Poemas Famosos sobre o Mar
QUERO APENAS
Não quero o céu, quero apenas a beleza das estrelas,
Não quero o mar, quero apenas o barulho das ondas,
Não quero a cidade, quero apenas o encantamento da minha rua,
Não quero de graça o dinheiro, quero apenas poder ganhá-lo,
Não quero carga leve, quero apenas força para carregá-la,
Não quero uma linda casa, quero apenas a harmonia do meu lar.
Não quero sua face, quero apenas o seu sorriso,
Não quero seus olhos, quero apenas o seu olhar,
Não quero seu coração, quero apenas poder ouvi-lo,
Não quero todas as mulheres do mundo, quero apenas a mulher que amo!...
Élcio José Martins
PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, NA TERRA E NO MAR
Pai nosso que estais no céu, na terra e no mar, olhai por todos nós.
Derramai suas bênçãos sobre a face sofrida de cada ser humano espalhado por todos os cantos da terra;
Unge a mente humana do óleo precioso, milagre do cálice sagrado;
Encaminhe nossos governantes do mundo inteiro pela sapiência, pela sabedoria e pelo bom senso;
Protegei-nos do mal que aflige a humanidade;
Perdoai-nos de todos os nossos pecados;
Dirija-nos no caminho da fé, no oásis de esperança e na esteira da virtude...
Oh!
Senhor dos mundos e criador do universo, dai-nos o alicerce da paz;
Ensina-nos os segredos das bem-aventuranças: A bênção do Quebrantamento, a bênção do Lamento, a bênção da fome e sede de Deus, a benção da Misericórdia, a bênção de um Coração Puro, a bênção de Promover a Paz, a bênção de ser perseguido por causa de Cristo;
Faça-nos crescer na fé, na fraternidade e na sabedoria espiritual.
Senhor!
Traga-nos a luz da sapiência e o aprendizado da tolerância;
Derrube os muros da arrogância e faça crescer os atributos de generosidade.
Oh!
Maria, mãe e protetora, Virgem Santa, intercedei por nós junto ao pai e Senhor dos mundos;
Cubra-nos com o seu manto sacrossanto, nos abrigando dos infortúnios e descalabros humanos....
Assim seja!...
Élcio José Martins
Eu poderia lhe comparar com o mar.
Tão calmo e quieto, ou as vezes Tão agitado e barulhento.
O azul das suas ondas pode me hipnotizar,
A brisa de sua praia pode me estontear perante seu sussurro inusitado.
Vejo em ti tamanha imensidão.
Capaz de me tirar a escuridão.
Carregando consigo a profundidade, a magia e a serenidade.
Me desmancho em suas ondas,
Sem dúvidas as mais profundas.
Me agarro ao calor de teus braços, sem dúvidas os mais fartos.
Admiro seus detalhes, seu sorriso e seus mais belos traços.
Sou apaixonada por você,
Completamente.
Meu querido, amo-te e amo amar-te.
Serás o meu mar, a minha brisa de verão que irás aquecer-me em noites frias e resfriar-me em dias quentes.
Serás meu mar, pois suas ondas e sussurros estarão sempre à me inspirar.
Mar do Meu Coração:
Em meu pensamento,
um mar de calma,
ondas suaves,
areia quente.
Sol poente,
cores vibrantes,
silêncio profundo.
Paz.
Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. (...)
E foi quando pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos. (...)
Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? (...)
... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. (...) É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e o então castigo é amar um mundo que não é ele. (...) Sei que nunca poderei pegar um rato sem morrer de minha pior morte. (...) Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? (...) Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. (...) Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
O Mar renova,
Ele traz a energia boa e leva nossas dores e medos,
Nos trás paz e leva nossos temores,
Nos trás alegria e leva nossas tristezas,
Nos trás serenidade e leva nossas ansiedade,
Nos trás a divindade e leva nossos demônios.
O Mar canta suavemente a melodia leve do amor e nos entrega ao prazer da contemplação.
O Mar é verdadeiramente, a inspiração dos poetas, pois, ele é o inigualável: Mar de Amar..
