Poemas de Morte Poetas Conhecidos

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Percebe-se que, após a morte, certos nomes deixam de ser pronunciados com frequência.
Não morre apenas a pessoa, o nome também se silencia.

A vida é tão breve que, como se costuma dizer, não há tempo sequer para ler todos os livros que se ama.

A ausência não está apenas no vazio deixado, mas nos gestos interrompidos, nas palavras que já não são ditas, nos rituais simples que desaparecem com quem partiu.

Um corpo nunca é apenas um corpo.
Ele carrega uma história inteira: sentimentos, marcas, traumas, resistências.
É memória viva! E, ao final, também é o lugar onde a morte se manifesta.

A vida não é um sopro.
É a chama.
O sopro é a efemeridade entre a vida e a morte.
Mantenha esta chama acesa, mesmo que "muitos" tentem apagá-la.
Só Deus é início, meio e fim.
Então, vamos aproveitar
o "meio", porque o fim é a incógnita imbatível e indubitável que temos no presente.

A morte é minha amiga


Nós não brincamos mais desses jogos


Sorria até que isso se torne falso também

– Graças a mim, os homens não mais desejam a morte – disse Prometeu.
– Que remédio lhes deste contra o desespero? – perguntou o coro.
– Dei-lhes uma esperança infinita no futuro – respondeu ele.

Ésquilo
Prometeu acorrentado.

O medo da morte


Antes a morte não me causava angústia, não ligava pra quando muito menos de qual maneira.
Depois que você apareceu na minha vida, que eu tomei conhecimento de que nesse mundo tu estás..


Agora a morte me causa angústia, medo de viver pouco e talvez não aproveitar algo nesse mundo o qual tu faz parte.


Isso era antes, agora tanto faz, a morte já é algo esperado as vezes até anseio por sua chegada...

⁠Valor após a morte.


Nesta madrugada,
cheguei a uma conclusão,
Você só é valorizado, quando fecham o seu caixão.

Os vivos tem medo de serem ofuscandos,
quando você vive ao seu lado.
Não lhe dão valor, nem reconhecem,
a sabedoria que Deus, lhe concedeu.

Quando você desce a capa fria, choram que nem um falizeu.
Ficam cheios de alegria, porque seu concorrente morreu.

Bandos de miseráveis, igual aos tais,
sempre irão existir, torcem por sua morte,
para poderem ressurgir.

Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.

O Que Sobra Depois?


O dinheiro corrompe a alma,
a morte consome o corpo.
E depois… o que resta?
A alma.

POEMA PARA TI
AVELINO FERNANDO DO COUTO RIBEIRO
(ou quando a morte fardada de roupagens negras se transforma em cristais de lágrimas puras que nem o sol consegue secar. © Carlos De Castro)
Há poucas horas te via
Na madrugada passar,
À minha porta.
Ias cedo, para o pão ganhar
Cedo ou tarde não importa
Quando o coração tem vida
Na noite que vai parir o dia.
E sou eu nesta elegia,
Neste paradoxo sem fim
Que afirmo com precisão
Que a morte é tão cobarde,
Se não,
Era fogo que não arde
E levava-me só a mim.
Assim, fico sem tino
Sem vontade de seguir
Esta vida, Avelino.
Pode ser que ao Divino,
Já no Reino do Eterno,
Possas rogar meu menino
Para que eu amado primo,
Jamais desça ao tal inferno.


(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Trista Por Escrever, em 06-04-2026)

⁠Na morte somos mais lembrados
Todos "querendo" o impossível
Querendo te dá em morte
O que puderam te dar em vida
Aí são textos em redes sociais
Vídeos com músicas melancólicas
Fotos daquele que se foi em preto e branco...
...
Não seja hipócrita
Poste pelos menos fotos bonitas
Sinta por você, e não pela pessoa que se foi
Porque se você errou com ausência, quem se foi já não está nem aí, nem aqui...
Poste no mínimo coisas felizes, que o mesmo gostava
Músicas, poemas, fotos
O inferno é na terra
O pecado está na carne
Quem se foi, estará livre
...

Um certo dia falávamos da morte,alguns planejando seus funerais eu ali só os ouvia.
Chegaram a mim e perguntaram, como seria o meu.
Respondi assim que liberado meu corpo da autopista, iria direto para Cremação, sem Velório sem choros.
Me perguntaram porquê, sem Velório sem Cerimônia ?
Porquê devemos ser lembrados todos os dias.
Devemos Amar um ao outro todos os dias.
⁠Devemos abraçar mesmo que sem vontade.
Devemos sempre dar um bom dia boa noite.
Devemos ser sempre o oposto da Solidão ou do esquecimento.
Devemos chorar e blindar a vida.
Devemos sentir falta em vida.
Mais jamais chorar da morte.
Pois o dia de cada um de nós, está por vir !
Assim como o meu.
Vivamos o hoje o amanhã poderá ser tarde demais !

Há quem pense que morrer é o fim; eu não penso assim!
A morte é uma porta de passagem que se abre para o mundo que escolhemos enquanto vivos estivemos sobre esta terra.
Morrer é apenas passar, passar desta para melhor, ou para pior, quem sabe?!
Nildinha Freitas

ESSA É PRA VOCÊ


Eu te odeio tanto
que a sua morte
é a minha liberdade
minha salvação
e minha felicidade.


Quando você morrer
vou rir diante do seu sangue derramado
não porque eu sou psicopata
mas porque sou um ser traumatizado.


Quero te ver no caixão
Levar flores e esfregá-las na sua cara
quero te ver sofrer
até depois da morte.
Só assim eu vou curar cada corte
que eu mesma provoquei
na esperança de morrer primeiro que você.


