Poemas e Poesias
Sempre
"Pra sempre" pode ser muito tempo...
Muito tempo pode ser pra sempre...
Pode o tempo ser pra sempre?
Sempre pode não ser o sempre,
Mas sempre tem a profundidade do tempo
E a força da eternidade.
Sempre é meu objetivo
Sempre sentir o sempre
Vem ser o meu sempre
Então me deixa te perseguir pra sempre...
Amo tudo que possuo
Incluindo o que não é meu
Como por exemplo, seu olhar
Que sem querer me entorpeceu.
Fui em busca de várias formas
De alcançar minha meta
Mas isso não passa de sonhos
Os sonhos de um poeta
O Teu Rosto
Eu não quero mais ver teu rosto
Ele sempre tem que voltar
Nesse barulho todo aqui dentro
Que teu silêncio faz
Será que é pedir demais
Te esquecer?
Teu rosto ficou em mim
É nele que minhas mãos querem estar
É nele que meus lábios querem encostar
Nesse calor sereno
E esse perfume feito chá de canela
Olhando nessa janela
Que é teu olhar ao meu.
Será pedir demais te beijar?
Que te esquecer te lembrando
A qual escondo o por dentro,
Estar difícil bem te amar
Porque por dentro eu morro
E o teu rosto permanece em mim.
O Teu Corpo
Eles vão me chamar de louco
Quando eu começar a gostar do calor lá de baixo
É que tua pele tem o perfume do pecado
Mesmo sabendo que é proibido,
É proibido imaginar que eu possa gostar
Do calor do castigo por te amar.
Eu prefiro o meu calor no teu frio
Mesmo sabendo que no teu corpo
Tem o pecado e a dor
Nesse macio frio quero todo dia estar
Quero tocar as sete arpas da lira
E como um lírio perfumado te beijar
Tenho que me conter
Que desejo teu corpo
Que desejo teu abraço ardente
E que não me conteria em apenas pegar
Em tua mão delicada sem te abraçar
Eu não quero mais te assustar
Talvez seja melhor viver sem te ver
Não dar mais para te ver e não ser ninguém.
Não ter um significado para alguém
É como morrer e não ter velório.
Morro quando tu viras as costas e vai embora
É porque sinto que se vai um pedaço de mim
Um pedaço de mal caminho
Um mal caminho mau andado
Que desejo com o desejo sem fim
É porque enfim te quero
E com toda ternura te venero
Mas te respeito confessando que nunca trilharei
Esse teu caminho ao meu
É que quero teu corpo ao meu.
@Cicerolaurindotextos
Morro quando tu viras as costas e vai embora
É porque sinto que se vai um pedaço de mim
Um pedaço de mal caminho
Um mal caminho mau andado
Que desejo com o desejo sem fim
É porque enfim te quero
E com toda ternura te venero
Mas te respeito confessando que nunca trilharei
Esse teu caminho ao meu
É que quero teu corpo ao meu.
@Cicerolaurindotextos
CÁLCULOS FARTOS
Lá vai os sentimentos fartos
com passos largos, aos ventos...
Assoviando um apito pelos trilhos,
e pelas margens enfeitadas de lírios!
E uns cris, cris... Desprovidos dos
atrevidos grilos.
Lá vão os sentimentos fartos...
Embalados pelos tics-tacs dos saltos
vão gastando sola, entortando costas
resecando os couros dos velhos sapatos.
Os ventos, dissipam-se pelas golas
sentimentos absoltos em sua dorsal
cálculos fartos, plano hospital
tudo tem ponto e fim, um dia...
A sua esperança,
n'outro , o amanhã de mim.
Lá vem os sentimentos inatos
trazendo cardápio, com seu preço,
gosto e gastos, todos fartos...
Assim como palavras rascunhadas
em seus frágeis guardanapos.
Antonio Montes
VERA
Em teu nome VERA, tem saber e muito mais...
Ser franca e sincera são sinônimos que seu nome traz.
A literatura já dizia:
Que entre russos na homilia, tu és filha de Sofia.
Vera que é fé, nascida da sabedoria...
Que o dia em claridade difusa
envolva e aqueça a todos
e que no coração o amor os induza
sempre à felicidade...
DA PAIXÃO
Da paixão não tive o encanto
O cochicho ao pé do ouvido
Segredando segredos tanto
Tão precisos e tão devido
Minha vida foi de traço só
De uma solidão rodeada
Não posso dizer pra ter dó
Fiz da ventura uma estrada
E neste galgar por galgar
Nunca fingi, nem falsei
Com emoção ensaiei amar
Se não tive sorte, tentei
Sobeja vida, sem desfecho
De pouca oferecida flor
Porém, de sinuoso trecho
E do vário acaso, um editor
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18/11/2015, 13’13”
Cerrado goiano
Espera
Oh! Estrela solitária
Na noite de solidão
Por que o teu silêncio fala
Se silente está o coração...
A poesia na inação se cala
Vazia está na inspiração
Não brada nada!
Deixe quieta a emoção
Vou deitar a saudade
No colo da afeição
Sem nenhum alarde
Sem noção e razão
Irei sonhar banalidade
Assim, na espera, nada em vão!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12/07/2015
Cerrado goiano
Singrar mares, em voo singular
Na imensidão azul
De um mar insólito, virtual
Procurar porto seguro
Talvez obscuro
Olhar vazio, se perdendo ao ocaso
Ondas a se misturar
A essas lagrimas que teimam em rolar
Tento um gole com limão
Mãos trêmulas a segurar um copo
como a dizer não
vou aportar
sem cabotagem
pois sabotagem
tiram inspiração.
