Poemas Góticos
Ele me deixou em silêncio quando eu pensava em gritar. Me fez parar quando pensava em acelerar. Me fez descobrir quando eu só pensava em esconder. Me fez corrigir quando eu só pensava em escrever. Algumas pessoas podem significar tanto, cada uma com sua particularidade, um jeito bonito de conquistar, um gesto, uma palavra ou uma atitude. As pessoas ainda podem sim serem lindas.
O local mas perigoso não é onde há uma mistura de barrulho ou sons, mas onde há uma mistura do silêncio e escuridão, e este local é dentro de nós.
Eu já tive muitos momentos que quis gritar, mas preferi o silêncio, porque as pessoas na maioria das vezes, por conveniência ou comodidade, escolhem apenas a verdade que querem acreditar.
Muitas vezes, permanecer em silêncio frente a algumas situações é a coisa mais inteligente a se fazer. Eu, de uns tempos para cá, estou recorrendo aos meus fones de ouvido, pois descobri que a música tem um poder sobre mim, esteja onde eu estiver ela me tira de lá.
O teu silêncio grita ao pé do meu ouvido que tudo foi em vão.
Não me deixe morrer sem ouvir que foi amor.
O silêncio, por vezes, murmura na pele palavras que nunca dissemos, mas sempre sentimos…(Cris Anvago)
Ouve-me, ouve o silêncio. O que eu te falo nunca é o que te falo e sim outra coisa. Capta essa coisa que me escapa e no entanto vivo dela e estou à tona de brilhante escuridão. Um instante me leva insensivelmente a outro e o tema atemático vai se desenrolando sem plano mas geométrico como as figuras sucessivas em um caleidoscópio.
" Não saber de nada é desconfiar de tudo. Saber escutar é o mesmo que responder muitas vezes, sem pronunciar as palavras. "
Dê prioridade ao teu silêncio para que ninguém mais tarde venha usar as suas palavras contra você fazendo julgamentos incorretos sobre ti tirando-lhe a sua paz.
Descobri que temo mais o silêncio de Deus do que ouvir suas exortações .
Pois sua exortação é um sinal claro de seu amor, de sua preocupação para com minha vida: Já o teu silencio é um sinal claro que Ele nos entregou a merce de nossa própia sorte.
"Beija-nos silenciosamente na fronte. Tão levemente na fronte que não saibamos que nos beijam senão por um diferença na alma".
(Dois excertos de ode, Álvaro de Campos)
É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível – sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa.
"Vivemos em uma sociedade em que os alaridos histéricos do mundo exterior, muitas vezes, abafam os espaços internos. Esses barulhos ensurdecedores costumam emudecer os silêncios da natureza, dos olhares, das estrelas, da respiração, dos gestos de ternura. E, o pior, nos ensurdecem às falas de nossa essência, levando-nos a perder o contato conosco, com a natureza".
