Poemas de Memória
Trago na aba da minha saia
Costurada em zigue-zague
Café preto e um cigarro
Seu canto e gargalhada
Ecoando pela casa
O tempo é sua morada
Eu me esqueci de checar a porta,
Eu me esqueci onde deixei as chaves,
Eu me esqueci que as crianças já não moram mais aqui,
Eu me esqueci que o tempo passou,
E me esqueci de esquecer você, que benção.
O túnel do tempo é um enorme vazio
Tuas queixas o som da queda
Mas você olha pro alto e vê uma plataforma qualquer que dizem ser um lugar aprazível
Dizem ser ali o reino do amor
Esta logo ali um pouco acima do seu mergulho
Esta logo ali na cápsula mais vistosa dos seus ideais
A vida segue em outro lugar
Sempre em outro lugar
Veja dentro do meu ser.
Veja essa imensidão de flores com poucos cuidados.
Veja nesse céu tão cinza que chove a dias.
Veja lá no horizonte o sol se pôr.
Veja ao seu redor lugares que eu já frequentei e você também.
Veja como eu vejo um lugar lindo, porém, desconhecido.
Onde estamos? ...
Você poderia morar aqui? ...
Será que te faria bem? ...
Esse cheiro de rosas, são o cheiro do amor que você deixou.
Esse calor? Não é o sol ... É o que você provoca ao me visitar.
Volte mais vezes aqui.
Ou me leve no seu mundo...
Como é o seu mundo? ...
É um lugar onde no horizonte existe pessoas felizes?
Ou você já está nesse lugar e não tem horizontes para vê?
Você sente os cheiros das rosas?
Suas rosas tem poucos cuidados como as minhas?
Não se preocupe, a essência delas que contam.
Você costuma sentir o calor do sol?
Bom, agora você sempre irá sentir, afinal eu sempre vou te visitar.
Venha comigo... Vou te mostrar mas desse lugar.
Não tenha medo está vendo aquelas pessoas dando risada lá longe?...
Então, são as pessoas que já me visitaram... Elas as vezes voltam aqui... mesmo que seja muito breve.
Para você entrar no meu mundo não é difícil, e também é grátis sabia?
Você só precisa fechar seus olhos...
Sentir o amor te dominar...
E lembrar de tudo que já te fiz em troca de um simples sorriso seu.
E quando você menos perceber, estará aqui comigo...
Mas não seja igual as pessoas que eu falei lá longe...
Aquelas que dão risada e me visitam brevemente...
Quando você estiver aqui dê muita risada, mas não seja breve... Fique o máximo que poder.
Por que com você aqui meu mundo será diferente, o sol terá mais calor... Minhas flores podem voltar a ter o brilho de antes... Meu céu pode parar de chover e abrir um belo arco-íris.
Mas a melhor parte? Não é nenhuma dessas...
A melhor parte é que você trouxe para mim um novo cheiro de rosas...
Criava eu, um cenário perfeito
Para minhas memórias
Bons modos
Comportamento impecável
Doçura
Perdão
Carinho e fraternidade
Ninguém quis olhar o meu álbum...
Olhando pelo retrovisor vejo um passado acenando para mim.
Vejo nada além de fantasmas, de faces borradas e enevoadas; pois já não são o que foram.
Vejo amigos de escola que nunca foram meus.
Miro os amores impossíveis que tive, daqueles que nunca se estabeleceram.
Fito os fantasmas dos quais peguei carona, um a um...
Ficaram perdidos no passado, esquecidos em uma curva ou jogados ao limbo em uma parada qualquer.
E com o passar do tempo, resolvi que amar era bobagem. Bobagem tamanha que; Oh, Deus! Quantas infindáveis vezes me apaixonei.
As metas que tinha ficaram num canto esquecido, oculto, ou quem sabe se foram com um sopro, ou num suspiro, tal como um fantasma que sempre fui.
Um fantasma sem rosto, sem forma e sem raízes.
As metas que tinha se foram com o vento, provavelmente por estarem pessimamente presas num varal qualquer, estendidas num quintal que nem ao menos lembro-me qual era... Talvez porque, no fundo, rábulas não tenham memória. Rábulas não tem passado.
O que sobra-me, afinal? O que fica?
Pois olho no passado e, fixando-me nele, não vejo nada dele refletido no que sou. Nada além de um borrão.
Porque meu passado, minhas metas, meu anseios... Se foram... Todos levados por um vendaval.
Esses poemas nascentes do nada,
vindos do além, mal-me-quer
Só pode
Não me dão tempo para pegar papel
E lá se vai o poema,
memória tão bela quanto fel...
Faz tempo que não te sinto assim...
Creio eu que a muito perdi, que por pouco achei...
Te amo, e amo sentir-te aqui.
