Poemas de Memória
Luz
Hoje eu vi o sol nascer,
Há tanto tempo eu não via,
A noite ir embora, e dar lugar ao dia.
Abri os olhos devagar, deixei a luz entrar,
Ela me contou uma história,
veio morar na minha memoria.
Luz que exorciza o medo, que traz o sossego,
Que tira da escuridão, que pega pela mão,
Mostra tudo que reluz, as estrelas e o luar, um rosto familiar,
Aquele sorriso sincero, para sempre há de lembrar.
Porém não só das rosas lembrará e o que ver não poderá apagar,
Mas para que não voltes a tropeçar, teus erros ela iluminará,
DESPEDIDA
Era despedida
Queria ter feito mais
Abraçado mais
Mais forte...
De um jeito que fosse junto
Uma parte de mim.
Queria ter beijado mais
Mais vezes...
Absorvendo cada segundo
Como se não tivesse fim.
Queria poder lembrar mais
Assim, tentei gravar tudo
Marcando na memória
Cada cor,
Cada cheiro,
Cada som,
Cada pedaço daquela hora
Que me fizesse voltar no tempo
Só meio da história
Sempre que a saudade apertar
Me transportando de volta
Aquele momento
Sem começo nem fim,
Só àquele momento
No meio do tempo
Pra história nunca acabar.
Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol 158
Agora estou sozinha
Relembrando os momentos
Fecho os olhos
Para encontrar a tua voz
Sinto ainda o teu cheiro
Na roupa que ficou
Estou tentando achar o teu abraço
Pra de ter mais perto...
Desculpa as lágrimas
Mas é a saudade
Falando mais forte
Quem sou?
As vezes me pergunto, quem sou?
Não sei responder.
Para melhor saber, acho que necessário seria aos caminhos
já feitos voltar, às ruas por eu andadas, lugares que não
lembro mais.
As pessoas que amei, e as que esqueci e que deixei de
gostar.
Tudo o que fiz, bem ou mal feito, na memória guardado
está.
O bem que fiz e faço, é o que de útil deixarei.
Em uma análise fria, tenho mais prós, do que contras.
Vivo e deixo viver, amo a todos, se todos me amam, não sei.
Sou alguém que vive a vida, que dá de si para valer.
Sem ser modesto, mas honesto, sou alguém que não vale a pena esquecer!
Roldão Aires
São Paulo
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo – RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.Epergunto
Balanço sem criança
Rede sem preguiça
Bandeirolas de roupas
Ferrugem na decomposição
Tapete verde em desuso
Camada de girassóis ao chão
São ipês amarelos da remissão
Um click que pára o tempo
Pára o espaço
Esboça a forma
A pintura que não borra
A doce magia da criação
Moldura nítida da memória
Em traços finos da emoção
Sobre o amor?
Haha ele é diferente!
Ambos os lados fornecem um ao outro confiança, afeto, segurança, cumplicidade entre outros.
E n importa o tempo ou circunstância
O q para todos seriam anos , para eles seriam dias.
Para o amor n existe pressa e muito menos anseio.
N Precisa ter tido algum tipo aproximação.
Quando é para ser, simplesmente acontece .
Quando se tem propósito com Deus , tudo vai para frente.
Em um relacionamento quando n se tem medidas iguais sobre o sentimento um pelo outro.
1 não é de Deus
2 não tente
3 não vai ser Feliz
4 continue procurando
5 quando enfim encontrar
6 vai notar o quanto é diferente
7 vai saber q o que Deus quer para vc, é muito melhor do q os seus planos e suas escolhas
8 espere, ore, consulte, confie
9 Deus nunca se atrasa, vc é quem n sabe esperar
10 a pressa é inimiga dá perfeição
Quando encontrar a pessoa certa, vai saber o pq de todas as outras tentativas não terem dado certo.
Eu estava lá...
