Poemas e Poesias
Meus livros são proibido em vários paises.
Minha poesia sem carrega metáforas.
Alienação intelectual morre minhas críticas.
Não aceito a repressão e impunidade...
Sofro racismo pela cor da pele e por ser o que sou...
Meu eu sofre com a hipocrisia e a intolerância religiosa e social..
Ser por ser o que sou...
Recebo a indicação de conteudo de IA somente para maiores de 21 anos...
Porque penso logo existo diante indignação... repressão da censura ainda existe... tudo que pensa guarde para si .. pois a fogueira te espera..
Tudo medido para não se comprometer...
Poema da empatia
Colocar-se no lugar do outro
É sentir o peso que não se vê,
Recarregar nos ombros uma dor invisível,
É chorar em silêncio por feridas que não são nossas mas que poderiam ser.
Não é fácil lutar todos os dias
Com cicatrizes abertas na alma,
Com esperanças rasgadas pelo vento,
Com o coração pedindo apenas um gesto de abrigo.
E os que se dizem cristãos,
Que pregam o amor, misericórdia e compaixão,
Muitas vezes cruzam os braços,
E deixa um passado despercebido
Quem mais precisa de um abraço.
A fé sem empatia é palavra vazia,
É templo erguido sobre areia,
É Cruz sem sentido.
Ser empático é ser humano inteiro,
É estender a mão mesmo sem resposta,
É amar o próximo não só com palavras,
Mas com a presença que acolhe,
Com um olhar que reconhece,
Com o coração que compreende.
Pois quem aprende a sentir a dor do outro
Descobre o verdadeiro rosto de Cristo;
Um rosto feito de compaixão,
De lágrimas compartilhadas,
De amor que não despreza ninguém.
Ivanylson Aguiar
03/02/2025
“O Poema Que Nunca Foi Escrito”
Quando vi teu corpo pela primeira vez,
meus olhos ficaram em silêncio,
como se tudo aquilo que imaginei
houvesse esperado uma vida
para finalmente acontecer.
Pensei que jamais teria aquele instante,
que você seria para sempre
um desejo escondido
entre meus sonhos
e minhas impossibilidades.
Mas você estava ali,
tão perto,
tão verdadeira,
tão lindamente humana,
que por alguns segundos
esqueci todas as palavras.
E percebi
que teu corpo era poesia.
Havia versos em tua pele,
rimas escondidas em tuas curvas,
reticências em teus silêncios
e uma história inteira
na delicadeza de você se revelar para mim.
Eu não precisava escrever nada.
Só precisava olhar,
sentir,
e aprender a linguagem
daquele momento.
Porque cada sussurro teu
parecia arrancar uma palavra do silêncio,
cada aproximação escrevia um verso,
e nossos corações,
tão próximos,
pareciam terminar juntos
uma poesia que nenhum de nós
havia começado.
Naquela noite,
não encontrei apenas
o corpo que tantas vezes imaginei.
Encontrei você.
E compreendi que existem poemas
que jamais conhecerão o papel,
porque foram feitos
para serem escritos na memória,
lidos pelo coração
e guardados na alma.
E teu corpo,
naquela primeira vez,
foi o mais belo poema
que meus olhos tiveram
o privilégio de ler.
Eu não escrevi nenhum poema sobre ti que tu goste ler. Porque não existe palavras, rimas, figura de estilo, métrica, verso o estrofe que substitui tua presença, palavras não chegam para descrever o conjunto de emoções e sensações que eu sinto só de olhar em seus olhos.
Você é minha tentação perfeita, minha história predileta
Meu sorriso encantado sabes é um grande prazer ser teu namorado.
Sou feita de fragmentos indomáveis,
de partes que sangram poesia e sobrevivem ao caos.
Não sou calma, sou mar em ressaca,lucidez após o excesso,
sou o que fica quando tudo vai.
Carrego amores mal resolvidos no bolso,
cigarros que nunca acendi, promessas quebradas no fundo do peito, feito cacos jogados no asfalto da memória.
Tem dias que me reconheço inteira no espelho,
noutros, só estilhaços.
Mas ainda assim eu vou
de salto, de risco, de coragem torta,
porque parar nunca foi opção.
Me perco fácil nos olhos de quem sente demais,
me encontro rápido na música alta,
num verso cru, num gole amargo,
num “fica” dito sem planejamento.
Sou feita de falhas bonitas,
de ruínas que aprenderam a florescer.
E mesmo em pedaços, eu ardo,
eu canto, eu erro, eu amo
porque ser inteira nunca foi sobre perfeição,
sempre foi sobre ser.
