Poemas de Memória
Somos histórias
Me sinto como esta casa grande
de janelas pequenas, pintada com
tinta velha e sem muita beleza
onde só o próprio dono de bom
coração se agrada.
Mas o que isso importa?
Se todos os dias pessoas veem e
pessoas vão; Sou invisível para os novos,
esquecido na memória dos velhos
sou história contada quando lembrada
O SILÊNCIO DA NOITE
A noite chega de mansinho
Pela janela entra um vento em laço
O silêncio é triste, um descaminho
O coração pulsa em descompasso
Os pensamentos fluem em polvorosa
Nenhum norte a ser seguido
A estrada é curvilínea e perigosa
O destino é incerto e traiçoeiro
Mas nada impede que a esperança
Renasça a cada aurora
Como no movimento de uma dança
Que não me sai da memória
Pequenos traços de saudade.
Autor: Ederson Silva.
Olhos cheios de saudades, vento a tocar minha pele,
espelhos da vida a passar imagens já esquecidas.
A lágrima teimosa a ir de encontro ao chão,
somente a solidão me faz companhia.
Pequenos traços de saudade,
que insiste a mendigar sentimentos de cada momento.
No fundo portas retratos que contam a nossa história,
um cinzeiro a elevar uma fumaça de cigarro das companhias de noites frias.
Versos sendo compostos para disfarçar minha memória;
fecho os olhos e sinto sua presença.
Você sussurra em meu ouvido,
a música que fazia parte de nossa trilha sonora.
Me vejo e não reconheço, um suspiro no fundo;
Acordo, era apenas um sonho...
Não vivemos no passado,
Porém ele vive em nós:
É o antes sem o qual
Não haveria o após,
É a voz da humanidade
Ecoando em minha voz.
A força mesma já não é
O tempo passa como a maré
sentir-se sozinho é dadiva
para os que desejam me entender
nunca o farão
o tempo passa tic-tac
quem diz que deveria ser assim?
confusão e mais confusão
será que me encontrarão?
todos esperam felicidade encontrar
mas poucos sabem que a mesma já está
felicidade agora não desejo
anseio apenas por me encontrar
perscuto por apenas existir
entender o simples agir
porque não posso entender?
sozinho quero estar
menos sorisos e mais sensatez
este lembrete logo se desfará
tudo em vão será?
mas em sua memória restará
a doce lembrança do meu olhar
sempre esperança ainda espero ter
inutil... como o usual
triste e sozinho,o vento sopra
e não para de soprar
será que estou satisfeito?
continuar devo antes, mesmo patamar.
Se a vida te abate
E as lutas não passam
Os sonhos não cansam
E só quer saber por que
O tempo perdido
Te deixa pra baixo
Levante a cabeça
E tente entender de uma vez
Que a cada dia é um novo desafio
Que a cada sentimento é uma memória
Mas a perseverança no caminho
É o foco certo pra vitória
sexta-feira, 31 de maio de 2019
Esse mundo é mesmo um lamento cão.
O gozo existe.
Porém com muita lamentação.
Ocupar o tempo com aberração.
És assim como tradição.
Insensatez e mazelas.
Palavras ao leo são elas.
Porém compreendo que muitas possuem um interesse sadio.
Uma palavra amiga, um abraço a confortar.
Pois o destino encarrega de acender o pavio.
Devemos ter força em apagar.
Estar com as chamas da amizade, da coragem.
Cultivar humildade, matar a trairagem.
Ter laços de um bom espírito de vida.
Escrever páginas, ainda que não são lidas.
Meu decorrer e o seu é uma história.
Tudo passa, até a memória.
Giovane Silva Santos
O passado quieto é arquivo
O passado relembrado, é álbum
O passado repassado é herança
O passado é diário guardado, trancado.
Só entende o passado,
Quem o viveu!
O passado não é herança
para quem não o quer herdar
Para este é retrocesso, prisão.
Caça à palavra
repleta, minha alma espreita atrás do estrume do mundo:
de onde vêm os versos, que face ocultam entre o amor e a morte?
às vezes os sons são os mesmos, as texturas, o tempo,
o mesmo homem a revolver-me as veias
onde se lacram as vãs repetições, que noite veste o poema?
o sol nos vasos de crisântemos, ecos de um triste país,
largos horizontes onde meu pai passeia verbos nem sempre sublimes.
tudo é memória, sirenes ligadas. a infância sempre ontem, mas aqui.
todo verso sugere uma serpente oferecida.
que na minha caça à palavra (que face ocultam o amor e a morte?)
não haja qualquer vislumbre de repouso.
Memórias... de alegrias passadas
apagadas.
Recuerdos desse amor que um dia foi
e se foi...
Gostaria de voltar no tempo
nem que fosse por um momento...
Te abraçar uma vez mais...
voltar atrás...
Como hoje há dias e dias
que só deixar fluir eu queria.
A memória insiste em te apagar...
O coração preso a ti eternamente quer estar.
Trago na aba da minha saia
Costurada em zigue-zague
Café preto e um cigarro
Seu canto e gargalhada
Ecoando pela casa
O tempo é sua morada
Eu me esqueci de checar a porta,
Eu me esqueci onde deixei as chaves,
Eu me esqueci que as crianças já não moram mais aqui,
Eu me esqueci que o tempo passou,
E me esqueci de esquecer você, que benção.
O túnel do tempo é um enorme vazio
Tuas queixas o som da queda
Mas você olha pro alto e vê uma plataforma qualquer que dizem ser um lugar aprazível
Dizem ser ali o reino do amor
Esta logo ali um pouco acima do seu mergulho
Esta logo ali na cápsula mais vistosa dos seus ideais
A vida segue em outro lugar
Sempre em outro lugar
Veja dentro do meu ser.