Quando não haviam as modernidades de hoje
O computador de mesa, o notebook, o tablet
O aparelho celular, o avião embarcado do bem e do mal
Cruzando veloz os céus a levar gente e malote postal
Eu me descobri criança correndo atrás de pipas e sonhos
Sorria por bobagens puras e certezas que só eu fiava
Crendo ser verdade o que conhecia das escritas de um tal Lobato
Que da arte imaginária, nas verdades infantis tinha sempre final feliz
Eu estava mesmo lá
A ver, estupefato, o Joelma e muitos outros queimarem
Quando contaram que no Araguaia passava um rio que liberta
Levando águas e intenções dos homens de esperança certa
Conheci, sem alarde, amadurecendo na maturidade
Que era preciso guardar cada coisa em exato lugar
Do falante Pé de Laranja Lima, a chegada da mulher para amar
Encarregando o tempo de me ensinar em jamais deixar de lutar
Eu estava lá quando a televisão anunciou guerras insanas
Atos terroristas, matança de Judeus e de inocentes crianças
Recordo do alarde da aids e da descoberta da estrada lunar
Da repressão da liberdade e da festa na vitória da igualdade
Eu estava lá, assistindo perplexo e atento, como vigia
Como vagavam as criaturas da noite em busca do dia
Aprendendo sobre paciência, tolerância e ciência
Mas o que marcou, foi saber adulto, festejar a infância
Sempre que fecho os olhos
Viajo em um mundo só meu
Pensando táticas mirabolantes
De planejar o meu futuro
A madrugada chega
E o bobo sonhador
Prisioneiro da insônia
Vaga nos pensamentos bons
Só na ilusão de que a melhora
É apenas uma questão de disposição
Que essas variáveis todas
Não influenciarão se eu acordar pronto
Pronto pra mudar e fazer acontecer
Pronto pra mostrar para os pessimistas
Que a vida pode ser bem resumida
Em uma peça de alegria
Mostrar pra eles a verdade
Que a vida é uma oportunidade
Não é dramática e trágica
Como os textos de William
Acordo já atrasado
Pra essa mudança toda
Lotado de pensamentos não meus
Mas desses pessimistas
E vejo no amanhecer
Que os pensamentos do melhor
Eram apenas sonhos de criança
E nada mudou nem vai mudar assim tão fácil
Peço que Deus me proteja
Me ajude a ver melhor
As oportunidades de mudança
As pessoas a minha volta
Hoje quando for dormir
Lembre que alguém nessa hora
Está viajando nos bons sonhos
Pra ter ânimo de lutar mais um dia
Quando deitar e descansar
Veja no espelho das suas pálpebras
Uma criança inocente
Que acha que o mundo é só uma aventura
Lembre-se que sua vitória
Não vai acontecer sem luta
Corra atrás e não se esqueça
De agradecer aos céus
Faça o que não fiz
Aprenda com os erros
Abra os braços e vá
Em memória de mim.
Um passado olvidado
Este é um fato verídico e sua narrativa advém de um homem com a mente senil, dotado de imaginação obsoleta. Não há em nenhum ponto de sua memória, resquícios das lembranças de sua juventude, no entanto evidencia o total desterro de suas recordações. A narração será, naturalmente lenta e compassada, pois com o passar dos anos o indivíduo extenua e perde toda a sua inerente diligência. O estranho neste enredo é que em nenhum momento lhe faltará decoro, pois o assunto em questão é peculiar e se afeiçoa a hombridade do narrador. Ao engajar o seu início, em momento algum deve ser interrompido, pois uma abrupta intervenção fará com que os corredores de sua mente se entrelaçam, pondo em risco a retidão de suas recordações. O motivo de todo esse desvelo é para com a integridade do palestrador, pois um pequeno vislumbre em sua atenção descarrilará a locomotiva dos trilhos de suas memórias, pois ministrar o seu relato é atribuir valores ao fenômeno imêmore de um passado olvidado.
"Como tal indivíduo observador que sou,
aprendi que aconselhar é preciso:
faz parte do amor.
Até insisto uma segunda,
vai que fura.
Mas vi que somos crianças
cutucando tomadas,
desejando o choque pra sacar,
naturalmente, finalmente,
as lições que se escondem nas ruas,
nos abraços, nos tropeços,
e que você precisa decifrar.
A partir da terceira, o erro é meu:
Pare de ser incoveniente, Matheus,
Paulo,
Roberta
E você também, Tadeu.
Meu momento pode perder o vôo,
se atrasar.
Seu momento pode se perder,
não mais se encontrar.
Mas o amor deve saber esperar,
torcer,
rezar.
Não há machucado que não conte uma história,
que não permaneça nos cuidando,
diariamente, vividamente,
nas entranhas da memória."
Não se esqueça de mim
Quando me deparei
Suave, fresca, brisa
palavras embaralhadas
Um olhar avisa
Outra aposta perdida
Sem tristeza, espanto ou surpresa
Pois vence o melhor
Rápido os cacos se espalham
Um ponto sem nó
Somos jovens, ainda brilha o sol
Quando pensaria que você estaria perto?
Sob o calor e a noite fria do deserto?
Não me esqueço de uma história sem fim
Sem começo, Que persiste na memória
E agora, sou escória
E então, vai embora
Queria que ao menos nesta hora
Você... Se...lembrasse de mim
Quis um dia no fundo um fim prá isso tudo?
Isso não muda prá você
Aguçadas setas atacam
Fez por merecer
Dói de novo,
prá nunca mais se atrever
Refrão
Preste
Atenção
Utopia
Lágrimas
Acordado
Hora Passa Madrugada
Chibatadas Têm Hora Marcada
Não falei pra você....
Agora deixe o sangue escorrer!!!!!
Fez por merecer
Não vai se arrepender
Deixa o desgraçado apodrecer!!!!!!!!
