Poemas e Poesias

Cerca de 59816 poemas poesias Poemas e Poesias

Moço custe o que custar
vais ter que te habituar,
sou Real Poeta e vim para rockar.

Inserida por TiagoSuil

►O Palhaço II

Olá, sou eu novamente
Formando em versos mais um pensamento
Pena que seja no lamento
Mas vejam, dou-lhes um presente.

Minha face mostra um sorriso
Animar os amigos, as amigas
É bom vê-los em alegrias
Amigos, amigas, teus sorrios preciso.

Vivo em prol de saídas
Me vejam como um psicólogo
É grátis, aproveitem logo
As tristezas serão destruídas.

Escrever é uma arte
Você só precisa da caneta
Irão dizer que é careta
Não se preocupe, faz parte.

Ontem escrevi versos
Me disseram que para isso não presto
Tudo bem, mas sou honesto
Mas, vejam em meus versos, gestos!

Inserida por AteopPensador

►Minha Querida Psicóloga

Não possuo tantos amigos quanto parece
Mas na verdade isso não me aborrece
Não possuo alguém para me abraçar,
Ter aquele círculo de amizades para desabafar
Mas, entretanto, possuo alguém que me ajuda
Uma pessoa que vou e digo “Me acuda”
Falo de minha amada "tia-mãe" que comigo dialoga
Minha querida psicóloga!

Decidi tirar um tempo para falar dela
Hoje está viajando para uma cidade bela
Animada para andar pelas favelas, só ela
Outrora, ela fica sentada ao lado da janela
Com aquela roupa simples dela, amarela
Em certas discussões com minha mãe, ela advoga
Minha querida psicóloga!

Tantos valores ela repassou em minha criação
Tia, de verdade, te agradeço de coração
Sempre que saio de noite, você faz uma oração
Sabe que por ti tenho uma enorme admiração
Você e meus pais me prepararam para essa geração
Até mesmo me xinga quando grito “Que Droga”
Minha querida psicóloga!

Tantas vezes já gritou comigo
Engraçado, não me lembro de ficar de castigo
Mas isso tudo valeu a pena, já te digo
Pois hoje eu poderia está no perigo
Com a mente fraca e desmotivada
Escrevo isso com a mente chateada
Me apoia para continuar a ser um palhaço,
Tomem, lhes dou aqui uma piada
Quando a senhora chegar, correrei para o abraço
Da minha psicóloga eu não me desfaço
E se for para agradecer, que seja por esse laço!

Obrigado, Tia
Obrigado, Tia
Leia isso, ria!

Inserida por AteopPensador

►Meus Problemas Mentais, Ideais

Quero uma saída para o caos que vivo
Ou quem sabe, necessito apenas de um novo objetivo
Preciso de um apoio talvez, um incentivo
Me encontro tão inativo, cativo
Talvez quem sabe um simples motivo
Pode-se pensar também que esse sentimento seja relativo
Quem sabe?

Me sinto feliz em ver outros felizes
Afinal, é melhor vê-los assim do que infelizes
Mas para alcançar essa felicidade, cometi alguns deslizes
Fui ignorado algumas vezes
Mas a felicidade que passo à eles, o tornam capazes
De transmitir a outros esse mesmo sentimento
Deveras, isso me ocorre em um pensamento
Talvez seja esse o meu tratamento
Vou tentar, seja esse um experimento
Quem sabe?

Ser recluso possui grandes desvantagens
Ajoelhado no canto do quarto, em meus olhos passam imagens
Me levanto, abro a janela e vejo as nuvens
Com lágrimas, enxergo mensagens
Dizem que chorar não é para os homens
Não irei acatar essas ordens , lamento
Sou um jovem rapaz, esse é meu depoimento
Prestem atenção ao que escrevo neste momento
O que estão a ler, é apenas um fragmento
Um simples pensamento, talvez
Quem sabe?

Sim, me apego em coisas materiais
Reativam o inativo, apesar de ser relativo
Materialismo, é essa a palavra certa?
Não sei bem, sou uma pessoa de “Mão aberta”
Admito me sentir feliz utilizando equipamentos
Mas, antes que fuja do contexto, fiquem atentos
Sou um filho único de meus pais
Porém não sou o primogênito de tais
Nunca iram saber o que sinto, jamais
Pois é, esse é um de meus ideais
Acredite, tenho de mais, que chegam a ser anormais
Talvez eu seja um jovem com problemas mentais
Quem sabe?

