Poemas sobre o Silêncio

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Silêncio inscrito


Repetidamente ouve-se o eco de um silêncio escrito dos dois lados da rua...
Perpetua-se, pela alameda vazia e fria, o eco de vozes antigas
guardadas na memória... revive-se dolorosamente o peso da ausência.
Enredam-se as palavras, sufocam-se as lágrimas engolindo-se em seco uma dor que insiste em se fazer sempre presente...
Suprimem-se as doces lembranças, que
iludem as veias de um tempo adormecido nos ombros cansados, esgotados de vida.
Insinuam-se em ondas de frio sobressaltos e temores – fantasmas de uma força invisível e maior do que o mundo.
Espalham-se palavras contra os muros, por debaixo de pontes... afogam-se sonhos
que o vento insiste em de volta trazer.
Há em minha lama uma sede feroz a consumir-me a razão... um pulsar loucamente do meu coração numa recusa insistente a ceder... deixar simplesmente acontecer.
Acumulam-se as sombras nos meus olhos...
Persiste sempre esse louco desejo de romper o vazio... de gritar o seu nome...
cravar no peito do impossível seu sobrenome.
Meu caminho segue...
Corda bamba...
Fumaça desgarrada de mim...
Preso à vida por um desgastado, quase roto fino fio.

Um Universo inteiro


Há palavras frágeis demais
para atravessar a distância do silêncio que ficou
quando você de mim se afastou.
Então, tenho ficado num silêncio abissal...
Tenho vivido de frases inacabadas,
palavras balbuciadas dentro do meu coração.
guardo, sem testemunhas, esse amor que deveria ter morrido quando você se foi.
Um Universo inteiro deveria acontecer entre nós...
Mas está suspenso...
parado no tempo...
esperando pra acontecer em algum momento... sempre jogado pra depois.

A palavra nasce do silêncio, mas não lhe pertence por inteiro. Ela carrega a matéria do mundo: o peso da pedra, a aspereza da terra, o calor da pele, o rumor das águas. Quando nomeamos, tocamos. Quando escrevemos, deixamos marcas no corpo do tempo.
A memória é uma casa sem paredes. Guarda vozes, gestos, cheiros, caminhos. Às vezes, permanece em uma cicatriz; outras, no espaço vazio de quem partiu. O corpo sabe o que a boca esquece. Cada osso traz um território. Cada passo redesenha a distância entre o medo e a coragem.
Resistir é permanecer sem ficar imóvel. É lançar raízes em solo ferido e, ainda assim, procurar a luz. É transformar a dor em presença, a ausência em lembrança, o silêncio em testemunho. Há palavras que quebram muros. Há silêncios que recusam a mentira.
Somos feitos de matéria e passagem, de ruína e recomeço. O território que habitamos também nos habita: entra pelos olhos, permanece nos músculos, reaparece nos sonhos. Nada desaparece completamente. A terra conserva pegadas. A palavra conserva o grito. O corpo conserva a história.
E quando tudo parece se desfazer, resta a insistência de existir: uma voz baixa, uma mão aberta, um nome dito contra o esquecimento. Permanecer é isso: continuar sendo presença onde quiseram deixar apenas silêncio.

A Resposta do Meu Silêncio


Apesar de todas as expectativas contrárias e de todos aqueles que não acreditavam, eu consegui. Caminhar quando se tem torcida é fácil, mas seguir em frente quando os olhares ao redor duvidam da sua capacidade exige uma força que vem direto da alma. Quantas vezes ouvi sussurros de desânimo, julgamentos disfarçados de conselhos e o silêncio frio de quem esperava pela minha queda. Mas eu escolhi não dar ouvidos ao barulho do mundo; fechei os olhos para as dúvidas alheias e abri o coração para a minha própria capacidade. Cada "você não vai conseguir" virou combustível para os meus passos. Minha maior resposta não veio com palavras ou discussões, mas com o resultado do meu esforço. Contra todas as probabilidades e apesar de toda a torcida contra, eu permaneci de pé e venci. Saborear essa conquista é saber que a minha luz foi mais forte do que qualquer sombra que tentou me apagar.

Foi no silêncio que você deixou de ouvir a própria voz,
abrindo mão do seu espaço para caber no mundo de alguém.
Você se apequenou até virar sombra,
esquecendo que o seu universo nunca coube na mão de outro alguém.

Colocou no pedestal um espelho de ilusão,
e entregou a chave do seu templo a quem não sabia cuidar.
A queda foi alta, o chão foi duro,
e o coração se partiu em mil estilhaços pelo ar.

Há quanto tempo você não caminha a sós com os seus passos?
Há quanto tempo não olha para o céu sem buscar outro olhar?
Na urgência de amar o outro, você se abandonou no caminho,
e deixou os seus próprios sonhos poeira acumular.

Agora o peito pesa com essa pergunta que ecoa na alma:
*Como fui capaz de me esquecer assim?*
Mas não carregue a culpa do abandono como uma sentença final,
pois o deserto também é o lugar onde nasce o recomeço do fim.

Não corra para outros braços, não procure outro refúgio no escuro.
A cura que você busca não está em mãos alheias, mas na sua reconstrução.
Recolha cada pedaço dilacerado do chão,
pois cada caco ainda guarda a força da sua própria essência.

