Poemas Famosos de Tristeza

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⁠Duvidaram da minha fé,
Depois que nela me encontrei,
Acreditam que moldo a palavra
Ao meu próprio bel prazer.

Duvidaram do que escuto,
Nas palavras que Deus me dá,
E isso me fere, me entristece,
Me faz chorar, enfraquecer.

Às vezes me vejo duvidar,
Se Deus realmente fala comigo,
Se no silêncio d'Ele há resposta
Ou se estou só no caminho.

Mas sigo seguindo, mesmo ferido,
Pois sei que Ele é por mim,
E na fé que me mantém de pé,
Encontro força até o fim.

Inserida por DylanBruno

⁠⁠FUGA DO LABIRINTO

As inumeras tentativas do homem de se reencontrar usando os métodos atuais de satisfação e felicidade, com todo gênero de paliativo, ou elemeno externo, frustou-o.

Não apenas o indivíduo pede socorro, mas, a sociedade inteira, geme.
Assim, nessa busca ávida, o mundo caminha para um declinio apressado, egoísta e inconsequente.
Edonismo é a religião obrigatória e os que se voltam contra, são tidos como fundamentalistas, reacionários ou caricatos.

Nesse sentido, faz-se necessário que um contraponto se manifeste destemidamente e, absolutamente consciente da responsabilidade de ser uma referência alternativa, diante de uma geração tão angustiada e de almas líquidas que se mostram no horizonte.

No entanto, há esperança para o mundo; o retorno à Deus, à espiritualidade e aos princípios que nos sustentavam, antes de entrarmos nesse labirinto humano, só para se mostrar independente do divino.
Admitamos, foi um erro.

Inserida por SergioJunior79

⁠Entre sombras, surgiu o amor,
Doce e breve como a flor,
Dois corações que se encontraram,
Em um mundo onde se perderam.

Ela, a luz que o guiava,
Ele, o silêncio que a guardava.
Mas o tempo, implacável dor,
Soprou ventos de pálido temor.

Promessas feitas, jamais cumpridas,
Vidas entrelaçadas, já divididas.
Em desespero, um passo ao fim,
Onde o amor sucumbe ao jardim.

Ela partiu, ele chorou,
No abismo, a alma se lançou.
E na queda, no último alento,
Morreu o sonho, calou-se o vento.

Inserida por TpyTplay

⁠Triste é quem se mede pelo que tem,
como se o ser se escondesse atrás de títulos e bens.
Essas coisas são sombras, não são luz,
brilham por instantes, como a espuma do mar
que logo se dissolve, deixando a areia nua.

Lá em cima, os que se acham importantes,
cobrem-se de aplausos, como quem se agasalha
num manto de palavras vãs,
sem perceber que a grandeza
não está no brilho, mas na essência.

E os que rastejam, sem coluna vertebral,
fazem de tudo por um lugar ao sol,
venderiam a alma por um pouco de reconhecimento,
esquecendo-se de que a verdadeira luz
vem do interior, não do que se ostenta.

No final, o que importa?
Não é o que se tem, mas o que se é.
A vida é simples, feita de pequenos gestos,
de momentos de paz, onde a vaidade se dissolve,
e a dignidade se ergue, firme,
sem precisar de aplausos ou bajulações.

A grandeza é um estado de espírito,
uma forma de estar no mundo,
um caminho sem adornos,
onde o verdadeiro valor
é apenas ser, simplesmente ser,
no silêncio que nos rodeia.

⁠A alegria é um descanso entre duras tristezas. Posso
estar triste e mesmo assim ser feliz num contexto maior. A fe-
licidade está para a alegria como o amor está para a paixão. A
paixão é passageira, já o amor é duradouro.

Inserida por professormariocelio

⁠Dois de novembro

No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.

Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.

Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.

O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.

No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Solidão

Tudo some
Até a pobre alma
Do homem
Desvinculada
De dor e prantos.
Assim, o jovem
Que não, tão homem,
Chora,
Cai
De dor e angústia
A vontade do ser finito
Que se vai a cada dia
Ao insistir no além
Por todo escrito
Vai embora
Com aquele
Que em seus braços
Deleita e mora.
O velho
Que não tão cansado da vida
Que não clama tanto à morte
De noite se deita e respeita
A perda que teve
E lembra toda noite
Pede, implora, piedade eterna
E após o silêncio afago
O pequeno homem, se deleita e chora.

Inserida por AntunesB

⁠Lástima

Lastimo em ti
Cada suspiro não dado
Cada sorriso puxado
Vergonha alheia
Que deste mundo
já não veio
ah, derrota
por que não me leva?
injúrias
mentiras
negações
por que não me derrota?
não apenas
comova me mais
em teus seios jubilosos
onde sempre estive
desabando meus prantos
em teu ombro
que sempre
na ausência,
no grito
deixei ficar
plantados os medos
foram embora perdidos sonhos.
Cada desejo afago
todo pedido escasso
em outra vida
a solidão será companhia minha
ou sua
solidão boa
que outrora
fez de companhia
em nossos melhores silêncios

Inserida por AntunesB

⁠Ei garçom, me traga mais um gole de veneno,
Algo forte, que apague o pouco de paz que ainda tenho.
Ajude-me a morrer por dentro, aos poucos,
Pois viver assim tem sido um jogo louco.

Ei, espere... por que servi apenas de entretenimento?
Parece que meu sofrimento é apenas passatempo.
Todos olham, mas ninguém realmente vê
Que cada risada esconde o que um dia deixei de ser.

