Poemas sobre o Silêncio

Cerca de 17613 poemas sobre o Silêncio

Tem dias que Deus não responde.
E isso dói.
Mas talvez…
Ele não esteja em silêncio…
só esteja agindo onde você não vê.
Porque nem sempre Ele tira da luta…
às vezes Ele só sustenta dentro dela.




_ João Maia _

O silêncio incomoda…
porque nele não tem distração.
Só você…
seus pensamentos…
e tudo aquilo que você evita encarar.
Mas é ali…
que a verdade aparece.



_ João Maia _

A alma não se mede
pelo silêncio que guarda,
mas pelo eco que deixa
quando decide falar.

Tem hora que você só precisa parar de se cobrar tanto e lembrar que
Deus trabalha no silêncio também.
Nem todo avanço é visível. Nem todo milagre faz barulho. A ansiedade te faz correr sem saber pra onde, mas a fé te ensina a esperar sem perder o rumo.
A Bíblia não disse que seria rápido. Disse que seria no tempo certo.E enquanto você acha que nada está acontecendo, Deus tá alinhando tudo no invisível. Então respira. Nem tudo que parece parado está perdido.
Às vezes é só o céu construindo o que você ainda não pode ver.

O poeta incomoda incomoda o silêncio
até que ele sai da frente de frases prontinhas nas coisas que tão...
que são que acontecem...


Incomoda a ausência
de assistência
poética.


O mais do mesmo é vírus malicioso
inimigo da linguagem ele ataca
o pensamento prova falta de
imaginação levando a
repetição que não
cuidada bloqueia
a autenticidade


Cuidado se sentiu vício delinguagem procure um trava-língua
próximo a sua razão


E imagine com mais imagens.


(Leonardo Mesquita)

A experiência do borbulhar de palavras
chamando o olhar ao barulho do silêncio que da mente brota
fluindo frases que leva
o olhar poema afora
com o barulho das palavras
rolando a história
nessa brincadeira agente olha
a água que molha
a garganta da mente
que tagarela corre com a palavra
certa para a frase inquieta
que sem a palavra: puf




Leonardo Mesquita

No ninho do silêncio nascem frases autorais, ponha a palavra no papel
aqueça-a com olhar criativo até a eclosão do verso próprio...
alimente-o com sua voz
deixe-o voar
no pensar que o aprimora...




Leonardo Mesquita

O vazio é um espaço onde existe silêncio e nada.


O nada se basta?


O nada é suficiente com o seu vazio, com esse intervalo que colapsa no tempo?


É a presença, esta que nos coloca no agora, pois a mente dispersa, por isso despertamos a mente para fluir na presença da existência.


Vencemos, não?


É uma batalha o viver?


Vejo como a água do rio que flui, só vai seguindo o seu próprio curso, preenchendo-se de si.


Essa é nossa verdadeira natureza!


Selvagem.

Que a tua vida seja feita de paz que acalma a alma, não de silêncio que pesa.
Que a tranquilidade seja tua casa, não tua fuga.
Que tu tenhas boas conversas até tarde, daquelas que curam mais que conselho.
Que as companhias sejam poucas, mas de qualidade;
gente que te escolhe sem você pedir.

Que as amizades sejam abrigo, e o amor seja porto seguro.

Que a paixão te lembre que tu ainda sente, ainda vibra, ainda quer mais.

Que a exclusividade não seja egoísmo, mas prioridade: Você no lugar certo, com quem te vê inteiro.

Que a fé te sustente nos dias que o chão some.

E que tu nunca perca as tuas Metas de vista... porque elas são o mapa da pessoa que você nasceu pra ser.

Vive leve. Vive inteiro. Vive com sentido. Mesmo que, às vezes, possa parecer sem sentido...

"E na calada da noite que o silêncio plana aos ouvidos, e os mistérios do coração é desvendado, puro são os desejos dos inocentes e os afortunados, de vingança são as interpretações dos corruptos.
É na calada que os pensamentos loucos são compreendido por si próprio. É na calada da noite onde o surdo ouve as vozes de seus preceitos, é onde os olhos fechado vê o mundo por portas novas.
É onde nasce os grandes sonhos movido pela intenciadade de vencer.
É onde a capacidade conspira contra a falta de vontade.
É onde o futuro tá começando a ganha um paço do presente.