Inserida por AteopPensador

Cuide de quem um dia cuidou de você.
Gratidão não é clichê...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Nada é fácil no fado
Se está fácil
Tudo está errado...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Que não se tenha pressa
Mas também, não atrase a remessa

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado

Inserida por LucianoSpagnol

Caminhe na tua trilha
Alimente a tua matilha
Costure os teus retalhos
Adube os teus carvalhos
Enxugue o rosto do suor
Das tantas pelejas de amor
E segue o teu caminho...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Eu sou um peso leve
Um tijolo em formato de pena
Não cobro o que me deve
O agressor que rebobine a cena

Ao que tudo indica
Creio que indicar nada é
Constato o que fabrica
Já que nem toda propaganda é fé

Eu sou um despertar dormido
Sou como cacos de vidro
Acostumei a viver de mortes
Aprendi a renascer sem nortes

Segure o copo direito!
Sou como da causa, o efeito:
Fácil cai, fácil quebra — Mas corta
Solto rindo qualquer linha torta

Inserida por marianecoppe

Soneto do meu eu

Em busca do meu eu, muito errei
Noite a dentro, adentrava em prece
Tolo fui eu, pois a vida acontece
E por muito querer, muito eu andei

Neste dilema o silêncio foi solitário
Achei areia e cascalho sob os pés
E nas procuras tive prazer e revés
Mas sempre nostálgico no itinerário

Fechei os olhos, e ao amor poetei
Pois a poesia tornou-me alicerce
E nos vários temores me encontrei

Tive fala de saudade no meu diário
A cada por do sol tentei ir através
Mas fui operário no meu eu arbitrário

Luciano Spagnol
01/06/2016, 03'16"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Soneto do inverno no cerrado

O cerrado amanhece no inverno
Dias mais frios, frio árido e tardio
A sequidão no seu ápice bravio
E as manhãs num vento galerno

Em enigmática bruma sobre o casario
Com o sol dessemelhante e alterno
E a sensação de frescor sempiterno
O cerrado se faz em mistério e fastio

O verde transfigura em cinza superno
O céu se enroupa tremulante e alvadio
E as temporãs flores finta o quaterno

As folhas hibernam num cerrado vazio
Tão ébrio, gélido e de um poetar interno
Numa canção de chuva qualquer e estio

Luciano Spagnol
Cerrado goiano
01 de maio de 2016

Inserida por LucianoSpagnol

E vestida de bem querer
em frente ao espelho
minha alma refletida
abre-se em largo riso
despida da solidão
envolta aos sonhos
mais bonitos...
E nesses sonhos
desenhada vejo
a face do meu amor.

Inserida por EneidaCristinna

"Tantas portas e janelas se fecharam
quantos arco íris sumiram
desencantando os meus olhos
E quando eles estavam embaçados
já sem a esperança de brilhar
a voz embargada pela desilusão de amar
Eis então que surges feito oásis
brilhante alma a me tocar
a acender minhas estrelas..."

Inserida por EneidaCristinna

AINDA O CORVO

Eis, agora, talvez seja todo o pior momento
Da poetisa cujo corvo vive nos umbrais...
Não por ter um quinhão à mais de lamento
Mas por estar sabedora de todo o "Jamais".

Outrora fora ainda o poema negro e belo
A noite inocente e a lua de prata no céu...
Hoje o amor não mais aguarda o anelo
Tudo não passa de barquinhos de papel.

Talvez agora sua ida seja mais fácil. Penso...
Não há o que a retenha nas sendas do vento.
Nem a dor . Apenas um ar morto de denso!

Há sim uma calmaria fria. Só um mau amorfo.
O medo ainda há aqui. Paira na renda do tempo
Tão real... Mas não amedrontador. O Corvo!

Anna Corvo
Pseudônimo de Elisa Salles

Inserida por elisasallesflor

VIDA INDESEJADA

Ahh, vida terrível, ingrata, feia e lamuriante...
Porque se recusa a ceder-lhe o fim piedoso
Obriga-te à ostentar este amargo semblante
Porque te recusas à navalha?Mais honroso!

