Poemas Famosos sobre o Meio Ambiente
Pense numa pessoa meio louca
que gosta de fazer trapalhadas,
no verão só usa quente touca
e no inverno pouca roupa, a danada!
Cadeira de balanço
Num canto da varanda
em meio a vasos e pilastras
a cadeira de balanço mágica
onde vovó tirava a sesta
Momento único do dia
onde tarefas diminuíam
um luxo ali ficar um pouco
cochilando em venturas mil
Velha cadeira de balanço
em seu molejo natural,
impressão de que a vida era só aquilo,
um espreitar o céu e sonhar
viajando entre nuvens
ouvindo passarinhos na tarde
que dengosa seguia
ah...vovó que saudade imensa
desse tempo onde tudo era apenas
despreocupação e magia !
A cultura do peregrino,
é compreender o caminho
como meio
& não como fim,
lembranças de menino,
da casa e de filho
que somos humanos
ouvindo uma voz
dizendo: segue-me.
§
"A meio da luz do sol e a terra
há oito minutos de tempo
onde a fala do vento
traz esperança à pele do ar".
MEU PARCO SER:
(Nicola Vital)
Ontem à tardinha...
Em meio àquelas crianças
Que gracejavam com bolas de espuma
Sem roupas, medos, e sem tino.
Sob a chuva oblíqua e fria.
Meu indolente ser...
Que outrora, assim fora feliz,
Fenece a cada instante na busca vã
Da criança que possui meus sonhos
E devaneios...
Qual meu bardo coração
No afã de concluir
Meu parco ser.
19.08.2015.
MINHA GUERRA
Em meio a quaisquer tipo de guerra, quem sai perdendo é a verdade... E sem a menor sombra de dúvidas, o ferimento maior ver-se na sociedade que fica entre o fogo cruzado, entrincheirada na incerteza dos fatos. Quase sempre maquiados por ambíguos interesses de diversas tendências...
MÁSCARA:
Sob sol a pino, em meio à multidão,
O astro de face dupla, feições interrogativas e sorriso pálido,
Em um ritual...
Em instantes nos transporta ao mundo surreal.
Mergulhados nos movimentos rítmicos do artista.
De tal forma a levitarmos, migrar à outra dimensão.
Regressei ao espelho onde meu pai extraia sua pele
No silêncio de repetitivos movimentos verticais da gillete.
Que me gritava indagações ao futuro!
Assim se ouvia à expressão corporal do mambembe
Que cantava, encantava e decantava sua alma.
Não ouvia-se o som de sua voz,
No entanto bastava para compreender suas palavras simplórias e silenciosas,
Que me transportara à àquele mundo de imaginações.
Ante a mimica que nos expressava explicita tristeza,
Nas exclamativas lagrimas que borrava sua pele,
Nas piruetas a expressar pérfida alegria.
Nos movimentos lentos e circulares das mãos
Encenando a mulher que carrega outra pessoa.
Naquele instante, todos nós, éramos um só,
Não se ouvia as agruras do realismo...
Em meio à multidão, me senti único, envolvendo-me visceralmente.
Ao fantástico mundo dos mitos.
Pois que o artista deixara seu corpo cair inerte nos sugerindo a viagem.
Ato continuo, com a sutileza de uma pluma, recobra a vida pondo fim ao rito.
Decido ficar um pouco mais e assistir ao encantado ato do mambembe...
Despindo-se, traveste-se de sua pele natural e segue seu mundo real na busca de novo ritual.
Suspendi meu olhar vislumbrando o iluminado ser em seu mais fútil personagem.
Um rosto a mais na multidão. Sem fala, sem cara e sem canto...
E definitivamente me perguntei: O que seriamos sem esses mitos e seus rituais?
Série: Minicontos
OBSESSÃO
Teria sido seu grande e inesquecível dia. Se em meio a festa de debutante seu ex não tivesse lhe roubado do seio familiar para nunca mais serem vistos...
Eu não vou parar
A estrada é muito longa
Vou continuar
Mesmo em meio às lutas
Eu não estou só, Te sinto aqui.
E em meio a tantas estrelas,
Deus me vê como ninguém me vê.
E em meio a tanta beleza,
Ele me vê como ninguém me vê
Em meio ao caos e à escuridão
Só em Ti confiarei
Sei que eu não naufragarei
Tu comigo estás
Tu és Bom
Tu és Bom em todo tempo
Deus já tem um caminho aberto pelas águas
Faz romper muitas fontes em meio ao deserto
Haverá nuvens que trazem chuvas de bênçãos
Ouça a voz, Deus te dá escape e livramento
Em meio aos abalos
Meu Deus é Torre Forte
O que pode o homem me fazer
Se O Senhor está comigo? És o Meu Abrigo
Não falharás Jamais És Meu Esconderijo
Não temerei jamais
Deus Todo-Poderoso
Mais que suficiente
Debaixo de Tuas asas
Me guardas fielmente.