Eu jurei amor a mim mesmo
Eu busquei seu olhar no fundo desse mar.
Seu cheiro doce me levou a outro patamar.
Seu beijo me elevou a um céu que homem nenhum jamais poderá imaginar.
Ela, do meu lado, me fez sorrir...
Me fez chorar...
E nessas juras de amor,
eu vou tentando me envolver,
jurando encontrar alguém.
Eu fui fluindo como um rio,
até desaguar no seu sorriso,
até me apaixonar.
Eu te matei, seu reflexo não vai mais me incomodar.
Você fez questão de me cortar,
me magoou, me fez chorar...
Com o tempo, você foi mudando,
foi se tornando o que eu mais odiava.
Meu apreço por você foi algo que eu já premeditava.
Lembro até hoje daquele dia.
Ninguém acreditava que, no escuro do meu quarto,
às quatro da manhã de uma terça-feira,
eu me matava,
eu te matava,
eu me tirava de mim,
eu te tirava de mim,
eu me limpava de você e eu me limpava de mim.
Na brisa suave da manhã,
Teu sorriso ainda ressoa,
Mas a saudade é um mar profundo,
Que em meu peito ecoa.
Teus olhos, estrelas que iluminam a noite,
Tua voz, um canto doce que embala o coração,
Mas o medo me envolve como um manto,
De ferir-te novamente, é minha aflição.
Cada lembrança é uma flor que brota,
Em meio ao vazio que a distância traz,
E eu me pergunto se o amor é forte,
Para superar os temores que a vida faz.
Quero ser a luz que te guia,
A mão que te acalma na tempestade,
Prometo cuidar do teu coração precioso,
E te amar com toda sinceridade.
Se a saudade é dor, que seja também esperança,
Um laço eterno entre nós dois.
Pois mesmo com medo de errar no caminho,
Te amar é o destino que escolhi para nós.
In Memoriam (JP)
Partiu jovem demais,
Como um rio que seca,
Antes de chegar ao mar,
Deixando-nos a margem com pressa.
Partiste, mas ficaste,
No verso a rimar,
Numa história a se contar,
Na canção que não cessa.
Como um verso sem final,
Uma canção só de refrão,
Ecoa na memória,
Insiste em não parar.
Dois Rios que se Beijam no Mar
A gente sempre esteve perto,
mas nunca no mesmo passo.
Como dois rios correndo lado a lado,
sem nunca se tocarem.
Faltaram palavras, restou silêncio.
Fomos como pássaros errantes,
que migraram para estações opostas,
barcos que viram o porto
mas não conseguiram ancorar.
O tempo passou, levou a oportunidade,
deixou só essa sensação estranha,
um abraço que nunca aconteceu,
essa saudade do que poderia ter sido,
esse amor não concluído.
Se ainda houver chance,
que seja o vento, que seja a chuva,
que seja a luz que racha a escuridão,
um destino que se reencontre,
onde os desencontros se acertem,
e os rios, finalmente, se beijem no mar.
MEUS RABISCOS
É calmo como água fresca
De mar sereno no entardecer
Tranquilo, aguardando a Lua
E o Sol se recolher
É onda que rola serena
Saudando o amanhecer.
E quando o dia desperta
É como açoite do vento
Tira minha tranquilidade
Bagunça meu pensamento
Invadindo minha calma
Me perco pou um momento.
É riacho de lágrimas saudosas
Ou rio de gargalhadas,
De correnteza sem fim
Misturas embaralhadas
É essa saudade doida
Chegando nas madrugadas.
E assim são meus rabiscos
Às vezes nada presta
Quase nada me inspira
A razão e o desejo protesta
Nesse caminho confuso
Embaralha a alma da poeta.
Autoria Irá Rodrigues.
NORDESTE!
Terra de céu brilhante
que o mar vagueia ao redor
sertão que segue aflorante
está cada dia melhor
se no Brasil tem gigante
o Nordeste é muito maior.
Meu coração era um lago de sentimentos, procurando pelo mar do teu amor, todos dias.
não o encontrei, mas me rendeu um oceano de poesias!