Rezaste pedindo este peso nos ombros?
Quando foi que apelaste ainda por sol e lua?
Não pediste nada. E ganhaste escombros!
Á ti, a tão desejada morte, apenas se insinua...

Aguardas com ânsias o seu derradeiro versejar
O eterno silenciar do teu choro. Alheamento...
...O não mais dor. O poema último a bradar!

Mas o tempo é lento, arrasta-te nas loucuras
Nem gritas mais, calaste teus gritos de ventos
Pois sobre ti voeja o pássaro da alma escura!

Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles

Inserida por elisasallesflor

A TRISTEZA DAS SUAS PALAVRAS

Nunca foi uma mulher de alma leve e alegre
Corria atrás da graça, mas não sorvia a leveza
Seus caminhos cobertos por uma frieza de neve
Trazia nos ombros a dor do mundo. Tristeza...

Ninguém nunca ofertou-lhe rosas ou lírios...
Pedras e espinhos, foi tudo o que sempre colheu
Erou em sonhar os feitiços do amor onírico
No seu mundo, toda a carícia, aos poucos fenesceu.

Eis o porque dos seus versos negros e infelizes
Onde a poesia não questiona seu lamento. aceita.
Não se fez filha das sombras. É fruto das raízes...

Por isso, não se atentem pela dureça da sua poesia
Perdoem-a se derrama sua amargura no papel
Ela é a poetisa do Corvo. Mas sua alma é vazia.

Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles)

Inserida por elisasallesflor

MUDE OU SE MUDE

Mude, ou se mude...
Se mude desse seu ruge
mude a forma de atitude
antes que tempo te grude.

O leão voraz esta a solta
no desavisado a cada dia...
Ou você solta a suas asas
ou cai no voou da agonia.

Mude ou se mude...
Se mude desse seu grude,
antes que o impasse embace,
te passando p'ro o ataúde.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CACHAÇA NA TAÇA

Essa taça, na qual me perco
em doze que obedeço
ao me tocar, me traça e tacha
os olhos turvam, eu padeço
o fundo da taça, me tasca
e eu me perco do endereço
nesse fundo da garrafa.

Essa taça que me acha...
Com esse gole de cachaça
envolve-me e me embaça
me lança, ao meio fio da praça
atiça-me, o som d'arruaça
embebido por essa taça...
O mundo me esconde a graça.

Essa taça cheia, tacha...
Meu ego perante as raças
a ebriedade a pirraça
a perdição dos sonhos meus,
o paralelo do meu fiasco
no cambaleado dos meus passos,
e nas margens do meu adeus.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

OLIVEIRA

Meia dúzia de luas cheias
se estapeiam pelas candeias
pelas praias, e espumas
pelas brumas e areias
e ao encanto expelindo o canto,
sonoro das encantadas sereias.

Meia dúzias de luas cheias...
Noite de urros, cios de lobo
d'alvas alvas, elos marítimos
baleias nas águas turvas
moedas de senhores proscrito.

Lua cheia lá no horto
lagrimas nas oliveiras
beijos no escorrego,
dormente de cedro prego...
Prego os mandos, do meu ego,
com meus sentimentos apego...
Cego certo, em certo tédio.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SEM PRIMAVERA PARA ISABEL

E quando chegará a primavera para Isabel
Se os céus para ela baixaram as cortinas?
Se a flor que conheceu foi de cetim e papel
Buquês murchos; festivais sem serpentinas...?

Pedem sorrisos à moça triste e espectral?
Não veem os seus olhos marejados de dor?
Isabem descansa senão sobre o velho umbral
Primavera para ela?_ Apenas a morta de flor.

Pois o corvo volta mais uma vez do inferno
De onde não se ouve senão voz de agonia
Qual solstício para ela, além do inverno?

Pois para Isabel o amor não sorriu jamais...
A orquídea negra pauta o verso da sua poesia
E pelos seus sonhos grasna o corvo: "Nunca mais".

Anna Corvo
(pseudônimo de Elisa Salles)
(19´/10/2017)

Inserida por elisasallesflor