Resiliência
Contrariando minha teoria
E tudo que escrevi
Refiz minha poesia
Por causa dum bem-te-vi
Que saberes você tem
Diante da Natureza
Escreve o que convém
Nunca se tem certeza
Com resiliência e dedicação
Exemplo de superação
Construiu um belo ninho
Hoje tem a sua morada
Segura e bem arrumada
Em meio a tantos espinhos
Nem todas as poesias do mundo conseguiriam traduzir o que sinto quando você segura a minha mão. É um misto de calmaria, abrigo e a vontade bonita de ficar para sempre.
DeBrunoParaCarla
Poema da Minha Vida
Minha vida é casa de porta aberta, com cheiro de mar e café.
É terapia nas mãos,
cuidar do outro para aprender a cuidar de mim também.
É recomeço em dia de ventania,
quando o vento leva o que não presta
e planta de novo a esperança no coração.
É gratidão nas coisa simples:
uma boa noite nordestina,
um "gratidão" dito de coração,
um poema que chega pra fazer companhia
na hora que a solidão bate na porta amiga.
Minha vida é farmar aura como diz esta geração, todos os dias —
nas conversa, no trabalho, no silêncio.
É cair, levantar, e seguir com doçura e sutileza,
que nem me ensinaram sem precisar me dizer.
É saber que a vida é vento
e eu sou raiz.
Que pode balançar,
mas não arranca.
E no fim das contas
minha vida é isso:
cuidar, recomeçar,
e deixar um pouco de luz
por onde eu passar.
Eu sou.
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
Poderíamos ser bem pagos,
cada poeta ser reconhecido,
pois são as nossas poesias,
que desviam a ira,
dos menos favorecidos!
Pensador lotado de poetas e poetisas,
um melhor que o outro,
desfile das melhores poesias,
feitas por pessoas que valem ouro!
POESIA E TRISTEZA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Minha poesia não floresce nos jardins.
Minha poesia corta.
Não possui a delicadeza das rosas nem a mansidão dos campos adormecidos sob o crepúsculo.
Ela nasce onde a terra rachou.
Onde os ventos deixaram de cantar e passaram a lamentar.
É lágrima de sangue escorrendo pelas faces da memória.
É riacho seco em pleno deserto, conservando no leito estéril a lembrança longínqua das águas que um dia o atravessaram.
Escrevo com os fragmentos daquilo que não sobreviveu.
Com os escombros dos afetos sepultados.
Com as cinzas dos horizontes que incendiaram-se antes da chegada da aurora.
Minha poesia não pede abrigo.
Ela caminha descalça sobre os espinhos da existência.
Habita cemitérios interiores.
Conversa com fantasmas que a razão preferiria esquecer.
E contempla, sem desviar os olhos, as feridas que a maioria dos homens cobre com os véus da distração.
Há nela algo das árvores mortas que permanecem de pé durante décadas, desafiando os ventos e a decomposição.
Algo das catedrais abandonadas onde o silêncio adquiriu a solenidade de uma oração.
Algo dos abismos que não desejam ser preenchidos.
Porque certos vazios possuem uma dignidade própria.
Minha poesia não busca consolar.
Busca revelar.
Revelar que existem dores tão profundas que se transformam em paisagens.
Ausências tão vastas que se convertem em continentes.
E tristezas tão antigas que parecem ter sido esculpidas na própria arquitetura da alma.
Por isso escrevo.
Não para fugir da noite.
Mas para escutá-la.
Não para apagar as cicatrizes.
Mas para compreender a língua secreta que elas aprenderam a falar.
Minha poesia é uma fonte sem água, um céu sem alvorada e um coração que continua pulsando mesmo depois de ter sido atravessado pelo inverno.
O POEMA DA LIBÉLULA — A EPIFANIA DO ÁTOMO EFÊMERO.
Do livro: Evoca-me.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No pântano ancestral da matéria escura,
onde a podridão medita em seu mistério,
nasci da lama, informe criatura,
sob o silêncio lúgubre do cemitério.
Meu corpo é apenas química transitória,
um breve incêndio em célere agonia;
sou fragmento da cósmica memória,
um sopro condenado à entropia.
Minhas asas, de translúcida estrutura,
são pergaminhos frágeis da existência;
nelas a Vida escreve a desventura
da carne submetida à decadência.
Eu sou a flor microscópica do nada,
um hieróglifo orgânico do destino;
uma sombra biologicamente iluminada
peregrinando pelo azul divino.
