Poemas sobre o Silêncio
A Janela e o Silêncio
A vida entre nós tinha muros, limites e chão,
Um respeito guardado no fundo do meu coração.
Fomos o que foi possível, com o peso que a vida nos deu,
Entre conversas difíceis e o que o tempo acolheu.
A notícia chegou num sopro, num dia qualquer,
Sem aviso, sem hora, sem o tempo que a gente quer.
E eu fiquei ali, no silêncio daquele salão,
Sem saída, sem pranto, presa na minha própria mão.
Ao teu lado o tempo todo, como quem guarda um altar,
Na anestesia do peito que ainda não sabe chorar.
Parecia um sonho distante, um filme sem cor,
Onde a dor não tinha nome, não era nem raiva nem amor.
Mas na hora da despedida, olhando além da janela,
Entre flores e pedras, na paisagem fria e singela,
Um choro prendeu na garganta, abafado e profundo,
Um choro pra dentro, teu gesto, despedida do mundo.
Olhei para o fim sem sentir que era o fim de verdade,
Pois o que se viveu não se apaga na eternidade.
Fica a paz do respeito, a história que a vida escreveu...
A tua alma partiu, e a minha, em silêncio, entendeu.
Entre o Desejo e o Silêncio
Quero descobrir teus mistérios
como quem aprecia, sem pressa,
o vinho mais raro da vida.
Quando a lembrança dos teus lábios
atravessa meus pensamentos,
me perco imaginando
como seria estar ainda mais perto de ti.
Será que desejar um instante,
um breve toque,
um segundo a mais da tua presença,
é pedir tanto assim?
A maior loucura
não é o desejo que nasce,
mas todas as histórias
que a imaginação insiste em escrever.
Penso na tua pele
encontrando a minha,
na distância deixando de existir,
nos teus cabelos caindo
como cascatas ao vento,
enquanto teu olhar
encontra o meu
e o tempo esquece de passar.
Então o coração acelera,
o mundo parece menor,
e até o ar se aquece.
Talvez seja apenas saudade.
Talvez seja encanto.
Ou talvez seja esse desejo silencioso
de um dia descobrir
como é morar,
nem que seja por um instante,
no abraço que a minha alma
há tanto tempo imagina.
E, enquanto esse dia não chega,
guardo teu nome entre os meus pensamentos,
como quem protege um segredo bonito.
Há encontros que primeiro acontecem na alma,
antes mesmo que a vida permita
o encontro das mãos.
Talvez seja por isso
que você habita tantos dos meus versos:
porque algumas pessoas
se tornam eternas
muito antes de se tornarem presença.
Quero movimento
Agora quero é movimento, ventania,
o rumor das folhas quebrando o silêncio,
a estrada abrindo seus braços de poeira,
o coração desaprendendo o medo.
Chega de monotonia,
de dias dobrados na mesma gaveta,
de sonhos esperando a hora perfeita
para nascerem — e nunca nascendo.
Quero o sal de mares desconhecidos,
a vertigem das pontes,
o riso solto contra o rosto,
a chuva lavando antigas promessas.
Que venham os ventos,
mesmo que desarrumem meus cabelos,
mesmo que levem retratos, certezas,
nomes que já não cabem em mim.
Quero passos, faíscas, horizontes,
a vida pulsando sem pedir licença,
o instante aceso como estrela cadente,
a coragem de seguir seu clarão.
Se o mundo é vasto,
não serei pequena por medo da distância.
Abrirei as janelas,
deixarei entrar o impossível,
e caminharei —
não para fugir de quem fui,
mas para encontrar quem ainda posso ser.
EIS A FRIA.
Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.
As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.
Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?
Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.
E será ela, agora, o deslumbre do universo?
Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.
Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.
SUBLIME POEMA AO AMOR.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Amor, silêncio em veste de agonia,
Relíquia acesa em pálida amplidão;
És flor que nasce à sombra mais sombria,
E morre cedo dentro do coração.
Teu beijo traz o gosto da saudade,
Teu riso é véu de oculta solidão;
Prometes sempre a eterna claridade,
Mas deixas noite em cada despedida, então.
Há sinos mudos sobre os cemitérios,
Cantando preces para quem partiu;
E os ventos, como monges funerários,
Guardam o nome de quem já dormiu.
A lua, em seu sudário prateado,
Embala as cinzas de um jardim sem cor;
O céu contempla, imóvel e calado,
A lenta procissão de cada amor.
Quem ama aprende o idioma das ruínas,
O peso amargo de esperar em vão;
Colhe espinhos onde havia boninas,
E faz do pranto a própria oração.
Contudo, amor, mistério inesgotável,
Mesmo vestido em luto e escuridão,
És o mais doce e o mais inevitável
Fantasma a visitar o coração.
Pois toda vida curva-se ao teu fado,
Toda esperança busca teu calor;
E até a morte, em seu silêncio alado,
Ajoelha-se, vencida, ante o Amor.
" Nas linhas do vento suave,
a noite repousa em silêncio,
cada estrela é um verso breve,
que ilumina o coração em início. "
A PIEDADE.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
No silêncio da alma floresce a bondade,
Como suave luz de amor consolador,
Que derrama no mundo eterno fulgor,
E transforma a dor em serena claridade.
Nas mãos do perdão repousa a caridade,
Que vence o orgulho, o pranto e o dissabor;
Semeia esperança, perfume e calor,
Guardando no peito divina humildade.
Quando a lágrima cai, piedosa e sentida,
A compaixão ergue a alma ferida,
Com asas de paz em sublime ascensão;
E o coração que acolhe a dor alheia,
Encontra no amor a fonte que incendeia
A chama imortal da pura redenção.
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"O silêncio aprendeu o seu nome,
e nas páginas da noite escreveu
aquilo que a voz jamais ousou dizer."
O UNIVERSO NOS TEUS OLHOS.
O universo dormia em silêncio encantado,
guardando segredos de estrela e luar;
mas viu teus olhos, tão claros, dourados,
e aprendeu novamente a sonhar.
Tua respiração, suave melodia,
é sopro de vida no imenso jardim;
alimenta os mundos com doce poesia,
e faz o infinito florescer dentro de mim.
Se uma rosa distante pudesse falar,
diria ao pequeno viajante da imensidão:
“Há corações que nasceram para amar,
pois carregam o céu dentro da mão.”
E quando a noite beijar a amplidão,
e a lua repousar sobre o mar,
o universo guardará tua recordação:
um olhar onde estrelas vieram morar.
- Marcelo Caetano Monteiro.
Há em teu pensamento
um brilho que transforma o silêncio em direção.
Você não é apenas bela:
você é rara, é luminosa,
é dessas mulheres que fazem o mundo florescer.
Há em teu ser a mais perfeita síntese
do momento em que a inteligência
se encontra com a graça,
você é inspiração para todo o meu viver.
De vez em quando eu ainda ouço
No silêncio da madrugada
Um misto de passos na calçada
e um som de sinos distantes
Que soavam nas torres das Igrejas
que existiram na minha infância
Chego a sentir o perfume
daquelas madrugadas
Iluminadas pelos vagalumes
Isso sempre me traz
um sentimento confuso:
Tristeza e alegria entrelaçadas
Eu corro abrir minha janela
Não vejo e não ouço mais nada
Somente as Estrelas no firmamento
dão atestado
de que eu um dia
Realmente tenha estado lá
Naquele tempo e lugar
Que o próprio tempo arrastou
Pra um lugar
Chamado nunca mais
Fecho a janela ciente
de que a minha vida
assim como as madrugadas
Nunca mais serão aquelas
Novamente.
Apego Ato 1
Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)
Que fiz eu…
Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?
Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.
Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.
(ri, amargo)
E então ousei perguntar por que não me via.
Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.
Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.
Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.
(pausa)
Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.
Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.
E se hoje sofro…
não é por não ser visto.
É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.
(Luz se apaga.)
Ah! Tristes olhos
Por que chora em silêncio a dor que ninguém ver?
Por que deposita tuas lágrimas no oculto do teu vazio?
Por que corre?
Por que foge?
Por que se esconde?
Por que se disfaça?
Quando escuridão cobrir teus olhos e não enxergar mais nada, porque não volta seus olhos ao criador?
... salienta a
'filosofia do espírito'que um
eloquente e bem-posto minuto de silêncio suplanta com folgahoras e mais horas
deoratóriasbarulhentas
evazias!
Às vezes, a vida nos leva por direções que não planejamos, e o silêncio acaba virando rotina. Mas existem sentimentos que o tempo não apaga, e o que eu sinto por você é um deles.
Hoje, entendo que cansei de guardar esse amor apenas como uma lembrança distante. Durante muito tempo, eu não soube dar o passo certo, não soube lutar pelo que eu sonhava e acabei aceitando que seguíssemos caminhos diferentes. Mas a verdade nua e crua é que, mesmo quando eu parecia ausente, você nunca saiu do meu pensamento. Olho para trás e vejo o quanto o tempo passou, mas o meu sentimento permaneceu intacto, como se estivesse esperando por um sinal.
