Poemas e Poesias

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Alma de Tuiuiú no ninho do mês de maio,
que da poesia ostenta --- o mais sagrado,
Onde o desabrochar das flores dos ipês-rosa
como preces recordam a promessa amorosa.


Promessa que foi cumprida e floriu no lugar
que foi enterrado o heroico guerreiro indígena;
Como prova de amor para a sua amada
além da vida que hoje enfeita a nossa vista.


Desta e de tantas recordações que a memória
resgata com particular lírica se finca a história,
para se envaidecer e honrar de cada glória.


Para que legados entre os dedos não escorram,
para de tudo o que importa por nada nem ninguém
tenha nenhum poder de fazer que a gente desista.

No céu de Rodeio
um pouco de cor
de uma aurora de maio
eleva a poesia e o humor,
Sim, tenho amor
pelo Médio Vale do Itajaí,
criado por Deus
com todo o esplendor.

Senhora de toda a poesia


Somos de muito longe,
mas não distantes,
Não importa o quanto
tempo demore,
Estamos do lado de dentro
no coração e no pensamento.


O quanto deverei
caminhar e quantos
degraus irei subir,
Não intimida
e nem desmotiva.


A minh'alma feminina
pela tua se encantou,
deseja ser cativa,
e senhora de toda a poesia.

No Médio Vale do Itajaí,
Borboleta é poema
no coração do jardim,
Do jeito que me vê
sou exatamente assim.

Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.


Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.


Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.


Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.

Com os pés descalços
nas brancas areias,
Com você no coração
navego em poemas.


(Sem testemunhas,
sem preocupações ou teoremas).

Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Amazônia,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Cerrado,
e é ele quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre Caatinga,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Mata Atlântica,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pantanal,
e é ele quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pampa,
e é ele quem me declama.


Não escrevo sobre o amor,
Escrevo sobre a tua existência
que é chama e me incendeia.

Prefiro escrever
poesia mesmo
do que escrever
o que penso,
Porque se escrever
o que penso,
Não haverá mais
nada firme, e sim trêmulo.

Existem coisa que escrevo que são para educar as minhas buscas que tentam fazer da minha poesia feminina uma poesia do gênero neutro, e tentam me enquadrar puramente como uma poetisa regional, eu escrevo poesia regional também.


Só que a minha poesia não é exclusivamente regional, é uma poesia popular, nacionalista romântica e latino-americana. As buscas precisam aprender e reconhecer a minha identidade como poetisa.

Todas as vezes que tentaram
fazer o coração quebrado,
Orgulho-me da intensa poesia
ter feito o coração intacto,
Fazendo dele preparado
para receber o seu maravilhado,
e deixar para trás todo o passado.

Poesia precisa de chão
para nascer e crescer;
assim como o amor,
para a gente viver,
precisa da coragem
contida no seu peito.




Sim, eu vi a florada
do manacá entrelaçada
com o Ipê-amarelo,
que tem a sua florada
por mim esperada.




Ciente disso, percebi
que o inverno rigoroso,
aqui em Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí,
que seja deste jeito,
não detém a beleza
por causa do tempo.


Se for para florescer,
sobre nós que seja
o florescer dos manacás.
Que seja do jeito que estás,
com leitura prazerosa,
e doçura sem nenhuma aspas.

Eu achava que aquele seria o último poema meu para você, mas ainda há um pedaço seu em mim, talvez um pedaço permanente.
Eu juro que tentei deixar esse sentimento de lado, pena que é a ele que me controla.
Meu coração sempre foi lento mesmo em aceitar despedidas, só que quando soube da sua partida — vi que meu amor por você continuaria viva, até o silêncio pareceu mais pesado e percebi — sua ausência vai me afetar em tanto.
Minha visão vendo você ir embora irá ficar por algum motivo embaçada, pelo menos irei tentar aceitar oque mais dói.
Você não foi feito para ficar.

POESIA É


Poesia é a voz do coração calado,
É paixão perigosa que queima e arde no fogo das palavras.


Poesia é a verdade da mentira,
É escândalo para os tolos,
É viver sem entender
E buscar entender.


Poesia é jogar o medo pela janela.
É enfrentar opiniões opostas e entendê-las de forma sensata!
É tirar a máscara que cobre os rostos.


Poesia é buscar as palavras em meio aos sentimentos!
É curar a alma com a mão.
É sentir o que se escreve
E se curar com o que se lê.


Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.


Poesia é
Dizer para a alma o que o coração cala!


-Kaiane Macedo

Poesia é a verdade da mentira,
É escândalo para os tolos,
É viver sem entender
E buscar entender.

Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.

Faltou conexão desde o primeiro dia,
porém, nos doamos, nos pertencemos.


Esta poesia eclética uniu-nos sem conexão e ultrapassou barreiras para deixar marcas nas trincheiras.


Na vanguarda surge a compaixão,
com detalhes de uma vida já vivida;
dois corpos, duas almas enamoradas.


A compaixão nasce desde os primórdios, escrita nos pergaminhos do Santo Cupido, nas páginas eternas do amor.


Definir a equidade conexa remete-nos a quebrar sigilos próprios, baixar a guarda e viver exatamente sabendo que alguém pensa em nós,
a sessenta e nove pensamentos por segundo, à velocidade da luz.


Éh... Vhdon.
NotasoltaS

⁠Você me lê nas entrelinhas.
Me transforma em poesia.
Nosso amor é assim.
Pura inspiração.
Eu por outro lado desnudo sua alma.
Mostro sua melhor faceta.
E te faço revelar o que tentas ocultar
O que o coração não aguenta mais calar.
E insiste, persiste em afirmar.
Que sempre e para sempre irá te amar.

A mulher é poesia escrita pelas mãos de Deus. Forte nas batalhas, doce no amor e gigante na fé. Seu coração acolhe, sua voz encoraja e sua presença ilumina. Uma criação divina que espalha beleza, coragem e esperança por onde passa.




Feliz dia Internacional da Mulher!

POESIA E TRISTEZA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Minha poesia não floresce nos jardins.
Minha poesia corta.
Não possui a delicadeza das rosas nem a mansidão dos campos adormecidos sob o crepúsculo.
Ela nasce onde a terra rachou.
Onde os ventos deixaram de cantar e passaram a lamentar.
É lágrima de sangue escorrendo pelas faces da memória.
É riacho seco em pleno deserto, conservando no leito estéril a lembrança longínqua das águas que um dia o atravessaram.
Escrevo com os fragmentos daquilo que não sobreviveu.
Com os escombros dos afetos sepultados.
Com as cinzas dos horizontes que incendiaram-se antes da chegada da aurora.
Minha poesia não pede abrigo.
Ela caminha descalça sobre os espinhos da existência.
Habita cemitérios interiores.
Conversa com fantasmas que a razão preferiria esquecer.
E contempla, sem desviar os olhos, as feridas que a maioria dos homens cobre com os véus da distração.
Há nela algo das árvores mortas que permanecem de pé durante décadas, desafiando os ventos e a decomposição.
Algo das catedrais abandonadas onde o silêncio adquiriu a solenidade de uma oração.
Algo dos abismos que não desejam ser preenchidos.
Porque certos vazios possuem uma dignidade própria.
Minha poesia não busca consolar.
Busca revelar.
Revelar que existem dores tão profundas que se transformam em paisagens.
Ausências tão vastas que se convertem em continentes.
E tristezas tão antigas que parecem ter sido esculpidas na própria arquitetura da alma.
Por isso escrevo.
Não para fugir da noite.
Mas para escutá-la.
Não para apagar as cicatrizes.
Mas para compreender a língua secreta que elas aprenderam a falar.
Minha poesia é uma fonte sem água, um céu sem alvorada e um coração que continua pulsando mesmo depois de ter sido atravessado pelo inverno.

SUBLIME POEMA AO AMOR.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Amor, silêncio em veste de agonia,
Relíquia acesa em pálida amplidão;
És flor que nasce à sombra mais sombria,
E morre cedo dentro do coração.
Teu beijo traz o gosto da saudade,
Teu riso é véu de oculta solidão;
Prometes sempre a eterna claridade,
Mas deixas noite em cada despedida, então.
Há sinos mudos sobre os cemitérios,
Cantando preces para quem partiu;
E os ventos, como monges funerários,
Guardam o nome de quem já dormiu.
A lua, em seu sudário prateado,
Embala as cinzas de um jardim sem cor;
O céu contempla, imóvel e calado,
A lenta procissão de cada amor.
Quem ama aprende o idioma das ruínas,
O peso amargo de esperar em vão;
Colhe espinhos onde havia boninas,
E faz do pranto a própria oração.
Contudo, amor, mistério inesgotável,
Mesmo vestido em luto e escuridão,
És o mais doce e o mais inevitável
Fantasma a visitar o coração.
Pois toda vida curva-se ao teu fado,
Toda esperança busca teu calor;
E até a morte, em seu silêncio alado,
Ajoelha-se, vencida, ante o Amor.