Vou te levar na funerária Santa Maria
onde cada morte provoca um sorriso e uma alegria
mas quem vai estar mais feliz com tudo isso,sou eu.


Se um dia você realmente morrer antes de mim, me desculpe
eu tentei me matar na esperança de te deixar em paz.
Mas se você morrer primeiro, eu vou ficar muito agradecida
por me deixar ser feliz.

Hoje eu entendo que a maior dor não é a morte.
É o que a gente deixou de dizer enquanto havia tempo.


A partida de um pai não leva só um homem.
Leva conselhos que ainda seriam dados, abraços que ainda seriam necessários, olhares que diziam mais do que palavras.


A gente cresce achando que nossos pais são eternos.
Que sempre haverá um amanhã para conversar, para perdoar, para agradecer.


Mas a vida não espera nossos acertos emocionais.


E quando parte…
fica o silêncio.
Fica a lembrança.
Fica o “se eu tivesse dito”.


Hoje eu aprendi algo que dói, mas ensina. Eita pesado !!


Valorize enquanto respira.
Abrace enquanto está quente.
Perdoe enquanto a voz ainda responde.


Família não é perfeita.
Amigos falham.
Nós falhamos.


Mas a ausência é definitiva.


Não espere um velório para reconhecer valor.
Não espere um leito de hospital para dizer “eu te amo”.
Não espere a perda para entender a importância.


A vida é frágil demais para orgulho.
Curta demais para indiferença.
Imprevisível demais para deixar amor guardado.


Se você ainda pode ligar para seu pai, sua mãe, seu amigo…
Ligue.


Se pode resolver algo…
Resolva.


Porque depois da partida, o que fica não é o dinheiro, não é o status, não é a razão.


O que fica é o amor ou a falta dele.


E isso ecoa para sempre.


By Evans Araújo.


Em memória de Raimundo Edmundo leite

Silhueta
Quando te conheci, a sua luz já estava no fim, e, quando percebi, as mãos da morte já estavam aqui.
Porém, ainda vive a lembrança
do seu andar explodindo em mim — um semblante sombrio e, ao mesmo tempo, brilhante.
Isso é cativante: gira, contorce, e o ar se ausenta dos meus pulmões.
Mas tudo se distancia, e tudo vira uma imagem borrada ao fundo,
como uma silhueta em névoa brilhante.

⁠Morri, de "morte matada".
Fui pra bem longe disso tudo. Bloqueando minha mente para não pensar muito. Melhor era fingir demência, como se nada tivesse acontecido.
"Estou bem, não foi nada."
Foi só uma brincadeira de mal gosto.
Pra mim não foi real.

NADA TRANSCENDE À REALIDADE:

Discorrer à morte...
Remete-nos às margens
Dos rios
Que se vão
Rumo ao mar longínquo
Com a fúria do vendaval
Arrebatando sonhos e ilusões.
Discorrer à morte...
Nos conduz ao epicentro
Das incertezas.
Encetando-me a nitidez de que
Nada tenho ou sou
Ou para aonde vou.
Que tudo é nada.
E a única inferência
É morrer.

Com sete dias de morte,
Putrefez a carne,
Evadiu-se a alma,
Nada mais além da calma.

Rarefeito ar do cemitério,
Quente é o mistério,
Quem o matou?
Dizem que o esquartejou.

O caixão foi fechado,
O velório cancelado,
Fadado ao esquecimento,
Sua alma vive em lamento.

O autor da sua partida,
Disseram a ele na despedida:
“Quem pode te tocar e viver para contar?”
Homem influente e destemido.

Amigos dizem que foi o patrão,
Tudo por um comentário em reunião.
“Quem é esse que pode ser?”
Ele é o algo além do enlouquecer.

Mística é essa frase,
Todos ficaram em análise.
De fato, o patrão pirou,
Não suportou o peso e surtou!

Afrontosa frase intelectual,
Pelo visto, ele a entendeu mal,
O questionamento era sobre o eu do patrão:
Quem ele poderia ser se fosse tudo o que pode.

O fim da melancolia?
Doce morte sombria,
Nevoeiro da primazia,
Suprassumo da apatia.

Ríspido rasgar psicossomático,
O mundo tem sido monocromático,
Amargo é o pensamento dramático,
O resplendor do ser errático.

O falso sorriso neurotraumático,
As sequelas do passado fático,
O algoz do presente lunático,
Sem um futuro fanático.

Aqui jaz o ser do meu eu,
Tal qual dizer o que doeu,
Aquele homem em mim morreu!
A silenciosa dor apareceu.

A estrondosa morte bateu,
O dia de fim aconteceu,
O eu lírico morreu,
Esvai-se o eu.

Se a morte bater em meus pés,
Não direi nada a ela.
Somente iria senti-la, com seu gosto de sossego.
Nunca senti nada além de tédio.
Também sinto que em minha consciência habita meu desespero. Sou desesperadamente desesperado. Desperado por um sorriso que nunca conheci, Que nunca toquei, que nunca senti.
Falo palavras bonitas para camuflar minha falta de beleza. Palavras — dolorosas palavras.
Sou completamente delirante. Um delirio que me mostra a verdadeira comédia. Como deve ser a tragédia que se aplica à dura amargura do saber.
Em meu coração, há uma potência e um ato, e nem Aristóteles poderia sonhar algo assim.
Sem pé nem cabeça observo de longe minha estrada. De tanta estrada que é, sinto me enrustido. Odiado. Não amado.