Enquanto danço sobre a água adormecida,
ignoro a foice oculta do momento;
cada segundo é uma gota perdida
no vasto oceano do esquecimento.
Ah! Se pudesse interrogar o vento
sobre o princípio e o fim da criação,
talvez ouvisse o fúnebre argumento
da eterna decomposição.
Porque tudo que respira está marcado
pelo selo invisível da partida;
o verme aguarda o corpo fatigado,
como a noite aguarda a luz vencida.
Homem! Não desprezes minha pequenez,
nem julgues minha vida insignificante;
também possuis na íntima nudez
a mesma origem mineral e agonizante.
És pó que pensa, és matéria embelezada,
um pensamento preso à argila fria;
uma centelha brevemente despertada
no imenso laboratório da Harmonia.
E quando meu voo cessar sobre o lago,
e minhas asas perderem seu fulgor,
voltarei ao silêncio sem estrago,
ao ventre universal do Criador.
Pois nada morre na vasta arquitetura
do Cosmos, onde a transformação governa;
a morte é apenas outra assinatura
da Vida em sua marcha sempiterna.
Assim,sou pequena libélula esquecida,
sobrevoando o abismo da existência,
Talvez uma lágrima breve da Vida,
chorando luz na face da consciência.
ODE À DASHA TARAN.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
" Meu anjo,minha arte,minha poesia...meu tudo...ah...inspiração, musselina,amado avantesma que me cria,
Jamais me ao de bastarem atmosferas em meu cerne,ah....pois és em meus poemas é que eu te escondia."
SUBLIME POEMA AO AMOR.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Amor, silêncio em veste de agonia,
Relíquia acesa em pálida amplidão;
És flor que nasce à sombra mais sombria,
E morre cedo dentro do coração.
Teu beijo traz o gosto da saudade,
Teu riso é véu de oculta solidão;
Prometes sempre a eterna claridade,
Mas deixas noite em cada despedida, então.
Há sinos mudos sobre os cemitérios,
Cantando preces para quem partiu;
E os ventos, como monges funerários,
Guardam o nome de quem já dormiu.
A lua, em seu sudário prateado,
Embala as cinzas de um jardim sem cor;
O céu contempla, imóvel e calado,
A lenta procissão de cada amor.
Quem ama aprende o idioma das ruínas,
O peso amargo de esperar em vão;
Colhe espinhos onde havia boninas,
E faz do pranto a própria oração.
Contudo, amor, mistério inesgotável,
Mesmo vestido em luto e escuridão,
És o mais doce e o mais inevitável
Fantasma a visitar o coração.
Pois toda vida curva-se ao teu fado,
Toda esperança busca teu calor;
E até a morte, em seu silêncio alado,
Ajoelha-se, vencida, ante o Amor.
O POEMA DA LIBÉLULA.
Do livro: Evoca-me.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Nasci do lodo, húmido e profundo,
Para morrer no cárcere do ar;
Sou célula fugaz deste segundo,
Que o Tempo vem, sem dó, pulverizar.
Meu voo transluzente e vacilante
É a anatomia efêmera da luz;
Cada fulgor, no espaço agonizante,
É um réquiem que o Invisível traduz.
Trago nas asas lívidas nervuras,
Mapas da Morte em cálido esplendor;
São filigranas, frágeis arquiteturas,
Tecidas pela mão da própria Dor.
A Vida é só crisálida incompleta,
Que a Entropia insiste em consumir;
Toda esperança é pálida cometa
Condenada ao vazio de cair.
Não há vitória sobre o pó terreno,
Nem eternidade na matéria;
Todo esplendor culmina em torvo aceno,
Todo perfume expira em paz funérea.
Ó homem, irmão da cinza e da ruína,
Por que blasfemas contra a decomposição?
A sepultura é lógica divina,
E o verme o sacerdote da criação.
Quando eu tombar no espelho do alagado,
Sem pompa, sem memória e sem clarim,
Serei apenas átomo calado,
Voltando ao pó que sempre houve em mim.
Mas, enquanto meu frágil voo perdura,
Risco no azul um último arrebol;
Pois até a mais efêmera criatura
Reflete, por um instante, a luz do Sol.
Se alguém contemplar meu voo derradeiro,
Não chore o fim que a Natureza deu;
Toda libélula é uma espécie de coveiro
Sepultando um crepúsculo no céu.
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Eu sinto dor
A minha alma desfalece
A poesia me abraça
Arranca as vestes do meu coração
E o deixa nu sobre os meus versos.