Voz de trovão, presença avassaladora que me esmaga em meus conceitos, me arrebenta por dentro, me destroça e atrofia vontades vãs.
Por quê? Por que deixei de sentir-me assim?
Onde estava com a cabeça?
Que insanidade tomou-me?
Que faço eu para não perder?
Como faço para conquistar mais?
Pra que faço?
Pra que não faço?
O que falta?
O que está sobrando e precisa ser aparado, lapidado?
O que colocariam na minha lápide caso eu mantivesse tal curso? (Horrendo por sinal)
Agora, respiro... Ufa
Voltei a possuir a dádiva sentir, mas com esta volta veio também o sentimento de dor... A dor da tua ausência...
Me leva pra casa?
Não quero ficar aqui...
Aqui sou alien, sou peregrina e aqui não quero ficar...
Apaga rostos da minha realidade, eu te peço. Apaga histórias que não devem se concretizar. Apaga o que quiser apagar.
Faça-me perder a memória... Porque te amo, e não suporto mais ficar aqui... Ficar sem ti...
Ainda não estou pronto
Ainda não estou pronto para escutar o silêncio que grita aos meus ouvidos
Por mais que os ventos o anunciassem, não podia ouvi-lo, estava cego.
Ainda não estou pronto para poder sentir o gosto amargo do doce
Por mais que minha boca um dia já tivesse experimentado.
Ainda não estou pronto para me lembrar de esquecer
Por mais que nunca fosse ruim da memória.
Ainda não estou pronto para o começo
Por mais que só restasse o fim.
Ainda não estou pronto...
Por mais posses, talentos e honrarias que uma pessoa possua; nada disso poderá ser comparado, nem superar a grandeza de ser um bom pai.
"Querido pai, continuas vivo em minha memória, em meu sangue.
Exercícios de Silêncio
Só no silêncio podemos encontrrar Deus.
Há áreas em mim que precisam chegar ao silêncio:
• Silêncio da fantasia: Silenciam as emoções, silenciam as tristezas; silenciam as vãs ocupações dos pensamentos.
• Silêncio da memória: O passado, as queixas vãs, os azedumes silenciam. Lembrar apenas as provas da misericórdia de Deus.
• Silêncio do coração: Silenciam os desejos, as antipatias silenciam, o amor silencia em tudo o que tem de exagerado.
• Silêncio do amor próprio: Silencia o olhar para o próprio pecado, para a própria incapacidade. Silencia o autolouvor. Tudo o Eu humano silencia.
• Silêncio do espírito: Fazer silenciar os vãos pensamentos. Favor silenciarem as considerações sutis que enfraquecem a vontade e levam ao estiolamento do amor. Fazer silenciarem todas as buscas de anseios próprios.
• Silêncio do julgamento: Silêncio no tocante às outras pessoas: não julgar.
• Silêncio da vontade: Fazer silenciar as angústias do coração, as dores da alma. Fazer silenciarem os sentimentos de abandono.
• Silêncio consigo mesmo: Não escutar a si mesmo, não se queixar, nem se consolar a si mesmo, silenciar consigo mesmo, esquecer-se, libertar-se de si mesmo.
Introdução ao retiro na Comunidade de Taizé
Um dia qualquer à sombra do cajueiro..
Vivia o mesmo sonho misturado a despertares onde a tristeza, angústia e solidão se faziam companheiras, afastando-o mais e mais de um dia distante onde conhecia o seu lugar e sua gente.
Onde estavam seu canto, suas coisas, seu quarto, sua cama, a cômoda onde ficavam alguns porta-retratos?
Essa vaga lembrança o deixava confuso.
Porque seu olhar se fixava no chão quando, vez ou outra, alguém passava?
Quanto tempo mais daquela rotina, como se vivesse horas e horas, dias e dias, numa insossa repetição de nadas, sem sentido, aturdido em seu permanente estado de confusão e melancolia?
Alguns instantâneos faziam-no acordar inquieto e perdido, num outro lugar, ambiente simples, de conversas, da varanda, da sombra do cajueiro onde pessoas animadas conversavam e riam tanto, quanto tempo?
- O senhor não comeu nada hoje, vai ficar doente, pode ser que hoje alguém venha vê-lo...
- Precisa parecer melhor, vamos fazer a barba, cortar esses cabelos, trocar esse pijama, tomar um banho, cheirar melhor, o que vão pensar...
- O senhor não está me ouvindo...
- Não tenho mais tempo...
A água fria, por instantes, o desperta desse torpor, sente às costas a parede úmida onde se escora.
- Quem é você?
- Maria, já me esqueceu de novo...
- Onde estou?
- Na sua casa nova...
- Carla?
- Tá vendo, sua filha não pode vir, mas telefona sempre para saber do senhor...
- Chama a Nê...
