Poemas famosos de Loucura
Eu não quero a loucura de uma prisão sem grades e não quero viver a ilusão de que o amor é terreno infértil.
Quero é sentir a brisa do vento que vem sem destino e fazer o meu.
Nildinha Freitas
Grande espírito tem aqueles que se permitem a loucura...
Pois, na sanidade, até o próprio desespero parece bobagem, desnecessário....
Como gente que não se permite sentir, gente que não se permite chorar...
Desesperar.
Eu li há alguns dias em um livro que o amor e a loucura são inseparáveis....
E há mesmo de ser, afinal, não imagino explicação que justifique a devoção que se tem por quem se ama....
Apesar das imperfeições....
Apesar das divergências.
Eu digo, do amor, que não o compreendo, mas o sinto com cada célula do meu corpo...
E me desespero apenas com o pensamento de uma vaga chance de não tê-lo mais.
Ouça o chamado
permitir-se à loucura é o dar asas onde a razão nos condiciona à um arrastar-se pesado em um chão aparentemente seguro, mas que logo tal peso no arrastar de cada passo fará com que os pés sangrem
neste chão "seguro", o choro evitado, a dor que não chega, a tristeza que se mantém ao longe, são apenas abreviadas
não há viver e sentir no Amor que tenha chego ao nosso conhecimento que não tenha nascido através da loucura de desprendendo-se de toda a razão dar asas a si mesmo quando tudo que se vê é a impossibilidade de voar
e mesmo neste céu imenso contemplando nuvens que não deveriam ali estar, nuvens de chumbo que não caberiam em nosso céu, que se nos chocarmos com elas inevitavelmente cairemos abatidos, no entanto, na loucura a que nos permitimos se nos faz acreditar que o bater de nossas asas a seu tempo afastará para longe tais nuvens de chumbo não permitindo que nos toquem, e por acreditar tão fidedignamente, assim acontece
sentimos, ouvimos nossas asas batendo...
tememos, imaginamos um choque nas nuvens de chumbo...
há um chamado ào céu da liberdade através da loucura do sentir
há um chamado à permanência do chão da segurança através da racionalidade do medo..
Da beleza sou o feio,
da brancura, a palidez,
da verdade, a simpatia,
da loucura, a lucidez,
do buraco, o precipício,
do final, sou todo o início...
Quem sou eu? Diz de uma vez!
Ao Clamor (21/04/2022).
Ó dia! Enobrece minha existência,
Como sabor doce da loucura,
És sublime e bela desventura,
Clamo pela chama da inocência,
Sinto o doce orvalho da paciência.
Observo o descalabro vento frio,
Sussurrando a penitência do caminho,
Intrépido e confuso no úmido sereno,
Vorazes feras surgem como pensamento,
Rogo o equilíbrio para vencer o momento.
Ávido em nebulosa celebrar,
A esperança ressoa ardente no deserto,
Entoa vagado na imensidão do oceano,
Retumba manso no branco-azul do ar,
Aflito e penoso não há mais de ficar.
Iluminada abstenção da voluntária dor,
Ebriedade na cruz eleva-se em vapor,
Suplício orquestrado, flagelo adorado,
Paladino da redenção, serei seguidor,
Primavera cardeal com doce odor.
Nobre lembrança meio ao turbilhão,
Sublime recordação do brotar da vida,
Da infância salutar por tempo perdida,
Ah! Furiosa se torna a recordação,
Nasce a esperança no confuso coração.
Gigante rebuliço diverge em julgamento,
Amargas melodias recitando alucinação,
Sinto a pândega em decadente direção,
Frenesi sem real alinhamento,
Perigoso atrito, cabuloso sentimento.
Tenaz desamparo da certeza,
Obstinada imprudência, abstrata ilusão,
Reminiscência de enferma confusão,
Fidúcia como heroísmo da realeza,
Tateia-se harmonia no equilíbrio da natureza.
Mundo singelo e desconhecido,
Mistérios eternos na alegria e dor,
Transitória desgraça ao infortúnio pudor,
Desassombro heroico, breve bramido,
Estimada sanidade de fogo adormecido,
Tesouro puro, vívido de ardor,
Consagração ao mais puro ser,
Clamo profundo confronto viver,
Sabedoria equitativa, pouco rigor,
Habita no espírito o desatino amor.
Alma voraz, caminha sedenta,
Direcionada com calor do amor,
Desfila pálida pelo mundo de cor,
Busca modéstia de sobriedade alada,
Clama mansidão diante da mulher amada.
.Dose de loucura
Dos sonhos angustiantes,
meus olhos vieram a querer,
sua silhueta tentadora,
que criou meu novo ser.
Seus cabelos reluzentes,
que me traz desolação,
seu sorriso oculta,
incita purificação.
Minha mente instável,
me prende em seu olhar,
minha insanidade,
eu só consigo, em ti, pensar.
Qual o limite da loucura?
O que é ser "normal"?
Qual o sentido de diferenciar normal e anormal?
Todos somos diferentes e loucos. Não existe uma normalidade, e sim, a diferença.
Uns sentem mais que os outros, outros menos ou quase nada, uns até nem sentem nada. Só por isso somos loucos?
Quem definiu o que é ser normal? O que é aceitável na sociedade como normal?
Diz sim pra mim....
Diz sim pra gente...
Diz sim pra essa loucura, esse desejo , essa vontade que me invade a alma e arde, queima, invade ... diz sim pra tua pele na minha pele, Diz sim pra esse desejo insano de te amar loucamente e provar o gosto que nunca provei antes...
Tudo Mudou
Maurício Villas Boas / Deusita Santos
Tudo mudou, loucura é tentar me iludir
Bateu um deserto em mim.
