Com sete dias de morte, Putrefez a... Káliston samuel

Com sete dias de morte,
Putrefez a carne,
Evadiu-se a alma,
Nada mais além da calma.

Rarefeito ar do cemitério,
Quente é o mistério,
Quem o matou?
Dizem que o esquartejou.

O caixão foi fechado,
O velório cancelado,
Fadado ao esquecimento,
Sua alma vive em lamento.

O autor da sua partida,
Disseram a ele na despedida:
“Quem pode te tocar e viver para contar?”
Homem influente e destemido.

Amigos dizem que foi o patrão,
Tudo por um comentário em reunião.
“Quem é esse que pode ser?”
Ele é o algo além do enlouquecer.

Mística é essa frase,
Todos ficaram em análise.
De fato, o patrão pirou,
Não suportou o peso e surtou!

Afrontosa frase intelectual,
Pelo visto, ele a entendeu mal,
O questionamento era sobre o eu do patrão:
Quem ele poderia ser se fosse tudo o que pode.