Poemas e Poesias
Seus olhos
Me inclina
Me facina
Seu toque
Me atiça
Me instiga
Isso tudo em você
Só me faz te querer
Te ver sorrir
E sentir cada vez mais
Essa paz que você me trás
Esse teu cheiro sabor do teu beijo
Me enche de desejo
Ohse tu soubesse
Esses teus feitos que causam efeito
Em mim em ti e por fim
Continuar a suspirar e imaginar
Essa causa, que me abala
Me deixa a suspirar
Nessa sua manha
De querer
Me conquistar
Essa distância
Tamanha contemplação
De querer alguém
Que não pode está em suas mãos
Oh! Distância, me faz sofrer
Por esperar esse meu
Bem querer.
Essa mistura boa
Essa doçura tua
Essa tua boca
Me excita, me facilita
A te querer, não te esquecer
Vem logo, não demora
Estou a te esperar e assim me afogar
Nesse teu corpo, nesse teu sopro
Peço a Deus que melhore
Pelo menos um dia eu volte
Volte a sorrir, a sentir
Mas deixe-me ir...
Por favor, sem dor
Me espere, jamais me negue
Me espere e só assim
Estarei entregue em seu braços
Mas só com uma condição
Não solte minha mão.
Para finalmente caminharmos
Juntos, juntinhos nessa direção
E minha agonia por fim, sumir
E ter mais nós, a sós!
Em redes sociais.
Como na vida.
Nem sempre o que se vê.
É o que se parece.
E, nem sempre o que se diz.
É o que se é.
VENHA
O fecho o gato...
Com as patas na lenha
As falas na sala
aos olhares entala
o perdão, há tenha?
As rezas espertezas
esperanças embaidas
amanhã sobre a mesa...
As chamas te chama,
e te esgana por nada.
O derredor a fogueira
na soleira navega
a ruga te pega...
te faz beldroega.
na idade avançada.
A criança o grude
a juventude o desgrude,
desgrudando o tempo
as margens insípidas...
as águas do açude
afogando sentimentos.
Antonio Montes
A ONDA
Por onde anda a onda?
Se a maré esta mansa...
As braçadas relançam
sobre as águas que lança
o beijo da esperança.
Sobre nó, a pujança
que deslancha no mar
o atiro da lança...
Meridiano alcança
mas não pode chegar.
Por onde anda a onda
que rascunha na areia
o amor a lua cheia
a beleza da sereia
em noite de luar...
O lobo sobre a pedra
o urro a integrar
o cão chora seu dono
expressando o seu chorar
na tristeza do ladrar.
A sereia em seu canto
os ouvidos pelos cantos
p'ra poder encantar...
A onda voltou
fez espumas na areias
atirou guerras cheias
rascunhando o mundo
p'ra a etnia chorar.
Antonio Montes
VISAGENS TEMPLÁRIO
Ora na calma
sossego para a alma
antes de ir...
Perdão para alcançar.
Findo o mundo
de ouvidos todos surdos
arrepende-se faz chorar
passa horas em segundos
convertendo rio em mar.
Golpes de foice,
escolha a margem...
Abrolhos de um tempo
sobras de visagens
encalhando sentimentos.
Antonio Montes
Cesar
"Cesar, você me feriu.
Agora terei de procurar outros derivados para me afogar,
já que os Maurícios foram embora,
os Vinícius preferem ficar sozinhos
e os Eduardos gostam de rapazes (às vezes).
Terei de procurar outros mares em vez desses rios rasos que caí indo te procurar... E de preferência com um Caetano ou um Moraes de salva-vidas.
Cesar, você me partiu.
Agora tudo que me matou quando te ouvi, fez-me sentir mais viva...
mas nem por isso fui atrás dos Rafaeis ou dos Brunos
pois só o seu nome composto, Cesar, me fazia mergulhar em qualquer dicionário.
Cesar, amo-te tanto...
E um segundo sem um beijo seu
é um ponto novo que eu costuro no peito.
Cesar, você faz falta.
Agora qualquer livro de história que eu abro,
eu te vejo.
Sejam títulos os Júlios ou os Caesares
todos sempre me lembram você.
