Poemas Góticos
"Que eu entenda Deus que o Teu silêncio não é abandono, mas um momento de fortalecer a minha fé, ter confiança e amadurecimento espiritual em Ti. Traga sempre a minha memória que estáis ao meu lado segurando minha mão e não permitindo que eu caía. Como diz em Tua palavra: 'Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus' (Salmos 46:10). Que esse versículo se aplique cada dia no meu espírito me trazendo paz porque eu sei que este silêncio é o Teu convite para entrar na sala do Trono; confiar e orar, pois o silêncio do Senhor é cuidado, jamais negligência. Amém!"
—By Coelhinha
"É no silêncio do medo quando oramos, que a ansiedade perde a sua voz e a confiança na fé assume seu devido lugar."
—By Coelhinha
"Conectar pessoas através de Deus em pleno ato de orar em silêncio. É tocar a alma deste alguém sem ruídos."
—By Coelhinha
"Corte laços com quem sorri na sua frente e apunhala pelas costas. Afaste-se em silêncio, pois o tempo sempre revela as máscaras sem que você precise se desgastar. Lembre-se: Sua paz vale mais."
—By Coelhinha
"Se todos soubessem o peso das palavras, darias mais valor ao silêncio.Quem sabe assim ouviria mais a voz de Deus e quando falassem seria com a voz do Espírito."
—By Coelhinha
Indignar-se
é quando o silêncio pesa
mais do que a própria voz.
É perceber que aceitar tudo
também é uma forma
de deixar o mundo pior.
Quando Todos Se Vão
Quando todos se vão,
e o silêncio visita a alma,
há uma Presença que permanece,
trazendo paz e calma.
As mãos que antes se soltaram,
os abraços que o tempo levou,
não conseguem apagar a certeza
de que Deus nunca me abandonou.
Enquanto o mundo muda de rumo,
e tantos escolhem partir,
o amor de Deus permanece firme,
ensinando o coração a seguir.
Porque em Deus não existe solidão,
nem espaço para o abandono.
Quem repousa em Sua presença
jamais caminha sem dono.
Se todos se forem um dia,
ainda assim permanecerei de pé,
pois quem tem Deus como companhia
nunca perde a esperança nem a fé.
Autor: Ivanylson Aguiar de Sousa
Poema depois do sábado
Domingo amanheceu em silêncio
com o sol entrando devagar.
A noite foi longa nos meus pensamentos,
mas nenhuma noite sabe durar.
Ainda caminho sozinho,
mas já não me sinto perdido.
Há vazios que são só espaços
esperando ser preenchidos.
Talvez o próximo sábado
me encontre com outro olhar —
não procurando alguém no mundo,
mas aprendendo a me encontrar.
Porque a solidão, quando escutada,
não é castigo nem fim:
é o começo de um abraço
que nasce primeiro em mim.
No silêncio está a provação:
Portas vão se fechar;
Oportunidades irão escapar das suas mãos;
Pessoas que não se alinham a sua futura realidade irão se afastar;
Não tema, Deus está alinhando.
"O Silêncio de Não Ser Pai"
Não sou pai. E há nisso um espaço — não de vazio, mas de eco. Um campo onde o tempo passou, e deixou intacta uma terra que poderia ter sido semeada.
Não ser pai não é ausência de amor.
Talvez, seja amor que não precisou de nome, que não se debruçou sobre berços, mas se espalhou em gestos, em presenças sutis, em silêncios partilhados.
O mundo, com sua pressa de moldar destinos, parece esperar que todos sigam a mesma trilha: encontrar, gerar, ensinar, repetir. Mas e aqueles cujos passos desenham outro mapa? E aqueles que escutam a vida por outros ângulos, sem o riso de um filho chamando pelo corredor?
Às vezes penso: teria sido bonito... Ser chamado de pai com a voz trêmula de uma criança, encontrar meu rosto espelhado em outro pequeno rosto. Talvez um dia. Talvez nunca. E tudo bem.
Há paternidades que não vestem título.
Há frutos que não brotam do sangue, mas do cuidado que deixamos pelo caminho. Já fui abrigo, já fui raiz, mesmo sem ter dado nome a ninguém.
Não ser pai é, por vezes, um caminho mais silencioso.
Mas há sabedoria no silêncio, há paz em aceitar que a vida se desenha também nas entrelinhas. E que o que não foi, ainda assim, pertence ao que somos.
Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.
Há no silêncio…
um mundo que grita baixinho,
um espaço onde os pensamentos
ecoam mais alto que qualquer voz.
Há no silêncio…
lembranças que voltam sem aviso,
sentimentos que se revelam
quando ninguém mais está por perto.
Há no silêncio…
um refúgio e também um abismo,
onde a gente se encontra
ou se perde dentro de si mesmo.
E às vezes,
é nele que mora a verdade
que o barulho do mundo
não deixa a gente ouvir.
Não peço.
Não espero.
Constato.
O silêncio respondeu antes de todos.
Aprendi a não pedir.
O vazio é mais previsível.
Nada vem.
Nada falta.
Não dependo.
Não porque sou forte,
mas porque observei.
As falas do silêncio
O silêncio também fala,
E fala muito mais alto.
Se grita e não se cala
Não pára! Dá um salto.
O silêncio como resposta
Não precisa ser expresso,
É uma forma de proposta
Para algo em excesso.
O silêncio frente ao errado,
Segue livre em seu caminho.
Transita solto no tablado,
Corre muito e não anda sozinho.
Muitos preferem o silêncio
A se envolver com o problema
Pois a força desse incêndio
Consome por trás do esquema.
A tendência é se afastar de conflitos,
Pois são complexos e até destrutivos.
A escolha de não tomar partido
Se deve ao fato de não ser positivo.
Raimundo Nonato Ferreira
Julho/2026
Não escuto pregadores que não falam da Cruz.
O silêncio do Calvário em seus sermões denuncia quem você é no altar.
"Dança comigo"
Dança comigo como quem encontra abrigo no silêncio entre uma música e outra.
Vem sem medo, deixa o mundo lá fora e pisa leve dentro do meu peito.
Dança comigo
até o relógio esquecer das horas, até a lua cansar de nos olhar pela janela da
madrugada.
Segura minha mão
como se fosse possível
não cair nunca mais.
E se a vida desafinar,
a gente inventa outro ritmo,
outro passo, outra canção.
Só não solta de mim
quando o som diminuir.
Porque há amores
que começam com palavras,
mas existem os mais bonitos… que começam dançando.
*“No Inverno, Café e Você”*
O inverno chegou devagar,
vestindo a cidade de silêncio
e as janelas de saudade.
Lá fora, o vento desenhava frio nas ruas, mas aqui dentro
existia você.
O café fumegava entre nossas mãos, como um pequeno sol tentando aquecer o mundo.
E eu observava teus olhos
com a mesma calma
de quem encontra abrigo
num fim de tarde chuvoso.
Você sorria baixo,
enquanto o aroma do café
misturava memória e desejo
no mesmo instante.
Há amores que queimam como incêndio.
O nosso não.
O nosso aquece devagar,
como coberta em noite gelada, como música antiga tocando ao fundo, como dois corações aprendendo a morar no mesmo inverno.
E desde então,
toda vez que o frio retorna,
o café perde um pouco do gosto… se você não está aqui.
*Quando meu coração parar*
Não quero silêncio ou fim,
quero que o vento leve meu nome como quem espalha jardim.
Que as lembranças virem estrelas no céu de quem me amou, e cada abraço guardado seja prova do que ficou.
Quando meu coração parar,
que não parem meus versos também, pois quem ama deixa ecos vivendo no peito de alguém.
E se a saudade chegar mansa, feito chuva no entardecer, olhe para o céu sem medo — há amores que não sabem morrer.
Minha Noruega 🇧🇻
Minha Noruega mora no silêncio branco das montanhas que conversam com o céu.
Nos fiordes profundos onde o vento antigo guarda segredos que ninguém esqueceu.
Minha Noruega tem cheiro de pinho, de neve caindo sem fazer ruído, de noites longas bordadas de estrelas e um coração calmo, quase infinito.
Vejo auroras dançando no inverno, rios de luz sobre a escuridão, como se o universo escrevesse poemas
direto nas paredes do coração.
Minha Noruega é barco e horizonte, é mar que abraça pedra e solidão, é o frio que ensina delicadeza e transforma saudade em canção.
Nas pequenas casas de luz amarela, há café quente e histórias no olhar; cada janela acesa na distância parece um convite para sonhar.
Minha Noruega não cabe no mapa, porque vive além de qualquer lugar.
Ela existe onde a alma encontra paz e aprende, devagar, a respirar.
E quando o mundo pesa em meus ombros, fecho os olhos sem medo algum: escuto neve caindo ao longe e volto inteiro para o Norte azul.
