Poemas de Ternura
Sonho Louco
Dormindo provei de um doce beijo teu,
Tocando teus lábios numa cena de ternura
Como se estivéssemos num palco de loucura,
Depois de encontrar num sonho meu!
Sentindo tua face límpida e pura,
Meu olhar sereno estremeceu
Depois que tua pele cheirosa amoleceu
O semblante de minha fisionomia dura!
A espuma da minha saliva pouca
Emudeceu toda a tua abóbada oca
Depois que toquei no teu íntimo céu...
Ouvindo o roufenho som "sabor de mel"
Eclodir baixinho da tua voz louca!
Sonhando te encontrei e beijei a tua boca!
LEDO SONETO
Ó harmonioso soneto, que gorjeia
O amor vibrante e cândida ternura
Cheio de entusiasmo que murmura
E, por entre sensações serpenteia
Encanta e canta, enredado na teia
Verseja, beija, de doce formosura
Jura, numa poética emotiva e pura
Emoção ímpar e, na paixão ondeia
São versos com a vontade sincera
Olhar tão lobrigo e sentido perdido
Que inebriada magia na alma gera
A rima, rima com meu bem, e digo:
- no coração o sentimento impera
E, assim, nesta quimera prossigo.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23 agosto 2024, 15’50” – Araguari, MG
Ternura é o toque suave da manhã,
O primeiro raio de sol no rosto,
É o abraço que envolve e acalma,
Um gesto de amor sem alarde ou posto.
É o sorriso que nasce sem razão,
A palavra que aquece sem esperar,
É o silêncio que entende o coração,
Sem precisar nada mais falar.
Ternura é o olhar que acaricia,
É a gentileza que se espalha no ar,
É a simplicidade da alegria,
De quem só quer o bem desejar.
É o gesto pequeno que engrandece,
A alma que se deixa florescer,
É o amor que na delicadeza aparece,
E faz do cotidiano um eterno viver.
Minha Flor
Ah como eu a amo
Amo esse seu perfume doce.
Amo essa sua ternura e esse seu
olhar apaixonado pela manhã.
Irei eu roubar as flores do vizinho para você,
sei que tais são suas favoritas.
Espalharei delas por toda casa,
anseio que se sinta amada,
amada por mim.
Amar sem limites!
Amar você!
Devo-lhe encher de flor, minha flor.
Tal ato para que se sinta amada.
Amo-a em todas as estações.
Vem, agrado, vem!
Que siga essa alegria com devoção
Trazendo a sua poética com ternura
Vem diversão, leve a cruel amargura
Me dê sentido, com sede de emoção
Possa o prazer ter uma maior paixão
Purificando aquela sensação escura
Que tudo isso, à alma, renda infusão
Culminando em sonho, doce candura
Quero toque, olhar, mais que só estar
Que a flecha no coração seja sentida
Atinja mais, e então, poder mais amar
Permuta o alivio com a ilusão perdida
Põe na minha poesia versos a cantar
Vem, agrado, dá-me valia nessa vida!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02, março, 2024, 15’07” – Araguari, MG
A saudade e a ternura
São um tipo de semente,
Aparece do acaso
Seja no frio ou sol quente;
De forma muito singela
Quanto mais se rega ela;
Mais ela bole com a gente.
O amor é insistente
Brota até sem ser plantado,
Na hora que'le aparece
O rebuliço é danado,
Por dentro ele vai roendo
Valentão chora dizendo ;
Eu estou apaixonado.
' MÃE '
Mãe é colo, é ternura,
É um afago certo,
Nas horas de amargura.
Mãe é um anjo que protege,
Cura joelho ralado ,
Mãe que livra do caminho incerto;
É amor que enaltece;
Mãe é amor resiguinado !
Mãe é flor, que a vida adorna,
Mãe é um carinho imensurado,
Que a seu filho a alma orna;
Mesmo sendo filho ingrato.
Canta embalando canções de ninar
Tem prazer em cuidar !
Bom seria que as mães também
Fossem por filhos cuidada.
Mãe é anjo , é ser divinal,
Por Deus na terra deixada !
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados sob a Lei -9.610/98
Quadro tão lindo
cheio de ternura e magia
Me recorda Maria Eduarda
Assim tão pequenina
debruçada sobre os livros
como se dali viesse
tudo que lhe fortalecia
E é claro que isso acontecia
Tanta imaginação voando
estacionando aqui e acolá
Fez dela essa menina encantadora
de palavreado manso e sedutor
Ah, minha Dudinha tão pequenininha
Mas de uma imaginação tão grande
que saudades a vovó tem
Dessa sua infantilidade inocente
que preenchia a vida da gente
Hoje já mais crescida
Está quase adolescente
se deixar,
trocas o livro pelo celular
Mas o que ficou na mente gravado
com certeza é subsídio lacrado
que te direciona para uma escolha eficiente
Olhos de ternura
Amigo em teus olhos
De belas esmeraldas
Além da serenidade
Segurança e esperança afloram paz;
Simbolismo de inocência
O colorido magistral traz mensagem
Subliminar de humanidade;
Dos teus olhos ecoam vozes líricas
Que abalam tenros corações
Revelam plena meiguice divina
De um Deus criador;
Único, que transborda sabedoria
Encanto no ecossistema da vida
A forma cuidadosa vem de anjos
De jalecos brancos
Mãos que afagam, zelam
Com sensibilidade e amor
Transcende eco-humanismo.
BOA SORTE
Não infama ao ler esse soneto de ternura
é um cântico, sim, cântico de um amador
nele há mais do que só emoção, há jura:
pulsa um coração com o mais puro ardor
É o versar cheio duma ritmada partitura
em tons sensíveis e, apaixonado louvor
do criador pra criatura, em uma mistura
de olhar, toque, sensação, graça e pudor
Com o qual partilha toda emotiva certeza
e nas rimas o desejo com a dócil presteza
criando está narrativa de um enamorado
Ó paixão! Este verso traz d’alma o aporte
declamando na tua poesia o terno amor
da ventura de quem tê-lo terá boa sorte.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/11/2024, 14’07” – Araguari, MG
Amor Vencido
Vício desse amor? Requinte de ternura
teatral no seio da vida instável,
Gíria fulcral da ânsia inesgotável,
Infâmia surreal ou sensível loucura?
Energia astral da emoção aceitável
Na mente de desejos, abstrato puro
Da indulgência ou deleite inseguro
Da intuição humana ao inexplicável?
Nobreza plantada no palco da fantasia
Sedutora ou rica colheita da cortesia
Indivisível do ser ao adaptável?
Éteros mortais! O que dirão da antropia
se temem o Obscuro? Quem responderia
À sua dor: ─ A Morte Vence esse amor insaciável??
Mulheres de coragem
Mulher que planta sonhos na terra dura,
rega com lágrimas e colhe ternura.
Mulher que tece a vida com linhas tortas,
mas faz delas caminhos, faz delas portas.
Mulher de sol e tempestade,
de riso aberto e serenidade.
Carrega o mundo em gesto singelo,
faz do pouco um amor tão belo.
Hoje é teu dia, mas sempre é tempo,
de exaltar tua força, teu brilho, teu vento.
Mulher que não para, mulher que reluz,
que enfrenta a vida e segue em luz.
Feliz Dia Internacional da Mulher.
Plante flores de amor no coração
Enfeite de carinho e ternura.
E pra finalizar...
Regue bem o seu jardim!
TODAS ELAS
Somente elas
Sabem a vida que levam.
Às vezes loucuras
Outras, ternura.
Todas são assim...
Esperança sem fim!
Onde o amor pousa...
Vai florindo, delicadezas, ternura, amizade...
Enfeitando o coração de esperança e alegria!
BEIJOS POUCOS
Que treteiro sonetear desafinado
onde, a intenção por distinto jeito
de ternura e amor, me tem sujeito
o pensamento com impulso alado
O coração vive assim apaixonado
o poema no agrado tão satisfeito
põe a pulsar titilante o meu peito
e o suspiro na emoção arruelado
E nesse arfar com fôlego latente
sussurros, ardores, sutis desejos
palavras acridoces e risos loucos
Canto para você, tão docemente
poetizando os versos com beijos
e que no versar são bem poucos.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 maio de 2024, 17’57” – Araguari, MG
UTOPIA
revê-la depois desta longa separação
e encontrar, intactas, a conexão e a ternura
dos velhos tempos, feito alguém que
se depara com uma música na rádio
após vários anos sem escutá-la
e percebe que ainda a sabe de cor
e sente a avassaladora emoção da descoberta
no ato de redescobrir.
Nos Jardins do Coração
No arrebol do dia que desponta,
Surge o amor em sua ternura, tão pronta,
De leveza e lhaneza, veste-se o instante,
E a maciez da alma torna tudo radiante.
Olhos que brilham com coloração serena,
Na epiderme, o toque que enleva e acena,
Suavidade que ao néctar da vida se assemelha,
Como paixão que arde e nunca se espelha.
Terno é o enlace de mãos solidárias,
Onde a lealdade reina em tramas diárias.
A gratidão, como flor em concretude,
Brotando na alma, com plena virtude.
Embora fugaz, o tempo nos ensina,
Que no efêmero há beleza divina.
E na eternidade do que é bem vivido,
O coração guarda tudo o que é sentido.
Que a vida seja feita de doçura e bondade,
Com o néctar da paz e da solidariedade.
Pois o arrebol da existência, em sua pureza,
É poema eterno de ternura e beleza.
Poeta do Vale
No Vale do Mucuri, onde a terra canta,
Menestrel do amor e da ternura que encanta,
O coração faz jorrar suave poesia,
Lirismo ardente em noites de melancolia.
Sob o firmamento azul, de estrelas reluzentes,
Estilhaços de luz nos desejos ardentes,
Riqueza rara, como pedras preciosas,
Diamantes, topázios, águas tão formosas.
Oh, terra de encanto, arrebol tão sereno,
Exuberância e beleza no brilho pequeno,
Menino lunar, que sonha em liberdade,
Chilreio dos pássaros, eco de saudade.
Sorriso do sol, que a aurora acende,
O néctar da poesia na boca que entende,
Segredos guardados no mistério da noite,
Lábios e olhos, lume que a alma acoite.
Capital mundial de tenros sonhos,
Onde o poeta tece casulos risonhos,
De solidão faz-se clareza e perdão,
Transformando loucura em pura paixão.
Nas águas marinhas, berilo reluz,
Riqueza da terra que o encanto traduz,
O grito é de vida, sangue que pulsa,
Liberdade jorra, a imaginação resulta.
Poeta do Vale, menestrel da ternura,
Jardineiro de estrelas, dono da doçura,
Faz do céu seu palco, do mistério um abrigo,
E nos dá sua poesia como eterno amigo.