Sejam próximos ou com acento
todos sempre me lembram você.
Caesar;
César;
Cesar."
Desfoque
Ele me faz perder o fôlego e o foco.
Minha visão nunca esteve tão danificada
nem meus lábios tão felizes.
Ele é o meu pecado mais perigoso
e o meu erro mais gostoso.
Ele me deixa com a melancolia profunda
de uma noite inteira aguando
vontade e saudade.
Ele juntou todos os meus cacos
e reconstruiu só a metade
para que enfim, de mim, o que sobrasse,
ele completasse.
Lua sem luar
Muitas noites sou como a lua,
viajo o universo todo,
enigmática e fria
já não buscando o sol,
ele pertence ao dia
Tenho uma face
que se esconde
cheia de caretas que assustariam,
por isso nessa fase,
não sou cheia, nem minguante,
muito menos crescente ou nova,
sou uma lua vazia !
( A noite quer se por
Como o sol quer nascer outra vez)
"Quando vieres me ver
Traga teu bom humor
Quero sorrir com você
Esquecer de que as vezes a vida é labor...
Traga o Cd dos Beatles
E também do Bon jovi
Vem dançar comigo na Lua
Me mostra teu sorriso de criança..."
DEGRAUS DA DISCRIMINAÇÃO
Discriminação, não é só...
A cor da pele e sim! A falta de amor...
A falta de amor para com os de profissões,
ingênuas... Incluindo nesse quesito; até
mesmo os nossos professores e outros.
A discriminação hoje abrange a falta
de amor para com, os de posição social e
financeira, fisiológica e espiritual e até
mesmo, a falta de amor para com o lugar
em que se nasce, vive e reside.
A discriminação hoje além de premiar a cor,
a posição social e a profissão...
Como se fosse uma peste! Ela se alastrou-se
infectando o ar e ao amor para com os seus,
moldando-se ate mesmo, entre parentes.
Ouve um tempo em que a discriminação
era pregada somente aos de cores escuras
hoje a discriminação alastrou-se, vive sem
cura... Abriu as portas, agregou-se as ruas,
aos quintais e aos jardins aos bairros aos
lugares e as moradias diferentes das sua.
Hoje se discrimina profissões, posição social
e financeira, aos rudes de entendimentos
e até mesmo aos de deficiência sociológica
e física.
A discriminação hoje, se perdura em
seu reinado, chibatando os ingênuos de
poder social, profissional e financeiro...
Toda poderosa e dona de si, espalha ordens
sobre os olhos e olhares d'aqueles que
ávidos de visão, estão sego para com o
mundo intercalado na diferenças social,
profissional e racial.
Antonio Montes.
Sem correção, nem revisão
Já fui eclética,
patética,
maléfica,
sistemática, pragmática,
didática, estática,
sorumbática, apática
Muitas vezes, cada verso meu
era apenasum elástico
retesado
que ia e vinha
do nada
e
errático
doía n'alma
destruindomeu poema
lunático
" Lamentar jamais, sou lagarta sonhando ser borboleta
vida rastejante não
o casulo nem sei o que é
minha metamorfose estará na delicadeza dos meus seios
no veneno do meu beijo
na malícia do meu olhar
preparem-se meninos
logo logo terei asas...
A casa das memórias
(Victor Bhering Drummond)
A velha casa ainda estava lá.
Preservando memórias, mistérios
E provocando medos.
Eram só retratos na parede
Pinturas e rabiscos na alma
Incapazes de fazer mal a nenhuma
Criatura sequer.
Abri a porta, senti o cheiro das coisas guardadas.
Sentei no sofá; voltei nos anos
E encontrei a festa do dia do batizado
Sendo celebrada novamente
Nas sala do meu coração.
(Outono no Sul - Registros de uma Casa Velha, 2017)
SOMOS TODOS IGUAIS
Iguais somos todos
Na alegria, no choro
Medos e nos denodos
Pela vida, com ou sem decoro
Nos inícios e nos finais
Na mudez e no coro
Somos todos iguais...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
07 de outubro, 2017
Cerrado goiano
