Poemas Góticos
Na reflexão do meu silêncio
Encontro-me com meu ser
A sensibilidade e o amor
Fez meu corpo se encolher
A falsidade numa ação
Sem expressar o que sentia
Fez meu corpo se esvair
Na palavras de uma poesia.
Somos postos a prova
A vida por si só nos assusta
Desnudados dos orgulhos
Vestimos de coragem
É no Silêncio,
Das Boas Atitudes Praticadas
E na Essência de cada Ser,
Que se encontra a Maior Beleza Humana!
Então parei e observei:
vi, que havia muita pressa nos passos dos homens;
pouquidade de silêncio, e sobras de irreflexão.
.
Um lapso temporal, para muitas saudades,
é tudo que manteve-se, nessa estrada,
encalços e índices de reencontros.
.
["O viajante, em meio a eira do campo"].
Muitos preferem justificativas persuasivas e coerentes.
Eu prefiro deixar meu silêncio
interpretativo que confunde mentes...
[ Jota fs ]
O SENTIDO DA VIDA
Às vezes as palavras me faltam
o silêncio me cala
e a dorme enfraquece.
O tempo cinza me faz companhia
e o frio enrijece toda a pele
A vida parece não ter sentido e
as pessoas não estão mais aqui.
Às vezes a vida caminha,
às vezes ela faz parada
e o vento estada em minha direção.
O caminho é infinito
e a vida faz morada em algum lugar
sem piedade nem permissão.
Sandra Susana
ANOITECER
Noite, suavidade, silêncio,
horas em que o pensamento viaja,
lembrando de outras noites que
já se foram.
Amores tidos, momentos alegres,
aventuras de um coração apaixonado.
Noite, onde sempre retorna o querer,
e o amor guardado.
Noite, momento de um dia predileto
da saudade.
Noite, que de suas estrelas
faz um longo cordão, onde amarramos
os nossos sonhos, e aguardamos que
o dia os concretize, para que a dor
no peito amenize e traga paz ao coração.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Aqui não é só o ensaio
O silêncio da noite se dispersou.
O silêncio silenciou.
O dia amanheceu.
O sol apareceu.
Todas as formas aparecem nitidamente com essa claridade que inunda este lado de cá do globo.
A cidade mansamente acorda.
O cheiro do café.
Os passos apressados.
Coisas a se fazer de novo.
Porque ontem foi tudo igual...
Um dia normal.
O sol passeou sobre o céu.
Os pássaros cantaram.
As ondas do mar foram e vieram.
As plantinhas cresceram um pouquinho mais.
Frutas amadureceram nos quintais.
Nuvens grossas cobriram o céu.
Vento forte por aqui passou.
Água do céu desaguou.
As ruas da cidade lavou.
Dos telhados o pó tirou.
Depois... depois a chuva foi chover em outro lugar.
Toda a terra precisa florescer.
A água do céu parece isso nunca esquecer.
Pra que essa mania de tanto se preocupar.
Cada coisa sabe exatamente a hora de estar em seu lugar.
Vamos viver e aproveitar.
Ah, se pudéssemos manter o silêncio do final da tarde
Com o sol se espalhando pelas copas das árvores,
Se pudéssemos absorver a doçura, a magia
Quando o céu está chorando e os ventos falam de amor
Fazendo as folhas das árvores dançarem.
À tarde eu libero meus pensamentos no ar
E minha imaginação voa com a noite para me apresentar.
Os pássaros voam,
O vento sopra as folhas e as faz flutuar
Com os raios de sol do fim da tarde brincando
Suavemente na superfície de tudo ao nosso redor
E eu vejo o amor quando abro meus olhos só para te encontrar.
Serei silêncio pra quem me julga🤫
Amor pra quem merece❤️
Indiferença pra quem não é digno da minha presença🤷🏻♀️
UTOPIA:
Aqui sozinho no silencio do quarto
A luz do espelho reflete o tempo em meu rosto desnudo
Sem brilho...
A felicidade reflete no brilho da ribalta
Será?
Que o brilho da mascara me faz feliz
Será?
Ou seria minha utopia na grande arena da vida
Como paglia a queimar
Onde todos riem do brilho no rosto
Do tramp a chorar.
Há dias que todas as tristezas
nos habitam.
Até o respirar rasga o coração.
O silêncio empresta suas asas
e descobrimos novos caminhos,
dentro de nós.
Metade minha é silêncio, a outra é vento a levar-me as mais profundas intenções da minha alma.
11/21
MINHA PRAÇA FLORIU
Demétrio Sena,Magé - RJ.
Os abraços guardados no silêncio;
numa voz escondida em minhas mãos;
nos carinhos fluentes entre os dedos
ou desvãos e passeios dos meus olhos...
E na relva cheirosa dos cabelos,
dos relevos, as rampas de seus ombros,
meus apelos de afeto vão brincar
como alegre menino em chafariz...
Só confie no amor sem profecia,
no carinho sem arma e prevenção,
na magia sem truques de sentidos...
E aposte no dom do meu não sei;
dessa lei permeada pela graça;
minha praça floriu para você...
Sinto sua presença na minha solidão, diante dessa árvore, faz silêncio meu coração; observando as lembranças de um tempo que não voltará mas não.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Sinto uma dor forte sem machucados visíveis.
Sofro em silêncio, por fora nem parece, mas por dentro eu grito em agonia.
Sinto que se eu falar de nada vai adiantar, pois minha realidade só eu conheço.
Tenho vontade de sumir, pois nada faz essa dor cessar.
Tento ser forte para não afetar os outros, pois eles já tem seus próprios problemas.
Uso a razão para continuar o caminho, enquanto meu psicológico afunda mais a cada dia.
Peço a Deus para me ajudar, não sei até quando vou aguentar levar as coisas dessa forma.
Será que existe uma cura? Bem tento aproveitar os breves momentos de tranquilidade que tenho para tentar esvaziar um pouco esse copo que está perto de transbordar.
Assinado: Júnior
Eu estive ali
Mergulhado em loucuras escrevendo
As 2 da manhã no imenso silêncio
Procurando por uma estrela brilhante
Talvez o acaso
A lucidez por um instante
Sem ninguém a recorrer
A madrugada a me benzer
E dentre tantos pensamentos
Algumas conclusões
Tão raras.
Eu estive ali
Sim estive
Naquele quarto
Hoje não sei como está
Para aquela casanunca voltei
Somente os momentos herdei
Tão supérfluos
Tanto tempo perdido
Minha sorte é a segurança
De que aquele já se foi
Mas de minhas certezas eu não garanto
Ao lembrar ainda me espanto
De aquele já fui eu
Se foi o tempo
Se foram seus motivos
Mas mesmo assim
Mesmo você sendo esquecido
Uma imagem apagada
Tenho receio
O que já fui posso definir
Mas de minha ascenção
Tão abstrata
Mal sei de autonomia
Um dia já tive
Hoje vertem as raízes
Os malditos resquícios
Da máscara
Esculpida de minha própria carne
O retrocesso é um caminho de espinhos
E por ele preciso andar ocasionalmente
Mesmo que eu saiba as respostas
Me entrego a essa releitura
Eu aprendo do mundo
Me esforço demais
Acho melhor cerrilhar os olhos
E não olhar para trás
Pois tudo isso ainda é vivo
E se me pego pensando
Acabo voltando para lá.
Meu pensamento
supõe
teu silêncio
o teu itinerário
o teu fogo cruzado
o teu quarto escuro
o teu ponto fraco
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