Poemas de palavras
OH! TUAS PALAVRAS!
(Em resposta à poesia “As palavras”, da poetisa potiguar Sílvia Passos)
Tu cortaste tuas palavras
E insististe, tropeçando e trocando.
Quanto mais tu cortavas,
Mais tu coravas.
Mudaste de cor,
Mesmo sem saber que, de cor,
Eram tuas palavras um esplendor!
Não te engasgues!
As palavras precisam de ti,
E nós precisamos das palavras
Que são tuas, que são nuas,
Que simplesmente são
Encanto e emoção!
Não!
Não serves às dores.
Serves aos amores.
E, no prato das delícias,
Serves palavras aos teus leitores,
Palavras vivas, palavras ativas,
Que dão vida e humanizam
Os seres e os objetos
De valores tão incertos.
Não te prives, senhora!
Não te abandones de nós!
Não te percas das palavras
Que te fazem algoz
Desse desejo feroz
De limpar, de não manchar
As palavras tão caladas
Que no teu som ganham voz!
De tudo que tu encontras
Tu expressas em tuas falas,
Porque entre ti e as palavras
Há esse encontro sublime:
Tu queres a elas dar asas
E elas querem de ti,
Feito fogo, feito brasas,
A graça de se encontrarem
E, do teu profundo fervor,
Novas vidas ganharem,
Mesmo que mudes de cor,
Mil vezes, o quanto for!
Nara Minervino
Um quatro surreal
nas maiores intensões,
transcender vitimas,
o caos tem uma ordem
nos primórdios,
que importa é a loucura
de ter você no meu horizonte
a variação do eventos
o que se presume,
a realidade transcende...
numa difusa oriunda vida.
no mais profundo ser se tem detalhes,
a curiosidade transfere,
rituais de ordem inverso
no transverso...
a elipse tem a evolução,
da trajetória se expande
na linha da gravidade,
explorando o máximo do deslumbre
se desloca a derradeira beleza,
num colapso de uma virtude
que a singularidade se abate
no amor esplendoroso,
o pacto da visão morre num fardo do instante...
a ironia a mortalhas do espaço...
a vida se trans dobra...
cujo a dispersão ganha notoriedade...
até a saudade morre num fluxo de luz...
tudo é moda e talvez seja individual.
o resumo deferi mais com calor o frio do esquecimento.
Voz do meu algoz
tom é a tentação
sendo fruto do pecado
reato tão alto
que despeço num adeus...
alma bem querer sois
sempre o anoitecer,
minha perdição esparece na chuva,
esclarece num instante que canta
sobre fel da madruga,
se tem o fulgor do destino,
cálida voz atroz,
num lampejo deferi
tanto como num olhar vazio...
num espaço que glorifico seu destino...
momentâneo sois,
despenco em riacho a dentro
sentimento desperto,
fogo que arde sem querer
o desejo se dobra,
ao real motivo desaparece afio,
num derradeiro sentir,
esqueço o viver,
nas encostas do mar a tenho,
bem como a tive num sonho,
descabido desejo,
num vulgo ar de um profundo...
está a desordem do caos aparente,
no amor abalado sem fronteiras.
ríspido ardor que se faz
em beira do mar,
sem sabe o amanhã
na graças do amor...
se tem o para sempre em momentos...
no regaço do querer apenas os ventos...
são praguejados no fruto que cai no amanhecer,
estando inerte a beleza das ondas
que quebra nas pedras,
deslumbre choque que se tem brumas...
num vórtice de paixão sorrateira,
tantos olhares apenas um sentimento.
porque...? amar a solidão,
sob seus sonhos te deixei,
sobre a mais linda musica,
tentei te amar quanto mais te amei,
nos dias que chovem espero te ver,
mais que deixei cair na vasta solidão.
luz alucina
na tristeza da mais linda
te tive em uma altiva,
deixei te amar,
alucinações tão lindas
debada na alvorada...
amena passagem
na metáfora
expressei as visões
sempre tive ...
Olha aqui, seu guarda, guarde suas palavras
Porque hoje tu é o pombo, mas amanhã tu pode ser a estátua
Somos um lugar em evidência agora na porra do mapa
Pena que a gente se mata pra ver quem mais destaca
Prece de um dia quase igual a todos
Deus dos delicados, não me abandone nessa guerra insana. Minha máquina de ser beira a pane enquanto o veludo da voz de Billie lambe as paredes do lusco-fusco. Abençoe, senhor, tudo que dói em nós, indispensável. As tardes despenteadas em Grumari, as lágrimas do homem que me amou e nunca disse, o negro agonizante sob o sol narcísico de Ipanema, as crianças que tão cedo me deixaram farta de lágrimas e leite, o eco esquivo de Frederico, sinais de musgo. Abençoe as escarpas da minha vida enquanto desenterro estas palavras – o carmim destas palavras – com as lascas afiadas da dor. Sonho piscinas, atraída pelas labaredas. Preciso dormir bem dentro das suas asas enormes, pai.