(@sollisboapoeta)
ele é sol, mar e ventania
ele é feito sol, com seu brilho natural e seus olhos e sorriso radiante
ele é mar, com suas ondas magnificas, o seu som que descansa a alma
ele é ventania, o seu cheiro de lar, de alegria que sempre me contagia;
ele é feito amor, que me consome e me anima.
Prefiro a melodia do mar.
Abraça o meu silêncio,
Faz dele um poema,
Sem ser preciso explicar.
© Ana Cachide
Não, você não está no mar, mas de repente você visualiza e acompanha quem está lá, pois é, você não está no mar.
Mas vê amigos, acompanha sorrisos...
Você não está no mar !
Felicidade, não é só está no mar, é ver amigos.
28/04/2024
**Voo de Encontro**
Voa, minha ave, sem hesitar,
Nas asas do vento, por sobre o mar.
Em cada rastro que o céu vai pintando,
Em algum lugar, sei, estarás pousando.
Em ti permaneço, inquebrantável laço,
No voo mais alto, no mais belo espaço.
Mesmo na solidão, sinto-te aqui:
É só olhar o céu que me lembro de ti.
Quando te vi, um sonho despertou,
Na luz do teu olhar, meu mundo se iluminou.
Mas seguiste adiante, voaste sem mim,
Em jardins distantes, onde eu findo e começo, enfim.
Anjo, meu anjo tão amado e preciso,
Entre as flores achaste teu paraíso.
E enquanto dormes em brando repouso,
Espero o dia de ver teus olhos sedosos.
O verdadeiro amor, paciente e fiel,
Espera, persiste, além do véu.
Na promessa de um reencontro, sob a luz da manhã,
Voa, minha ave, até que o amor nos una, amanhã.
Você é fogo que chama, é água da minha sede,
É o suspiro do meu respiro, é o mar do meu amar à vista do luar.
O seu nome é a minha vontade preferida, docê, oxe, com dendê, amor, valor e fator.
Eu sou a luz que ilumina seu caminho, mas você é minha sombra mais obscura.
Eu sempre abraço, mas nunca recebo. Eu sempre ligo, mas o único que não recebe ligação.
Eu sempre mando mensagens, mas o único que não recebe respostas.
Eu sempre mando textos, mas nunca recebo respostas.
Eu posso te amar, mas o que me garante que você vai aceitar esse amor, se não for o que você quer.
Foi sorte eu te conhecer? Ou esperança em dias melhores no amor?
Você acredita que eu deva continuar e insistir em ti? Ou eu posso conhecer outro alguém?
A sinceridade é a melhor conexão para libertar um ser só.
Em uma folha de papel descrevo as ondas deste mar
Tão revolto quando amar alguém sem ela saber e tão incerto quanto o amanhã
As ondas vai e vem e te quero perto meu bem, mesmo que seja momentâneo
Nesse balanço eu me envolvo, me engano
Espero de novo ao nascer do sol entre pescador e anzol
Um dia na praia caminhar a sós eu e você.
O menino que não desistiu de sonhar
Victor era um menino
Que tinha o sonho de conhecer o mar
Ele morava no interior
Mas isso não o impedia de sonhar
Andando pra escola
Sempre a cantarolar
Enquanto ele imaginava
os seus pés tocando o mar
Ele guardava uma foto
Que passava horas a olhar
Única ideia que ele tinha
De como realmente era o mar
Um certo dia
Ele ganhou de aniversário
Da madrinha que de longe vinha
Um presente inesperado
Era uma passagem de ida e vinda
E na sua dinda deu um abraço apertado
Chegando no Rio de janeiro
Seu intusiasmo gritava alto
Ele nem podia acreditar
Que seu sonho ia ser realizado
Quando chegou na praia
E seus pés tocaram a areia
O menino começou a chorar
Sua madrinha segurou suas mãos
E continuou a caminhar
Chegando no mar
Se jogou de cabeça
Pulava todas as ondas
E tinha um sorriso de orelha a orelha
Enquanto sua madrinha o admirava
Com tanta proeza