Eu sei que hoje sua vida tomou outro rumo e que existe outra pessoa ao seu lado. Respeito o seu momento e o seu espaço, de verdade. Mas não consegui mais sufocar essa esperança que ainda pulsa aqui dentro. A gente tenta seguir, tenta esquecer, mas o coração insiste em me questionar: será que aquele amor que você sentiu por mim foi verdadeiro? Ou será que ele nunca existiu da forma que eu guardei aqui? Essa dúvida é o que mais dói, porque, para mim, o que vivemos foi único e insubstituível.
Peço desculpas se minhas palavras te pegarem de surpresa ou causarem qualquer desconforto, mas eu precisava desabafar. Guardar tudo isso estava me sufocando. Quero apenas que você saiba que eu nunca te esqueci.
E, mais do que isso, quero que saiba que, se um dia você se sentir cansada, esgotada ou sentir que está carregando o peso do mundo sozinha nas costas, em algum lugar desse horizonte existe alguém pensando em você. Alguém que nunca te tirou da cabeça e que, silenciosamente, sempre te amou e te cuidou em pensamento.
Sempre estarei aqui, torcendo pela sua felicidade, mesmo que de longe. Mas saiba que meu coração continua pronto e meus braços abertos, caso um dia você decida olhar para trás e redescobrir o que deixamos pelo caminho.
JÁ FEZ A PERGUNTA: QUEM SOU EU?
Em algum momento, talvez no silêncio de uma noite qualquer, você já tenha se perguntado:
Quem sou eu?
Por que estou aqui?
Por que estou vivendo esta experiência?
Qual é o verdadeiro sentido de tudo isso?
Mas talvez você tenha interrompido a pergunta antes de chegar à resposta.
Porque o mundo oferece inúmeras distrações para que você não precise olhar para dentro.
Trabalhar.
Consumir.
Correr.
Acumular.
Comparar.
Buscar aprovação.
Preencher o silêncio com barulho.
E, enquanto você tenta conquistar o mundo exterior, pode estar se afastando de si mesmo.
Talvez a maior prisão não tenha grades.
Talvez ela seja construída diariamente por hábitos, medos, crenças, expectativas e pela necessidade de ser aquilo que esperam que você seja.
Mas existe uma pergunta que nenhuma distração consegue silenciar para sempre:
**E se eu estiver vivendo uma vida que não escolhi conscientemente?**
Buscar a verdade exige coragem.
Porque a verdade nem sempre confirma aquilo que queremos acreditar.
Às vezes, ela desmonta certezas.
Questiona identidades.
Revela padrões.
E nos coloca diante do espelho.
Mas é justamente aí que começa uma transformação verdadeira.
Não quando você encontra todas as respostas.
Mas quando finalmente decide fazer as perguntas certas.
Talvez você não esteja perdido.
Talvez esteja apenas distante de si mesmo.
Então pare por alguns minutos.
Desligue o ruído.
Observe seus pensamentos.
Questione suas certezas.
E pergunte novamente, sem medo:
QUEM SOU EU?
POR QUE ESTOU AQUI?
E O QUE ESTOU FAZENDO COM A EXPERIÊNCIA QUE ME FOI CONCEDIDA?
A busca começa quando a distração termina.
Busquemos a verdade.
" o silêncio é a resposta"
Sinto profundamente,
mas não demonstro.
não há palavras,
em minha boca.
Na escrita,
me encontrei.
consegui ver quem sou,
porque me escondo.
Em um dia qualquer
estive em silêncio,
e nele permaneci.
depois percebi,
o porquê sou assim.
Eu estava na loucura,
pois não achei saída.
naquele momento,
eu quis desaparecer.
porém vivo
ainda calada,
Sem dizer e sentir.
Salário não deveria ser um tabu. Silêncio nunca foi sinônimo de valorização.
Quem discute salário não está, necessariamente, colocando um “preço” em si. Está reconhecendo o valor do que entrega.
Afinal, trabalho tem custo. Propósito tem valor. E quando ambos caminham juntos, negociar deixa de ser constrangimento e passa a ser coerência.
Salário se negocia. Valor se constrói.
Quem conhece apenas o “próprio preço” entra na conversa olhando para a tabela. Quem conhece o próprio propósito entra olhando para o impacto que é capaz de gerar.
No fim, a remuneração ideal não nasce do quanto alguém pede, mas da distância entre o problema que resolve e a transformação que entrega.
Porque currículo abre portas. Propósito mantém portas abertas.
Carlos Eduardo Balcarse
13/07/2026
" O que sinto por dentro
e aos gritos até pelo silêncio,
passa a atacar o meu íntimo,
que emudeço. "