Deixa ele gritar até morrer!!!!!
Agora deixe o sangue escorrer!!!!!
Há uma porção de referências pessoais à “musa inspiradora”. A propósito, o nome dela está perdido por aí... Preste atenção!
Um simples olhar
Diz muito mais coisa
Do que se pode imaginar
Dele vem o mistério
Do mistério o encanto do decifrar
Do decifrar a paixão do compreender o falar
A vida é feita de olhares
Armazenados nas memorias
Que transformam em histórias.
Mas,
Por não seres real, farei de ti Poesia!
Por não estares aqui, te farei Eterna!
Por seres mentira tornaste-te minha mais querida verdade.
E a Dor, que não pode ser enganada, continuará aqui, ao nosso lado, trazendo com a tarde fria o desalento da compreensão de que tu és apenas: Lembrança!
Todas as folhas abandonam a árvore
Não porque querem, mas porque chegou a hora
E a árvore precisa deixá-las partir
em sua última dança com o vento
É hora de dizer adeus
e lembrar com carinho de um passado distante
Mais uma roda girou
E a árvore permanecerá.
A natureza vem nos lembrar de como a vida funciona
Que tudo um dia passa, então aproveite enquanto pode
Pois tudo tem o seu tempo de acontecer
E tudo tem seu tempo de acabar
No fim o tempo é curto
e a única coisa que vai restar
São os momentos simples, bobos e felizes
que seu coração conseguir gravar.
A vida proporciona momentos tão especiais
que nem sempre é possível registrar em uma câmera.
Mesmo assim, ficam fotografados para sempre,
dentro do coração de quem os vivenciou.
E agora era assim;
ela não lhe dava mais bola,
não olhava,
quando via,
desviava,
seus recados,
desprezava.
Mas agora?
Agora não adiantava mais,
pois era só ele fechar os olhos
que de todos os jeitos,
ele a enxergava linda demais.
Calma... em que ano vivemos mesmo???
Anos 2000???...época 2000???...2000 e quanto???
Quantos momentos realizados e memorizados? Quantas histórias para contar?...quantas músicas para recordar?...quantas lembranças para ao menos sentirmos saudades.
Diante de um mundo tão apressado e tecnológico, cada vez menos vivemos realmente um tempo de verdade, com pessoas para fazer história.
Tudo hoje é tão rápido, supérfluo... Quanta coisa fútil, músicas sem nenhum conteúdo que estouram durante uma semana... mas se quer sobrevivem para fazer história, pois na verdade; não são realmente músicas, mas sim o reflexo de uma sociedade doente, sem valores.
O que as crianças de hoje vão contar futuramente??? “Na nossa época...” (que época?)...tudo hoje acontece na rapidez de um click.
É triste tentar responder a essa pergunta, quando nós tivemos sim uma época, “anos” para contar e marcar a história. Anos 80 por exemplo, uma década, isso mesmo 10 anos, não apenas 10 clicks, ou 10 “curtidas”. 10 anos de tendências, músicas, estilo, brinquedos; fatos que compuseram realmente uma estação.
Ah...como seria bom para a própria humanidade, se as pessoas não corressem tanto....se não esmagassem os minutos em busca de suas ganâncias, gerando assim tanto estresse e descontentamento, para sobreviverem num mundo de aparências.
E tentassem simplesmente viver de verdade cada segundo, e que cada segundo preenchesse um momento para se fazer história.
A saudade constrói uma ponte entre memoráveis recordações versus realidade e invade nossos corações, por vezes faz alagar nossos olhos e hibernamos por anos em apenas um minuto...
Saudade do passado, saudade de um passado inventado, não realizado, saudade do que ou quem não se teve...
Saudade, tanta bagagem em você, tanta saudade de você!
Adoro olhar para aquela fotografia
para lembrar daquela época dourada,
das lembranças e memórias vividas,
juntamente com você minha amada.
É um dos souvenires que eu carrego,
lembranças de um passado apaixonado,
memórias de uma juventude preciosa
que me faz seu eterno namorado.
Aquela foto é muito mais que um souvenir,
é também muito mais que uma lembrança,
é como se eu voltasse no tempo
e revivesse novamente aquela dança,
Aquela que depois do nosso beijo
Me deixou a mais preciosa herança,
O sabor do seu último beijo
Misturado com um gosto de esperança.
Desejo que nossos momentos
dure por uma vida
Pecado em nossa pele
Sangrarei eternamente
Minha queda será por você
Eu irei me despedir,
Irei partir, triste memória.
A morte veio até mim.
Sob a vida adormecida,
gelada em meu túmulo
quente em seus braços.
Anseio por espinhos
em meu corpo
Me cure, me mate.
Dois anos de luz
Andarei por milhas
para te reencontrar
Perdidos em um coração puro
Nosso florescer, único e eterno.
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