RECORDAÇÃO DRAGÃO
Quando a tarde cai e a distante saudade
entra em sena... A tristeza com suas
palmas, aborda o escuro denso da solidão
fazendo da noite... Um dragão voraz...
Com sua bocarra escancarada dragando
as migalhas do auto astral, articulando
o medo dorsal e expelindo as lagrimas frias
projetadas, ao ladrilho de um universo de...
Lamuria cálida e gemidos surdos.
Ali... Conselhos atirados ao ventos, ficou
perambulando em passado jovial...
Conselho esse, que se perdeu no tempo,
burlando a mistura de uma felicidade ilícita
e deteriorando a integridade de uma
vida integra. Ali... As hora passam com apatia
e a noite é a infinidade de sonhos com
reflexões de ensino antigos. Ensinos que,
agora perdido, voltam como flechas do
mal agouro despedaçando a coerência de um
coração traído pela intempestividade
sentimental. Agora... Ecoa pela noite
o cantar nítido do galo, cutucando os
sonhos com suas esporas pontiagudas.
A ansiedade avança pela ampulheta
da aurora, e o tempo navega para mais
um alvorecer. Renasce o dia, trazendo
com ele, um quadro com o reflexo
do sol, emoldurado a ferro, e mais uma vez
as muralhas farão parte de um horizonte
a sete chaves onde o tic-tac passa a ser
o maior sonhos do olho mágico.
Pela janela intercalada de sonhos e paixão...
a luz se faz consciente e medo acolhe o presente
... E mais uma recordação se faz dragão.
Antonio Montes
Não venhas com malícias
ou palavras em duplo sentido,
a alma não curte essas falácias
passa longe de tudo isso
A alma quer apenas a paz,
a calma em leveza a flutuar,
palavras que ofendem, jamais,
não tem valor, para que brigar ?
Entender é saber
onde começa
e onde termina.
Respeite as palavras
e elas te darão o entender.
Não tenha pressa
respeite as paradas.
Aprenda com as conversas
Com o tempo
você intendo o verso.
E sem perceber
aprende sem saber.
Sentença
Em altas doses, bebi com gosto a sua presença.
Senti na alma o sabor de sua essência...
Até embriagar-me de saudades,
Ao perceber a sua ausência...
Essa foi sim, minha pior, sentença.
Onde esta a felicidade?
Felicidade foi embora,
Tudo parece tão mas tranquilo,
O vazio me trilha o caminho,
Onde já se foi meu doce rebrilho…
Ah, onde estas, onde estou, quem levou-te embora,
Procuro não acho, na face onde eu guardo,
Ah, onde estou, onde estas, quem levou-te embora.
Que vontade de cantar,baixinho,
em preces e hinos ao Criador,
Ele sempre traça os rumos certinhos,
é pela mãe natureza que mostra seu amor
Carnaval - Conservatória /RJ
Carnaval de mãos dadas! Blocos, pierrôs, retreta...
Lindas canções de um tocador de corneta.
Alegria, euforia, beijo, abraço, amasso...
Contagiados pela música que não fugia ao compasso.
Samba no pé, para ver como é...
Sensações e emoções retratadas
Em imagens desconhecidas da câmera indiscreta,
Registrando a alegria de uma dama e seu poeta...
Madrugada em silêncio, quase fim de festa,
Pixinguinha renascia no beco da seresta...
De ímpeto um cantor, por um gesto de amor...
Na canção carinhoso, dançando a dois, o carnaval acabou
Naquela rua, onde um dia, a colombina passou...
Loucura secreta
Deixe sua porta entreaberta,
Para que eu entre, sorrateiro...
Deixe-a em uma hora incerta.
E, de maneira discreta,
Desvendarei sua loucura mais secreta...
La casa de papel - O resumo
Um dia desses assistir
Um seriado diferente
Mexe com a cabeça da gente
Foi feito pra nos confundir
Uns cara com máscara do Dali
Fizeram um plano perfeito
Bem bolado e bem feito
E começaram a agir
O chefe do bando é inteligente
Preparado e competente
Em todo detalhe pensou
O cara era esforcado
Esperto e bem ajeitado
O chamavam de professor
Montou uma equipe de artistas
Cheia de especialistas
Pra não ter dificuldade
Cada um tinha nome de cidade
Veja só no que é que deu.
Tokio é quem narrava
Pelo Rio se apaixonou
Oslo, o primeiro que morreu
Tinha Denver, filho de Moscou
A mais tranquila era Nairobi
Entrou nessa por um filho
Berlin era fora do trilho
Frio e calculista
Tinha pinta de artista
Porém lhe faltava brilho
Helsinki o grandão
Era o mais diferente
Cuidadoso e sorridente
Era o gay da facção
Por Arturo Roman tinha uma queda
O refém que só pensava em fugir
Na série, ele quem tava a dirigir
A La casa da moeda.
O roubo bem planejado
Mexeu com o país inteiro
Nunca ninguem tinha pensado
Em fazer seu próprio dinheiro
Imprimiam e imprimiam
Sem dá se quer um bocejo
E colocavam nuns sacões
Ter mais de duzentos milhões
Era o seu maior desejo.
Itziar Itaño da série participou
Ela era a inspetora responsável pelo caso
Mulher linda, um arraso
Que o professor pegou.
Os caras tudo vestidos
Com uma roupa vermelha
Alison Parker, a ovelha
Chamada pelos badidos
Era uma bela flor
Linda como um jasmim
Foi refém até o fim
A filha do embaixador
O plano foi bem ousado
Porém êxito logrou
Foi muito bem arquitetado
Pelo grande professor
Que no final ficou de boa
Terminou com inspetora
E pro Caribe se mudou.