Veja essa imensidão de flores com poucos cuidados.
Veja nesse céu tão cinza que chove a dias.
Veja lá no horizonte o sol se pôr.
Veja ao seu redor lugares que eu já frequentei e você também.
Veja como eu vejo um lugar lindo, porém, desconhecido.
Onde estamos? ...
Você poderia morar aqui? ...
Será que te faria bem? ...
Esse cheiro de rosas, são o cheiro do amor que você deixou.
Esse calor? Não é o sol ... É o que você provoca ao me visitar.
Volte mais vezes aqui.
Ou me leve no seu mundo...
Como é o seu mundo? ...
É um lugar onde no horizonte existe pessoas felizes?
Ou você já está nesse lugar e não tem horizontes para vê?
Você sente os cheiros das rosas?
Suas rosas tem poucos cuidados como as minhas?
Não se preocupe, a essência delas que contam.
Você costuma sentir o calor do sol?
Bom, agora você sempre irá sentir, afinal eu sempre vou te visitar.
Venha comigo... Vou te mostrar mas desse lugar.
Não tenha medo está vendo aquelas pessoas dando risada lá longe?...
Então, são as pessoas que já me visitaram... Elas as vezes voltam aqui... mesmo que seja muito breve.
Para você entrar no meu mundo não é difícil, e também é grátis sabia?
Você só precisa fechar seus olhos...
Sentir o amor te dominar...
E lembrar de tudo que já te fiz em troca de um simples sorriso seu.
E quando você menos perceber, estará aqui comigo...
Mas não seja igual as pessoas que eu falei lá longe...
Aquelas que dão risada e me visitam brevemente...
Quando você estiver aqui dê muita risada, mas não seja breve... Fique o máximo que poder.
Por que com você aqui meu mundo será diferente, o sol terá mais calor... Minhas flores podem voltar a ter o brilho de antes... Meu céu pode parar de chover e abrir um belo arco-íris.
Mas a melhor parte? Não é nenhuma dessas...
A melhor parte é que você trouxe para mim um novo cheiro de rosas...
Criava eu, um cenário perfeito
Para minhas memórias
Bons modos
Comportamento impecável
Doçura
Perdão
Carinho e fraternidade
Ninguém quis olhar o meu álbum...
Olhando pelo retrovisor vejo um passado acenando para mim.
Vejo nada além de fantasmas, de faces borradas e enevoadas; pois já não são o que foram.
Vejo amigos de escola que nunca foram meus.
Miro os amores impossíveis que tive, daqueles que nunca se estabeleceram.
Fito os fantasmas dos quais peguei carona, um a um...
Ficaram perdidos no passado, esquecidos em uma curva ou jogados ao limbo em uma parada qualquer.
E com o passar do tempo, resolvi que amar era bobagem. Bobagem tamanha que; Oh, Deus! Quantas infindáveis vezes me apaixonei.
As metas que tinha ficaram num canto esquecido, oculto, ou quem sabe se foram com um sopro, ou num suspiro, tal como um fantasma que sempre fui.
Um fantasma sem rosto, sem forma e sem raízes.
As metas que tinha se foram com o vento, provavelmente por estarem pessimamente presas num varal qualquer, estendidas num quintal que nem ao menos lembro-me qual era... Talvez porque, no fundo, rábulas não tenham memória. Rábulas não tem passado.
O que sobra-me, afinal? O que fica?
Pois olho no passado e, fixando-me nele, não vejo nada dele refletido no que sou. Nada além de um borrão.
Porque meu passado, minhas metas, meu anseios... Se foram... Todos levados por um vendaval.
Esses poemas nascentes do nada,
vindos do além, mal-me-quer
Só pode
Não me dão tempo para pegar papel
E lá se vai o poema,
memória tão bela quanto fel...
Faz tempo que não te sinto assim...
Creio eu que a muito perdi, que por pouco achei...
Te amo, e amo sentir-te aqui.
Voz de trovão, presença avassaladora que me esmaga em meus conceitos, me arrebenta por dentro, me destroça e atrofia vontades vãs.
Por quê? Por que deixei de sentir-me assim?
Onde estava com a cabeça?
Que insanidade tomou-me?
Que faço eu para não perder?
Como faço para conquistar mais?
Pra que faço?
Pra que não faço?
O que falta?
O que está sobrando e precisa ser aparado, lapidado?
O que colocariam na minha lápide caso eu mantivesse tal curso? (Horrendo por sinal)
Agora, respiro... Ufa
Voltei a possuir a dádiva sentir, mas com esta volta veio também o sentimento de dor... A dor da tua ausência...
Me leva pra casa?
Não quero ficar aqui...
Aqui sou alien, sou peregrina e aqui não quero ficar...
Apaga rostos da minha realidade, eu te peço. Apaga histórias que não devem se concretizar. Apaga o que quiser apagar.
Faça-me perder a memória... Porque te amo, e não suporto mais ficar aqui... Ficar sem ti...
Ainda não estou pronto
Ainda não estou pronto para escutar o silêncio que grita aos meus ouvidos
Por mais que os ventos o anunciassem, não podia ouvi-lo, estava cego.
Ainda não estou pronto para poder sentir o gosto amargo do doce
Por mais que minha boca um dia já tivesse experimentado.
Ainda não estou pronto para me lembrar de esquecer
Por mais que nunca fosse ruim da memória.
Ainda não estou pronto para o começo
Por mais que só restasse o fim.
Ainda não estou pronto...
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