Poemas e Poesias

Cerca de 59980 poemas poesias Poemas e Poesias

⁠Conselhos,
de gente idosa.
Experiência.
Poesia.
Eu já errei nisso,
não erre também;
pois se errar,
vai ser ruim.

A Poesia e a Tempestade
Cabem no mesmo olhar.
E entre meus mares revoltos
Dança um cavalo-marinho,
Brinca uma estrela-do-mar.




Alda de Miranda

Escrita

Ontem, escrevi um poema. Um poema cheio de palavras insignificantes que transbordavam pelas linhas de minha memória.
No primeiro momento, entreguei-me à fantasia.
Depois, rememorei o que ainda não havia acontecido.
Senti a emoção e o arrepio dos deuses com as palavras que não eram só minhas.
Troquei o ponto final pela vírgula.
E, apesar de inacabado, o publiquei.

​A Poesia que Conta Histórias e Protege
​O cordel é uma das expressões culturais mais tradicionais do Brasil. Nascido nas feiras populares da Região Nordeste, ele pulsa forte em estados como Sergipe, Bahia e em toda a região, onde poetas e cordelistas vendiam seus livrinhos coloridos pendurados em cordões de barbante.
​Antigamente, esses folhetos funcionavam como o "jornal do povo": através de versos rimados, eles contavam histórias fantásticas, notícias do dia a dia e os acontecimentos das comunidades.
​Mas o cordel não serve apenas para contar causos antigos. Ele também é uma ferramenta poderosa para falar da nossa vida em sociedade, dos nossos direitos e da importância de cuidar uns dos outros.
​Leia a seguir o cordel "João e Anita", que nos convida a pensar sobre o papel da escola, da comunidade e das leis na proteção das crianças.


JOÃO E ANITA: QUANDO O OLHAR PROTEGE
Um cordel das Gotinhas de Amor


Chegou na creche um menino
Com o olhar meio ferido
O corpo todo marcado
E o coração escondido


A irmã mais velha, Anita
Cuidava dele o dia inteiro
Esquecia de ser criança
Pra ser mãe do irmão pequeno


Mas a professora viu
E com carinho escutou
Deu colo, deu atenção
E a verdade apareceu


A escola não se calou
Chamou a rede pra ajudar
Hoje João fala e brinca
E Anita pôde sonhar


Porque quando alguém observa
E não vira as costas não
Uma gotinha de cuidado
Muda toda uma nação!

Há mais poesias em uma gota de amor do que em todas as palavras já escritas no universo.


A linguagem guia o desejo, mas é pequena demais para expressar a alma.

Eu que pensei:
" hoje não é dia de poesia"
bastou lembrar de ti
musa de apolo
amarga inspiração
medula óssea
costela mitológica de Deus
mulher inconformada
por ser feita de carne
e não de barro
como é feita
a poesia de Adão.

UMA DICA DO JAZZ

"O que há de belo na velhice é a poesia da inutilidade." É claro que esta ideia ou ponto de vista não é de um velho, mas pode bem ser de uma jovem que tenta interagir com um velho em profunda decadência física e mental...
Contudo, o velho tem a seu favor a experiência, conhece os atalhos por onde teve que passar, atalhos estes que certamente um jovem ainda não trilhou e nem conhece...
Sempre há uma justificativa para o absurdo, uma causa, um efeito e, a despeito do que podem pensar o velho e o jovem, ambos estão trilhando a mesma estrada, escrita pelo caos. Todavia, como no Jazz, aproveita melhor a falta de harmônia aquele que souber improvisar. A propósito, sou velho e toco jazz.

Evan do Carmo 14/12/2016

"A poesia é dor que dilacera,
indomável fera que
me come as vísceras."

A Crueldade da Poesia


A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.

A Crueldade da Poesia


A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.


Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.

Igual poema do Bandeira

Demétrio Sena - Magé

Depois de um enfarto quase fulminante, a senhorinha deu entrada em estado grave, na sala vermelha. Em dois dias, lúcida e falante, já estava na sala amarela, onde aguardava um cateterismo.

Feliz da vida, e obviamente sem o consentimento do pessoal da enfermagem, teve acesso secreto a salgadinhos e doces, na enfermaria. Fez um piquenique altamente calórico, às escondidas, com a pessoa irresponsável que foi visitá-la.

Na madrugada seguinte, voltou à sala vermelha, em estado crítico, aos gritos e com extrema dificuldade para respirar. Era um novo enfarto. Não tivemos mais notícias suas, até o dia em que deixamos aquela unidade de saúde, para o cateterismo que ela faria antes de minha esposa.