- Sua esposa foi fazer uma viagem pra bem longe, vai demorar...
- Tome seu remédio, mais tarde volto com seu chá....
- Que dia é hoje?
- Tá mais esquecido, é sábado, dia de visita, por isso tem que ficar bonito...
- Carla..., Nê..., que dia é hoje...
Apenas um dia qualquer na vida de alguém esquecido que se lembra de uma vida distante e que ainda quer seu canto, sua gente, sua memória, seus amores...
Deus ! Não permita
que meus sentimentos envelheçam.
Possa minha pele enrugar,
meu coração enfraquecer, mas
que ele nunca se canse de AMAR.
Mesmo que minhas mãos fiquem trêmulas...
que eu não perca a vontade de ACARINHAR.
Mesmo que minha memória falhe,
Que eu não esqueça de AMOR DEMONSTRAR.
Mesmo que tudo eu esqueça...
Que Deus conserve em mim
a paz que carrego e o desejo de praticar
o bem de que tantos precisam.
E por fim, que eu jamais esqueça
de quem me estendeu a mão..
e que eu lembre sempre
dos que me ensinaram a ter bom coração.
6/9/15
Meu mundo...
(Nilo Ribeiro)
Este é meu mundo,
morrer a cada segundo
a história avança,
a memória cansa
que importa viver,
se o que faço é sofrer...???
se a vida é arte,
dela não faço parte
se acabou o amor,
por que insistir na dor...???
LEMBRANÇAS DE UMA PAIXÃO
Breve foram os momentos
Vividos intensos.
Todas as formas de amor,
Escondidas no silêncio.
Em seu forte abraço me perdia.
Todo seu carinho e proteção,
Guardados hoje apenas na memória,
Levarei comigo até o fim dos meus dias,
Gravados em minha alma e meu coração.
E quando a escuridão da noite
Trouxer a recordação de todo este afago,
Sentindo seu cheiro ainda impregnado,
Nesta cama em que um dia nos abrigou.
Transformarei nossa história
Em uma linda canção,
Expressada em versos e notas
A cada acorde do meu violão.
Eternizarei nesta linda melodia,
Todas as lembranças desta paixão.
╔💕🌺═══════════════════╗
Essa madrugada...
acordei sem rumo sem noção, tomei um banho, e percebi que eu estava em descompasso, coloquei minha cabeça no travesseiro e meus olhos tomados por lágrimas, tive sensação de estar desprotegida, e com o coração inundado por um vazio, nunca senti isso! Me senti como uma criança deixada sozinha num escuro, tive medo, nunca tive medo! E nesse vazio de insegurança, percebi que vc não estava mas ali, e mesmo você minha mãezinha, estando inerte, à alguns anos, eu tinha você, tinha seus olhos olhando pra mim, vez o outra eu ia em busca desse olhar, sentia o calor de sua pele, me sentia segura eu tinha mãepai, sim! Foi MÃE E PAI. Nesse mundo de pouco amor, você se foi e me deixou uma certeza do que é amor verdadeiro
Te amo mãezinha
╚═══◄●•●►═══/═══◄●•●►═══╝
dura o momento
não mais que um instante
o lampejo de felicidade
ilumina o durante
mas na memória fica
a presença constante
GRACINHA
Eu sou aquela caixa d'água a tilintar dentro da noite veloz. Lá fora, o sereno caía vadio enquanto os rumores dos carros mexiam com as luzes dos postes. Tchiqui, tchiqui, tchiqui... Quase sempre, o ventilador ao pé da cama. A cama. A cama. Aquela cama... Na área, o churrasco embalava os nossos estômagos famintos. A fumaça passeava por todo espaço. Chegava na cama. A cama. Aquela cama... Ao meu lado direito, meu mano: pequeno, raquítico, olhos negros, cabelos lisos. No centro, a mana: covinhas amontoadas, coqueirinhos na cabeça, chorinho fácil a descolar na boca. Ao lado esquerdo: vovó. Vovó. GRACINHA. Corpo roliço, cabelo despreparado, pele macia e branca. Sua mão a "irribuçar" os netinhos com colcha vermelha. Sua mão a cantarolar no meu peito. Um dois três carneirinhos. O ronco, o sereno a cair, os rumos dos carros e eu-caixa d'água, eu-saudade, eu-vontade-de-voltar.
O choro do céu
O céu está a chorar
Ele já cansou de errar
As nuvens... suas pálpebras
As gotas... suas lágrimas
Cada gota uma história
Uma velha memória
Pela janela escorrem suas lágrimas
Por ela vejo a sua verdadeira chuva
O sol se ausentou
Mas um dia, ele ainda brilhará por lá
Apenas por um instante, as nuvens se fecharam
Cinza... tudo cinza
É uma escuridão clara
E Tudo fica tão ranzinza
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