Corrói essa dor sem seu amor
E a chuva cai machuca não ver seu sorriso
Sinto falta do paraíso vou te procurar
Quero te encontrar
Pra te dizer quero você
Seja onde for
Amo você, só você
E o sol do amor vai clarear
Apagar a duvida do seu olhar
Se dane o mundo
Direi adeus a solidão, você é
Tudo que preciso pra ser feliz,
Pra ser feliz...
Três condições prazerosas em ter:
1. A fé serena, racional e inteligente, logo uma loucura agradável de se viver.
2. A integridade como meta implacável de não se corromper.
3. A justiça, muitas vezes uma pratica dolorida, mas é saborosa.
Giovane Silva Santos.
25/10/2022 22:53hs.
Um dia Para o Natal
Brindaria nossa loucura amorosa com champanhe e fogos.
Ritual que nosso amor teria que compor em todos aniversário nosso.
Um dia belo onde conheci a fada do meu castelo interior...
Nesse anos desejo só querubins à enfeitar nossos dias de glória...
Amar é respirar sua ausência mesmo assim ocupas toda minha mente.
Bing bem eu também sou uma explosão de felicidade se tu vens...
O eclipse que todos invejam é nossos corpos que o mantem vivo.
Rio prata do seu corpo e o dourado do meu deixa tudo mais vermelho.
Gentilezas onde o desejo só quer fluir do nosso amor angelical.
Esse poço de ternura onde o amor deixa as portas da alma aberta.
Sempre você me acerta quando está disposta a se permitir a amar.
(24 de Dezembro de 2021)
Seus olhos exalam ternura
Seu abraço acalenta minha minh'alma
Seu beijo aguça a minha loucura
Sua presença… minha calma
Queixas de um Espirito Revoltado -
Viver o tempo que passa
pregando a dor ao chão
é loucura, é desgraça,
é mastigar o coração.
Apodrecer as raizes
d'um internado que é louco
é lamber as cicatrizes
de quem vai morrendo aos poucos.
Cão vadio porque me ladras
se só quero a tua festa,
já que somos desta raça,
ser vádio é o que nos resta.
E o que dizer da ilusão?!
Que não há corpo nem memória,
não há Espirito, oração,
que lhe possa ter vitória.
Nas veias do pensamento
corre o sangue da solidão
num pensar quase tormento
que nos tolda a razão.
À sombra dos nossos corpos,
projectada na parede,
passa o sonho de estar mortos
de que temos tanta sede.
Somos filhos, rejeitados,
de uma mãe que nos gerou,
somos mortos, condenados,
por um pai que nos matou.
Somos corpos mutilados
pelo tempo que passou,
do rosto que nos foi dado
nem o lastro lhe ficou.
Dão-nos um lamento sem fim
no crispar da persistência,
mas porquê de sermos assim
numa longa inocência?!
Não há verdade nem glória
numa vida sem enredo
não há clareza na memória
de não vivermos com o medo.
Em espartilhos de ferro
num destino que é constante
condenados ao enterro
estamos todos lá à frente.
Como os troncos que são tortos
é pesado amar os vivos,
vou-me embora com os mortos
em velórios proibidos.
P'ró pensar que me desgraça
talvez não tenha solução,
que por mim a vida passa
pregando a dor ao chão.
Incompreensão: Destino Envenenado -
Na loucura de um sentir inconsciente
sempre quis amar e ser amado
amar tudo e toda a gente
que caminhasse junto a mim, a meu lado.
Porém, poucos houve que me entenderam
nem eu mesmo me entendi
e só aqueles que morreram
ficaram mais perto de mim.
Julguei que aos outros aninhava
alem do mau feitio, dentro do peito,
hoje sinto que a todos rejeitava
por nunca entenderem o meu jeito.
O meu jeito de poeta miseravel
escravo de um sentir sem porto
prisioneiro das palavras, ser instavel,
desejando a paz eterna de estar morto.
E diziam, não podes ser assim,
tens que aprender a viver a vida!
Mas o que sabiam eles do que ocorria em mim?!
Pensariam que eu gostava de viver de Alma perdida?!
Ah se eu pudesse matar este sentir
que me cavalga o pensamento,
se eu pudesse afastar, resistir
à solidão, ao sofrimento ...
Não posso! Não sei nem tenho como!
Tábua fria onde me deito e meu corpo é velado,
essência dos poetas qu'inda tomo
destino que Deus me deu envenenado.
Agosto -
E já se foi Agosto!
Um dia e outro dia
horas de loucura
lembrança e desgosto
d'um amor que se perdia.
Só ficou este silêncio
o silêncio de Setembro
que o mês de Outubro
'inda trazia.
Dois loucos calados
na casa de ninguém
vestidos de negro
em corpos fechados
das mortes que fui
em memória de quem?!...
Dois mortos calados
na casa de ninguém!
a segunda-feira ainda é amarga
salga minhas declarações de loucura
recitadas durante o fim de semana.
Convicções
Penso em fugir só pra te encontrar mas prefiro desligar a luz
É loucura conhecer cada centimentro do seu rosto?
Como contraversão penso mais uma vez em desligar a luz
Mas prefiro ir te encontrar.
Cientista da emoção
Um cientista louco disse que tinha loucura por descobertas,
Aí descobriu a coberta, pra cobrir suas indiretas,
Que descobriam os segredos das pessoas que estavam à toa!
E tão indiscreto era esse cientista,
Que ele acreditava que a toa é o mesmo que toar pra multidão!
Ora , ora!
Fantasias de um cientista sem noção!
Que descobriu a solidão!
E se cobriu com a emoção que causou nas pessoas,
Que não tinham nada a esconder!
