Poemas sobre o Silêncio

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“Homicídio de alma” não deixa marcas no corpo,
mas sangra por dentro em silêncio.
É quando palavras viram lâminas,
e o afeto se transforma em ausência.
É morrer aos poucos em vida,
perdendo a cor, a voz, o brilho,
até esquecer quem se era…
até duvidar de si.
Mas toda alma ferida ainda respira esperança,
e aquilo que tentaram destruir,
Deus sabe reconstruir inteiro
Helaine Machado

O coração de uma mulher
não cabe em qualquer lugar,
é feito de vento e silêncio
que aprende sozinho a cantar.
Helaine Machado

Deixa eu morrer…
só por um instante de silêncio,
onde o mundo não me cobre,
onde a dor não grite meu nome.

Minhas lágrimas caíram,
mancharam meu rosto em silêncio,
como tinta da dor escrevendo histórias
que ninguém quis ler.
Helaine machado

Quando o mundo pesa em mim,
e o silêncio grita o que não sei dizer,
meu coração cansado Te procura,
como quem só precisa repousar em Você.
Minhas forças se desfazem no caminho,
meus passos já não sabem para onde ir,
mas no Teu colo encontro abrigo,
e em Tua presença volto a existir
Helaine machado

Você chegou e incendiou tudo,
rasgou o silêncio das minhas noites,
fez do meu peito um campo de desejos
onde cada lembrança de antes
parece apenas sombra do que sou com você.
Helaine machado

Valeu por ouvir
quando minha voz era só silêncio,
quando minhas palavras se escondiam
no medo de não ser entendida.
Valeu por ficar
mesmo quando eu não sabia ficar em mim,
quando tudo em mim era confuso
e ainda assim você não foi.⁠
Helaine machado

No silêncio da noite eu me encontrei
Entre pedaços de mim que escondi
Tantas dores, tantos medos guardei
Mas a minha alma insistiu em florir
Meu peito chora, meu peito canta
Entre feridas eu tento me achar
Tem dias que a vida pesa tanto
Mas ainda existe luz pra me guiar
Helaine machado

ONDE O SILÊNCIO FALA.

No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.

Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.

Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.

Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.

O SILÊNCIO DO NOSSO ADEUS
Há despedidas que não se pronunciam. Elas não se fazem em voz alta, nem se escrevem com gestos dramáticos. Instalam-se na alma como um inverno interior, lento e definitivo.
O silêncio do nosso adeus não foi ausência de palavras. Foi excesso de consciência. Quando dois espíritos compreendem que o caminho já não é o mesmo, o ruído torna-se indigno. Falar seria profanar aquilo que já estava consumado no íntimo.
Há algo de antigo e solene em certas separações. Como nos ritos arcaicos em que o fogo se apaga sem espetáculo, apenas com a dignidade de quem cumpriu sua função. O amor, quando verdadeiro, não se degrada em escândalo. Ele recolhe-se.
O mais doloroso não é partir. É permanecer por instantes no limiar, sentindo que o que foi intenso agora se converte em memória. E a memória não abraça. Ela apenas ecoa.
Nosso adeus foi assim. Um entendimento tácito. Um acordo silencioso entre duas consciências que se respeitam. Não houve acusações, nem dramatizações, apenas a gravidade de quem reconhece o fim de um ciclo.
O silêncio, nesses casos, não é fraqueza. É maturidade. É a forma mais elevada de respeito. Porque quando se ama de modo honrado, até a despedida preserva a dignidade do que existiu.
E assim seguimos. Não como estranhos, mas como capítulos encerrados com sobriedade. Pois há histórias que não terminam em ruínas, terminam em silêncio. E esse silêncio, embora doa, é a prova de que um dia houve verdade.

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Falso pastor não tem coração.
Tem engano.
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Rouba em silêncio e ignora sua dor.
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No fardo o canto que é pássaro e maravilhoso no fundo do silêncio.
Seria simplório dizer que o silêncio é divino.
Pois é fértil o propósito de viver de baixo da cachoeira corrente,
Fluido instante pois as nuvens contam histórias num mundo de imagens e paredolias nos damos vida aos encantados.

