Poemas sobre o Silêncio

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⁠"Refém de Mim"

É madrugada e o silêncio grita,
me aperta, sufoca, me limita.
A cama parece um campo de guerra,
onde o travesseiro é refém da minha tristeza.

Me perco nos olhos que não estão,
no amor que finge que foi ilusão.
Mas eu sei... no fundo eu sei,
que amar não é erro, mesmo se eu calei.

O telefone não toca, ninguém vem,
o peito pesa, ninguém me mantém.
Meu avô luta, minha vó se perdeu,
minha mãe se apoia no que restou... eu.

E o emprego, e a vida, e as contas, e o mundo...
Tudo pesa num segundo.
Queria sumir, ser fumaça, desaparecer,
mas, mesmo querendo, não sei nem como fazer.

Tem dias que penso em ferir minha pele,
como se ela pudesse gritar o que minha alma não consegue.
Mas no fundo, lá no mais fundo,
eu só queria um abraço, um colo, um refúgio seguro desse mundo.

Se poesia é pra curar, que ela me cure,
se é pra salvar, que ela segure.
Que cada palavra seja um sopro de vida,
que me lembre que apesar da dor...
eu ainda respiro. Eu ainda existo.
E talvez... só talvez... isso já seja um sinal de que ainda há caminho,
de que não acabou, e que eu não tô sozinho.

No início, nada parecia fazer sentido. As paredes respiravam silêncio, as janelas guardavam ventos antigos e o chão, sem pressa, recolhia sombras como quem cole uma memória perdida. Havia um rumor sem origem, um eco suspenso, e no centro desse estranho equilíbrio caminhava o tempo, o Cronos, com seus pés invisíveis, costurando instantes sobre a carne do mundo.
Tudo era confuso apenas para os olhos apressados. Porque o caos, quando visto de perto, parece ruína; mas, quando atravessado pela alma, revela desenho. O Cronos não destruía: lapidava. Tirava nomes, mudava formas, envelhecia certezas, para que o essencial pudesse emergir sem ornamento. Era ele quem partia as horas para que delas nascessem sentido, saudade, retorno e transformação.
Então compreendi que o início não era ausência de lógica, mas excesso de mistério. Nada parecia encaixar porque tudo estava vivo demais, pulsando antes da forma. E o maior sentido estava justamente nisso: no invisível alinhamento entre perda e descoberta, entre demora e revelação, entre o que termina em nós e o que, pelo tempo, finalmente começa. Como rio secreto, Cronos sorria no escuro, sabendo que cada desencontro também era destino antigo.

Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.

Você se sente amada
quando o silêncio não pesa e a presença fala mais alto que promessas?

Você se sente protegida quando o mundo endurece e há um peito firme onde o medo some e você pode descansar?

Você se sente cuidada
nos detalhes invisíveis,
no olhar atento, na palavra que conforta, nos braços que acolhem e na mão que permanece mesmo cansada?

Amor não é só intensidade, é constância.
Não é só desejo, é abrigo.

Amor é ficar quando seria mais fácil desistir.
É escolher todos os dias, mesmo conhecendo falhas, limites e cicatrizes.

Porque quem ama de verdade não apenas diz: "eu te amo"
prova, sustenta e nunca solta a mão.

Algumas pessoas não perguntam porque são covardes e têm medo da verdade..
Preferem o silêncio porque sabem que a resposta pode destruir a fantasia que sustentam.


Outras não perguntam porque são trouxas e acham que já conhecem a verdade.
Confundem amor com posse e confiança com certeza absoluta.

⁠Nem todos recebem o caminho pronto.
Alguns constroem passo a passo, com esforço, silêncio e esperança.
Cada trajetória respeita seu próprio ritmo.
Não abandone aquilo que faz seu coração insistir.
O tempo revela o valor de quem permanece fiel ao que planta.

Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.


Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.


E tudo bem.


Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.


No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.

