite.
Um duelo de opostos, de finitude e eternidade,
Onde a vida e a morte tecem nossa realidade.
Mas no coração humano, o duelo se entrelaça,
E na jornada vivida, cada um encontra sua graça.
Pois na dualidade da existência, encontramos a verdade,
Que é na dança entre vida e morte que vive a nossa humanidade.
