Poemas sobre o Silêncio
Vamos comemorar?
Entre perdas e recomeços,
O silêncio carrega a armadura do vilão, ou pode carregar o travesseiro da esperança,
Os domingos depois das dezoito horas, as vezes são guardiões do medo e por vezes são amigos do amor,
O perdão é macio, ele chega como uma noite calma, como uma brisa suave de verão, dá pra senti-lo fazendo efeito através de um olhar,
Não escolha ser uma escolha, se permita escolher aonde navegar sem ondas gigantes,
No final do arco-íris, eu vejo uma garrafa de vinho do bom, duas taças e uma bela pizza, é hora de comemorar.
Meu encontro
Navegando num barco no meio do oceano sozinho e sem direção, o silêncio e as estrelas passaram a ser o meu guia,
Errante por querer abraçar o mundo, desafie o destino e ele me impôs seus obstáculos,
Em cada lição e em cada pedra levantada fui me transformando no artista principal da minha própria jornada,
Enquanto a terra for amiga do mar e o mar continuar espelhando o céu eu estarei disposto a alcançar essa paz que ecoa com esperança pelos oceanos,
Continuarei a navegar em busca do meu maior encontro com o meu verdadeiro eu.
"O silêncio do homem sábio não é recuo, é preservação. Eu evito o confronto não por temer a sua força, mas por conhecer o tamanho da minha. Dominar a si mesmo é a maior das vitórias; ultrapassar esse limite é um caminho sem volta."
— Ginho Peralta
Sou assim...
Respondo ao ódio com amor.
Ao desprezo com humildade.
À ironia com o silêncio.
À violêcia com brandura
À calúnia com serenidade
À indiferença com resignação
E a todo mal com uma prece.
Não, não sou arrogante por isso
Nem me acho a tal
Creio em Deus e a Ele eu sigo
Ele me ajuda a superar tormentas
Me sussurra aos ouvidos "Coragem!"
Me leva adiante dos me que me ofendem
Sem que eu lhes ouça os murmúrios vis.
Então, você aí,
Não me julgue mal porque você me vê mal.
Corrija para onde olha
Força boa vem de cima, não de baixo.
Depois da guerra interior, até o simples torna-se majestoso.
O silêncio vira abrigo.
A presença torna-se milagre.
E respirar deixa de ser automático para tornar-se gratidão.
Comece a defender o que é exclusivamente seu —
aquilo que mora no silêncio do peito,
que ninguém pode tomar,
que ninguém pode fingir.
Guarde o que é essência,
proteja o que é verdade.
E então você verá:
a vida se abre como manhã de céu limpo,
o sol não queima — aquece,
o ar não pesa — preenche,
e respirar deixa de ser esforço
para se tornar milagre.
Quando se honra o que é próprio,
o mundo deixa de ser ameaça
e vira casa.
E o sabor da vida —
ah, o sabor da vida —
é simples,
é inteiro,
é bom
e profundamente verdadeiro.
O Perigo do Silêncio: As Pedras que Fingimos não Ver
Existem lições disfarçadas de pedras que nossa consciência escolhe ignorar. Damos a volta, mudamos o foco e fingimos que elas não estão ali, esquecendo que a estrada da vida é um espelho. O obstáculo que hoje evitamos continuará bloqueando nossos passos. A verdadeira cura começa quando paramos de desviar e decidimos retirar o que atrasa a nossa jornada.
#Sabedoria #Consciência #Verdade
Hoje o meu silêncio fez mais barulho que o mundo.
Sorri entre vozes,
mas por dentro havia um quarto vazio,
onde nem a minha própria companhia
conseguia afastar a sensação de ausência.
É estranho sentir-se só
quando há tanta gente por perto.
Mais estranho ainda
é duvidar do próprio lugar no coração de alguém.
Talvez eu não precisasse de respostas,
apenas de um abraço que dissesse,
sem palavras:
"Você importa. Sempre importou."
Enquanto esse abraço não chega,
guardo a esperança de que até os dias mais nublados
não conseguem apagar a luz
de quem nasceu para iluminar a vida dos outros.
Escrevo para dar voz ao que o silêncio não consegue esconder.
Transformo sentimentos em palavras, saudade em versos e pensamentos em poesia. Aqui, cada texto nasce de um pedaço de mim — das minhas ausências, das minhas esperas e das minhas pequenas esperanças.
Se você chegou até aqui, talvez também sinta demais.
Essa é a Minha Mãe
Minha mãe nasceu no regime machista,
onde o silêncio era educação,
onde mulher aprendia cedo
que obedecer também era obrigação.
Ela cresceu ouvindo que homem manda,
que mulher deve compreender,
que certas portas não eram para ela,
e que questionar era aprender a perder.
Hoje ela cultiva o machismo,
não porque inventou suas raízes,
mas porque algumas correntes antigas
parecem familiares demais para serem vistas.
A visão dela é machista,
e talvez ela nem perceba.
Carrega dentro dos próprios olhos
a mesma prisão que um dia a cercou.
O feminismo nunca existiu na vida dela,
não como escolha, não como caminho.
Talvez porque, quando ela era jovem,
ninguém lhe mostrou que havia outro destino.
Talvez ela nunca tenha conhecido o feminismo.
Talvez nunca tenha precisado desse nome.
Talvez tenha apenas aprendido a sobreviver
com as regras que lhe deram.
Não uma vilã.
Não uma santa.
Apenas uma mulher moldada pelo seu tempo,
que carregou o passado para dentro do presente.
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Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Entre versos quebrados
O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.
As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.
No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.
E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois
Enquanto te olhava
Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.
Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.
Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.
Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.
Vencer com o Bem
Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.
Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.
Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.
Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.
Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.
Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.
Que eu seja labirinto e mapa,
raiva e silêncio,
pesadelo e oração,
até que a manhã me reconheça
entre os escombros do meu ser.
Quebra o silêncio
Quebra o silêncio
Antes que ele diga por você
Leio o ar nos teus pulmões
Descompassado
O corpo chega onde
a palavra não ousa
Quebra o silêncio
Sustenta o olhar
O medo é só
O nome errado
do que insiste
Quebra o silêncio
Fica
Eu escuto o que
não vem inteiro
Sem urgência
Sem escudos
Te toco
— o tempo perde função
Te cerco
— algo em ti repousa
Revelo o que nunca
Foi pedido
Esse intervalo
Onde a alegria aprende a ficar
O Beijo
Te calculei em silêncio
Tentando manter distância
Mas você acontece
Fora de qualquer previsão
Quando chega
Meu corpo responde
Antes da lógica
Terminar o raciocínio
Teu beijo altera o curso
Do que eu achava estável
E tudo que era linha
Vira movimento
No fim, entendo:
Não é sobre resolver
Você é sobre aceitar
O beijo
Lá no fundo eu já sabia
Lá no fundo eu já sabia
que teu silêncio falava mais alto que promessas.
Havia um aviso discreto no teu olhar,
como nuvem fina antes da chuva cair.
Lá no fundo eu já sabia
que teu toque vinha com prazo escondido, feito flor bonita que nasce apressada e já carrega o cansaço da despedida.
Mesmo assim, fiquei.
Plantei esperança onde o chão era raso, fingi não ouvir o estalo do coração rachando devagar por dentro.
Lá no fundo eu já sabia,
mas amar também é isso:
escolher sentir, mesmo atento ao fim, e chamar de verdade aquilo que doeu.
A Morte do Caráter
O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.
Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.
Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono
