Poemas de Memória

Cerca de 3594 poemas de Memória

Um momento de dor pode permanecer eternamente lembrado por aquele que sofreu.
Não importa se passaram cinco anos, vinte anos ou uma vida inteira.
Para o inconsciente não existe tempo linear.

Inserida por BeatrizCVestri

⁠Enxergar com outros olhos...

Quem consegue enxergar diferente,
vai prestar atenção para sempre!...

-- josecerejeirafontes

Inserida por JoseCerejeira

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠↠ Mexerico ↞
.
Conte-nos uma estória
que faça dar uma risada,
ou uma trajetória
que fujas de uma grande cilada.
.
Conte-nos uma mentira,
daquelas bem descabidas
com ares que nunca existira,
a perspicácia de pessoas sabidas.
.
Conte-nos uma memória
que mude a realidade,
um fato que une a história
a futura oportunidade.
.
Então, conte-nos uma verdade
que torne o humano melhor,
ou justifica a esta sociedade
ao mundo, lições de valor.

Inserida por clickinview

⁠Noite pra ficar
Na voz
Sempre pra lembrar
De nós
Pôr do sol em Salvador
Clareando amanhãs
Noutro lugar

Inserida por pensador

⁠Tudo o que nasce morre

Apagam-se da minha mente memórias.
O caminho sinuoso à minha frente vai deixando o presente para trás.
Na dor do momento tudo o que nasce... morre.
Uma lágrima corre.
Enquanto uma onda vem... outra vai.
Abismo profundo onde toda esperança cai.
Equilibro-me no fio da vida.
Sei por onde entrei...
Não me dizem onde e quando vou encontrar a saída.
Sigo o caminho sinuoso aos meus pés.
Era... agora já mais é.
E fim.

Inserida por RosangelaCalza

⁠ETERNO

Mergulhei nas duras pedras
E afoguei-me na escuridão
Todo o meu ser fez-se em guerra
Lutando contra minha razão
Desfrutei doçuras, esferas
A alegria era o motor
Libertei todas as feras
De uma paixão em ardor
Mas, o tempo sombreou a soleira
Amarelaram-se as verdes folhas
E a caminhada antes ligeira
Desacelerou todas as coisas
Vi as horas estampadas no rosto
E a minha força fraquejar
Senti o cansaço chegar a coice
E me lançar contra o mar
E na imensidão mergulhei
Perdi-me sem poder voltar
E tudo o que eu deixei
Foi o amor que puder

Inserida por annielivalerio

Soneto amor de antigamente

— Hoje remexendo aquele desgastado baú da saudade,
— Encontrei aquela carta envelhecida, me fazendo lembrar de um amor antigo
— Um amor amigo, que me trouxe amargura e também felicidade
— Amor da mocidade.

— O tempo passou, más ao ler aquelas mal traçadas linhas
— Senti um afago na alma, que chegou me trazendo calma.
— Revivi, através daquela escrita, o amor amigo.
— Me vi contente ao reviver aquele amor antigo.

— Nas suaves linhas da carta, com vínculos detalhados
— Sobre quando éramos namorados e caminhávamos lado a lado
— Chegou também recordações de sentimentos, sofrimentos e lindezas.

— Foi como mergulhar na imensidão,
— E trazer de novo, vida ao coração.
— Foi lindo encontrar naquelas linhas, tamanha beleza… Tantas recordações!

Inserida por Rosely1705

Lembranças!

— A melodia das marés, dançam em livre-alvedrio na caixinha musical, que trago guardada em meus devaneios.
Nela guardo;
-- Aventuras vividas.
-- Instantes sofridos.
-- Sol, sentido através de sorriso.
-- Também tem medos e anseios.

— Sentimentos que estão sempre a me fazer companhia, revivendo em nostalgia, do muito que se foi vivido, um dia.

— É tanto céu, sol e mar…
Tanta beleza, sentida através do olhar.
— Tanto para se relembrar.
— Memórias, às vezes tristes, noutras repletas de alegrias…

— A saudade assemelha-se as ondas do mar, como o vai e vem das águas, ela sempre vem nos visitar…

— Tantas lembranças, se apossam dessa amplidão, que ao longo de uma vida, se instalam no coração.
— A imensidão dá asas ao imaginário, na grandeza do cenário.

— A linha da memória é frágil e delicada, más não logra ficar parada.
— Vive sempre mergulhada nas lembranças.
— Padece com as partidas,
— Empolga em cada chegada.

— Pensamentos invadem, vão além…
— Sempre em busca de alguém.
— Não temos o poder de parar o pensamento, (tampouco fazer uma pausa no tempo).
— Revivendo memoráveis momentos!

Inserida por Rosely1705

⁠O adulto é uma criança
Só mais experimentado
Faz a mesma brincadeira
Que fazia no passado
A velhice é só externa
Pois a infância é eterna
Tempo nunca acabado

Inserida por RomuloBourbon

Tô tentando evitar pensar em você
Tô fazendo de tudo pra te esquecer
Mas minhas lembranças não colabora
Nossos momentos não sai da memória

MC Cabelinho

Nota: Trecho da música Fim.

Inserida por pensador

⁠Mordomo Querido

Uns meses que parece eternidade,
Como os meus versos de palavras frias,
O seu ceifar, entre murmúrios e saudades,
Nas vísceras da vida, a criar na dor suas sintonias.

À inevitável senda, em palavras dissonantes,
Testemunha e vítima das desventuras terrenas,
Percorrendo o espectro das existências distantes,
Num poema sem eufonia, rimas atrozes ou pequenas

Que no além, sejas agora o eterno guardião,
Das memórias vivas, dos feitos e desfeitos,
Entre a terra e o além, numa eterna transição,
Meu mordomo querido, meu amigo eleito.

Descansar? Paz é utopia, e no além não há sossego,
Paulo, mordomo querido, na eternidade de um enredo,
Guarda-nos de teu posto, nas sombras do teu eterno apego.

Sob constelações, teu serviço é divino fadário,
Além da vida, és guardião, nosso eterno secretário,
Na penumbra etérea, permanece o teu legado.

Inserida por AugustoGalia

...⁠Dona Maria descobriu-se portadora de um dom extraordinário e de uma maldição que a impedia de ser plenamente feliz: ela era uma viajante do tempo, capaz de revisitar qualquer momento de sua vida. Um eterno retorno, em pequenos recortes temporais. Se sua vida tivesse sido preenchida apenas por momentos felizes, realizações pessoais, encontros incríveis e grandes feitos, que bênção seria! No entanto, não foi assim. Ela era incapaz de controlar o destino de suas viagens, e é aqui que reside sua maldição. As chances de encontrar-se revivendo terríveis momentos de solidão, arrependimento, violência ou escárnio, prevaleciam...

Recorte do livro Tempo que o Tempo me deu

Inserida por LuizRRosa

⁠Liberdade

Conseguiu sair
deixar para trás
esse lugar.

Contudo,
tende-se a esperar
algo que o fará.

É compreensível
querer voar e explorar
o mundo à fora.

É uma nova fase
que todo filho é ensinado,
hora de sair de casa.

Inserida por DiasWFolinha

⁠La Description du Poète

Um corpo extenso, tez alongada e alta,
E, homem, chorando vivo incessantemente.
Dos meus dez anos, na vida rude, a falta,
Perdi a mãe, talvez por desígnio da Mente.

A alma aparenta-se inclinada, cônscia
De dores maternais e tumultos extremos;
Em meu cérebro, a ideia, não vã, propícia,
De esperanças e triunfos supremos.

Nenhum livro me escapa ao ardor da mente,
Mas, ah! Conhecimento, que pura ilusão!
Nenhuma dor ou pranto silente,

Pode esconder-me o fúnebre caixão
Da triste esperança, eterna e persistente,
Nos olhos mortos do meu coração.

Um poeta, cujo olhar nos céus se encontra,
Reflete em nuvens sua ambiciosa visão;
Uma erudição que em vão se desponta,
E, em vasta escala, uma férrea solidão.

Poeta visionário, sem mente sombria,
Vislumbra o amor no mundo em sua dor.
Mas, em seu tempo, é uma alma vazia
Sem saber se é criatura ou criador.

Inserida por AugustoGalia

⁠História do valente Tenente Antônio João:

Na vastidão dos campos da Colonia dos Dourados, Ergue-se a história de um bravo soldado. Tenente Antônio João, nome que ecoa, Na memória de um povo, sua história ressoa.

Quatro nações em guerra, um conflito sul-americano que parecia sem fim, Brasil e Paraguai protagonista desta história, defendendo seu jardim.

Na Colônia distante, o tenente se ergueu, Com uma dúzia de homens, seu destino escreveu.

Cem inimigos à frente, sem hesitar, Antônio João e seus homens prontos a lutar. “Sei que morro”, disse, com coragem no olhar, “Mas meu sangue será protesto, a Pátria a honrar.”