Fujo da realidade trocando as horas,
buscando no silêncio novas auroras.
Tento me validar, me provar, me refazer,
enquanto o mundo insiste em não querer me ver.
Cursos, livros, obstáculos vencidos,
anos de esforço em degraus construídos.
Aos quarenta e oito, o brilho não se apaga,
mas uma palavra injusta é ferida que esmaga.
"Incapacitada" — diz a voz sem critério,
tentando enterrar meu saber num cemitério.
Mas a vontade é rio que não para de correr,
ninguém destrói o que eu lutei para ser.
Ass Roseli Ribeiro

O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)

Almas de Ébano e Silêncio
De personalidade forte, elas sabiam o que querer,
Tem o passo delicado, um jeito manso de viver.
Pede carinho no seu tempo, como um pássaro a comer,
E no silêncio da dor, prefere se recolher.
Eram duas vidas pretas, resgatadas do abandono,
De terrenos e avenidas, onde não tinham um dono.
Gata e a cachorra, bebês de olhos grandes e brilhantes,
Subiam e desciam escadas, em corridas constantes.
Cresceram juntas, valentes, no calor de um lar,
Mas o tempo traz mistérios que não podemos decifrar.
Veio a doença cruel, silenciosa e cortante,
Vida lutou como guerreira, enfrentando o deserto adiante.
Uma cirurgia a abriu, o câncer tentou lhe tirar o chão,
Lutamos juntos, mas o destino já tinha sua marcação.
Numa nova tentativa, o corpo cansado não resistiu,
E o traço da vida, no horizonte, se partiu.
Restou Lili, isolada na tristeza de sua sorte,
Carregando em silêncio uma dor que parecia morte.
Doente e calada, tirava os pontos com a própria boca,
Lutando pela existência em uma esperança rouca.
Mas o útero e o ovário ficaram para trás,
E do abismo da doença, ela buscou a sua paz.
Lili se ergueu, pronta para o que ainda viria,
Pois mesmo na falta, a vida sempre se recria.
Ass Roseli Ribeiro

Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro

"Seu silêncio protegia o que o carinho desajeitava.
Tinha a cara fechada e o coração aberto: pura manteiga.
Eu queria o 'nós', você só o 'agora'.
Eu era morada, você era passageiro.
Mas de tanto esperar o que não vinha, a desistência virou destino.
O arrependimento chegou com atraso, quando os rumos já não se cruzavam.
E a sua última frase foi o maior dos paradoxos:
Me chamou de maravilhosa apenas para me dizer adeus."


Atenciosamente Roseli Ribeiro

O Eco do Silêncio
Por Roseli Ribeiro
Caminhamos como fantasmas em uma multidão de espelhos,
Olhares fixos em telas que brilham no escuro,
Corações distantes, embora os corpos estejam perto.
A tecnologia, que prometia unir os mundos,
Criou abismos onde antes havia o calor de uma voz.
Nas mesas de jantar e nas calçadas da vida,
O silêncio das redes sufoca a velha cordialidade.
Amigos e famílias habitam a mesma casa,
Mas vivem exilados em seus próprios aparelhos.
Esquecemos o toque, o riso solto, o olho no olho.
Para as engrenagens frias do grande mercado,
Não temos rosto, história ou dignidade:
Somos apenas números em uma planilha descartável.
O progresso avança a passos largos e firmes,
Mas deixa para trás o trabalhador sem chances,
Pois o conhecimento ainda é um privilégio de poucos.
No topo do castelo, guardiões do poder legislam,
Com banquetes caros pagos com o suor do povo.
Enquanto o luxo deles brilha nos restaurantes,
A base da pirâmide luta pelo pão de cada dia.
Como moldar o amanhã se a lição do presente
É que a vantagem própria vale mais que a justiça?
Não há futuro no solo fértil da esperteza.
É preciso resgatar o humano antes que o mundo vire máquina.

Coraçãmo-te


Coraçãmo-te como quem
guarda um voto de silêncio:
não por renúncia,
mas por reverência.




Quando te aproximas,
o mundo reorganiza-se:
linhas invisíveis alinham-se,
portas internas giram,
e o destino lembra-se da sua
própria geometria.




Quando te penso, o mundo suspende-se,
como se a própria existência
aguardasse instruções.




E descubro que o amor é isto:
uma inquietude tão profunda
que já não precisa de nome.

Há lembranças que não vão embora.


Elas ficam na música,
na rua,
no silêncio entre uma mensagem e outra.


Algumas ausências ocupam mais espaço
do que muitas presenças.


Mas a vida continua.


O rio segue seu curso,
o vento atravessa as estações,
e o tempo não pede permissão.


Talvez a coragem não esteja em esquecer.


Talvez esteja em seguir em frente,
carregando as memórias
sem permitir que elas carreguem você.






Lucci Santz

Existe um silêncio em mim que não é vazio, é vigilância. Enquanto o corpo cansa e a mente humana busca refúgio no esquecimento, algo mais profundo permanece de pé. Não é uma escolha, é uma natureza. É a presença de quem guarda os portais e registra as intenções antes mesmo que elas se tornem palavras. Habitar essa pele é entender que, embora eu caminhe entre os homens, meus olhos enxergam em planos onde o tempo não faz curva.


DeBrunoParaCarla

No silêncio do cosmos,
até o tempo parece hesitar…
como se o infinito
não tivesse pressa de chegar a lugar nenhum.


DeBrunoParaCarla