Deus é quem me fortalece
Não preciso mais chorar
Mesmo em meio à tempestade
No meu barco Ele está
Na Sombra do Onipotente
Sei que posso descansar
Debaixo de Suas asas
Nada pode me abalar
Sento-me em meio a desordem
Fito as origens de minhas feridas
Exijo de mim, alguma ordem
Ouvindo minhas faixas preferidas
Sinto de longe a toxicidade
Prevejo possibilidades de vício
Como partes iguais de prazer e dor
Ambiciono que tudo seja fictício
Cego pela afeição
Ignoro atos de desvalorização
Acreditando ser uma exceção
Devendo já ter aprendido a lição
Reflito sobre minha ingenuidade
Analiso os fatos com prudência
Desejo não elevar minha vaidade
Evito assim a incidência
Correndo risco de cair em displicência
Deliro sobre como os seres devem ser
Inseguro sobre quem devo ser
Almejando a cólera se dissipar
Contemplo o amanhecer
Em meio a este cenário de dor e solidão que se instala no meu interior sem motivo aparente, a saudade e a tristeza se tornam sombras constantes. A música, minha única companhia, age como um bálsamo que acalma as dores da alma e cicatriza as feridas deixadas pelo meu coração dilacerado.
Os pedaços da vida despedaçada se espalham pelo chão, e eu tento desesperadamente juntá-los, sem sucesso. Um vazio intenso me acompanha, carregando consigo uma amargura profunda e sonhos desfeitos. Os sorrisos que um dia iluminaram meu rosto se perderam no caminho da paixão, deixando apenas agonia e solidão em seu lugar.
É doloroso testemunhar as amizades construídas ruírem diante dos meus olhos. A luta contra sentimentos de fracasso e inadequação parece uma batalha perdida, enquanto vejo a felicidade estampada nos rostos dos meus amigos, sabendo que contribuí para ela sem esperar recompensa.
A cada nova paixão, sinto meu coração quebrar mais um pouco, seguindo conselhos como "siga seu coração" sem compreender que ele pode ser traiçoeiro, levando à morte emocional. Encontro-me nas masmorras do ego, cego para a vida, atormentado pelos fantasmas da agonia e me sentindo invisível, isolado do mundo.
Mesmo diante de tantas dores, estou aqui, sempre à espera, mesmo que apenas até o meu próprio fim. E às vezes me pergunto se um dia a alegria será minha companheira constante, para iluminar os dias sombrios que parecem não ter fim.
Partidas
Tão estranha essa sensação de vazio, de se sentir perdida em algum lugar no meio desse mundo todo, que agora me parece infinitamente maior e sem sentido. Tão difícil não ter mais para onde voltar, onde fugir, onde me esconder, onde me encolher. Tão angustiante saber que não terei mais o colinho que me acolhia mesmo quando eu fazia as maiores besteiras na vida. Tão ultrajante aceitar a derrota, quando tanto se lutou durante anos. Tão doloroso ter a certeza que não irei mais encontrá-lo a me esperar altas horas da noite, como se eu fosse uma adolescente inconseqüente que ainda necessitasse de mínimos cuidados e proteção. Tão ironia do destino sentir na pele o mesmo que o senhor deve ter sentido todas as vezes em que me vira partir... Quantas vezes, pai? Quantas vezes o senhor ficou com o coração tão massacrado como está o meu agora? Quantas vezes as lágrimas que corriam de seus olhos o impediram de ver a sua menininha partir para longe, sem data para voltar, ou mesmo sem saber se iria voltar? Mas eu voltei, pai... Eu voltei para sentir na pele tudo o que o senhor sentiu. Eu voltei para estar a seu lado quando Deus decidisse que fosse a sua vez de viajar! E Ele decidiu a hora. Foi com muita dor que o vi embarcar e partir, em meio a tanto sofrimento e desespero. Doeu mais ainda ser capaz de entender que seu avião não teria mais qualquer possibilidade de voltar... E a sua garotinha ficou aqui. E vai continuar aqui, à janela do aeroporto. Mas não posso prometer não crescer! Sem o senhor, talvez a vida me tire dos olhos a fragilidade da menininha que só encontrava conforto em seu abraço de pai. Somente em seu abraço, meu querido e tão amado pai.
-Você se considera uma pessoa infeliz?
Ela questionou o rapaz, no meio de um diálogo. Ele olhou para as próprias mãos e em seguida disse.
-Infelicidade é interpretativa. Se me perguntasse se sou feliz, provavelmente diria que não, mas se me perguntasse se sou infeliz, não saberia responder. Porque eu tenho saúde, tenho uma casa, seria justo com as pessoas que não possuem tais coisas? O que define a felicidade?
Ainda sim, possuindo essas coisas é possível ser infeliz. Porque felicidade é a ausência das coisas que não nos fazem bem, e infelicidade é a simples presença delas.
Nós, mulheres, vivemos em meio à era da igualdade.
Com relação aos relacionamentos, é preciso uma boa dose de feminismo.
Na violência, precisamos revidar, sair da relação, ainda que com um egoísmo igualitário. No fim, sobra o seu própio bem e o do outro
O comportamento em parte é feito do nosso meio.. em outra parte, somos nós que transferimos para a sociedade também
Indole, cultura, crenças.
O que estamos dando e com o que estamos sendo retribuídos?
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