Traga outra dose, mais amarga que a última,
Quero apagar o que resta da minha luta.
Se essa vida é só palco para a dor,
Que o veneno me leve, sem cor, sem sabor.

Ei, garçom, não pergunte, apenas sirva o final,
Pois o que sinto já não é normal.
Mate-me por dentro, em silêncio e devagar,
Que essa seja a última vez que eu precise implorar.

Inserida por gabriel_oliv

⁠Orvalho

Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.

Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.

Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.

Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.

Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.

Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Mergulho no sangue que sai dos meus olhos já mutilados
Uma dor que já não cabe mais na alma e me afoga, me sufoca
Como a mão do próprio diabo espremendo meu pescoço para a sua limonada matinal.
A cura está dentro de mim? Talvez estivesse, antes dessa lâmina me dilacerar por dentro.
Se o inferno existe... é o respirar, é o levantar, é o falar, é o ouvir, é o viver. É acordar e querer dormir de novo. É esse grito enjaulado que NUNCA vai sair. São os pensamentos esmagando o meu cérebro Esse é o inferno

Inserida por Zuzuh

“O que o tempo tem nos mostrado nesses tempos?
Um mundo artificial e desconectado da Vida; pessoas que não tem sentimentos verdadeiros e em nome do “princípio da sinceridade”, ofendem, magoam, envenenam as palavras e distribuem ódio e rancor, mágoa e ressentimento!
Tudo se tornou Inteligência Artificial…
Mas você não precisa se tornar isso!
Você pode ser você, escrever dez palavras e criar suas frases de impacto, estudar e falar com propriedade!
O mundo e as mídias estão cheias de frases bonitas mas vazias, sem sentido!
Pessoas publicam textos, frases, fotos, poesias para criarem efeito sobre os outros e não para demonstrarem quem realmente são.
O mundo é real e precisa de pessoas reais, com sentimentos, emoções, tristezas e alegrias, que gritem e chorem verdadeiramente…
Não permita que a artificialidade desse tempo te transforme numa máquina que só reproduz o que outra máquina cria!
Seja capaz de SER VOCÊ MESMO!”

Inserida por VALDECIR1967

O que será de nós?
O que será do caos, do mundo, do amor?
⁠E a única resposta quem tem, e não quer revelar, é o silêncio.

Inserida por literaturanacional

⁠A paz que me invade é surda, como um grito de angústia que se perde no vento.

Rodrigo Gael

Inserida por RodrigoGael

Meu feixe de luz
Meu pequeno feixe de luz
De tanto sonhar que podia se alegrar
Perdeu a esperança de viver sem chorar
Sem ambição, sem felicidade
Apenas um pedido, uma súplica, por gentileza, uma caridade
Se não for encômodo
Se não for pedir tanto
Apenas um desejo, sem maldade
Será que alguém ainda pode me amar nessa realidade?

Inserida por Mylebeam

Igualmente ao soneto de fidelidade
"De tudo ⁠ao meu amor serei atento"
Obrigado Vinícius de Morais, já não sei mais amar menos
Não encontro em lugar algum uma forma de diminuir o que esperei tanto pra poder sentir
"Hoje, amanhã e para todo o sempre, quero e vou te amar sem medir ou tão pouco mirrar o que sinto e sentirei por ti."
Quem dera poder falar olhando nos teus olhos.
Se ao menos eu fosse um ladrão capaz de te roubar pra mim
Mas sou apenas um espectador, assistindo tua beleza tão, tão longe de mim.

Inserida por Mylebeam

AMOR NÃO CORRESPONDIDO


Se eu pudesse, no teu olhar,
Ver uma demonstração do teu querer,
Eu viveria, mesmo sem te ver,
Na ilusão de um dia te ter.

Se ao teu lado houvesse um lugar vago, Onde minha alma pudesse repousar,
Eu aceitaria até teu silêncio,
Se nele eu pudesse descansar.

Seu olhar não quer florescer,
Seu amor está gelado,
Você vive ainda sem me ver,
Eu morro por não ter-te do meu lado.

Alma penada é aquela que vaga,
Na esperança de um amor recíproco,
Num mundo onde o amor se tornou nada,
Onde as pessoas não têm vínculo.

Inserida por Maykzssx

⁠Quando as cortinas podem se fechar
Para eu desabar meu pranto?
Onde a gente pode esconder
Aquela tristeza
Que aparece de quando em quando?
É...
Nos bastidores da vida, ninguém
É feliz todo o tempo,
Mas sorrimos, esperançosos,
Contagiando toda a gente, e...
O que queremos mesmo
É ser contagiados.
Quando as cortinas se fecham?

Inserida por Siomaraspineli

⁠Quando criança, eu queria tanto que o amanhã chegasse logo.
Depois que cresci, ficou a saudade do ontem.
Mas isso não é tristeza — É só um lembrete de que ainda dá tempo de viver o hoje.

Inserida por evermondo

⁠Dia 6

Domingo passado,
Estavas ao meu lado,
Acordava em meu peito,
Me olhava daquele jeito meigo,

Te acariciava os cabelos,
Teu rosto,
Vendo tua manha,
Querendo ficar mais tempo na cama,

Agora você não está aqui,

Deixei o suspensório cair,
Acidentalmente,

E percebi que o colorido ficou cinza,
Enquanto você não está aqui...

Para dizer que quando isso acontece,
Eu fico um sabor...

Um sabor que é teu.

Inserida por LeticiaDelRio1987