Poemas sobre o Silêncio

Cerca de 17613 poemas sobre o Silêncio

-A Mulher Que Sobreviveu ao Silêncio-


Nunca duvide da mulher que você é,
mesmo quando a dor fizer o peito perder a fé.
Porque ninguém conhece o peso da tua caminhada,
nem as lágrimas que caem na madrugada calada.
Você sorri enquanto a alma aprende a sobreviver,
mesmo cansada da vida insistindo em doer.
Carrega o mundo no peito sem deixar transparecer,
e ainda encontra forças para permanecer.
Quantas vezes pensou em parar no meio da estrada,
sentindo a esperança fraca, quase apagada.
Mas algo dentro de você jamais se rendeu,
porque até no caos teu coração permaneceu.
Você é tempestade, mas também imensidão,
é cicatriz aberta buscando reconstrução.
E mesmo quando o medo tenta te consumir,
há uma força divina mandando você seguir.
Nunca duvide da tua capacidade de vencer,
porque só quem já caiu entende o peso de erguer.
Você não é feita apenas de dor e solidão…
você é renascimento pulsando dentro do coração.
— Jordeane Lemes

Junho chega manso, quase em silêncio, acendendo fogueiras e aquecendo corações. Entre bandeirinhas coloridas e estrelas no céu, ele pinta a alma com uma alegria simples e verdadeira. É o perfume do milho cozido no ar, o som envolvente da sanfona, o aconchego de um abraço apertado.
No frio de junho, a gente descobre que o calor mais bonito não vem do fogo, mas do coração. É poesia vestida de festa, iluminada por chamas dançantes e sorrisos sinceros. O amor entra na roda, dança quadrilha sem pressa e encontra sempre um motivo para ficar.
Junho é tempo de raízes, de reencontro com o que realmente importa. Um convite suave para voltar ao simples, valorizar o essencial e celebrar a vida em sua forma mais pura.
Que este mês te presenteie com noites iluminadas e dias cheios de esperança. Porque o verdadeiro som de junho não vem apenas da sanfona, mas da alegria de estar vivo. E assim, ele nos ensina, com delicadeza, que mesmo no frio, a vida pode ser quente, vibrante e cheia de cor.

O que eram apenas resquícios…
tuas águas ainda fluem no meu peito.
Guardadas no silêncio das profundezas do oceano,
podes ouvir a minha voz,
pois sou onde o mar deságua os teus pensamentos.

Manifesto da Raiva

Não é a raiva histérica que me move,
mas a que nasce do abuso,
do silêncio imposto aos que ainda têm alma.

Raiva de ver os bons engolidos
por um sistema que premia a mentira,
que coroa o disfarce,
que veste a hipocrisia como traje de gala.

A indignação é meu sangue,
me desperta, me obriga a escrever.
Não busco paz interior,
não preciso de frases que anestesiam.

Escrevo para rasgar,
para devolver em fogo
o que tentaram me enfiar goela abaixo.
Minha arte não é gentil,
é necessária.

Porque se eu calar,
se eu aceitar,
se eu sorrir junto,
aí sim estarei perdido.

A raiva me lembra que existo.
A indignação me prova que ainda sinto.
E enquanto isso durar,
ninguém, nunca,
vai me domesticar.

CLARIDADE DO INDIZÍVEL




Tua alma é um pátio antigo onde o silêncio respira,
e por onde passam figuras que não sabemos nomear,
ecos de vidas que ficaram presas na memória,
sussurros que dançam entre luz e penumbra.


Ali, o homem que és se desfaz do mundo,
larga o peso, a pressa, o roteiro imposto,
e caminha como quem toca na própria sombra
com a delicadeza de quem sabe que tudo pode ruir.


O vento te ensina gestos que esqueceste,
a chuva te devolve a inocência da água,
e a noite te veste com a claridade que não fere,
essa luz que não ilumina, mas revela.


E no fundo desse jardim escondido,
onde nenhum ruído do mundo te alcança,
há uma fonte que insiste em murmurar verdades —
verdades que não se dizem,
mas que o teu silêncio entende.


É ali que te reencontras:
entre o eco do que foste
e o lampejo do que ainda virá,
sob o luar que não consola,
mas que te devolve a ti mesmo.

Eu precisei fingir que estava tudo bem,
enquanto uma parte minha
morria em silêncio.

Porque ninguém percebe
o tamanho da dor
de perder alguém aos poucos.