Retorno
Gastei toda aquarela, recolhida. Silêncio de barcos acidentados, fruta madura espatifando-se na terra. Colhi no ventre da treva estas
palavras tocando-as devagar, com medo de que por trás de suas faces frescas me aguardasse uma emboscada. Sei pelo avesso suas formas
conturbadas, atormentam-me seus abismos híbridos. Vê-las pulsando salva-me da lábia estofada cotidiana, mas também me expõe à rude dimensão da liberdade e seu preço poucas vezes raso. Cintila a pedra noturna dos meus olhos nos seus olhos, sei que posso atravessá-los num sopro. Após tantas águas fugidias, o refluxo. As portas batem, como nos dias arejados.
É que quando não está aqui, falta sempre uma estrela no céu. A noite é a mesma, o silêncio é o mesmo, os sonhos são os de sempre, mas a sua estrela não está lá. O firmamento, sempre cheio de luzes, continua seduzindo, enchendo de cores a minha vida, mas a sua estrela sempre me faz falta, muita falta.
Ricardo F.
Solidão, face e suas palavras
Solidão, sóis estáis
Solidão, lidar sozinho
Sozinho apenas escrevo,
Escondo minha face...
E coloco somente minhas palavras como forma de voz.
O livro
O livro é o refugio do escritor,
É um lugar mágico,
A cabeça de um poeta,
É um esconderijo,
É o mundo dos covardes que acharam a coragem,
Não se empolgue ainda são medrosos atrás de uma capa.
Pode-se chamar de real, mas há um medo atrás
É uma historia de sua alma, mas não de seu coração.
Não há como saber se é minha ou sua historia, posso ler, posso escrever, mas jamais mostrar todas as faces de um escritor.
Mas ele com certeza é um medroso atrás de uma capa,
ou corajoso para muitos, não se engane ele tem coragem.
Palavras e atitudes
Palavras grafadas são meros arranjos de letras; pronunciadas, apenas vibrações das cordas vocálicas. Ambas não passam de promessas vazias que dependem das atitudes para se tornarem realidade.
Aprendiz de palavras
Sou só um aspirante,
Um aprendiz de vocabulário,
Busco refugio, em virgulas
Quem sabe estrutura, palavras suscitas.
Pois suscito o pouco existe em mim.
Virar uma declamação sem voz.
Quando a mente não para, corpo que exala,
palavras gorjeiam com breve sentimento,
corroem meu verso um cintilante pensamento,
letras e palavras se unem à poesia,
borboletas entre voam sem direção,
jogadas à vida uma bela melodia,
guardadas no peito sua moradia.
Está muito calor
meus heróis foram mortos...
você está louca num mundo de sonhos,
deixei o chuveiro ligado ate você chegar,
sua beleza domina,
rosas estão espalhadas pelo chão,
corpo que tanto amei.
momento severo te ver e sentir seu espirito,
amor que te fez ser louca,
engatilha uma arma
nem todas verdades te fazem sofrer...
entre as mentiras estão meias verdades,
se sobre põem no seu destino,
truques mágicos te fazem rir,
num lapso de sanidade...
te vejo sorrir,
toxica a mente prega ilusões,
correm nesse momento que todos dormi,
mais um instante novos truques,
ninguém percebe que ontem choveu...
e tuas lagrimas ganham formato...
inquieto te olho como anjo,
mas, até no inferno se acha um anjo sexy.
naveguei por suas curvas
acordei de baixo de uma cascata...
as luzes se apagam num outro estante.
enquanto as chamas consome a flor da noite.
O prazer das pessoas astutas é nos magoar. Mas para cada palavra que machuca, Deus tem uma mensagem que cura. A gente é quem escolhe em que acreditar.
— Jucelya McAllister
Lixo ausência de educação,
ausente pois o mundo ainda existir,
com lixo se vive
e com lixo se respira,
essa fumaça que sai da fabricas e
veículos é um atributo da tecnologia,
perdido no tempo algum futuro...
o planeta está atrito com tanta sujeira.
mero mundo livre precisa de politica para viver.
e a educação se tornou artigo de um museu.
_Você gosta muito dela, né?
_Gosto. Mas eu nunca disse nada, é tão evidente assim?
_ Às vezes as evidências ficam naquilo que você não diz.
Ricardo F.
Olhe para o mar sempre foi limpo até a tua existência foi iniciada...
pense na natureza como que teu tua vida,
respeite a terra e mares rios,
pois um dia não terá mais o que sujar,
a vida será uma lembrança para quem lembrar desta linda natureza,
reflita o que é a vida.
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