Silêncio clama pela verdade.
O silêncio clama por justiça.
O silêncio tem lágrimas escorrem palavras.
Somos olhares navegantes ilusões.
Nos calamos pelo engodo...
Provenientes das mentiras que tentam te fazer calar.
Mais o silêncio grita grita mais ninguém ouve as lamurias vindas de quem sofre.
Suas experiências te dizem que verdade nao pode ser calada !
A algo maior dentro de cada um que sabe que verdade esta contaminada por mentiras.
E ainda temos que engolir essas mentiras.

Carrego lembranças de dor, dúvidas e silêncio…
Mas também carrego algo maior: a certeza de que Deus nunca me abandonou.
Se cheguei até aqui, é porque fui escolhida desde o começo.
— Lílian Arriel

Se você soubesse o que eu sei,
e penso ao seu respeito,
Entenderia meu silêncio diante da sua latumia.

[Emudecência]


O silêncio é sábia companhia.
Quem fala muito,
Acaba falando demais.


17/06/23
Michel F.M.

Sentimentos Não Tem Gênero e Nem Silêncio.

Todos conhecem o brilho das lágrimas de uma mulher e, indiscutivelmente, deveriam também reconhecer as de um homem.
Até porque eles também amam, mentem, sentem, choram — e, muitas vezes, se chocam ao descobrir seus sentimentos mais profundos.

Dentro de si, forma-se um turbilhão prestes a explodir, capaz de tirar o sono e a paz, mas também de revelar o sentimento mais lindo que existe — assim como acontece com as mulheres.

Talvez um dos pontos de igualdade entre homem e mulher comece justamente aí.
E a diferença, quem sabe, esteja nas atitudes: no medo ou no orgulho que podem surgir.

O tempo passando
O silêncio gritando dentro de mim.
Prefiro palavras que machucam a esse silêncio sem fim.

O sono que antes tranquilo
Rapidamente vinha a mim
Hoje não mais encontro,
A noite é longa , É quase sem fim..

Queria saber expressar
Tudo aquilo que me deixa assim.
Mas tudo é confuso,
não há palavras que possam fazê-lo enfim.

A finitude da vida..... não é só a perda da presença; é uma pessoa inteira que vira silêncio e matéria. Isso faz todas as renúncias sem sentido parecerem gritantes.


Isto leva a uma reflexão: a de identificar o que já está morto dentro da sua rotina e o que ainda pulsa.


Pare e pense: do que você sente mais falta em você? Quem era você antes de virar só sustentação? Então não é sobre um sonho isolado. É sobre sentir que a sua existência inteira virou manutenção.


Você trabalha. Aguenta. Resolve. Entrega. Sustenta. Segura os outros.


Mas internamente existe um ser olhando para a própria vida e pensando: “em que momento eu vou começar a viver para mim?”

Entre o Despertar e a Espera
(Quando o silêncio vira cúmplice)

Cinco seres, quatro monstros e um cachorro.
Até quando fecharemos os olhos para a maldade humana?

A justiça precisa prevalecer, pois é ela que sustenta o bem comum.
Em nossas vidas, precisamos da verdade. Precisamos acreditar na humanidade. Precisamos acreditar na justiça.

O ser humano deve possuir integridade moral e respeitar as diferenças.
Se o cachorro é um ser tão fiel e amigo, por que ainda existem pessoas tão maldosas, mesmo tendo consciência?

O ser humano de bem reconhece o valor do afeto, um abraço sincero, um olhar limpo, um “lambeijo” cheio de verdade…de seus amigos de quatro patas.

Aguardar um desfecho e lutar por um ser é algo digno — é, acima de tudo, um ato divino.

Na minha orelha, não carrego apenas um brinco —
carrego um símbolo:
justiça.