A mais elevada e bela oração é a oração sem desejos, a escuta que adentra o silêncio divino.



(Byung-Chul Han)

Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.

Você é o silêncio,
o silêncio que eu insisto em preencher,
A vírgula esquecida em tudo o que eu quis dizer.
É estranho como quem nada me entrega,
acaba sendo o meu lugar de descanso.
Você não se vê nos livros que sublinhei,
nem ouve seu nome nas canções que decorei.
Não que você seja o centro do universo,
mas, quando se trata de você, tudo foi sentido ao extremo,
tornando-se assim a minha maior fonte de inspiração.
Obrigado por ser, mesmo sem pretender,
A beleza do que eu não pude ter.

¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤ curvas de um sentimento.¤¤¤¤¤¤¤
O silencio sufocou as palavras,
O sentimento foi quase um instante.
A vida ensinou o que precisava,
E assim como uma nada, nada bastou.
Sentimento perdido esqueceu do que foi.
Caminhos de beijo, jornada sem paixão,
atalhos que contornam o coração.

Que chegue no silêncio...
e sufoca o instante,
para deixar a saudade na saudade e embriagar o instante...
Não sou aquilo que não quero,
nem a dose do seu desejo
Sou o instante que venero na vontade que anseio.

O tempo tem o seu próprio tempo!
E para a ocasião o tempo se aconchega em silêncio
Na quietude suspira a minha alma,
Como terra seca observa as rachaduras profundas que anseia por chuvas para irrigar e renovar a relva da alma, conforme a estação do tempo.
A minha alma tem sede de ti SENHOR.

MEU SILÊNCIO GRITA
Oh silêncio ensurdecedor!
Oh burburinhos que vem da alma!
Quando os pensamentos ardem dentro crânio;
Quando os verbos são alfinetes na boca;
E as palavras ferem mesmo sem serem ditas.

Quando se entra falando, mas mudo;
Quando se sai mudo, mas se sai gritando;
Quando os passos criam
O som de um exército.

Quando os olhos discursam,
Elaboram sermões
E lança m rajadas de verbos.

Quando minha inteligência dar conselhos
Conselhos de vida abundantemente.
E a felicidade não vem com regras
Mas na cautela de ser.

Quando os conselhos são rejeitados
Como se fossem insultos...
O meu silêncio grita...
Grita os gritos dos acertos
Nas experiências vivenciadas.

É o barulho que sei fazer
Diante da insanidade de gente
Que quer ser feliz na dependência do outro.
Silêncio... silêncio

Um coração amante, com o seu amor distante,
Numa escuridão de noite, silêncio da madrugada,
Um coração abrasante, ferve uma alma apaixonada,
Eu queria ter asa de pássaro para eu voar na imensidão,
Encontrar a minha doce amada e viver nossa eterna paixão.

⁠naquele silêncio
ao fundo
escutava tua voz
cochichando
nos meus ouvidos,
o amor!

O corpo despenca,
Exaurido de forças,
No silêncio do tempo,
Que arrasta os dias
Sem promessa de alívio.
O amanhã já não importa,
Apenas o fim do hoje,
Enquanto a frustração
Se enrosca na alma
Como sombra que não parte.

Busco palavras
No vento
E até no silêncio.
Na solidão,
Encontro o verso que encaixa
Na vida.

Já perdi tanto por medo,
sem segredo.
O silêncio me deixou longe de tudo,
e hoje o arrependimento é profundo.
É hora de alçar a voz e ir pra luta,
sem falhar na conduta.

O silêncio
O silêncio que invade minha alma,
A tranquilidade da casa,
Em um instante que parece eterno,
Um único som vindo da sala de estar,
O tiktak do relógio,,,
A mesa vazia, o vento a soprar a poeira sobre os móveis,
O violão no canto da parede,
Os raios de sol ultrapassam a janela,
Insistindo em iluminar o meu silêncio.


23/07/2026