Poemas sobre o Silêncio

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No Silêncio

Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, aqui estou diante de ti! Te louvando e adorando, pois só tu és Deus! Não há outro como tu! Deus eu te amo por aquilo que tu és! Porque tu és santo! Santo! Santo! Em Jesus Cristo eu te adoro! Sim tu meu amigo! Não tenho outro como tu! Santo e justo tu és eternamente.

Deus eis que fico diante de ti em silêncio! Não te pedirei nada, Senhor! Pois eis que não sei o que te pedir! Eis que apenas te peço: Senhor! Olha para o meu ser! Olha pois! Tu sabes ver o que eu preciso! Sim! Tu conheces o meu levantar, o meu deitar e o meu agir perante ti! Sim! Amigo da minha alma! Com os teus olhos, vê tu pois o que meu corpo, minha alma e meu espírito necessita!

Concede-me pois senhor, o que tu achas que eu preciso! O que eu preciso é da tua presença Senhor! Assim seja em nome de Jesus Cristo, teu filho amado! Amém!

Serena noite


Noite serena, entrelaçada em silêncio,
Ruelas escuras e sombrias guardam segredos mudos,
Portas fechadas, sussurros esquecidos,
o tempo se esconde em sombras e fluidos.
A lua, tímida, derrama seu véu prateado,
sobre pavimentos frios, sonhos abandonados...
Corações pulsando, ecos distantes,
Nos caminhos escuros, passos descompassados e errantes.
O ar é um mistério, um convite sutil,
A cada esquina, uma história, outra e mais mil.
No silêncio da noite, a alma se entrega,
Entre ruelas e portas, a vida navega.
Num ir e vir (des)contínuo o homem perdido de si se desespera e ao desconhecido se entrega.
Em frascos de felicidade, guardamos o amor,
Essência eterna, que desafia o tempo.
Nos olhares cúmplices, no toque suave,
Um eco de promessas que nunca se vão.
O homem disso sabe... procura e procura... mas sempre em vão.

Ladrão de sonhos


Em noites de silêncio profundo,
Um ladrão sutil invade os sonhos,
Com sua magia de vida, em vagar,
Rouba esperanças, mas traz bálsamo aos corações.
É doce a esperança que se entrelaça,
Fé inabalável que nos embala,
Caminhos de luz e sombra dançam,
Nas labaredas da alma que nunca cansa.
Ele transforma o pesadelo em riso,
Nasce um novo dia, nosso paraíso.
Entre as estrelas, nossos anseios flutuam,
E, por detrás da dor, mil sorrisos surgem.
Assim, ao ladrão de sonhos nos rendemos,
Na fragilidade, encontramos o ser,
Que, ao mesmo tempo, nos leva ao chão
E nos ergue em voo, atendendo nossa oração.

De quando em quando


Silenciosamente…
Profundamente...
O som do vento corta o silêncio
de quando em quando.
Te amo
Silenciosamente.
Profundamente...
De quando em quando?
Não!
Sempre
.... e eternamente...
De quando em quando
apenas
“o ruído de um bonde”
corta “o silêncio
como um túnel.”
De quando em quando silente...
Nunca permanente...
Sempre profundamente.


Rosangela Calza

Do silêncio
⁠
Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.

O tempo tem tempo,
não corre, não se apressa,
guarda segredos no silêncio,
abre caminhos quando quer.
Tudo a seu tempo,
flores nascem, mares se acalmam,
a vida se revela devagar,
no compasso da eternidade.

Das cinzas nos reerguemos


No silêncio da eternidade, onde o tempo se esconde,
o denso medo se avoluma, como neblina em noites ruidosas, abrumadas e profundas.
Ventos sussurram segredos, esgueirando-se entre as sombras,
soprando nuvens escuras, que cobrem o céu com suas ondas.
O coração acelera, preso na angústia do momento...
cada rajada traz lembranças, ecos de um passado lento – vivido em pleno tormento.
Mas uma luz tímida cintila, bem no olho da tempestade...
prometendo que, após a chuva, renascerá outra vez uma vida com amores de alegrias e verdades.
E, então, entre o medo e a calma, a batalha se desenha...
Entre nuvens sombrias, a esperança tem força... pra tudo transformar ainda se empenha.
Na penumbra do infinito, o vento continua a soprar...
revelando que, mesmo na dor, podemos, feito Fênix, nos reerguer das cinzas, refazer nossa vida e amar.

"A saudade que o tempo não roubou"


Às vezes me pego em silêncio, imaginando como você estaria hoje. Consigo ver seu rosto, o brilho de um homem feito e bonito. Fico pensando no caminho que você teria escolhido, na profissão que exerceria com orgulho e no nome da mulher que caminharia ao seu lado.
Gosto de acreditar que você seria imensamente feliz. Que teria filhos com o seu sorriso, perpetuando sua existência.
Mas aí a memória me volta para aquele dia cinza... sinto de novo o aperto no peito, o peso no corpo e aquela queda que feriu o joelho, mas não tanto quanto a notícia que veio logo depois: você tinha partido.
O tempo passou, mas meu coração de tia continua lá, estacionado naquela saudade. Eu nunca perdoei a vida por te levar, nem o destino por nos roubar os momentos que não vivemos. Sinto falta até do que não aconteceu, como o dia em que você me ensinaria a andar de patinete.
Saiba que eu te amo e te amarei para sempre.

A Herança do Silêncio


Nasci entre multidões,
todavia jamais encontrei morada.
As vozes entrelaçavam-se em incessante rumor,
mas nenhuma aspirava ao peso das ideias.


Celebravam efêmeros esplendores,
como se o transitório bastasse à existência;
enquanto a contemplação, a filosofia
e a memória das civilizações
definhavam na penumbra do esquecimento.


Percorri incontáveis caminhos
em busca de um destino compartilhado,
sedento pelo mistério das origens,
pela arquitetura do pensamento,
pela grandeza que transcende o instante.


Encontrei apenas superfícies.


Sorrisos sem permanência.
Palavras sem substância.
Encontros destituídos de comunhão.


Descobri, então,
que a mais severa das solidões
não floresce na ausência de companhia.


Ela habita a convivência
quando nenhum destino
alcança a profundidade do outro.


Minha morada converteu-se em refúgio.
A cidade tornou-se território estranho.
E até o vínculo consanguíneo
passou a recordar um antigo monumento:


permanece erguido,
mas há muito deixou de ser habitado.


À mesa, os corpos persistem;
os afetos, contudo, dissipam-se
na sucessão das horas indiferentes.


Cada qual encerra-se
na fortaleza invisível de si mesmo,
onde nenhuma palavra atravessa os muros
e nenhum silêncio encontra tradução.


Compreendi, por fim,
que o verdadeiro exílio
não se mede em léguas,
nem se escreve nos mapas.


Ele principia
quando o destino já não encontra
outro destino capaz de partilhar
a mesma reverência pelo conhecimento,
pela beleza,
pela reflexão
e pelo infinito.


Desde então, caminho.


Não à procura de um lugar,
pois os lugares pertencem ao mundo.


Procuro um destino
no qual o pensamento
não seja estrangeiro.


E enquanto ele não se revela,


permaneço habitando
a mais vasta das distâncias:


aquela que separa
dois destinos incapazes
de reconhecer-se.

NEM SEMPRE O SILÊNCIO É PERICULOSO


Dias há em que o silêncio pesa, carecemos do esteio de outrem, de ouvir que dará certo. Mesmo assim prosseguimos com aquilo que cremos e, ocasionalmente é no silêncio aonde encontramos os maiores triunfos.

A Coragem de Confiar


Não foi a traição que mudou meu coração.
Foi o silêncio que veio depois dela.
Descobri que existem dores que não nos fazem chorar.
Elas nos fazem desconfiar de todo gesto gentil, de toda mão estendida, de todo olhar sincero.
Porque, quando a confiança morre, ela leva consigo a inocência de acreditar.
Passei a pensar que a solidão era mais segura.
Que viver atrás de muralhas doía menos do que reconstruir uma casa que alguém pudesse incendiar outra vez.
Até compreender que o medo não queria me proteger.
Queria me convencer de que ninguém mais merecia entrar.
Então percebi que confiar não é esquecer as cicatrizes.
É olhar para elas e, ainda assim,
escolher abrir a porta.
Porque o oposto da traição não é a certeza.
É a coragem.


- M.S. Fieri

O silêncio e uma granada
como a propria terra
que espera o seu tempo para explodir...

O silêncio

Discutir não alimenta.
Reclamar não resolve.
Revolta não auxilia.
Desespero não ilumina.
Tristeza não leva a nada.
Irritação intoxica.

Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.
Continuar na paz.

Chico Xavier

Importo-me mais com o que vejo do que com muitas baboseiras e fofocas que ouço.
O silêncio ajuda mais do que o falar em demasia.
Deus, em Sua infinita sabedoria, fez-nos possuidores de uma só boca e dois ouvidos, querendo, com isso, que utilizássemos em dobro nossa capacidade de ouvir e nos habituássemos à contenção de palavras inúteis e fúteis.
Quanta coisa se ganha ao refletir.

Entre o abismo e o sopro


Perdi-me em mim, num silêncio que ninguém ouve, num vazio que devora por dentro, numa dor inexplicável que não encontra tradução. Era como se o mundo me chamasse para fora dele, como se uma voz sussurrasse: “deixa ir, solta, termina…”. E eu, sem forças, só queria calar aquela angústia, só queria pular da ponte para escapar da ponte que havia em mim. Mas não era escolha, não era vontade, era um medo escondido, um segredo escuro, uma batalha sem testemunhas. Até hoje carrego essa luta constante: não cair nas armadilhas da vida, não ceder ao convite da desistência, não desejar apagar a própria luz. E quando sorrio, ninguém vê que por trás do riso há uma alma cansada, travando guerras invisíveis. A cada amanhecer, sou sobrevivente de um combate silencioso, uma rosa vermelha perfumada, com espinhos que perfuraram a alma. E ainda que doa, escrevo, choro, respiro… porque a vida insiste em mim, mesmo quando eu não consigo insistir para viver.

Caminhos Diferentes


No silêncio, há voz que canta,
No passo lento, há força que encanta.
O mundo mede o que é igual,
Mas cada caminho tem seu sinal.
Olhos que veem de outra forma,
Mãos que tocam sem norma.
Corpo que fala, mente que dança,
Tudo é vida, tudo é esperança.
Não é fraqueza, não é dor,
É jeito de sentir, é jeito de amor.
Portas se fecham? Abrimos janelas,
Transformamos limites em estrelas.
Cada gesto, cada ser,
Tem seu valor, tem seu poder.
E no abraço da diferença,
Nasce a mais pura excelência.

A força que não se vê.



No silêncio de quem não grita, reside a voz mais alta que se escuta.
No passo que o mundo acha lento, bate um coração que é movimento.


Não há limite onde há coragem, nem barreira que contenha a passagem.
O mundo mede pelo que enxerga, mas a vida floresce na diferença que se guarda.


Mãos que desenham o invisível, olhos que leem o indizível, corpos que reinventam o espaço, almas que escrevem seu próprio compasso.


Não é sobre compaixão, ésobre respeito em ação.
Cada pessoa é universo inteiro, cada deficiência, um novo roteiro.


E quem ousa olhar além da aparência, descobre que a verdadeira força não está no que o corpo faz, mas no que o coração alcança.

Às vezes me sinto como não fosse desse mundo, fico com o pensamento em silêncio, e outras vezes com vontade de gritar para todo mundo que estou sem paciência para nada.
Às vezes não tenho vontade para nada, e outras com vontade de fazer tudo o mesmo tempo, pensamento acelerado, vozes que não calam, sair correndo sem parar, e o mesmo tempo se esconde das pessoas e de seus julgamento e raiva de fazer parte desse mundo de pessoas hipócritas.
Cansada de se esconder de seus próprios sentimentos.
Só quem tem bipolaridade sabe o que estou falando.
Posso estar escrevendo isso agora e depois de segundos ter vergonha daquilo foi escrito.
Tem dias que não tem vontade para nada, apenas de chorar, outros alegres.
Isso realmente não parece real.
Às vezes a raiva me consome, mas muitas vezes sinto algo vazio por dentro.

Quando você para para contemplar o pôr do sol, percebe que a vida também sabe falar em silêncio.

É nesse instante, quando o mundo desacelera e o único som é o da própria quietude, que os pensamentos encontram espaço para ecoar.

As respostas nem sempre chegam. Às vezes, chegam apenas novas perguntas. E tudo bem.

A vida não revela seus mistérios de uma só vez. Ela os apresenta em pequenos detalhes: nas cores do céu, na brisa do fim da tarde, no tempo que insiste em seguir seu curso.

Talvez a verdadeira sabedoria esteja justamente nisso: aprender a contemplar, antes de tentar compreender.

Há momentos em que o silêncio ensina mais do que qualquer palavra.

Meu amor, me perdoa pelo meu silêncio recente.
Sei que me afastar e calar as palavras machuca, e a última coisa que eu quero no mundo é causar qualquer dor em você.
Às vezes o mundo fica barulhento ou eu me perco nos meus próprios pensamentos, mas o meu maior erro foi não ter dividido isso com você, que é o meu porto seguro. Mesmo no meu silêncio, não houve um segundo sequer em que meu coração não estivesse implorando para voltar para perto do seu.
Você é a pessoa mais incrível que já conheci, a dona do sorriso que ilumina os meus dias mais escuros e o amor da minha vida. Eu não quero e não sei caminhar sem você.
Por favor, me aceita de volta nos teus braços e me deixa te provar, todos os dias, o tamanho do meu amor. Me desculpa por falhar, eu te amo além de tudo.