Para onde ir agora? Para dentro de si mesma.
O que fazer? Voltar a se habitar.
Descer desse pedestal emprestado,
estender a mão para a sua própria dor e aprender, de novo, a se amar.

Você não se perdeu para sempre; apenas se distraiu da sua luz.
É hora de sair sozinha, encarar o vento e retomar o seu lugar.

O Templo do Silêncio e a Escolha da Paz


Viver em uma casa física marcada pelo barulho excessivo, pelos gritos, pela desorganização e pelo desassossego é abrir as portas para o desânimo de viver. Ninguém cresce e ninguém vence em um lar espiritualmente desestruturado, onde as paredes ecoam raivas, ressentimentos e discórdias cotidianas. O caos externo contamina o altar interno. No entanto, em meio a esse mundo conturbado, nós sempre temos uma escolha, uma opção sagrada. Podemos escolher silenciar a mente, fechar as portas para as energias de destruição e transformar o nosso lar — e o nosso próprio ser — em uma casa espiritual de acolhimento. O silêncio não é a ausência de som, mas a presença da paz divina. Buscar a ordem material e a harmonia espiritual é o único caminho para resgatar a nossa força e vencer as batalhas da vida. A paz do seu lar começa na escolha que você faz hoje.

"Quando está em silêncio, vários gritos te assombram
te perseguem e te chamam.
Você resolve se concentrar, porém a sua labuta insiste em te chamar
com prazeres e momentos que não fazem sentido esperar."

"Quando o silêncio incomoda teus ouvidos
Quando a sua prisão vira um paraíso
Quando a verdade não faz mais sentido
Quando o sol não mostra o seu brilho.
O que faremos e por quê?"

"Só queria achar meu lugar de sossego
no silêncio, sem lágrimas e tristeza.
Só queria contemplar a calma na alma que nunca tive.
Voar como um pássaro e poder escolher onde pousar."

No silêncio está a provação:
Portas vão se fechar;
Oportunidades irão escapar das suas mãos;
Pessoas que não se alinham a sua futura realidade irão se afastar;
Não tema, Deus está alinhando.

A Linha do Silêncio. Tv


Por que, muitas vezes, nós nos deixamos ser feridos e simplesmente abaixamos a cabeça, aceitando o golpe em silêncio? Essa entrega passiva raramente é um ato de nobreza; na maioria das vezes, é o sintoma de uma alma cansada de guerrear ou de um coração que passou a acreditar que merece a dor que recebe. Aceitar o desrespeito e a humilhação sem reagir não é paciência, é anulação. Existe uma diferença sagrada entre silenciar para não alimentar o conflito e silenciar porque esquecemos o tamanho do nosso próprio valor. O verdadeiro amor-próprio nos ensina que erguer um limite é o primeiro passo para a cura.

"Existe o silêncio para estabilização
e existe o silêncio obsceno, e deste último
o mundo está cheio."
Haredita Angel
27.10.15

"Às vezes, o silêncio e o afastamento é também um ato de amor..."
(para consigo).
Haredita Angel
05.04.2006

"No silêncio eu sinto que existo,
no barulho eu já me perco!"
Haredita Angel
21.11.15

Te celebro com o corpo em chamas e a alma repleta de amor

Como quem reza em silêncio diante da uma semideusa .

Teu corpo é templo, teu olhar meu mistério

teu amor, a eternidade que me atravessa.

Hoje, mais do que o tempo,

celebro o destinoter cruzando teu caminho e me tornano abrigo em teus braços

Que tua vida seja leve, ardente e plena

e que eu siga sendo sua em poesias, fotos e canções.

Para minha Amada.

03/11/2025

Seu silêncio também me toca.
Fica entre nós como uma mão.
Não sei se é medo ou desejo,
mas sei que me chama.
Aproximo o rosto,
espero sua decisão.
O amor é este lugar
onde o sim precisa ser inteiro.

SILÊNCIO


O silêncio é sábio.
Caminho por um labirinto.
Escuto a liberdade.

Quando uma dor profunda emerge das profundezas da alma...


a palavra se curva em silêncio
para dar passagem honrosa às lágrimas...


e sinto o seu nome vibrar nas veias
das minhas lágrimas...
✍©️@MiriamDaCosta

Quando chorei
e pedi ajuda
eu fui forte...


quando em silêncio
ajudei
eu fui grande...
✍©️@MiriamDaCosta

Fiz uma aliança
com a paciência e o silêncio,
eles são imbatíveis
no decorrer do tempo.


Fiz uma aliança solene
com a paciência e o silêncio.
Eles não se apressam,
não se ferem
e não se desgastam
apenas atravessam o tempo
com a força indestrutível das coisas
que sabem esperar.


Eu, que já fui tempestade,
aprendi com eles
que nada vence aquilo
que permanece firme
no seu próprio ritmo de eternidade.


Fiz uma aliança mansa
com a paciência e o silêncio.
São meus companheiros antigos,
guardiões do instante.
No decorrer do tempo,
descubro que eles vencem tudo...
o ruído das urgências,
o peso das inquietações
e das horas que tentam me arrancar
de mim mesma.
Com eles, aprendi a respirar o mundo
no sopro suave do que não pressiona,
mas floresce...
✍©️@MiriamDaCosta