Poemas Góticos

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não voo sozinha
é no silêncio de momentos
que dou asas à liberdade
dos meus pensamentos
#bysissym

Não há ondas hoje.
Só o silêncio e leve brisa.
A correnteza conduz a água serena,
o mar não parou para ser olhado.
Que não deixa de ser admirado!
#bisissym

Gigante: O amigo que mudou tudo.
_“Onde o silêncio encontra o ritmo, nasce a cura.”_
Sinopse
Maria e Pedro não tinham tempo para rótulos. Exaustos pelo trabalho, viam as crises de seu filho Antônio (5 anos) como problemas de disciplina que o afastavam de um diagnóstico que teimavam em ignorar. A negação, porém, é quebrada com um ultimato da escola que os força a encarar a realidade: Antônio tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), Nível de Suporte 2. O diagnóstico é apenas o começo de uma jornada de descobertas.
Sem saber por onde seguir, a família busca refúgio na fazenda do tio Carlos, onde Antônio encontra um elo improvável: o imponente cavalo Gigante. Longe da confusão e da sobrecarga sensorial do dia a dia, Antônio aprende, através do ritmo e da calma de Gigante, a autorregular suas emoções.
Esta é a emocionante história de pais que trocaram a culpa pela aceitação, e de como a conexão silenciosa com um animal abriu o caminho para que uma família inteira encontrasse seu próprio ritmo de apoio e amor.

Eu já desmoronei em silêncio,
já me levantei cansada e tremendo.
Mas aprendi a ser muralha e flor,
vento e raiz.
Porque dentro de mim mora uma força
que não faz barulho,
mas que me reconstrói todas as vezes.
E sigo — bonita, quebrada, inteira.

Gotinhas de Amor que Relatam
Ariana
Quando o Silêncio Também Fala
O Olhar Atento
Durante o período de estágio, a observação diária revelou algo que os registros formais não mostravam. Ariel, uma criança do maternal, era carinhoso, tranquilo e despertava afeto em todos. No entanto, não falava. Seu silêncio não era desinteresse. Seus olhos brilhavam ao observar a lua, como se ali houvesse um lugar seguro para existir.
Ariana, sua irmã mais velha, demonstrava maturidade incomum para a idade. Sua personagem favorita era Alecrina — uma figura forte, determinada, quase protetora. Suas escolhas simbólicas diziam muito sobre o que ela precisava ser naquele momento.
Os Sinais no Desenvolvimento
A ausência da fala em Ariel e a postura defensiva e adulta de Ariana chamavam atenção. Não como diagnóstico, mas como sinais. A observação sensível permitiu compreender que o comportamento das crianças era uma forma de comunicação — uma resposta a vivências que ultrapassavam a infância.
A Rede de Proteção
Com o tempo, a escola tomou conhecimento de que as crianças haviam sido vítimas de violência intrafamiliar. A mãe perdeu a guarda, e Ariel passou a viver sob os cuidados da avó. A atuação da rede de proteção foi fundamental para garantir segurança, estabilidade e acompanhamento.
O Papel da Escola
A instituição não questionou, não expôs, não pressionou. Respeitou o tempo. Criou rotinas previsíveis, ambientes acolhedores e vínculos seguros. A escola foi espaço de reconstrução silenciosa — onde o cuidado veio antes da palavra.
Reflexão ao Educador
Nem toda criança consegue contar o que viveu.
Mas toda criança mostra.
Observar é um ato de proteção.
E, muitas vezes, é o primeiro passo para salvar uma infância.

“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira

Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.

"Saudades de um Colo"
​Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
​Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
​E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
​Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
​A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
​Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
​Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
​Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.

Escrevo o que me inscreve nesta luxúria de silêncio.
Talvez o enigma seja a falta que me faz o seu barulho mesmo a apontar o adeus.
Vivo cosendo as letras da saudade que me deixou como herança nestas noites molhadas.

⁠Vivo a vida, sem amarras...
Sinto o vento, sinto a liberdade...
No silêncio, encontro meu ser...
Vida introspectiva, momentos de saber...

Não quero perder a espontaneidade,
Deixar que a vida se torne rotineira.
Lanço olhar para o horizonte,
E vejo um mundo cheio de possibilidades...

São tantas as aventuras, tantos os sonhos...
São tantas as camadas, tantos os mistérios...

Coração alegre, alma livre.
Vivendo no abandono imposto...
Melhor assim...
Não sinto o pesar dos anos...

Sigo em frente, com liberdade e ousadia...
Porque a vida é um presente,
Um labirinto, cheio de desafios...

Mas não me perco, não me desvio...
Não me preocupo, não me atenho...
Possuidor de um coração contemplativo...
Nunca desisto...

Sandro Paschoal Nogueira

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.


E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.


Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.

Há momentos na história em que o silêncio alheio diz mais do que qualquer grito. O país respira outro ar, e a sensação é quase de "déjà vu"; quando a verdade finalmente encontra seu caminho, muita gente prefere olhar para o chão, como quem tenta esconder o próprio passado.


Por anos fui tratado como exagerado, radical, “petista demais”, simplesmente por defender justiça social, dignidade e um país minimamente humano. Teve gente que atravessou a rua para não falar comigo. Teve quem me atacasse nas redes como se pensar diferente fosse um crime. Fui julgado, ridicularizado e empurrado para a margem por acreditar na política como instrumento de transformação. E por acreditar em Lula como grande estadista — o homem que a história já registrou.


Hoje, nesses dias, olhando o cenário, não preciso dizer nada. A vida tem um senso de ironia que não falha. Há quem esteja descobrindo, tardiamente, a vergonha alheia por tudo aquilo que defendeu. Eu apenas sigo firme. Porque minha luta nunca foi sobre direita ou esquerda: foi, é e sempre será sobre humanidade. É gratificante fazer parte do lado certo da História.


Paguei caro por ser coerente. Perdi oportunidades, perdi pseudos amigos, fiquei vulnerável economicamente. Penso diferente, sinto diferente, luto diferente — e isso incomodou muita gente. Ainda assim, continuo aqui, acreditando num país mais justo, solidário e possível. Para mim, para minha família e para quem ainda ousa sonhar.


A política passa. As pessoas ficam. E, diante de qualquer rótulo, continuo escolhendo ser humano, sempre.
Logo, entre ser de Direita ou de Esquerda, antes escolho ser Humano.


Linha por linha, sigo entregando aquilo que acredito: coragem, coerência e compromisso com o outro.


Humberto Brassioli Corsi

Nem todo silêncio significa rejeição

Quando estamos emocionalmente fragilizados, a mente tende a preencher os espaços vazios com interpretações. Uma mensagem sem resposta pode parecer desinteresse. Um olhar distante pode parecer rejeição. Um dia difícil pode ser entendido como falta de carinho.

Mas a realidade nem sempre confirma aquilo que pensamos.

Nossa percepção é influenciada pelas emoções, pelas experiências passadas e pelas crenças que carregamos.
Antes de transformar uma interpretação em verdade, vale a pena perguntar: “Existe outra forma de compreender essa situação?”
Essa simples pergunta pode diminuir muitos sofrimentos desnecessários.

Pepita de Oliveira

Nem toda paz faz silêncio. Às vezes, ela apenas ensina você a não responder ao caos.

Pepita de Oliveira

Sinfonia do Silêncio


Ah... o café desperta primeiro que o dia.


Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.


A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.


Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.


E eu...
permaneço aqui.


Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.


Escrevo.


Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.


Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.


Hoje já não me entristece.


Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.


O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.


E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.


Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.


Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.


É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.

O silêncio
Quando o silêncio fala mais alto,
A alma se cala
O corpo responde
A mente se abala
A certeza se esconde
A presença se afasta
A consideração acaba
O tempo se arrasta
O ego se gaba
O orgulho se fere
A culpa fica sem dono
A conveniência é quem prefere
O coração fica tristonho.
A leitura cessa
A página é virada
O livro se fecha
E o leitor continua a sua jornada...

ETERNO SILÊNCIO


Lábios gelados
nos lábios rosados
para sempre calados...


Além do muro
o corpo cai duro
no buraco escuro...


Silêncio
eterno silêncio
silêncio.

Nem toda evolução faz barulho. Algumas das transformações mais profundas acontecem em silêncio.

Pepita de Oliveira

Atitudes

Na busca por sinais, encontrei atitudes.
No silêncio do seu olhar, descobri a verdade.
Tão profundo é esse olhar,
que nele encontro a certeza: é real.