Primeiro acabam as conversas.
Depois os cuidados.
Depois a presença.
E quando você percebe,
só restou a lembrança
do que um dia foi amor.

Ainda dói.
Mesmo depois do orgulho,
do silêncio
e das tentativas de seguir em frente.

Porque certos amores
não acabam de verdade.
Eles apenas aprendem
a morar escondidos dentro da gente,
em um lugar onde ninguém vê,
mas onde tudo ainda pulsa.

⁠Em alguns dias, o coração aperta e a saudade aparece sem aviso. O silêncio se torna barulhento. A menina ora baixinho, pedindo apenas força, paz e a presença invisível que consola. Ela não busca respostas rápidas, apenas um sinal de que Deus está ouvindo.
E ele está!

- Edna de Andrade

⁠Carrego em mim o silêncio do outono,
onde cada folha que cai, me ensina a deixar ir.
Sou feita de pausas, de raízes e de
renascimentos.

- Edna de Andrade

⁠Confio no tempo de Deus.
Mesmo quando não entendo,
mesmo quando tudo parece silêncio…

Porque sei que Ele cuida
até do que eu ainda nem sei pedir.

E nisso, eu descanso.
Com fé. Com leveza.
Com o coração em paz.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Deixa Deus cuidar de você.

Entrega.
Porque tem amor no que Ele faz em silêncio.
Tem colo nas demoras,
tem cuidado nos caminhos que ainda não se abriram.

Deixa Deus cuidar de você —
do jeito Dele:
com mansidão, com presença,
com milagres escondidos no dia comum.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Tem milagre disfarçado de silêncio.
Naquela dor que não veio.
Naquela pessoa que foi.
Na saúde que ficou.

Tem cuidado escondido no simples:
no alimento na mesa,
no teto que protege,
no abraço que chega mesmo de longe.

É que, às vezes, o que a gente chama de rotina…
é só Deus agindo nos bastidores.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Nem todo recomeço chega com claridade de manhã ensolarada.
Às vezes, ele vem no silêncio de uma oração,
na coragem de levantar da cama
ou no simples gesto de continuar, mesmo cansada.

Porque recomeçar…
é confiar que Deus ainda tem flores onde hoje só há espinhos.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Hoje, em silêncio, entreguei teu nome a Deus.
Pedi que te alcance com carinho,
que esteja contigo onde eu não posso estar,
e te envolva com o cuidado que meu coração queria te dar.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Deus,
obrigada por este instante de paz.
Pelo silêncio que acalma,
pela fé que permanece,
pelos pequenos milagres que passam
sem fazer barulho…
mas tocam o coração da gente.
Que eu nunca me esqueça:
teus cuidados me alcançam,
até quando me distancio de Ti.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Deus conhece cada semente
que você lançou em silêncio,
com fé, com lágrimas e com esperança.

Nada do que é feito com amor
passa despercebido aos olhos d'Ele.
A colheita vem…
no tempo certo, do jeito mais bonito.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Tem bênçãos que nos cercam em silêncio…
Aquelas que chegam disfarçadas de rotina,
de abraço apertado, de respiração tranquila.
Nem sempre conseguimos enxergar,
mas Deus cuida da gente nos detalhes.
No que não faltou,
no que foi leve,
no que parecia pouco, mas sustentou.
A gratidão começa quando a gente entende
que o invisível também é milagre.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Ela carrega histórias, sonhos bordados em silêncio, lembranças que aquecem o peito e uma vontade bonita de recomeçar. Porque há viagens que começam dentro da gente — quando a gente para, respira… e simplesmente confia.

— Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna

⁠Tem coisa que a gente vive plantando em silêncio.
E Deus… ah, Deus tem visto cada semente lançada com fé,
mesmo quando tudo parecia tão árido por dentro.

Não se espante se, de repente, as coisas começarem a florescer.
Isso não é sorte — é colheita.
É resposta suave ao esforço bonito
de quem não desistiu, mesmo cansando.

A vida começa a dar certo devagarinho,
quando o coração entende que Deus nunca deixou de ver.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Tem coisa linda acontecendo no silêncio,
bem onde os olhos ainda não alcançam.

Enquanto você espera, Deus trabalha.
Enquanto você duvida, Ele já prepara.
E mesmo nos dias em que tudo parece imóvel,
há um amor invisível costurando recomeços.

Confia.
O tempo d’Ele é diferente —
mas sempre chega na hora certa.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna