Poemas Góticos de Amor
Então eu vi e assumi.
Tudo aquilo era engano
A nós mesmos ironizamos.
Não acabou, álibi, a morte é bem-vinda,
Outra ilusão de quem esteve aqui
Honrando por nada.
Ó morte, procura-me
afasta de vez este sofrimento
Ó morte desfigura-me
acaba de vez com esta ilusão
Sabes, morte
nunca desejei tanto a tua vinda
não são palavras, é mesmo convicção
é desejo sentimento.
Espero por ti...
Vem depressa, vem a correr
leva-me definitivamente daqui,
quero morrer, desaparecer
Tão mau sou...
HÁ DIAS E DIAS
Há dias que a morte é lenta como os mantos de lã
Há dias cinzentos que a fome engole o sossego
Há dias que o rosário é negro e dilacera o peito
Há dias que a prece é a revolta aguçada dum estalo
Há dias que são alinhavados por linhas escuras
Há dias que os punhais massacram as veias de sangue
Há dias que só Deus sabe os passos que dei, os erros que fiz
Há dias que a noite afugenta as sombras com o som do sino
Há dias que o poema está escondido, vestido de púrpura
Há dias que a mentira cede e é tocada com um dedo no espelho
Há dias que o nosso silêncio é simplesmente um dia de festa
Há dias que o teu riso, o teu beijo é o melhor do mundo
Há dias que o cheiro a canela, alecrim, alho, gengibre, é amor
Há dias que o delírio é penitente, nas ondas que cantam embriagadas.
O dia despede-se...
A sombra da noite aproxima-se, e um novo cenário nos é oferecido.
Os pássaros aconchegando-se em seus ninhos, o orvalho deitando-se sobre as folhas.
As estrelas acomodando-se uma a uma no céu fazendo referências a lua, que com toda a sua exuberância lá do alto parece nos seguir, nos observar.
Questão de horas e tudo vai se acalmando, silenciando...
A paz chega de mansinho para que tenhamos uma noite reflexiva sobre os acontecimentos do dia.
A calmaria da noite cede espaço para meditação a conduzir-nos num sono tranquilo.
Já é madrugada e o mistério da noite me acompanha, e, por um instante um raio de luar parece inteiramente meu a iluminar-me de sonhos e lembranças...
Faz frio lá fora e eu aqui a entender a melodia do vento.
Rendo-me ao embalo da canção e adormeço.
Esperança. (soneto).
Mulher na vida e nas sombras frementes
Que habitas em terras com liberdade total
Tuas mãos labutam entre o bem e o mal,
Mas tua boca profere palavras inocentes.
O Teu coração queima em desejos ardentes
Sobre a cama desnuda-se um corpo angelical,
Tua pele morna, macia, doce, de sabor sul real,
Faz escancarar teus sonhos mais inconsequentes.
(Não és minha porque habitei outros Arraiais).
Mas, na tua vida e na tua alma quero residir,
Como um pássaro que busca o seu ninhal.
Neste meu abandono silencioso, sepulcral,
Deposito minha esperança no meu redimir,
Só assim meu coração não sofrera mais.
morte desejo obscuro terror do meu coração
desperdício almejado sobras de um teor
esquecido banhado por mais uma
mansão de espelhos
virtuosa sobre mar de maldades,
saborida por demais assolada
ressentida astros de mármore,
de bem querer o gosto da da noite,
passado pelo qual desdenho
monumentos são irreais as falhas
no por-do-sol entre o brilho olhar
distante nada cálida de um anjo,
respirar pode ser um sonho
daqueles que são humanista,
detêm as dobras ardis,
pois sois mero aprendiz
velado na supremacia...
de um céu feliz...
nas sombras obscuras
zelo matutos sejam ateus,
que maravilhas da alma
de poem se diante o belo e o caos,
não digas que não há amor,
que a tradução se prediz
como uma opera de rios poluídos
por demais mesclados,
na morte existe vida,
que a declare nos mais dias escuros,
chuva acida,
extrema tristeza esquecida em poucas citações,
noite entre a madrugada calmaria,
vulgo meu ser, passivos num olhar.
A felicidade e a tristeza,
São estações que florescem
E morrem, entre primaveras
E outonos que se sucedem
Ininterruptamente dentro
De mim. Vivo meus verões
E invernos, sinto frio, calor
Falta de amor. Sou fera
Indomável na ânsia de
Suprir carências e vazios
Irremediáveis. Diria que
A tristeza é um acidente de
Percurso. E a felicidade, a
Volta, o retorno da vida
Ao seu curso. Me recuso
A ser, viver infeliz nesse
Mundo, nessa vida!
E a tristeza que aflige não é o bastante para acabar com quem sou.
Pois quem sou é maior do que aquilo a me derrubar.
Tenho em mim toda alegria do mundo e capacidade de amar.
Luto batalhas infindáveis e não me deixo morrer
sou forte e capaz de vencer.
Não desisto. Me fortaleço na própria dor.
E naquele que é o maior amor.
Há uma madrugada em meus olhos
Há um assassino nas sombras
Morda a mão que te alimenta
Morda a mão que te faz sangrar
Olhe bem dentro dos meus olhos
Há um corte em sua garganta
Com seus cabelos sobre o rosto posso perceber
De fato sua beleza uma alegria e até tristeza.
Posso ver.
Que o seu interior é ainda mais belo do que posso imaginar
Logo comparo com a poesia que vem a me encantar.
Porque nela fugimos da razão
Deixamos a insegurança de lado posso até segurar tua mão.
Viver realmente oque nos interessa
Sem a afobação que nos estressa.
Sempre que ponho a cabeça sobre o travesseiro
Lembro de você em vestido azul, batom e o brilho da luz em seu cabelo vermelho
E deitado olho sua foto em frente ao espelho.
Me perguntaram qual é seu maior medo!
Respondi, é De ficar sozinho!
E completei,
A maior tristeza é saber,
Que estamos só!
Abraço minha tristeza
Com a intensidade da criança que me pertence.
Sou resultado de minhas consequências.
Não uma vítima das circunstâncias
mas algoz do meu destino.
volto ao exílio da minha solidão
Tão familiar e segura
Tão minha.
Na profusão de sentimentos
Sinto a harmonia do caos.
confusões, desencontros
Encanto e desencanto
Riso e choro.
Abraço a minha tristeza
Como abracei a minha alegria.
"Ela é,
A alegria da tristeza
A força da fraqueza
A sensibilidade da dureza
A paz da guerra
Ela transforma,
A dor em riso,
A tragédia em oportunidade,
A escuridão em luz,
Os sonhos em realidade
Ela faz,
De um limão uma limonada
Do chuchu uma salada
Do pão duro uma torrada
De uma música sem ritmo?
Uma serenata."
Deixo meu sangue escorrer
quase chegar a morte,
tudo fica azul,
meus olhos sangram
muitos sentimentos,
escuto a escuridão
no decorrer vejo meus demônios,
não tenho medo mais,
o silencio toma forma de meus pecados,
nente momento tento gritar
para mundo pare,
então vejo o sangue cobrir meu coração...
tudo está tão frio,
o paraíso tem formato de um anjo,
nas chamas minha palavras
cobrem um altar de desejos,
minhas mãos pegam fogo
pois o amor corroeu o destino,
para os mortais somos palavras ao vento.
Outrora bebia e afogava tristemente sozinho minha agonia.
Hoje por vezes consigo beber alegremente depois que a minha agonia aprendeu a nadar.
Tomando umas e outras normalmente ela enche a cara comigo e eu desisto.
Trançando as pernas vou alegre pra casa.
Evocação
À sombra da usina, teu jardim
Era mínimo, sem flores.
Plantas nasciam, renasciam
para não serem olhadas.
Meros projetos de existência,
desligavam-se de sol e água,
mesmo daquela secreção
que em teus olhos se represava.
Ninguém te viu quando, curvada,
removias o caracol
da via estreita das formigas,
nem sequer se ouviu teu chamado.
Pois chamaste (já era tarde)
e a voz da usina amorteceu
tua fuga para o sem-país
e o sem tempo. Mas te recordo
e te alcanço viva, menina,
a planejar tão cedo o jardim
onde estás, eu sei, clausurada,
sem que ninguém, ninguém te adivinhe.
Existe uma profunda alegria nessa aparente tristeza.
Lágrimas e sorrisos se confundem. Amo ser alegre,
Mas adoro vive minhas tristezas, porque eles
Ressuscitam e reascendem lembranças, memórias,
Amores perdidos no passado. É o massacre
Da saudade, sufocando e martelando essa
Lacuna aberta e soterrando dores ainda latentes.
Não há superficialidade na alegria e na tristeza,
Mas a dualidade entre opostos que se atraem
E vivem entre altos e baixos, nessa eterna gangorra,
Nesse balanço, entre o equilíbrio e a queda.
Vivo minhas alegrias, mas não recuso minhas tristezas,
Sem preconceitos, acolho-as, abraço-as e
Dou-lhes o tempo necessário para que
Se libertem de suas amarras, sem o peso
Da despedida, da partida, que vire alegria, felicidade,
Naturalmente no seu tempo. Porque desfruta da
Alegria, quem um dia já se alimentou e digeriu suas tristezas.
BOM DIA MEUS BONS AMIGOS
Pra hoje só basta
que a tristeza devaneça
e a alegria permaneça
que o riso seja envolvente
e o amor seja constante...
mel - ((*_*))
A morte parece tão definitiva,
Na estações diluídas na alma,
até nos horizontes tantas virtudes...
sob o definitivo os abraços e beijos...
dividades da alma,
obscura e assim sóbria,
vagante podendo ser morfológica...
numa dor continua,
mas, nada perdura,
vulgo, mero algos,
simbologia de um amor perfeito,
nas velas consumidas no choro,
lagrimas, no ultimo sopro ainda te amo.
Só damos valor a alegria quando estamos tristes, mas o contrário não acontece..., valorizar a tristeza é uma forma de entender que nem tudo na vida sai como planejamos, mas são nesses momentos que justamente paramos para refletir sobre o que precisamos fazer, sobre o que precisamos mudar!
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