O chão da Colônia dos Dourados, com sangue regado, Testemunhou o sacrifício de um herói consagrado. Seu nome gravado na história, jamais esquecido, Tenente Antônio João, o valente, para sempre querido.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Aquele amor

⁠Em todos os lugares que eu poderia ir
eu estava lá
onde eu sabia que você estaria
Seus cabelos misturados na tinta
me diziam o quanto estava confusa
e sua maquiagem borrada
mostrava o quanto estava nervosa
E mesmo que depois disso eu perdesse tudo
e meu mundo virasse trevas
eu sentia
Qualquer câmera pode registrar esse momento
Mas só meu coração registra a felicidade.

Inserida por Efraim_Paiva

⁠O poeta me pede uma lista de amigos
sim, tive muitos, mas
onde eles estarão?
Busco nas memórias juvenis
nas lembranças escolares
no quadro da formatura
vejo tantos especiais
nos lugares onde trabalhei
havia tantos, como eu,
jovens, de vida e de sonhos
ainda os tenho no coração,
mas eu não sei,
não sei mais onde
eles estão.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Deus nunca fica doente; nós, em nossa ingenuidade, é que projetamos nossas próprias limitações nas lições do divino, esquecendo que Ele é a fonte inesgotável de vida, bem-estar e perfeição.

Ao lembrarmos disso e sintonizarmos com essa essência, recuperamos nossa própria integridade, pois toda cura é, na verdade, um retorno à memória original — de que jamais estávamos realmente afastados da perfeição.

Inserida por evermondo

Crônica da Linha de Fronteira Seca: Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

A linha de fronteira seca entre Ponta Porã, Brasil, e Pedro Juan Caballero, Paraguai, é uma região única, repleta de histórias antigas e memórias culturais. Este território, que hoje une dois países, já foi palco de inúmeras rotas e caminhos antigos, cruzados por povos indígenas, portugueses, espanhóis e missões jesuítas.

A Formação Histórica.

Desde tempos imemoriais, a vasta mata e as grandes áreas de erva-mate nativa atraíram colonizadores, migrantes e emigrantes de diversos lugares. Os tropeiros e comerciantes viajantes que por aqui passaram deixaram suas marcas, e muitos decidiram fixar-se, dando origem a estâncias e fazendas que, cada uma, conta sua própria trajetória e história.

Lendas e Memórias.

As lendas locais falam de quadrilheiros e bandoleiros que cruzaram a região, mas também das patrulhas volantes, formadas por valentes da região, que expulsaram os bandidos. Essas histórias são contadas através de crônicas locais, lendas e causos de outros tempos, memórias de um passado que deixou gravado na história contos para serem contados.

A Riqueza Cultural.

A riqueza cultural e histórica da linha de fronteira seca é inegável. Cada canto dessa região guarda memórias de um tempo em que a fauna e a flora exuberantes eram observadas com admiração pelos primeiros exploradores. As missões jesuítas, com seu legado de fé e conhecimento, também deixaram marcas profundas na cultura local.

Conclusão.

Hoje, Ponta Porã e Pedro Juan Caballero são cidades irmãs, unidas por uma fronteira que, mais do que dividir, une histórias e culturas. A linha de fronteira seca é um testemunho vivo de um passado rico e diversificado, que continua a inspirar crônicas e contos, mantendo viva a memória de uma região única e cheia de histórias para contar.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Crônica: A Poeira na Varanda.

A poeira na varanda é testemunha silenciosa de um tempo que deixou saudades.

Naquela época, a cidade era pequena, e a vizinhança era uma grande família. Todos se conheciam pelo nome e sobrenome, e os compadres e comadres se encontravam na missa de domingo.

Era um ritual sagrado, onde as famílias se reuniam para uma boa conversa, um dedo de prosa, enquanto o sol se punha no horizonte.

A cidade, com suas poucas ruas, era um lugar onde tudo estava ao alcance. Da padaria ao bolicho, do pequeno mercado à farmácia, tudo era próximo. A vida rural era pacata e cheia de simplicidade. Nos sítios e chácaras, criava-se de tudo.

O leite fresco chegava à porta, e as frutas e verduras eram colhidas no quintal, fresquinhas e saborosas.

As famílias eram grandes, compostas por avós, tios, tias, primos e padrinhos. Todos conviviam em harmonia, e aos finais de semana, a festa era certa. Sempre havia um motivo para comemorar, seja um aniversário, uma colheita farta ou simplesmente a alegria de estarem juntos.

Era um tempo de vida calma, cercas baixas e muros que não escondiam os vizinhos. Todos se cumprimentavam com um bom dia, boa tarde ou boa noite.

Hoje, resta apenas a varanda empoeirada e as memórias de um tempo que deixou saudades. A poeira, que se acumula lentamente, é um lembrete constante de que, apesar das mudanças, as lembranças daqueles dias continuam vivas no coração de quem os viveu.

Inserida por yhuldsbueno