Esse episódio me lembrou o poeminha Notícia de jornal, do Manuel Bandeira. Espero que depois de toda a farra ela não tenha, metaforicamente, mergulhado na Lagoa Rodrigo de Freitas.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Poema sem nome (e sem fim)


Mais um dia chega e o mundo continua sua rotação comum.
As cores estão lá, do mesmo jeito, em seus devidos lugares.
Sou eu que estou em preto e branco.
Esgotada das coisas lá de fora, amedrontada pelas coisas daqui de dentro.
Tudo é uma questão de sabedoria e de deixar comigo os sentimentos que me afligem.
É isso, vamos viver no mundo da resignação.
Ou melhor, vamos falar as coisas erradas para as pessoas erradas. Pronto.
Essa é a solução do problema.
Ou talvez devêssemos ser mudos.
Mas será mesmo que as palavras ditas machucam mais que as que ficaram por dizer?
É um caso a ser pensado.
Entretanto, deixemos de lado as reflexões mundanas e foquemos no meu ego, objeto principal desde (des)pretencioso texto que nem nome tem. Não quero, caro leitor, lhe aborrecer com minhas considerações metódicas e até mesmo imparciais, frutos de hora e meia de reflexões e perguntas sem respostas.
É apenas que as palavras me conferem um certo entendimento da vida, que clama por ser melhor analisada.
Também não quero reescrever minha história, já que ela tem sido desempenhada com tanto sucesso (digo isso sem medo de errar). Só preciso apontar o lápis.
Um dia eu continuo esse texto.

RICARDO NEVES • FRASES • REFLEXOES
E POESIA • FE • PROPOSITO • E PROMESSA

Houve um amor que o mundo nao conheceu 🌙,
Que nao fez barulho, nao pediu plateia 🤫.
Nasceu em oração 🙏, no silencio cresceu,
Como semente que Deus planta na areia 🌱.

Ninguem ouviu os juramentos ao luar 🌙💍,
Ninguem viu as lagrimas que viraram fe 😢➡️🙏.
So Deus testemunhou nosso caminhar 👣,
Escrevendo em nos o que ninguem le 📖.

E esse amor que ninguem nunca ouviu 🔇❤️.
E o que mais alto grita dentro de mim 📣.
E o amor que o ceu ja abençoou ☁️✨.
E por isso nao tera fim ♾️.

Poema inedito • Ricardo Neves • Para Eloyde
Ricardo Neves

RICARDO NEVES • FRASES • REFLEXOES
E POESIA • FE • PROPOSITO • E PROMESSA

Essa é a última poesia que escrevo,
até o momento,
mas voltarei com versos de desejo,
que passarem pelo meu pensamento...
Poeta não para nunca,
poemas sempre surgirão,
Sempre estarei aqui com alegria,
trazendo frases e as filosofias,
que passarem pelas minhas mãos!

O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
​O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
​No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.

Tu e Eu

As nossas profundidades
e as nossas superfícies: poemam-se constantemente.

Tu


Tu és o poema que não ouso escrever, mas que o meu coração declama-o em segredo.


Tu és o segredo do meu corpo
quando ele pede mais.
Cada suspiro meu, tem a tua pele ,
cada gemido, a tua eternidade em mim.
Tu és o fogo que me devora
e a calma que me consome depois.
Quando tu me prendes ao teu corpo, sou infinito.
Dentro de ti, descubro que o amor
também sabe ser vulcão .
O teu calor envolve -me inteiro,
as tuas unhas riscam o meu desejo,
e dentro de ti, vagarosamente,
afundo-me cada vez mais fundo.
Não há palavra — só o choque,
o atrito, a explosão de nós dois,
quando o mundo se dissolve
no momento em que
juntos gememos um verso de fogo.

Pele e Chocolate


Passo o dedo
no chocolate
e escrevo na tua
zona umbilical
um poema, que o irei ler
com a minha boca.


A minha boca aprendeu
a língua do Amor
quando encontrou
o teu molhado beijo - e um pedaço de chocolate.

Invicta


Invicta, é poesia inacabada: o mundo poético dentro de uma cidade.
O Douro escreve poesia líquida nas margens das rugas da ribeira.
O nevoeiro na invicta não é clima: é véu. E todo véu oculta um portal.
Há portas na cidade que só se abrem a quem carrega profundidade e revelação. Cada varanda é uma metáfora, cada rua um poema à espera. No Porto, a alma encontra abrigo porque sabe o que é amar em silêncio.

Os teus beijos
sabem a poesia:
adoro escrever
os teus beijos
na minha boca.